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Como retomar o hábito da leitura?

Quem costuma ler bastante vez em sempre, ao recomendar um livro para um amigo, ouve o famoso “queria tanto… mas não consigo me concentrar”, ou então “estou no mesmo livro há três meses e não consigo terminar…”. 

Se você não se identificou com o primeiro tipo, certamente está entre os que não passam dos primeiros capítulos. E tudo bem. Ler, assim como todas as outras coisas, também é um hábito e exige dedicação, insistência e renúncia (à outras atividades). Mas, assim que vira rotina, é como andar de bicicleta: você não precisa se esforçar para lembrar, é natural.

Por isso, preparamos algumas sugestões para tornar a leitura uma de suas melhores amigas com a promessa de que, tão logo as primeiras barreiras sejam quebradas, haverá sempre um livro em sua bolsa, ou carro, ou gaveta do escritório, ou poltrona da sala… enfim! Você entendeu. Vamos lá? 

Dicas de como retomar o hábito de ler livros:

#1: Descubra qual gênero te agrada mais

Antes de se aventurar por universos desconhecidos, é importante conhecer qual tipo livro te desperta mais interesse. Quando a leitura virar rotina você terá tempo de sobra para explorar as escritas mais complicadas e os temas mais exóticos, mas se você quer realmente “pegar no tranco”, recomendamos começar com calma. 

Lembre-se dos livros que lia durante a infância e adolescência, pense nos filmes e seriados que mais gosta de assistir, nos autores que seus amigos próximos recomendaram… a chance de você gostar de uma obra que já faz parte de sua “bolha” é sempre muito maior. 

Confira os livros independentes publicados aqui no Clube de Autores.

#2: Comece por escritas simplificadas

Não adianta tentar desbravar um filósofo ou um livro acadêmico com vários termos técnicos logo de cara. Temos a tendência a desistir de coisas muito difíceis e se o objetivo é criar um hábito, é importante que os primeiros livros da sequência sejam simples e deixem um gostinho de “quero mais”, não de “nunca-mais-quero-ler-em-toda-minha-vida”.

É por isso que somos tão traumatizados por Vidas Secas, de Graciliano Ramos, ou Dom Casmurro, de Machado de Assis. Não estávamos prontos para ler suas histórias e, talvez, não tínhamos ainda maturidade literária para apreciar obras tão incríveis (e isso não tem nada a ver com a idade).

#3: Crie pequenos compromissos (e não falte)

Todo início de relacionamento exige dedicação – afinal, estamos descobrindo sentimentos, vivendo novas experiências e conhecendo histórias diferentes das nossas. Sem comprometimento, o interesse desaparece. Com a leitura, é exatamente igual. Por isso, cumpra religiosamente suas promessas: ler 10 páginas por dia, terminar um capítulo a cada dois dias, finalizar um livro por mês. Você decide, mas tem que levar a sério, ok?

Apps e Sites para quem ama ler.

#4 Encontre seu lugar ideal 

Há quem precise de silêncio absoluto para se concentrar nas palavras, outros preferem isolar todos os ruídos externos com música dos mais diversos estilos. Faça o teste e descubra qual dos cenários funciona para você.

Lembre-se também de encontrar um lugar confortável (mas não muito, nada de dormir!). A iluminação também conta muito – é claro que será muito mais desconfortável ler no escuro ou em luz baixa, então procure ambientes iluminados e, de preferência, a luz do dia.

#5 Não fique muitos dias sem ler

Não espere duas semanas para retomar o livro que você iniciou, principalmente se a história tiver apenas começado. Você esquecerá personagens, datas, lugares… perderá o sentimento que começou a cultivar e provavelmente se aborrecerá em ter que voltar algumas páginas para relembrar os detalhes. 

4 livros sobre epidemia para ler na quarentena

#6 Explore outros formatos

Se o livro de papel te incomoda pois vive com páginas amassadas, que tal um tablet ou Kindle? Mas se você prefere o cheiro de páginas impressas, use isso a seu favor, pelo menos neste início. O formato pode ajudar ou atrapalhar muito o processo, afinal, precisamos nos identificar com nossos melhores amigos, né?

#7 Converse com outras pessoas

Sabe aquele seu amigo que vivia te empurrando títulos estranhos e que sempre tem uma obra embaixo do braço? Hora de revidar! Conte sobre a história e os personagens, fale de suas metas e compartilhe sua experiência. Isso te dará motivação para continuar em frente com as leituras, afinal, ninguém gosta de levar puxões de orelha.

E aí, o que achou das dicas? 

Se não souber por onde começar, fique de olho no Instagram do Clube de Autores e acompanhe nossas sugestões :)

Continue lendo: 

Crônicas de Quarentena – Desafio do Clube de Autores
Sobre os Ossos dos Mortos, conheça o livro
Porque cabe a nós, autores, formar novas gerações de leitores

Leia Mais

Participe do projeto Crônicas de Quarentena!

[Resultado do desafio]

Que tal aproveitar o momento de quarentena que estamos vivendo para produzir uma crônica sobre essa experiência? Confira as regras e participe do Projeto Crônicas de Quarentena:

  • O texto precisa ter entre 400 a 800 palavras.
  • Não serão avaliados textos fora do formato crônica: não pode poema, dissertação ou qualquer coisa fora desse escopo.
  • Precisa ter título!
  • A palavra “quarentena” precisa aparecer pelo menos 1x no texto.
  • Os textos podem ser enviados até o dia 31/03! As 3 (três) melhores crônicas, de acordo com o júri do Clube de Autores, serão publicadas no Instagram Oficial.

Bônus: Se tivermos bastante engajamento nesse desafio, vamos publicar um ebook e um livro impresso com algumas crônicas escolhidas por um comitê do próprio Clube, sendo que toda a arrecadação será utilizada para ajudar os parceiros do Clube de Autores que viabilizam a operação como um todo a atravessarem essa crise tão severa causada pelo COVID-19.

Gostou da ideia? Então corre para compartilhar com todos os autores que você conhece!

Já tem sua crônica? Então é só se inscrever neste formulário!

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[13/04, 15:36] Atualização de ações do Clube relacionadas ao COVID-19

[ESTE POST FOI ORIGINALMENTE PUBLICADO EM 23/03. ATUALIZAÇÕES DE AÇÕES SERÃO POSTADAS AQUI COM DATA PARA FACILITAR O ENTENDIMENTO. ROLE PARA BAIXO PARA VER O QUE MUDOU.]

Medidas de apoio ao autor e à cadeia editorial da autopublicação

Esta página concentra todas as mudanças, atualizadas em tempo real, relacionadas a todas as ações sendo tomadas pelo Clube de Autores para enfrentar o período de crise relacionado ao COVID-19.

Sempre que houver atualização, esta será inserida em itálico e com a data. As medidas incluem:

Descontos em todos os livros impressos

Estamos instituindo, por tempo indeterminado, um desconto de R$ 9 em todos os livros impressos do Clube de Autores. Da mesma forma que nas promoções tradicionais, os direitos autorais não são impactados em nada.

[ATUALIZADO EM 25/03]: O desconto será reduzido para R$ 7 a partir de hoje, patamar levemente mais sustentável para toda a operação, sendo que a diferença será utilizada para aumentar o repasse de capital para a cadeia de parceiros (item abaixo).

[ATUALIZADO EM 30/03]: O desconto será reduzido para R$ 5 a partir de hoje. Vale destacar que essas reduções progressivas de desconto são importantes para manter a operação como um todo sustentável. É possível que novas flutuações ocorram no futuro próximo, seja aumentando ou diminuindo promoções. Novidades continuarão sempre sendo postadas aqui no blog.

[ATUALIZADO EM 15/04]: O desconto será formalmente encerrado nas próximas horas e o aumento de repasse às gráficas se manterá ainda por tempo indeterminado.

Aumento no repasse às gráficas

Essa é uma medida invisível para leitores e autores, mas que queremos deixar clara aqui em nome da transparência. Também a partir de hoje, estamos aumentando o custo gráfico de todos os livros. Ou seja: pagaremos às gráficas mais pela impressão de cada livro do que o que temos pactuado com eles em contrato. O motivo é simples: aumentar o faturamento de parceiros fundamentais para toda a cadeia editorial e que estão sendo severamente afetados por essa crise súbita.

[ATUALIZADO EM 25/03]: O repasse será ampliado para a cadeia, motivo pelo qual o desconto por exemplar será levemente diminuído (como forma de garantir sustentabilidade financeira para a operação como um todo).

[ATUALIZADO EM 30/03]: A soma do repasse maior para gráficas com manutenção do volume de vendas, viabilizado em partes pelos descontos do início da crise, estão surtindo efeito e conseguiram, até o momento, manter toda a cadeia em plena operação.

[25/03] Correios suspendendo e reliberando frete mais barato

Fomos surpreendidos com um comunicado dos Correios suspendendo uma modalidade de frete específica para livros (chamada de Impresso Módico). Essa modalidade permitia entregas mais baratas para todo o território nacional e era praticada há anos.

Quem entrou no site ontem, por exemplo, já percebeu que os valores de entrega subiram consideravelmente. Hoje, fomos (ainda bem) positivamente surpreendidos com a volta dessa modalidade. Assim, os fretes para todos os pedidos voltaram a ficar mais baratos.

[25/03] Entregas normalizadas em Santa Catarina

As entregas no estado de Santa Catarina estavam suspensas por uma decisão liminar. A liminar foi derrubada pela justiça e, a partir de hoje, todas as entregas foram normalizadas.

Crônicas de Quarentena

Se nós todos somos escritores, nada mais natural e óbvio do que escrevermos e compartilharmos com o mundo tudo o que estamos vivendo nesse período de quarentena. Estamos montando um projeto nesse sentido e já já publicaremos mais novidades.

[ATUALIZADO EM 25/03]: O projeto já está no ar e pode ser acessado neste link aqui. Faremos post na sequência detalhando-o. Participe!

Home office para todos nós

Sei que isso é óbvio, mas não custa reforçar: toda a nossa equipe está trabalhando de casa durante todo esse período.

Mais coisas a caminho…

Temos ainda mais ações e planos a caminho e as publicaremos no blog na medida em que elas forem se tornando realidade. Se você, autor, tiver sugestões, por favor compartilhe-as aqui no blog, na área de comentários: todas serão bem-vindas.

Como dissemos, esse é um dos momentos mais delicados da nossa história e a única forma de superarmos é nos unindo.

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4 livros sobre epidemias para ler na quarentena

Quantas vezes você lavou as mãos hoje?
E o álcool em gel, já passou?

Ainda que as frases anteriores devam fazer parte do nosso dia a dia por questões básicas de higiene, elas recentemente adquiriram novas interpretações.

O novo coronavírus chegou no Brasil exigindo distanciamento, cuidado redobrado e, até mesmo, isolamento. Tudo isso para evitar que o vírus se espalhe, diminuindo os impactos do contágio na saúde pública: quanto menos pessoas circulando nas ruas, menos infectados e, consequentemente, mais eficiência no tratamento dos casos já diagnosticados. 

Se você tem a opção de se colocar em auto-quarentena e ficar dentro de casa, agradeça. Mas, se essa não é a sua realidade, lembre-se das dicas da Organização Mundial da Saúde. Mesmo que você não faça parte do grupo de risco, certamente possui pais, avós ou vizinhos que fazem. E precisamos cuidar uns dos outros. 

E lembre-se: informações, somente de fontes oficiais. WhatsApp, Facebook e outras redes sociais não devem ser utilizadas para saber mais sobre o vírus. Vamos passar longe das Fake News, ok?

Puxões de orelha devidamente dados, agora sim, vamos falar de quarentena? 

Nada de jantar fora, ir ao shopping no final de semana ou reunir os amigos na casa da praia. Aproveite esse momento de reclusão para conhecer novas histórias, colocar as séries em dia, assistir aos filmes vencedores do Oscar, escrever uma crônica ou ler os livros recomendados para 2020.

E, já que estamos vivendo em meio a uma epidemia, é natural que o interesse pelo assunto seja transportado ao universo literário. Então, se você ainda não decidiu como aproveitar os tempos livres durantes a quarentena, aqui vão algumas dicas de leitura relacionadas ao tema: 

Inferno, Dan Brown

Neste livro, Dan Brown entrelaça o destino da humanidade à Divina Comédia de Dante, conduzindo o personagem principal pelo Mapa do Inferno em busca de suas memórias perdidas. No meio do caminho, o protagonista se depara com a existência de uma praga que poderia resolver o problema da superpopulação na Terra. A história é cheia de ação, história e mistura ficção com realidade, além de ser mais um clássico do autor de Anjos e Demônios e Codigo Da Vinci.     

O fim de Outubro, Lawrence Wright

Uma obra novinha em folha: conta a história de um vírus devastador que começa na Ásia antes de tornar-se global. Coincidência? O livro será lançado em Abril de 2020!

A Peste, Albert Camus

Camus, em sua genialidade (ganhadora do Prêmio Nobel de 1957, vale lembrar), apresenta realismo, personagens únicos e reflexões banhadas de filosofia. Nesta Obra, os habitantes de Orã viviam suas vidas normalmente, até que a Peste revira suas histórias. Os desdobramentos são narrados com muita riqueza de detalhes e questionamentos sobre a pena de morte, individualidade, pensamento racional e por aí vai…

Estação Onze, Emily St. John Mandel

A narrativa apresenta a vida antes e depois da pandemia que tomou conta do mundo no universo ficcional criado por Emily Mandel. De forma comovente e cheia de reviravoltas, a obra traz um novo ângulo para o formato: os desdobramentos e consequências da praga, 20 anos mais tarde.  

E você, gostaria de recomendar um livro? Deixe um comentário!

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25 livros escritos por mulheres para ler em 2020

O mês de março é sempre cheio de discursos pró-feminismo e de enaltecimento da mulher: sensível, batalhadora, delicada… todos os adjetivos femininos vêm acompanhados de flores e “parabéns pelo seu dia”. 

Não é que seja errado se orgulhar de ser mulher ou agradecer por tudo o que elas fazem no dia 8 de março, mas sim reconhecer que um único dia não redime os crimes de feminicídio, a desigualdade salarial, o machismo no trabalho e em casa, o assédio na rua… enfim! O que as mulheres querem, no 8 de março (e em todos os outros 364 dias do ano) é igualdade, respeito e segurança. 

E, que tal exercitarmos um pouco de empatia e aprendermos mais sobre o que é ser mulher? Negra, estrangeira, trans, travesti, branca, homo ou heterossexual. 

Por isso, criamos uma lista com 25 livros escritos por mulheres para ler em 2020. Afinal, ler mulheres também é uma forma de valorizá-las e de ouvir o que elas têm a dizer. 

Extra: como criar um diário de leitura.

Confira a lista completa!

1. Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur

Rupi é uma poeta feminista de 27 anos nascida na índia e criada no Canadá. O livro fala sobre menstruação, abuso, sororidade, família e relacionamentos. Vale comentar que a primeira publicação de “Outros jeitos de usar a boca” foi feita de forma independente via Amazon. Em 2015, a autora relançou o livro e atingiu a marca de best seller do New York Times, lá permanecendo por 25 semanas consecutivas. 

2. Os homens explicam tudo para mim, Rebecca Solnit

O título desta obra é bastante chamativo e, por si só, já sugere uma conversa informal com a autora. Essa impressão é reforçada ao longo da narrativa com tom irônico, dividida em sete histórias diferentes, contando situações em que os homens acreditam saber mais do que as mulheres. É um livro bastante reflexivo e que pode levantar muitas discussões sobre gênero e o comportamento da sociedade.

 “Quando um homem diz para uma mulher, categoricamente, que ele sabe do que está falando e ela não, mesmo que isso seja uma parte mínima de uma conversa, perpetua a feiura deste mundo e tira dele a sua luz” – Trecho extraído do livro.

3. Feminismo, uma busca pela igualdade de gênero, Bianca Rubim

Bianca Rubim fala sobre a sociedade patriarcal e sexista e os modelos de mulher definidos pelo patriarcado. Neste livro, publicado via Clube de Autores, a escritora feminista provoca os leitores a imaginarem uma sociedade igualitária, sem conteúdos machistas e perigos para a mulher.

4. Quem tem medo do feminismo negro?, Djamila Ribeiro

A frase que abre a descrição do livro, somado ao título da obra nos contam um pouco sobre o texto: “Um livro essencial e urgente, pois enquanto mulheres negras seguirem sendo alvo de constantes ataques, a humanidade toda corre perigo.”

Djamila, filósofa e militante, fala sobre sua infância e o pouco contato com autoras negras, além de explicar a importância da representatividade – e não apenas da mulher, mas de pessoas negras e orgulhosas de suas raízes. O livro foi lançado em 2018 e é classificado como uma autobiografia.

5. Mulheres incríveis, Kate Schatz

Quem são nossos maiores exemplos femininos? Neste livro, são apresentadas 44 mulheres incríveis que abriram caminho para que outras mulheres, agora ou no futuro, também possam viver de forma mais igualitária. 

“Feche seus olhos e pense numa pirata. Agora imagine uma espiã. Ou uma presidenta. Pense numa guerreira em ação. Uma grande pintora ou na maior jogadora de futebol de sua época. Estas são apenas algumas das mulheres incríveis que você encontrará neste livro.”  – Trecho extraído do livro.

6. Mulheres na luta, Marta Breen

Você conhece a história do movimento feminista? Neste livro, Marta Breen explica os mais de 150 anos de luta das mulheres por liberdade e igualdade, do princípio aos dias atuais. A obra em quadrinhos é didática e cria um panorama das batalhas históricas enfrentadas (e das que ainda serão travadas). 

7. Igualdade de Gênero x Feminismo, Bianca Rubim

A pesquisa de Bianca Rubim identifica as principais diferenças de sexo e gênero, além dos conceitos que reforçam a discriminação contra as mulheres. Muito além de um livro argumentativo, a escritora apresenta um estudo completo sobre o sexo feminino a partir de inúmeros historiadores, provocando reflexão sobre o feminismo e o alto grau de violência contra a mulher. A obra também foi publicada através do Clube de Autores.

8. Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie 

Chimamanda é uma das autoras nigerianas mais populares da atualidade. Militante, ela rompe a bolha do feminismo europeu e coloca em pauta outros ângulos do movimento. Em seu livro, “Americanah”, conta a história de amor entre Ifemelu e Obinze em meio a movimentos migratórios e questões de gênero e raça. A obra foi lançada em 2013 e também classificada como best seller.

9. Minha história, Michelle Obama

Todo mundo conhece a esposa do ex-presidente dos Estados Unidos como “a primeira dama”. Porém, realmente sabemos que é Michelle Obama? Mulher, negra, advogada, esposa, mãe, defensora dos direitos humanos… Em sua autobiografia lançada em 2019,  Michelle detalha sua infância e juventude, questões raciais, suas escolhas profissionais e pessoais. O livro é leve, fluído e fácil de ler. Além disso, apresenta a Casa Branca de outros ângulos. 

10. O ano que eu disse sim, Shonda Rhimes

Grey’s Anatomy, Scandal, Private Practice… Shonda é responsável por ter dado vida a alguns dos personagens mais amados do universo dos seriados. Além de escritora e produtora, também é mãe, gosta de vinho e pipoca, de ficar em casa e odeia eventos públicos. Mas como conciliar tudo isso? Em seu livro, “O ano que eu disse sim”, a escritora conta como aprendeu a se abrir para novas coisas e a valorizar o que realmente importa.

11. A guerra não tem rosto de mulher, Svetlana Aleksiévitch

Esta obra incrível apresenta a Segunda Guerra Mundial sob a ótica das soldadas soviéticas. Svetlana dá voz às mulheres que passaram frio, fome e foram violentadas sexualmente durante as batalhas, resgatando a memória de mais de um milhão de soldadas que nunca tiveram sua história contada. 

12. Eu sou Malala, Malala Yousafzai

“Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que privilegia filhos homens.” Em seu livro, Malala Yousafzai conta como levantou a voz por seu direito à educação quando o Talibã assumiu o controle do Vale do Swat. Após ser atingida por um tiro à queima roupa, Malala sobreviveu e tornou-se um símbolo de protesto pacífico, além de ser a candidata mais jovem a receber o Prêmio Nobel. 

13. O peso do pássaro morto, Aline Bei

Em seu romance de estreia, Aline Bei narra a vida de uma mulher, dos 8 aos 52 anos. Dos acontecimentos cotidianos até as tragédias mais impactantes. O livro é inspirado em acontecimentos da infância da autora paulista de 30 anos, que abre a orelha da obra com a frase “Quantas perdas cabem na vida de uma mulher?”.

14. As mulheres no cangaço, Teresa Raquel Nogueira

Qual foi o papel social desempenhado pelas mulheres nos bandos de Lampião? Neste livro publicado via Clube de Autores, Teresa Nogueira resgata a imagem das mulheres no contexto do cangaço, suas influências e o risco que representava, para a estrutura e manutenção dos grupos. Conheça a história de Maria Bonita, Dadá, Sila, Adília, Lídia e tantas!

15. Mama, Marcela Tiboni

O livro “Mama” conta a história de duas mulheres que resolvem ter filhos e como lidaram com os desafios da maternidade homoafetiva. Marcela Tiboni abre diálogo para falar sobre os tabus da gravidez entre mulheres e o relacionamento lésbico narrando sua própria caminhada. 

“… tenho a impressão de ver uma pequenina gota de leite se formar no bico do meu peito, mas, no instante seguinte, a água do chuveiro arrasta tudo e a gota, possivelmente ilusória, se desfaz. Fico encucada, será mesmo leite?” – Trecho extraído do livro.

16. Eu, travesti, Luísa Marilac e Nana Queiroz 

O livro “Eu, travesti” é uma biografia da ativista Luísa Marilac, escrita pela autora Nana Queiroz (que também escreveu a obra “Presos que menstruam”).
A narrativa apresenta a história de Luísa, desde quando assumiu-se travesti, aos 17 anos, até os traumas da transição de gênero em uma família conservadora. Em sua trajetória, antes de viralizar no YouTube, a ativista revela que levou 16 facadas, foi vítima de tráfico sexual na Europa, prostituiu-se e foi estuprada. O livro é dedicado “a todas as travestis que nunca viveram para contar suas histórias”.

17. Mulheres e as caças às bruxas, Silvia Federici

Nesta obra, Silvia Federici resgata a história das perseguições de bruxas na Europa, tomando as mulheres como alvos principais. Além disso, aponta as principais consequências sociais da caça: na sexualidade feminina e na linguagem, por exemplo, e como essas perseguições se repetem na atualidade, sob diferentes formas.

 18. Mulheres empreendedoras, Beth Pinheiro

Quais são os desafios de empreender no Brasil? E quando se é mãe, esposa e responsável pelo lar? Neste livro publicado via Clube de Autores, Beth Pinheiro fala sobre as dificuldades de ser uma mulher empreendedora e dá dicas de como superar os obstáculos das desigualdades sociais!

19. Mulheres que correm com lobos, Clarissa Pinkola Estés

Composto por 19 mitos, lendas e contos de fada, o livro de Clarissa ficou durante um ano na lista de mais vendidos dos Estados Unidos. As histórias contam como a mulher foi domesticada ao longo dos anos, tendo seus instintos naturais transformados em artificiais para agradar a sociedade. Em seu livro, a analista junguiana resgata os estudos sobre o sagrado feminino e apresenta a relação entre mulheres e lobos.

20. Sobre os ossos dos mortos, Olga Tokarczuk

Lançado em novembro de 2019, o livro apresenta uma história macabra e bem humorada de crime. Em sua nova obra, Olga, que foi vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, provoca reflexão sobre a condição humana, injustiça e direitos dos animais.

21. Eu não sou uma mulher?, Bell Hooks

Neste livro, inspirado no discurso de Sojourner Truth, mulher negra, escravizada e liberta, na Women’s Convention (1851), Bell Hooks discute o racismo e sexismo presente no movimento feminista e pelos direitos civis. É, com certeza, uma obra fundamental para quem luta por um mundo mais igualitário.

22. Mulheres amazonas e o poder patriarcal, Vilma Pereira

Neste livro publicado via Clube de Autores, Vilma Pereira recupera o Mito das Mulheres Guerreiras Amazonas, desconstruindo lendas do mundo Antigo. A escritora faz uma retrospectiva sobre a influência da sociedade matriarcal na antiguidade e apresenta um panorama da Grécia Antiga e do Mundo Árabe, abordando a primeira derrota islâmica por uma mulher. 

23. O mito da beleza, Naomi Wolf

Em sua obra, a jornalista Naomi explica como o mito da beleza e da juventude são estimulados pelo patriarcado como forma de controle social, além de reforçar que as imagens da beleza são usadas contra as mulheres – projetando distúrbios mentais e alimentares. É um clássico indispensável da terceira onda feminista, repleto de realidade dos dias atuais.

24. Maternidade

“Maternidade”, escrito pela canadense Sheila Heti provoca os leitores a refletir sobre o desejo e o dever de ter filhos. A autora apresenta os ganhos e perdas de ser mãe e todas as suas consequências através de uma narrativa intimista, a procura da resposta para as questões da personagem (que, de certa forma, acaba sendo a realidade de muitas mulheres).

25. Ela disse, Megan Twohey e Jodi Kantor

O livro conta os bastidores da reportagem que impulsionou o movimento #MeToo, após a exposição dos casos de assédio de Harvey Weinstein, produtor de Hollywood. Após as revelações das jornalistas responsáveis pela investigação, mulheres (famosas e desconhecidas), compartilharam suas histórias como vítimas de assédio e colocou o assunto nos holofotes, com repercussão global.

E você, o que achou da lista? Aproveite para recomendar outros títulos nos comentários!

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  2. 7 apps para amantes de livros
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