Quais livrarias trabalham com autores independentes?

Saiba com quem você, autor independente, pode contar para revender o seu livro

Dentre todas as dificuldades que autores independentes sempre enfrentaram para consolidar as suas carreiras, a maior provavelmente é a distribuição.

Claro: há inúmeros fatores fundamentais para ter um livro publicado e fazendo sucesso, incluindo um bom acabamento técnico (capa, diagramação, revisão etc.), ISBN (sem o qual toda e qualquer distribuição para livraria é simplesmente impossível) e, claro, o plano de divulgação como um todo.

Mas sejamos francos: de nada adianta ter um produto final belíssimo, tecnicamente perfeito, se nenhum consumidor consegue comprá-lo nos principais pontos de venda. E é aqui que entra a questão da distribuição.

Primeiro ponto: você PRECISA do ISBN

Para quem não sabe, o ISBN é o CPF do livro. Você até conseguirá revender a sua obra sem esse registro, feito junto à Biblioteca Nacional, tanto na loja do próprio Clube de Autores quanto nas lojas de ebook (chegaremos nisso já já). Mas sejamos francos: contentar-se apenas com a distribuição de ebooks, que representam menos de 2% do mercado brasileiro, faz pouco sentido lógico.

Aliás, faz menos sentido ainda quando se considera que tirar o registro do ISBN é algo extremamente simples, fácil, bastando seguir esse tutorial aqui.

Assim, antes de qualquer coisa, certifique-se de que você tem ISBN registrado e válido. E nem adianta tentar dar uma de esperto e copiar um ISBN de outro livro ou inventar um número: a possibilidade de você ser pego com a boca na botija e de ter o seu livro banido em definitivo das livrarias é grande, muito grande.

Segundo ponto: vale a pena abordar livrarias diretamente?

Há dois caminhos aqui: peregrinar de livraria a livraria, fisicamente, buscando um contrato de revenda do seu livro, ou fazer tudo de maneira mais automatizada.

Os dois são viáveis, mas o primeiro é muito, muito mais complicado. Por que?

Porque a grande maioria (para não dizer todas) as livrarias vive com mão de obra extremamente enxuta e atuando sob um modelo de negócio pautado sobre grandes negociações com médias e grandes editoras. A possibilidade de você sequer conseguir uma reunião com alguém que tenha o poder de comprar o seu livro é mínima. E, mesmo que você consiga, a possibilidade dessa reunião não dar em nada, de nenhum contrato ser sequer enviado para se iniciar uma negociação, é maior ainda. Para piorar, você deverá fazer um acordo com diversas livrarias para isso ter sentido – e controlar o seu próprio estoque, pois as que toparem revender o seu livro exigirão tê-lo em consignação.

Quer fugir disso? É para isso que existe o Clube de Autores.

Como funciona a distribuição pelo Clube de Autores?

Todo o modelo do Clube é bem simples: você publica seu livro gratuitamente, assinala o campo que nos autoriza a revender o seu livro em livrarias terceiras e pronto: seu livro irá para as principais livrarias do país.

Você acompanhará cada venda que ocorrer nelas diretamente pelo site do Clube, na sua área de vendas/ direitos autorais, e receberá por cada uma delas o equivalente a 20% do preço de capa.

No mais, toda a burocracia, tanto envolvendo negociações quanto cobranças, será administrada por nós.

Quais as livrarias de impressos que trabalham com o Clube?

Aqui também cabe uma observação importantíssima: os livros do Clube são vendidos dinamicamente apenas nos e-commerces das livrarias parceiras. Como, afinal, nós só imprimimos depois da venda ter sido feita (que é o que viabiliza que você não precise pagar nada pela publicação), não há como entregar exemplares para disponibilização em lojas físicas.

As seguintes livrarias revendem os livros publicados no Clube de Autores hoje: Livraria Cultura, Amazon, Estante Virtual, Americanas.com, Submarino e Mercado Livre.

Quais vendem mais? Depende do livro. Há casos de sucesso estrondoso na Cultura, outros na Amazon, outros ainda na Estante e assim por diante. Nossa maior recomendação, portanto, a todos os autores, é estar em todas.

Vale também repetir que os livros só vão para essas livrarias se tiverem ISBN válido!

E a Saraiva?

Nós chegamos, há muito tempo, a negociar a nossa presença também na Rede Saraiva, mas algumas questões tecnológicas acabaram atrasando o processo até que ela acabou entrando em Recuperação Judicial e congelando praticamente todos os novos acordos. Não temos, claro, como saber o que exatamente acontecerá com a rede – mas, caso tudo dê certo para ela, é muito possível que nossos livros também acabem indo parar em suas prateleiras.

Os livros do Clube vão para lojas físicas em algum momento?

Sim, vão – mas isso depende muito mais das livrarias. Vamos a um exemplo prático: suponha que seu livro esteja no comércio eletrônico da Livraria Cultura e que comece a vender bem por lá.

O que a própria Cultura faz? Ela adquire livros em maior quantidade e , por conta própria, uma vez que detectou potencial, revende em lojas próprias.

Já tivemos casos de livros do Clube expostos até em vitrines, em pilhas com destaque nas entradas das lojas etc. Ou seja: nem todos conseguirão estar nas lojas físicas – mas a melhor chance de você conseguir isso é, sem dúvidas, seguindo o processo e fazendo a sua distribuição por aqui.

Quais as livrarias de ebook que trabalham com o Clube de Autores?

As principais livraras trabalham conosco, incluindo Apple, GooglePlay, Amazon Kindle e Kobo.

Aqui, no entanto, há outras regras importantes. Apesar do ISBN não ser uma exigência em nenhuma delas, apenas o GooglePlay aceita arquivos em formato PDF. As demais lojas trabalham apenas com ePub, um formato específico de livros eletrônicos.

Se você quer saber como publicar o seu ebook aqui no Clube, incluindo essa questão do epub, vale a pena ver esse post aqui.

E agora? O que você deve fazer?

Publicar no Clube de Autores, claro! Além de gratuito, afinal, é a única plataforma que permite que você esteja em todas as principais livrarias do país (além de revender no mundo inteiro).

Além disso, recomendamos também que você acesse esse material aqui, com conteúdos extremamente relevantes para novos autores e que certamente te ajudarão bastante no processo de escrever, publicar e divulgar o seu livro.

Boa sorte!

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Promoção: todos os impressos com até 25% de desconto!

Desde hoje, dia 6, até o dia 13, todos os impressos do Clube estarão com desconto de até 25%!

Vamos às regras:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;

2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);

3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.

4) O desconto durará até o final da segunda, 13/05!

Boas vendas e bons presentes!!!

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Como curar angústias infantis com livros?

Boas histórias são excelentes remédios

Se você tem um filho pequeno sabe que, muitas vezes, diálogos diretos produzem poucos efeitos. Não que dialogar seja errado – se tem uma coisa que acredito piamente é que um canal de comunicação deve permanecer escancarado entre pais e filhos par quando se fizer necessário.

Mas o ponto aqui é outro. Às vezes, pequenos hábitos começam a tomar ares de tiques e medos pequenos começam a se transformar em agressividade ou fobias exageradas. E o diálogo direto com uma criança sobre essas transformações pouco lógicas nem sempre surtem os efeitos esperados por nós, adultos, tão habituados ao mundo das obviedades.

Não vou aqui dar conselhos: não tenho nenhuma credencial que me habilite a isso a não ser a minha própria paternidade. Mas vou, sim, fazer uma observação.

As tais linhas tortas

Talvez o caminho não seja apenas um diálogo tão racionalmente direto ou uma reprimenda. Talvez o caminho seja justamente o de buscar destrancar a angústia a partir do mundo da imaginação da criança.

Talvez o segredo esteja no tanto que uma criança expressa (e digere a partir do próprio e simples ato de se expressar) nas histórias. E isso é válido nas duas frentes: ler (ou ouvir) histórias aumenta o repertório da imaginação, algo fundamental até para a futura vida adulta; gerar histórias a partir de desenhos ou brincadeiras tangibiliza angústias e aproximas eventuais “curas”.

E “cura”, aqui, é uma palavra péssima já que não estamos falando de nenhum tipo de doença como gripe ou catapora: estamos falando daqueles difíceis momentos de crescimento em que uma criança, com a pouca experiência de vida que tem, precisa lidar com um mundo tão assustador à sua volta. Convenhamos: é algo bem mais difícil e complexo que uma gripe ou catapora.

Não é também óbvio que o “remédio”, para continuar insistindo na mesma péssima metáfora,  esteja distante de prateleiras ou de conversas adultas?

Se tem uma coisa que crianças aprendem desde cedo é a se resolver sozinhas. Nós, pais, precisamos apenas emprestar os nossos sempre atentos olhos e ouvidos para guiá-las entregando as referências certas para os momentos exatos.

Que referências são essas?

Histórias bem selecionadas e papéis em branco.

Na maior parte dos casos, é o que basta para destrancar a imaginação e tirar dela todo um mar de angústias esdrúxulas.

Como escrever um livro infantil

Se você está interessado em escrever um livro infantil e quer saber como, incluindo dicas relevantes e melhores práticas, vale ler esse post aqui.

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Por que livros infantis funcionam melhor no papel?

Impresso ou ebook? O que é melhor para uma criança?

Sempre considerei que livros para crianças são muito, mas muito diferentes de livros para adultos.

Para nós, já com personalidades forjadas pela sempre inquestionável experiência prática nas agruras da vida, a imaginação tem um limite menor. Sim: mantemos, ainda bem, a capacidade de nos teletransportar para eras distantes a cada capítulo; mas nossas imaginações são incapazes de dominar por completo as leis da física tal qual ocorre com crianças.

Em outras palavras: compreendemos que vôos em unicórnios mágicos podem ser metáforas brilhantes para alguma coisa qualquer – mas apenas crianças abraçam a possibilidade da existência real desses seres fantásticos em seus enredos flutuantes.

Não que devamos ficar tristes por termos perdido, provavelmente em algum lugar na pre-adolescência, a capacidade de acreditar no inacreditável: a realidade absorvida por essa passagem é essencial para que consigamos conduzir as nossas vidas e proporcionar aos nossos filhos o luxo da fantasia infantil. Poder confundir fantasia com realidade, afinal, é essencial para a formação de qualquer humano.

O lugar da imaginação

É aqui também que entra a vantagem de livros, principalmente os impressos, frente a qualquer outra maneira de cultura.

Veja: quando uma história é soprada em forma de palavras para dentro de olhos ou ouvidos, toda a imaginação se exercita. Quando uma história fala de dragão, é a cabeça da criança que desenha os contornos das narinas fumegantes, do couro áspero, dos olhos malignos; quando uma fada é evocada, é a mesma mente que a recria suave, com roupa e chapéu colorido e uma voz aveludada; e assim por diante.

A capacidade de imaginação fantasiosa de uma criança faz dela uma co-autora de absolutamente qualquer história que leia ou que leiam para ela. Como co-autora, a criança exercita a sua imaginação e capacidade criativa como em nenhuma outra atividade intelectual – e essa é a vantagem da simplicidade dos livros impressos.

Ebooks, por outro lado, já entregam a imaginação imaginada por outros…

Vá para um ebook interativo, repleto de animações e sons, e a magia se perde. Não que a história perca a sua força – não exageremos. Mas cada interação digital tira da criança a necessidade de especular sobre personagens e enredos: como criar, na mente, o som que um dragão faz se o próprio aplicativo, uma mescla de livro com game, faz esse som a um mero clique?

Como permitir à imaginação criar vozes dos personagens se todos eles já falam?

Para que uma criança colocará a sua imaginação em uso se, nos mais sofisticados ebooks, os próprios autores já tiverem feito isso para ela?

Nunca fui contra tecnologias. Sou leitor assíduo de ebooks e audiobooks, assinante das mais diversas plataformas e, sim, faço questão de permitir que minhas pequenas filhas acessem apps e tudo mais que a tecnologia permitir. Bloquear a tecnologia da vida de uma criança, hoje, afinal, é como criar no passado alguém que fatalmente enfrentará desafios do futuro.

Ainda assim, nunca considerei apps ou ebooks ultra-interativos com livros: são coisas diferentes, tão diferentes quanto filmes ou desenhos animados.

E a prova disso é simples de obter, indo além de qualquer estudo científico: leia uma história para uma criança e apenas perceba o brilho diferente em seu olhar enquanto seu pequeno cérebro forja infinitas sinapses e conexões.

Filmes e aplicativos mostram mundos imaginados pelos seus autores; livros, principalmente aqueles mais simples, permitem que crianças criem os seus próprios mundos.

Você quer escrever um livro infantil?

Há mais, muito mais coisas envolvidas na concepção de um livro infantil do que apenas a sua plataforma. Se você tem interesse em escrever um livro infantil, recomendamos fortemente que acesse esse post aqui com uma série de dicas e melhores práticas para se escrever para crianças.

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O mercado editorial está em queda em 2019?

Sabe quem é esse cara acima? É o mercado editorial brasileiro.

É ele quem reclama que os números de leitura estão em queda, que alardeia previsões cataclísmicas para a literatura, que profetiza falências em massa de livrarias até voltarmos à Idade Média.

É ele, por exemplo, que está empolgado e viralizando estudos como esse aqui, que mostram que houve uma queda significativa na compra de livros em 2019 se compararmos com o mesmo período de 2018. Segundo ele, o mês de fevereiro de 2019 teve queda de venda de livros de 16% em faturamento e 20% em volume.

Mas sabe onde está a pegadinha aqui?

Esse estudo considera dados apenas de algumas varejistas monitoradas pelo instituto. Ou seja: ele mostra a queda de vendas em livrarias tradicionais – e o mercado editorial, que parece amar más notícias, acaba propagando-as como se fossem um retrato de todo mercado brasileiro.

Ele não é.

E não é por óbvio: se o brasileiro está lendo mais – como outros estudos já comprovaram – ele também está consumindo mais.

Só não o está fazendo nos canais tradicionais. Simples assim.

O Clube de Autores, por exemplo, cresceu mais de 30% no ano passado – e continua crescendo este ano. Clubes de assinatura como a Tag também estão crescendo. Marketplaces pouco tradicionais como a Estante Virtual nunca parou de crescer. A Ubook cresce imensamente.

E todos esses – ou melhor, todos nós – somos modelos muito pouco tradicionais de venda de livros.

O que esse estudo prova, portanto? Que o mercado editorial não está em queda, mas sim em transformação.

E já não era sem tempo!

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