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Como transformar seu blog em um livro?

Muitos escritores utilizam blogs como canal para publicar suas histórias, sejam reais ou ficção. Sem dúvidas, é um espaço incrível para praticar a escrita e compartilhar tudo o que normalmente ficaria guardado em alguma pasta do computador. 

Manter um blog exige disciplina e criatividade – exatamente as mesmas habilidades que um autor de livro precisa. A melhor parte é que os dois formatos podem caminhar em paralelo e nem é necessário criar conteúdos do zero para transformar um blog em um livro, Afinal, sempre é possível reciclar o que já foi escrito, reorganizar e complementar.

Quais as vantagens de adaptar conteúdos de um blog para um livro?

  1. É mais rápido revisar e preencher as lacunas do que criar uma obra do zero; 
  2. Não é necessário começar uma pesquisa: a maior parte do que você publicará já está pronto, basta revisar. Além disso, por ter escrito anteriormente sobre o tema, você já conhece bastante o assunto, facilitando muito o processo;
  3. A não ser que seu blog já seja muito popular, escrever na internet nem sempre garante retorno financeiro. Um livro pode ser uma alternativa para monetizar todo esse trabalho;
  4. Se você planeja continuar com o blog por muito tempo, lançar um livro pode ser uma forma de trazer mais acesso às publicações, divulgar seu nome e descolar parcerias.

Aliás, o próprio Clube de Autores lançou, em 2019, uma obra baseada nos conteúdos deste blog. Ele foi roteirizado e escrito em um final de semana, para que fosse publicado no Dia do Escritor. A obra apresenta 75 dicas para escrever um livro e está disponível para compra no site.

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Como adaptar o conteúdo online para o formato livro? 

Crie um roteiro

Antes de juntar o conteúdo, crie uma pauta com a ordem das informações. Comece com os temas introdutórios e lembre-se de construir uma sequência lógica. Caso seja necessário, acrescente recortes que não foram abordados no blog, mas que serão fundamentais para que o leitor compreenda o assunto de forma completa. Você poderá escrever essa parte mais tarde! 

Tenha sempre em mente que cada post precisará estar relacionado ao anterior, diferentemente do blog, em que cada publicação pode ser lida de forma isolada. Lembre-se também de considerar introdução, agradecimentos, prefácio, contracapa e outros elementos importantes para um livro. 

Classifique todas as publicações e observe as lacunas

Depois de roteirizar, organize todas as publicações do blog para encaixá-las em cada parte da sequência que você planejou. Fique tranquilo se inicialmente elas não se conectarem com facilidade, você poderá fazer isso depois. 

Essa etapa é fundamental para mensurar o esforço que você terá para de fato produzir textos originais. Após classificar tudo, observe os espaços em branco e planeje como preenchê-los.

Crie, revise e reescreva

Agora que tudo já está organizado, é hora de começar a dar forma ao seu livro. Comece pelos primeiros capítulos, apresente o tema e crie conexões entre cada conteúdo, preenchendo todos os buracos encontrados anteriormente. Pesquise e escreva o que for necessário e reescreva tudo o que não fizer sentido para a obra. 

Vale também observar a linguagem: na internet, podemos utilizar um tom de voz mais informal e recursos não disponíveis no meio impresso como vídeos, gráficos interativos ou hiperlinks. Tudo isso precisará ser revisado, afinal, soaria um pouco estranho pedir para o leitor “clicar aqui” em um livro físico, né?

Dica extra: 

Lembre-se que seus textos já foram disponibilizados em outro lugar. Conte sobre esse processo para o leitor, explique as motivações para escrever um livro, como surgiu o blog e também as mudanças feitas no conteúdo durante a adaptação. 

Quem sabe você tenha escrito algo há cinco anos e, durante a revisão, percebeu que não concorda mais com o que falou – isso tudo pode entrar na obra! Além disso, é uma forma “neutra” de divulgar seu trabalho online, sem forçar uma propaganda. 

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Como ser disciplinado para escrever?

Você senta, liga o computador, toma um gole de café quentinho e está pronto para escrever. As primeiras palavras até fluem, mas logo tudo perde o sentido e qualquer coisa parece mais interessante do que ser criativo e lembrar da concordância gramatical. 

  • Olha, uma mosca…
  • Será que esse risco na parede sempre esteve aqui?
  • Vou dar só uma olhadinha no Instagram…
  • Ai que vontade de lavar a louça! 

15 minutos depois você cancela tudo, volta para o sofá, liga sua série favorita e promete: “amanhã eu tento de novo… hoje não estava inspirado…”. Só que amanhã você lembrará que precisa tirar pó da estante, limpar a caixa de areia do gato ou sonhar acordado com o dia da publicação do seu livro. 

Se toda essa sequência de procrastinação te parece familiar, fique tranquilo. Separamos algumas dicas para ajudá-lo a ter mais disciplina na produção da sua obra! Vamos lá?

Dicas para parar de procrastinar e escrever seu livro:

Crie um cronograma

A não ser que tenha largado tudo e ido para uma montanha da Suíça, você com certeza tem tarefas a cumprir e não pode se dedicar 8h por dia ao universo literário. E está tudo bem, de verdade.

Por isso, é importante criar uma rotina e fazer pequenos combinados consigo mesmo. Observe sua semana e escolha os dias de maior tranquilidade – coloque na agenda, no celular, avise os amigos mais próximos: você tem encontro marcado com sua escrita. 

Se for possível, reserve de dois a três dias da semana para trabalhar nisso, ok? Assim você não fica muito tempo longe das teclas!

Não use o celular durante a produção

Existem vários aplicativos de bloqueio temporário do celular – você define o tempo que deseja focar em outra atividade e ele impede seu acesso até que esse combinado seja concluído. Mas se você consegue seguir suas próprias regras, nem é necessário baixar apps: mantenha seu smartphone em modo avião e só volte a dar atenção a ele depois de concluir sua tarefa. 

Faça pausas curtas

Se você planejou escrever por duas horas seguidas, seu cérebro terá vontade de escapar pelo menos 46 vezes durante este período (ou mais!).

Por isso, combine com ele: “a cada 45 muitos, nós vamos dar uma voltinha, pegar um suco, olhar pela sacada… mas depois de 5 minutos voltamos a todo vapor”. Essa prática ajuda, porque você sabe exatamente quando parar, evitando a procrastinação disfarçada de muitas idas e vindas à cozinha, por exemplo.

Fure o bloqueio criativo

Tem dias que não estamos dispostos ou as ideias simplesmente não vêm, né? Mesmo assim, é importante não fugir do cronograma. Você pode escrever uma crônica, um diário pessoal do seu personagem principal, um poema… enfim! É importante não tirar folgas para que a rotina se estabeleça com maior facilidade. Assim, você evita encontrar desculpas futuras porque sabe que, mesmo quando você não estiver disposto a escrever seu livro, ainda terá que praticar – ainda que escolha outros formatos.

E aí, o que achou das dicas? 
Para saber mais sobre como começar a escrever um livro, veja nosso guia!

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Como criar o título de um livro?

Se você acha que é mais fácil escrever 100 páginas de um livro do que escolher o título da obra, fique tranquilo, você não é o único. Afinal, existe uma pressão invisível em resumir em poucas palavras algo escrito em dezenas de capítulos. 

Por isso, preparamos algumas dicas para tornar esse processo um pouco menos assustador. Elas te darão confiança para tomar uma decisão assertiva quanto às frases que estamparão a capa do seu livro. Vamos lá?

4 dicas para escolher um bom título para uma obra literária: 

1. Não fuja do tema

É claro que é possível ser criativo na escolha do título, mas ele também precisa ser facilmente relacionado à obra. Um livro de terror, por exemplo, precisa ter um título macabro e cheio de suspense. Já um livro infantil precisa descrever a história e ser memorável para que as crianças consigam entender (e lembrar sempre!). 

2. Escolha palavras de impacto

Algumas palavras sempre chamam atenção em meio a enorme quantidade de obras disponíveis por aí. Por exemplo: inferno, morte, amor… faça o exercício de utilizar uma única palavra para descrever a história que você criou. Veja como ela pode se encaixar no título, teste sinônimos e termos compatíveis com a expressão escolhida. Isso te deixará alguns passos mais próximo de chegar a uma conclusão. 

Saiba como escrever histórias de 6 palavras.

3. Crie diversas opções

Na rotina de redatores publicitários que precisam escolher frases de impacto para as campanhas de seus clientes, uma prática comum é a criação de diversas frases semelhantes, mas escritas de formas distintas. Mesmo que, inicialmente, a frase não seja boa, ao reler e comparar as opções escritas sempre pode surgir uma nova ideia. Explore essa técnica até que fique satisfeito com algumas frases. Para decidir a melhor, compartilhe com amigos próximos ou tente falar sobre o livro utilizando uma das escolhidas. Logo, uma delas passará a fazer mais sentido do que as outras.

4. Não escolha frases difíceis de memorizar

Para que seu livro seja encontrado na internet ou nas livrarias, é importante criar um título fácil. Ninguém é obrigado a decorar palavras complicadas ou frases longas. A frase que define sua história precisa ser criativa e memorável – esse critério pode, inclusive, ser um desempate para selecionar a melhor opção entre os títulos criados anteriormente.

Exemplos de títulos incríveis: 

Rios Invisíveis da Metrópole Mineira

O livro fala sobre rios esquecidos em Belo Horizonte, mas que marcaram a história da capital mineira. Apesar de poético (“rios invisíveis”), é também descritivo e criativo.

Assassinato no Expresso do Oriente 

Agatha Christie escreve suspenses criminais e sempre utiliza elementos da história na criação do título, acompanhados de termos-chave como “assassinato”, “morte” e etc. 

Sobre os ossos dos mortos 

Um título sombrio para uma obra macabra. Ao longo da trama, a frase começa a fazer cada vez mais sentido e, conforme a história se desenrola, é possível compreender exatamente o que inspirou a escolha.

Cem anos de solidão

Um clássico carregado de sofrimento desde o título. A frase antecipa o tormento narrado no livro, e já indica que não será uma história fácil de digerir.  

Correndo com os Etíopes

Livros inspirados em fatos reais precisam se apoiar na realidade. A obra conta como a Etiópia, um dos países mais pobres do mundo, tornou-se um dos maiores competidores de longa distância da história. O título no gerúndio passa a ideia de movimento, já apresentando o universo em que estamos prestes a embarcar.

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Dicas para começar a escrever um livro

Você terminou de ler um livro incrível e está se sentindo inspirado? Ou então, viu aquele seu filme favorito e lembrou da sensação de mergulhar em universo paralelo que até parece real? Sabemos como é: dá vontade de escrever um livro também, criar personagens particulares e dar vida a uma história que é só sua. Fique tranquilo! Você não está sozinho nessa.

Para te ajudar a colocar esse sonho em prática, separamos algumas dicas essenciais para que você comece, de uma vez, a escrever seu livro.

Se você ainda não sabe sobre o que quer escrever: 

É mais comum do que parece querer publicar uma obra sem nem mesmo ter uma história planejada. Neste caso, partimos do básico. Vamos lá?

Escolha um gênero 

Que tipo de livro você costuma ler? Ou então, qual gênero de filmes e séries você mais gosta? Entender o estilo literário que mais combina com você é essencial para planejar uma história. Também é preciso repertório: se você deseja escrever um livro de terror, mas morre de medo, talvez não seja a melhor escolha, certo? É preciso se apaixonar pelo universo e pelo estilo de narrativa escolhido, por isso, a dica é sempre começar por algo que faz parte da sua rotina. 

Inspire-se em um autor

Seu autor favorito pode sim ser uma inspiração para sua obra. Observe sem medo sua forma de construir diálogos, capítulos, inícios e fins. É claro que inspiração não significa plágio. Ou seja: aproveite o que outros escritores têm de melhor para construir seu próprio estilo narrativo, mas não copie o que já foi inventado.

Faça um brainstorm de temas

Se você ainda não sabe por onde começar, é hora de viajar nas ideias. Se você gosta de romances, formule algumas histórias sem muitos detalhes. Por exemplo “um casal que se conhece na praia, se encontra 10 anos depois e revive um amor quase esquecido” – esse tipo de esboço vai te ajudar a chegar em uma ideia mais concreta. 

Rascunhe uma trajetória 

Depois de escolher uma história, é hora de lapidar a narrativa. Como os personagens passarão do início ao fim? O que acontecerá de importante no meio? Quem são as pessoas envolvidas?

Resuma sua história em três linhas

Toda história precisa de início, meio e fim. Eles não precisam, necessariamente seguir uma ordem, mas é importante que você reconheça com facilidade como se inicia a jornada e como ela irá acabar. O que acontece no meio é um recheio da trama, mas tão essencial quanto qualquer outra parte – é ela que ditará o rumo do livro. 

Para facilitar esse processo, tente construir sua ideia em apenas três linhas. Caso você ainda não consiga resumir a história, talvez seja necessário investir mais um tempinho na formulação da proposta. Não se apegue a detalhes, apenas considere um cenário geral.

Se você já tem uma história:

Com uma ideia mais definida do que você quer escrever o processo fica mais objetivo. Já podemos partir para os detalhes. Confira as dicas:

Planeje os personagens

Pense com cuidado no herói e no vilão da narrativa. Os detalhes da personalidade e o passado de cada personagem serão fundamentais para justificar suas escolhas na história. 

Os conteúdos abaixo podem ajudá-lo neste processo:

Crie o universo onde a história acontece

Se a história se passa em um lugar real, é hora de estudar (muito!) sobre ele. Leia sobre a natureza, os costumes e a cultura local e seus diferenciais. Veja filmes que se passam neste mesmo lugar e leia outros livros para criar repertório. 

Mas, se você está criando um universo original, é hora de planejar os detalhes: como é o clima? O que ele tem de especial? Como as pessoas se comportam? Enfim… tudo o que pode ser relevante para ajudar o leitor a mergulhar nessa aventura com você.

Faça um esboço com mais detalhes 

Agora que você já tem mais informações sobre a história que deseja contar, é necessário criar os detalhes e rascunhar a linha do tempo. Esse esboço servirá como guia na hora de escrever o livro e você poderá consultá-lo (ou ajustá-lo) sempre que necessário. Esse esboço também é fundamental para compreendermos se a história se sustenta até o final e se tudo continua fazendo sentido antes de partir para a prática. 

Escolha um estilo de narrativa

Sobre qual ponto de vista a história será contada? Entenda os estilos de narrador (observador, primeira pessoa etc) e escolha qual combina mais com o formato que você pensou. Além disso, planeje também a apresentação dos fatos. Um livro nem sempre precisa começar pelo ponto 0. Podemos apresentar um acontecimento do meio da história e, aos poucos, ir revelando como tudo chegou aquele ponto. 

Hora de escrever!

Com essas dicas, você está pronto para começar. Lembre-se que a história é construída aos poucos e você não precisa ter tudo decidido antes de escrever. A escrita fluirá naturalmente depois do planejamento inicial. Por fim: não seja um perfeccionista! Escreva, veja como tudo se encaixa e, no final, altere o que for necessário. 

E boa sorte! :) 
Já estamos ansiosos para conhecer sua obra. 

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Segundo The Economist, o livro de Olga Tokarczuk,  publicado em 2018, pode ser considerado “um dos livros mais engraçados do ano”. A avaliação é, no mínimo, curiosa, já que a obra é um misto de terror, fábula e filosofia.

A escritora, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 2019, é uma das autoras mais reconhecidas da literatura polonesa. Aqui no Brasil, é difícil encontrar suas obras traduzidas, mas é claro que após tantos prêmios, o cenário deve mudar bastante nos próximos anos. 

Leia também: Melhores livros de 2019

Sobre os Ossos dos Mortos: a história

A história se passa em uma cidadezinha na Polônia, onde uma senhora aposentada (que às vezes dá aulas de inglês) acompanha alguns crimes recentes a partir de uma ótica um tanto excêntrica. A professora, que prefere a companhia de animais a de outros seres humanos, tem poucos amigos e acredita que, um dia, a natureza se vingará de tudo o que a humanidade têm feito contra ela. 

Mas não é sobre o livro que vamos falar neste artigo, e sim sobre os elementos que tornam a personagem principal (e narradora da história) tão única e digna de ser observada com atenção pelos aspirantes a escritores. 

Confira algumas das características mais marcantes de Janina Duszejko: 

Odeia nomes impessoais

A narradora acredita que os nomes não deveriam ser dados às crianças quando nascem. Além disso, deveriam ter um significado real e associado à personalidade de cada um. Durante a narrativa, descobrimos alguns dos nomes que ela dá (na própria mente) para conhecidos: Boas Novas, Esquisito e Pé Grande, por exemplo.

Sua vida é guiada pelos astros

Janina (que odeia seu próprio nome, inclusive!), utiliza a astrologia para justificar o comportamento de outras pessoas e seus próprios sentimentos. Para ela, os acontecimentos na Terra são um reflexo da organização dos planetas no céu – por isso, tem o hábito de perguntar aos outros sua data e local de nascimento, ocupando-se de fazer o mapa astral de vizinhos, amigos e até de policiais.

Vale observar que o livro é muito bem fundamentado no conhecimento dos astros, o que indica que a autora sabe muito sobre o assunto, ou teve que pesquisar bastante para construir a narrativa.

É uma senhora na casa dos 60 anos

Estamos tão acostumados a ler histórias narradas por personagens belos, corajosos, jovens e cheios de energia. E é isso que torna Janina tão especial e única – ela foge totalmente do estereótipo padrão de protagonistas. Ao longo da obra, descobrimos algumas de suas qualidades e defeitos: trata-se de uma senhora explosiva, que vê o mundo sobre um ponto de vista completamente diferente dos outros, com algumas limitações físicas por conta da idade, que se cansa facilmente e que não gosta muito de companhia. 

Todas essas características fazem com que a história adquira um outro tom, bem humorado, macabro e cheio de excentricidades. 

Tem gostos peculiares

Janina não assiste TV como o resto da humanidade. Para não se sentir tão sozinha, deixa o aparelho ligado no canal de previsão do tempo. Ora prestando atenção, ora utilizando os sons como plano de fundo para seus pensamentos. Além disso, dedica-se, junto a um amigo, à tradução de poesias de William Blake, a quem costuma mencionar ao longo de suas reflexões. 

Se você gosta de suspense, reflexões existenciais e debates sobre a vida, morte e natureza, Sobre os Ossos dos Mortos com certeza é uma boa pedida! E, caso você esteja começando a escrever um livro ou planejando uma nova publicação, vale espiar a obra e inspirar-se nessa personagem tão peculiar :) 

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