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Características da literatura Young Adult

Se você já passou dos 25 anos, mas continua reservando um lugar especial em seu coração para livros e filmes que atraem o público adolescente, fique tranquilo! Apesar da literatura ser categorizada por faixa-etária, isso não significa que você seja a única pessoa do universo a preferir ficção escrita para os mais jovens. 

Neste artigo, explicaremos o que é o gênero young adult e porque ele faz tanto sucesso.

Mas afinal, o que é o gênero Young Adult?

Teoricamente, Young Adult é a literatura com foco em adolescentes de 14 a 21 anos. A nomenclatura não tem nada a ver com a definição de “jovens adultos” que temos atualmente – isso porque a expressão surgiu no começo do século XIX, quando a percepção de idade era muito diferente do que temos. 

Exemplos de livros e sagas Young Adult

  • A culpa é das estrelas, John Green
  • Percy Jackson, Rick Riordan
  • Crepúsculo, Stephenie Meyer
  • Jogos Vorazes, Suzanne Collins

Leia também: O que Harry Potter pode ensinar aos escritores hoje?

Por que o gênero faz tanto sucesso?

As histórias normalmente são criativas, romanticas e fáceis de consumir. Por isso, muitos adultos são fãs do gênero: a leitura vem como forma de escape da realidade.

Além disso, as histórias feitas para adolescentes normalmente misturam elementos da realidade à distopias, criam universos paralelos encantadores e são marcantes, com características que ultrapassarão a escrita, chegando até às telas do cinema e confundindo a imagens dos personagens a de atores populares no momento.

Dicas para escrever uma obra Young Adult

Personagem jovem marcante 

Todo livro (ou a maioria, pelo menos) deste gênero tem um protagonista com características marcantes, que fazem com que o público se identifique. Normalmente, observamos sua evolução e amadurecimento ao longo da história, tomando decisões responsáveis e que ultrapassam a sabedoria de um jovem de 14 anos, por exemplo.

Apelo para emoções da adolescência

Durante a adolescência, convivemos com emoções intensas, como revolta, confusão, descoberta de quem somos e o sentimento de incompreensão. Se olharmos para os principais personagens do gênero, é possível notar todas essas emoções presentes em algum momento da história. É esse tipo de emoção que fará com que o público imediatamente identifique-se com a obra, afinal, já viveu ou estará vivenciando muitos destes conflitos.

Linguagem simples 

Nada de escrever coisas difíceis, utilizar palavras pouco populares ou criar grandes conclusões que precisam de contexto histórico, muita interpretação e bagagem literária. Os livros young adult são, normalmente, a porta de entrada para o universo da ficção para muitos adolescentes e uma escolha “fácil de consumir” para o público mais velho. Por isso, aposte sempre em linguagem simples e garanta maior abrangência para sua obra.  

Saiba como retormar o hábito da leitura

Atemporalidade

Para que um livro do gênero young adult seja interessante também para adultos, é necessário evitar expressões ou comportamentos que apenas os mais jovens saberão interpretar. Memes, referências a outros filmes e livros, gírias… tudo isso deve ser deixado em segundo plano, já que muda o tempo o tempo e pode não fazer sentido para outras faixa-etárias ou para os próximos anos.

O que você achou das dicas? Deixe um comentário abaixo! 

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Para começar, vamos alinhar as expectativas:

  • Ninguém nasce com o “dom da escrita”, destinado a fazer sucesso no mercado literário e pronto, mágica!
  • Criatividade não é suficiente para criar boas histórias.
  • Bom conhecimento da língua portuguesa não faz de uma pessoa autoridade no assunto.
  • Sempre há tempo para aprender. 

Tudo isso parece clichê (e realmente é), mas precisa ser dito. É importante desmistificarmos a ideia de que escritores são pessoas excêntricas, que vivem em montanhas, utilizam máquinas de escrever por puro charme, acordam no meio da noite com ideias brilhantes para finalizar um capítulo e são capazes de transformar qualquer coisa em poesia.

Qualquer pessoa pode escrever. De pijama, durante o almoço no trabalho, na fila pra comprar pão ou durante uma tarde de dormingo. Não existe concurso ou prova de múltipla escolha: apenas dedicação e muita prática. 

Por isso, se você está começando a se aventurar neste universo mágico da escrita, preparamos uma lista com 5 coisas que você precisa saber antes de embarcar:

Dicas do Clube de Autores para escitores iniciantes:

  1. Ler é mesmo tão importante quanto seus professores te disseram: só escreve bem quem está íntimo das palavras. A leitura nos ajuda a conhecer diferentes formas de conduzir uma narrativa e nos ensina a dar sentido às frases. Quanto mais lemos, mais críticos nos tornamos – com os outros e com nosso próprio trabalho. E a autoavaliação é fundamental para continuarmos evoluindo.

  2. É necessário sair da bolha: muitos brasileiros têm a síndrome do colonizado. Trata-se da falta de apreço por tudo que é nativo do país e a supervalorização do que vem de fora. Outros, preferem a regionalização e não exploram produções de outros cantos do mundo. Seja qual for o caso, as duas formas de pensar limitam o conhecimento e criam uma bolha ao nosso redor. Para escrever bem, é importante buscar referências, navegar por mares diferentes e se interessar por culturas desconhecidas. Tudo isso enriquece o repertório e estimula a criatividade.

  3. A autocritica é necessária, mas sempre com limites. Todo escritor compara sua obra com a de outros autores. Nosso texto nunca parece tão bom quanto o de escritores já consagrados. Por isso, pegue leve com você e não faça da sua mente sua pior inimiga. Lembre-se que, com o tempo, tudo se tornará mais natural.

  4. Alimentação, descanso e hábitos saudáveis têm influência direta na qualidade do que produzimos. Nem é preciso dizer que tentar escrever após uma noite mal dormida pode ser receita para o fracasso. A não ser que você seja do tipo que transforma a dor em arte, prefira dedicar-se às palavras quando estiver descansado e se sentindo produtivo. 

  5. Sem rotina, não há progresso. Para se tornar um grande escritor é preciso muita prática e ela vem acompanhada de disciplina. Se você tentar escrever um livro uma vez a cada dois anos e desistir sempre que chegar na décima página, certamente precisará recomeçar a cada nova tentativa. Escrever não é como andar de bicicleta: sem prática não há garantias de que você continue de onde parou. Crie uma rotina e exercite sua escrita. Com o tempo, tudo se tornará mais simples e as frases fluirão com maior facilidade.

E você, tem alguma dica dica para quem está começando a escrever? Deixe seu comentário abaixo! ;)

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Como transformar seu blog em um livro?

Muitos escritores utilizam blogs como canal para publicar suas histórias, sejam reais ou ficção. Sem dúvidas, é um espaço incrível para praticar a escrita e compartilhar tudo o que normalmente ficaria guardado em alguma pasta do computador. 

Manter um blog exige disciplina e criatividade – exatamente as mesmas habilidades que um autor de livro precisa. A melhor parte é que os dois formatos podem caminhar em paralelo e nem é necessário criar conteúdos do zero para transformar um blog em um livro, Afinal, sempre é possível reciclar o que já foi escrito, reorganizar e complementar.

Quais as vantagens de adaptar conteúdos de um blog para um livro?

  1. É mais rápido revisar e preencher as lacunas do que criar uma obra do zero; 
  2. Não é necessário começar uma pesquisa: a maior parte do que você publicará já está pronto, basta revisar. Além disso, por ter escrito anteriormente sobre o tema, você já conhece bastante o assunto, facilitando muito o processo;
  3. A não ser que seu blog já seja muito popular, escrever na internet nem sempre garante retorno financeiro. Um livro pode ser uma alternativa para monetizar todo esse trabalho;
  4. Se você planeja continuar com o blog por muito tempo, lançar um livro pode ser uma forma de trazer mais acesso às publicações, divulgar seu nome e descolar parcerias.

Aliás, o próprio Clube de Autores lançou, em 2019, uma obra baseada nos conteúdos deste blog. Ele foi roteirizado e escrito em um final de semana, para que fosse publicado no Dia do Escritor. A obra apresenta 75 dicas para escrever um livro e está disponível para compra no site.

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Como adaptar o conteúdo online para o formato livro? 

Crie um roteiro

Antes de juntar o conteúdo, crie uma pauta com a ordem das informações. Comece com os temas introdutórios e lembre-se de construir uma sequência lógica. Caso seja necessário, acrescente recortes que não foram abordados no blog, mas que serão fundamentais para que o leitor compreenda o assunto de forma completa. Você poderá escrever essa parte mais tarde! 

Tenha sempre em mente que cada post precisará estar relacionado ao anterior, diferentemente do blog, em que cada publicação pode ser lida de forma isolada. Lembre-se também de considerar introdução, agradecimentos, prefácio, contracapa e outros elementos importantes para um livro. 

Classifique todas as publicações e observe as lacunas

Depois de roteirizar, organize todas as publicações do blog para encaixá-las em cada parte da sequência que você planejou. Fique tranquilo se inicialmente elas não se conectarem com facilidade, você poderá fazer isso depois. 

Essa etapa é fundamental para mensurar o esforço que você terá para de fato produzir textos originais. Após classificar tudo, observe os espaços em branco e planeje como preenchê-los.

Crie, revise e reescreva

Agora que tudo já está organizado, é hora de começar a dar forma ao seu livro. Comece pelos primeiros capítulos, apresente o tema e crie conexões entre cada conteúdo, preenchendo todos os buracos encontrados anteriormente. Pesquise e escreva o que for necessário e reescreva tudo o que não fizer sentido para a obra. 

Vale também observar a linguagem: na internet, podemos utilizar um tom de voz mais informal e recursos não disponíveis no meio impresso como vídeos, gráficos interativos ou hiperlinks. Tudo isso precisará ser revisado, afinal, soaria um pouco estranho pedir para o leitor “clicar aqui” em um livro físico, né?

Dica extra: 

Lembre-se que seus textos já foram disponibilizados em outro lugar. Conte sobre esse processo para o leitor, explique as motivações para escrever um livro, como surgiu o blog e também as mudanças feitas no conteúdo durante a adaptação. 

Quem sabe você tenha escrito algo há cinco anos e, durante a revisão, percebeu que não concorda mais com o que falou – isso tudo pode entrar na obra! Além disso, é uma forma “neutra” de divulgar seu trabalho online, sem forçar uma propaganda. 

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Como ser disciplinado para escrever?

Você senta, liga o computador, toma um gole de café quentinho e está pronto para escrever. As primeiras palavras até fluem, mas logo tudo perde o sentido e qualquer coisa parece mais interessante do que ser criativo e lembrar da concordância gramatical. 

  • Olha, uma mosca…
  • Será que esse risco na parede sempre esteve aqui?
  • Vou dar só uma olhadinha no Instagram…
  • Ai que vontade de lavar a louça! 

15 minutos depois você cancela tudo, volta para o sofá, liga sua série favorita e promete: “amanhã eu tento de novo… hoje não estava inspirado…”. Só que amanhã você lembrará que precisa tirar pó da estante, limpar a caixa de areia do gato ou sonhar acordado com o dia da publicação do seu livro. 

Se toda essa sequência de procrastinação te parece familiar, fique tranquilo. Separamos algumas dicas para ajudá-lo a ter mais disciplina na produção da sua obra! Vamos lá?

Dicas para parar de procrastinar e escrever seu livro:

Crie um cronograma

A não ser que tenha largado tudo e ido para uma montanha da Suíça, você com certeza tem tarefas a cumprir e não pode se dedicar 8h por dia ao universo literário. E está tudo bem, de verdade.

Por isso, é importante criar uma rotina e fazer pequenos combinados consigo mesmo. Observe sua semana e escolha os dias de maior tranquilidade – coloque na agenda, no celular, avise os amigos mais próximos: você tem encontro marcado com sua escrita. 

Se for possível, reserve de dois a três dias da semana para trabalhar nisso, ok? Assim você não fica muito tempo longe das teclas!

Não use o celular durante a produção

Existem vários aplicativos de bloqueio temporário do celular – você define o tempo que deseja focar em outra atividade e ele impede seu acesso até que esse combinado seja concluído. Mas se você consegue seguir suas próprias regras, nem é necessário baixar apps: mantenha seu smartphone em modo avião e só volte a dar atenção a ele depois de concluir sua tarefa. 

Faça pausas curtas

Se você planejou escrever por duas horas seguidas, seu cérebro terá vontade de escapar pelo menos 46 vezes durante este período (ou mais!).

Por isso, combine com ele: “a cada 45 muitos, nós vamos dar uma voltinha, pegar um suco, olhar pela sacada… mas depois de 5 minutos voltamos a todo vapor”. Essa prática ajuda, porque você sabe exatamente quando parar, evitando a procrastinação disfarçada de muitas idas e vindas à cozinha, por exemplo.

Fure o bloqueio criativo

Tem dias que não estamos dispostos ou as ideias simplesmente não vêm, né? Mesmo assim, é importante não fugir do cronograma. Você pode escrever uma crônica, um diário pessoal do seu personagem principal, um poema… enfim! É importante não tirar folgas para que a rotina se estabeleça com maior facilidade. Assim, você evita encontrar desculpas futuras porque sabe que, mesmo quando você não estiver disposto a escrever seu livro, ainda terá que praticar – ainda que escolha outros formatos.

E aí, o que achou das dicas? 
Para saber mais sobre como começar a escrever um livro, veja nosso guia!

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Como criar o título de um livro?

Se você acha que é mais fácil escrever 100 páginas de um livro do que escolher o título da obra, fique tranquilo, você não é o único. Afinal, existe uma pressão invisível em resumir em poucas palavras algo escrito em dezenas de capítulos. 

Por isso, preparamos algumas dicas para tornar esse processo um pouco menos assustador. Elas te darão confiança para tomar uma decisão assertiva quanto às frases que estamparão a capa do seu livro. Vamos lá?

4 dicas para escolher um bom título para uma obra literária: 

1. Não fuja do tema

É claro que é possível ser criativo na escolha do título, mas ele também precisa ser facilmente relacionado à obra. Um livro de terror, por exemplo, precisa ter um título macabro e cheio de suspense. Já um livro infantil precisa descrever a história e ser memorável para que as crianças consigam entender (e lembrar sempre!). 

2. Escolha palavras de impacto

Algumas palavras sempre chamam atenção em meio a enorme quantidade de obras disponíveis por aí. Por exemplo: inferno, morte, amor… faça o exercício de utilizar uma única palavra para descrever a história que você criou. Veja como ela pode se encaixar no título, teste sinônimos e termos compatíveis com a expressão escolhida. Isso te deixará alguns passos mais próximo de chegar a uma conclusão. 

Saiba como escrever histórias de 6 palavras.

3. Crie diversas opções

Na rotina de redatores publicitários que precisam escolher frases de impacto para as campanhas de seus clientes, uma prática comum é a criação de diversas frases semelhantes, mas escritas de formas distintas. Mesmo que, inicialmente, a frase não seja boa, ao reler e comparar as opções escritas sempre pode surgir uma nova ideia. Explore essa técnica até que fique satisfeito com algumas frases. Para decidir a melhor, compartilhe com amigos próximos ou tente falar sobre o livro utilizando uma das escolhidas. Logo, uma delas passará a fazer mais sentido do que as outras.

4. Não escolha frases difíceis de memorizar

Para que seu livro seja encontrado na internet ou nas livrarias, é importante criar um título fácil. Ninguém é obrigado a decorar palavras complicadas ou frases longas. A frase que define sua história precisa ser criativa e memorável – esse critério pode, inclusive, ser um desempate para selecionar a melhor opção entre os títulos criados anteriormente.

Exemplos de títulos incríveis: 

Rios Invisíveis da Metrópole Mineira

O livro fala sobre rios esquecidos em Belo Horizonte, mas que marcaram a história da capital mineira. Apesar de poético (“rios invisíveis”), é também descritivo e criativo.

Assassinato no Expresso do Oriente 

Agatha Christie escreve suspenses criminais e sempre utiliza elementos da história na criação do título, acompanhados de termos-chave como “assassinato”, “morte” e etc. 

Sobre os ossos dos mortos 

Um título sombrio para uma obra macabra. Ao longo da trama, a frase começa a fazer cada vez mais sentido e, conforme a história se desenrola, é possível compreender exatamente o que inspirou a escolha.

Cem anos de solidão

Um clássico carregado de sofrimento desde o título. A frase antecipa o tormento narrado no livro, e já indica que não será uma história fácil de digerir.  

Correndo com os Etíopes

Livros inspirados em fatos reais precisam se apoiar na realidade. A obra conta como a Etiópia, um dos países mais pobres do mundo, tornou-se um dos maiores competidores de longa distância da história. O título no gerúndio passa a ideia de movimento, já apresentando o universo em que estamos prestes a embarcar.

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