homem sentado mexendo no laptop

Conheça o Skoob e saiba como utilizar

Se você é heavy user das redes sociais mas também é viciado em livros, provavelmente deve conhecer o Skoob, uma rede social colaborativa para leitores, criada em 2009. O nome é derivado da palavra “books” (skoob ao contrário), que significa livros, em inglês. A ideia era reunir leitores para trocar dicas de livros, autores e outros temas relacionados a este universo – deu tão certo que a plataforma já conta com mais de 5 mil membros. 

O site do Skoob se tornou um ponto de encontro para leitores e novos escritores, para a troca de sugestões de leitura, ideias sobre novas publicações, organização de encontros presenciais (normalmente em livrarias) e muito mais. 

Por meio dele, você tem acesso a uma estante virtual, onde pode organizar seus livros em diversas áreas diferentes como os livros já lidos, os que têm interesse de ler, os que está lendo no momento (ou relendo), os favoritos, os desejados que ainda não possui, os favoritos e os que você desistiu de continuar. Você também pode tagueá-los como “tenho”, “troco” e “emprestei”, para incentivar a iniciativa da troca de livros. Além de livros, você também pode incluir quadrinhos e revistas na sua estante virtual.

Em resumo, o Skoob é uma ferramenta que auxilia na organização da sua leitura, permite a troca de experiências e até novas amizades por meio dos livros. 

Como funciona?

O primeiro passo para ter acesso às funcionalidades do Skoob é fazer o seu cadastro na rede social – pode ser via computador ou por meio de um Aplicativo gratuito disponível tanto na loja do Google quanto da Apple. Depois, precisa preencher a sua estante virtual com leituras antigas, atuais e interesses futuros, conforme falamos anteriormente. Pode fazer uma busca pelo nome do livro ou do autor mas há algumas listas prontas com o nome dos livros mais lidos, dos mais desejados e dos mais abandonados, por exemplo. Como o objetivo é a troca de dicas, conhecimento e livros, chegou a hora de adicionar os seus amigos. 

Meta de Leitura

Apesar de tantas possibilidades de uso do app,  essa é uma das mais úteis para os enlouquecidos por livros. Isso porque nós geralmente vivemos uma série de dilemas, como: ter livros demais e pouco tempo para ler, dificuldade em priorizar as próximas leituras, vontade de incluir cada vez mais livros na lista de desejos etc. Com a meta de leitura, você seleciona todos os livros que gostaria de ler, em determinado período, e organiza a sua meta de leitura. Você também pode sinalizar onde parou e avaliar o livro depois que terminar. Dar a sua opinião sobre um livro pode ajudar a incentivar mais pessoas a lê-lo. 

Você também pode participar de grupos de discussão sobre o seu livro favorito, alguma publicação que todos estão comentando e até um “escambo” para ler novos títulos sem gastar a mais por isso. 

O que mais encontrar por lá

Há uma área com mais informações sobre os livros, com sinopse e trecho disponível. Gostou da sinopse mas ainda não tem o livro? Geralmente há uma opção que redireciona para a loja virtual do Skoob onde você pode comprar exemplares. 

Leu algo novo e quer conhecer mais sobre aquele autor? Existe uma área específica para isso com biografia, livros publicados, grupos a qual pertence, o que já escreveu na plataforma, fãs etc.

Outra coisa bacana são as resenhas. Elas servem para aquele momento em que você está na dúvida sobre qual livro começar ou se determinado título vale mesmo a pena – basta ler o que outra pessoa escreveu para se sentir motivado a (ou desistir de) encarar as próximas páginas. Você também pode expor a sua opinião criando resenhas dos livros que já leu e disponibilizando para os outros usuários do Skoob. 

Além de compartilhar seus hábitos de leitura, você ainda pode concorrer a diversos livros cortesia em sorteios promovidos pela própria plataforma. Normalmente, os exemplares são cedidos pelas próprias editoras, a fim de estimular a leitura.

A curadoria é bem vasta e as atualizações são frequentes. Toda semana, novos livros sobem para uma área de destaque, para chamar atenção do leitor para algo que ele provavelmente ainda não conhecia.

jovem mulher mexendo no celular e sorrindo

Perfil plus

São tantos usuários interessados em trocar conhecimento – e livros – que os organizadores do Skoob decidiram criar uma ferramenta para auxiliar a troca de livros entre os leitores cadastrados no Skoob. 

O Perfil Plus permite uma busca por livros disponíveis para troca, condições do livro, nota do usuário, descrição dos livros, solicitação de troca e muito mais. Para acessar essas funcionalidades, basta atualizar a plataforma (grátis) e começar a utilizar.

Muito legal, né? Já imaginou ter um livro publicado, acompanhar o que os leitores estão falando sobre ele e ainda tem a oportunidade de interagir? Você pode publicar o seu livro no Clube de Autores e depois cadastrar o ISBN no Skoob para acompanhar a popularidade do seu livro na rede social literária. 

Leia Mais

Entenda o que é Fanfic e saiba como escrever

Você já terminou de ler um livro e ficou com a sensação de que a história podia continuar? Ou imaginou uma história paralela àquela, com outras referências de personagens? Já quis reescrever alguma história, mudando apenas o ambiente ou algum outro detalhe? E que tal detalhar uma cena ou período que não ficou claro para você? Se a resposta para essas perguntas for sim, você tem potencial para escrever uma fanfic!

A palavra fanfic é abreviação de “fanfiction” e significa “ficção de fã”. São contos escritos por pessoas que se inspiram em produções (de outros autores) já existentes como livros, filmes e séries. Para entender melhor: é a criação de novas histórias a partir do conteúdo original que o fã já conhece e admira.

Se você acha que o termo é novo, está enganado. Na década de 1960, foi lançada a “Spockanalia”, uma  fan magazine (também conhecida como “fanzine”) com conteúdo baseado em textos escritos por fãs inspirados na saga Star Trek (Jornada nas Estrelas). No entanto, se popularizou com o avanço da tecnologia e o acesso à internet – espaço onde a maioria dos adeptos de fanfic utiliza para divulgar suas criações, por meio de plataformas específicas, sites ou fóruns.

Como criar uma fanfic

A única regra para se tornar um fã-escritor é usar a imaginação! Os textos podem ser inspirados em uma série de TV, uma sequência de livros, filmes que te agradam, história em quadrinhos, celebridades e até sua banda favorita. As fanfics podem ser classificadas em diferentes categorias de acordo com os temas, número de palavras, gêneros, entre outros aspectos. 

Você pode utilizar o ambiente criado pelo autor no título original e incluir personagens na história ou até mesmo utilizar seus personagens favoritos em um cenário completamente diferente. Mas é preciso ter alguma ligação forte com o conteúdo original, já que esse material será lido por outros fãs que já possuem conhecimento sobre o enredo e os personagens principais.

As fanfics são divididas em categorias, que variam de acordo com o tipo da história, tamanho do texto, tipo de inserção e até referências. Veja as mais comuns:

Alternate Universe (universo alternativo): quando os personagens são inseridos em um universo diferente do original, por exemplo Harry Potter no universo de Alice no País das Maravilhas.

Angst: tem uma trama mais dramática. A angústia dos personagens centrais é o que rege a trama dessas histórias. Explora o sofrimento dos personagens como perdas e decepções.

Canon: é o estilo com menos liberdade para criar, entre as fanfics. Segue o enredo da história original, usando os mesmos personagens e locações. 

Crossover: fanfics que misturam dois universos fictícios diferentes, unindo personagens e aspectos de Crepúsculo e Jogos Vorazes na mesma história, por exemplo.

Drabble: contos curtos com cerca de 150 palavras. Esse estilo é utilizado para detalhar alguma situação como algum acontecimento, ponto de vista ou dar destaque ao personagem. 

Lime: romance adulto, indicado para maiores de 16 anos – não contém necessariamente algum tipo de mensagem de cunho erótico.

Mary Sue: fanfics com foco em romance, relacionamentos e histórias de amor entre os personagens. Já imaginou dois personagens do game Street Fighter em um relacionamento? Na fanfic isso pode acontecer.

Oneshot: fanfic com apenas um capítulo, escrita sem pretensão de continuidade.

Songfic: a história criada com uma música como base.

What If: um rumo diferente para a história original, como se De Volta Para o Futuro tivesse um final completamente diferente do que foi realizado, por exemplo.

O que os autores pensam

Normalmente, os criadores de fanfics não têm interesse em ferir os direitos autorais ou ganhar algo por meio dessas publicações mas a aceitação das fanfics por parte dos autores é muito relativa. Alguns acham que é saudável e estimula outros fãs a conhecerem a história original, além de interagir com aquele universo de maneira imersiva.  J.K Rowling, por exemplo, já disse em entrevistas que se sente lisonjeada com o empenho e criatividade dos fãs porque isso é um sinal de que eles realmente se identificam com o universo que ela criou. Autores como George R.R. Martin e Anne Rice possuem opinião contrária e já cogitaram tirar conteúdos do ar, apenas pela semelhança de escrita, conforme categorias citadas anteriormente. 

Minha fanfic pode virar um livro?

Em geral, os maiores interessados no conteúdo da fanfic são os fãs daquele universo que está sendo retratado. E temos que concordar que um fã de verdade é capaz de mover montanhas, se preciso for. É por meio de fóruns e sites específicos para fanfics que eles acessam os conteúdos e engajam com a história. Em diversos casos, o conteúdo é tão interessante que as editoras se propõem a publicar os livros. Anna Todd é um exemplo de sucesso. Sua fanfic sobre a banda One Direction teve os direitos autorais comprados para a realização de um filme e a publicação de um livro.

jovens no parque lendo no computador

Sabe aquele grupo que você tem para discutir sobre determinado filme, livro ou série? As inúmeras possibilidades que cria para o enredo ou desfecho da história? Pois bem, o seu hobby pode virar um livro de verdade e fazer a alegria de muitos fãs do mesmo tipo de entretenimento que você. 

E não precisa se preocupar, pois publicar um livro é mais simples do que você imagina. O Clube de Autores incentiva autores independentes e possui diversas dicas para quem está começando. 

Dê asas à sua criatividade, escreva e divirta-se! 

Leia Mais

É hora de reinventar o mercado editorial

Ultimamente, muito se fala em crise no mercado editorial brasileiro. É possível acompanhar tudo isso por meio de reportagens que mostram como o setor literário tem registrado constantes quedas nas vendas. Para piorar, a imprensa tem dado destaque à recuperação judicial das duas maiores livrarias do país. Diante de todo esse cenário, de fato, pode parecer que o segmento passa por dificuldades. Mas, na verdade, o problema está no modelo de negócios adotado na venda das publicações.

O discurso pode parecer algo um tanto otimista ou fora da realidade. Na verdade, os fatos concretos relacionados ao ramo vão ajudar a comprovar que essa minha tese relacionada ao universo dos livros está correta. A conjuntura econômica ruim dos últimos anos realmente derrubou o volume de vendas nos estabelecimentos do gênero. A partir daí, as maiores redes do ramo passaram a atrasar os pagamentos às editoras.

Só para esclarecer, as maiores livrarias brasileiras adotam um modelo de negócio conhecido como consignação. A modalidade funciona da seguinte forma: as editoras enviam grandes quantidades de exemplares impressos para as lojas sem receber absolutamente nada num primeiro momento. As redes do setor apenas abrem espaços em suas prateleiras para que os livros fiquem expostos aos consumidores. 

As editoras sempre enviavam seus livros para receberem somente após a venda destes títulos. Esse estoque parado não é bom para ninguém, é um desperdício de espaço e de dinheiro. É muito mais inteligente e econômico imprimir sob demanda.

Com o agravamento da crise, as livrarias deixaram de repassar o valor da consignação, após a venda efetiva, para quem produziu as publicações. Dessa forma, gerou-se praticamente um efeito cascata diante dessa modalidade de negócio usado no mercado literário. Sem dinheiro, o volume de lançamentos caiu drasticamente. Consequentemente, menos livros eram entregues para comercialização. E, dessa forma, a queda nas vendas de publicações também registrou forte queda em volumes de novas publicações. 

Por outro lado, toda essa situação também serviu para o setor buscar novos modelos de negócio, inclusive, com o uso da tecnologia para que a venda de livros se tornasse mais rentável. Hoje, é possível fazer a publicação gratuita dos livros em que a impressão se baseia totalmente na demanda de venda, por meio do uso de uma plataforma online. Nela, o autor se auto publica e disponibiliza sua obra para todo o mundo. Fora isso, a pessoa escolhe quanto quer ganhar em cada unidade comercializada.

Com o uso dessa solução, também se garante a impressão apenas quando algum exemplar é vendido tanto no site que abriga a plataforma, quanto nos espaços virtuais de seus respectivos parceiros. Ou seja, ninguém perde com isso, ao contrário da modalidade tradicional por consignação, que dentro deste modelo de negócios tradicional, as editoras foram as maiores prejudicadas com o calote das livrarias.

Por essas e outras, o mercado livreiro baseado em autopublicação tem se mostrado bastante eficiente. A mais recente pesquisa divulgada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) que apontou um aumento de 19,2% no faturamento de vendas do setor. Com certeza, o bom desempenho se deve às alternativas existentes no mercado literário.

Dados de empresas do setor comprovam que a nova modalidade por demanda utilizada pelo segmento também garante uma rentabilidade 30% maior se comparado com o adotado no mercado tradicional, onde estão as livrarias em processo de recuperação. Não gosto de dizer que o mercado editorial em si está em crise, até porque os brasileiros continuam consumindo e lendo até mais do que antes. 

Leia Mais

estante de livros

Como se comporta o leitor brasileiro (e o que o autor independente tem a aprender com isso)?

Qual a relação do brasileiro com o livro?

Muito se fala sobre o leitor brasileiro. Diz-se que ele é escasso, que lê pouco, que é ignorante etc. e tal. O brasileiro tem dentro de si, quase como um traço cultural inerente à sua cidadania, esse pessimismo em relação a si mesmo, esse senso de inferiorização que por vezes nos cega para uma realidade que costuma ser melhor do que a que cismamos em crer.

Fatos práticos

A última pesquisa Retratos da Leitura, de 2016, revelou alguns dados esclarecedores. Reforço que essa pesquisa foi de 2016 e que, da mesma forma que ela vem mostrando uma evolução grande nos hábitos de leitura dos brasileiros, é bem provável que sua próxima edição, prometida para 2020, confirme isso.

Ainda assim, foquemo-nos nos dados que temos:

  • Cerca de metade da população bruta do Brasil é feita de leitores: somos 104,7 milhões de pessoas
  • Na média, o leitor brasileiro lê (parcial ou completamente) 2,54 livros a cada trimestre
  • 77% afirma querer ler mais
  • 94% dos leitores preferem livros impressos a digitais

Distribuição geográfica

A mesma pesquisa distribuiu o leitor brasileiro por gênero e região, como pode ser visto abaixo. Nenhuma surpresa aqui: de certa maneira, a distribuição segue a densidade populacional e educacional do Brasil:

Onde o brasileio compra?

De acordo com a mesma pesquisa Retratos da Leitura de 2016, a compra é absolutamente distribuída. Aqui cabe uma observação importante: de 2016 para 2019, é natural se supor que a participação da Internet tenha crescido de maneira determinante. Dito isso, os dados existentes são:

O que mais influencia a compra?

Outra pesquisa, a SNEL & Nielsen Bookscan de 2018, apontou os seguintes itens como grandes influenciadores de compra:

E o preço do livro?

Perceba que o preço do livro é apenas o quinto fator de maior influência, em grande parte porque a maioria efetivamente oscila em torno da média. E qual é ela? No Brasil, um livro custa, em média, R$ 44,47. Saiba como estipular o preço do seu livro aqui.

O que isso tudo quer dizer para você, autor independente?

Em uma frase: que o espaço está mais que aberto para você e para os seus livros.

Ou, colocando de maneira mais simples:

Há, claro, mais uma série de conclusões que você pode tirar dessas pesquisas – mas apenas essas citadas aqui já abrem espaço para muito trabalho e muitos resultados.

O que você deve fazer agora? Publicar o seu livro, claro!

Leia Mais