livro aberto com óculos em cima

Conheça algumas estratégias para facilitar a leitura e aplique no seu dia a dia

Por mais que a leitura faça parte do nosso dia a dia, muitas pessoas possuem dificuldade nesse quesito. Seja para torná-la um hábito, por falta de concentração, por pouco conhecimento de vocabulário ou por alguma outra questão. Se você se identificou com alguma pelas, vai gostar de conhecer as estratégias de leitura, que consistem em técnicas simples para facilitar a compreensão e auxiliar no processo de leitura. Como as pessoas possuem diferentes formas de aprendizados, selecionamos algumas dessas estratégias para que você possa aplicar enquanto lê. Saiba quais são elas:

Leia com atenção

Parece óbvio mas é importante dedicar tempo de qualidade às suas leituras. Isso significa que você deve ler os parágrafos com calma, reler o que não tiver entendido e aí sim seguir adiante. Se você é do tipo que se distrai com facilidade, deixe o celular de lado, desligue a TV e saia do ambiente onde muitas pessoas estiverem conversando. A hora da leitura exige foco e concentração. 

Ler em voz alta

Essa é uma estratégia muito eficaz para quem tem dificuldade de concentração, principalmente para quem se sente ansioso diante de um texto e acaba lendo muito rápido, sem prestar atenção. Quando você lê um texto em voz alta, automaticamente se adapta à estrutura em que ele foi construído – palavras, formação de frase e pausas (vírgulas e pontos). Isso facilita a compreensão do que está escrito e ajuda a “guardar na memória” com mais facilidade. É uma prática muito adotada por quem precisa compreender conteúdos complexos, por exemplo. Se a falta de silêncio não te incomoda, vale a pena tentar.

Palavras-chave

Identificar os pontos mais importantes do texto é uma boa técnica para auxiliar na compreensão do que está escrito. Um parágrafo contém muitas informações relevantes como nome dos personagens, verbos que indicam algum tipo de ação e até palavras que indicam um desdobramento da situação. Se algo ficou confuso, pode ser que a resposta esteja no próximo parágrafo do texto que você está lendo (ou estava no anterior e você não percebeu, volte para conferir) 

Lembre-se que as palavras-chave são os pontos mais importantes do texto. Quando você presta atenção nesses elementos, o contexto fica mais claro e, consequentemente, a leitura mais fluida. 

Destaque o que for importante

Essa dica é uma continuação da anterior, já que você pode simplesmente destacar as palavras-chave ou frases do texto. Sabe quando a gente grifa uma frase bacana para encontrá-la de novo quando reler o livro? Ou quando você precisa lembrar de uma explicação que está estudando? É exatamente assim. 

Mas não adianta grifar um parágrafo inteiro, a ideia é destacar apenas os pontos mais importantes para que você possa se lembrar do contexto assim que bater o olho nas palavras sublinhadas. 

Consulte o que não souber

Isso é muito importante! Quantas vezes você já leu um texto em que não entendia o significado de algumas palavras mas mesmo assim seguiu adiante? Pode ser algo sem importância mas na maioria das vezes todas as palavras de um texto estão nele por algum motivo e é importante prestar atenção em seus significados. Consulte um dicionário, sempre que isso acontecer. Se você não tem um dicionário físico em casa, faça uma pesquisa pelo computador ou baixe um App para consultar onde estiver. Dicionários de sinônimos são ótimos para essas ocasiões. 

Faça um resumo

Essa é uma técnica especialmente utilizada por quem precisa estudar conteúdos de maneira mais profunda. O desafio pode ser pela complexidade do conteúdo ou pelo grande volume de materiais para ler. Um bom resumo precisa conter as palavras-chave citadas anteriormente, porém contextualizadas. E é importante fazer uma leitura completa do material (seja por tema ou por capítulo) antes de iniciar as anotações. É na segunda leitura que você vai separar os destaques que devem ir para o resumo. 

Outra coisa: não é porque você vai “enxugar” o conteúdo que precisa copiar ao pé da letra. A ideia do resumo é explicar, com as suas palavras, o que você entendeu do que estava escrito. Leia o resumo e se pergunte “Esse material está claro? Faz sentido o que eu escrevi? Me fiz entender? Esclareci todas as dúvida?” Se a resposta for sim para todas as questões, o seu resumo está muito bom.

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Outra dica que parece clichê mas é fundamental para que você leia (e compreenda) com mais facilidade. Comece pelos temas que você tem mais familiaridade, isso ajuda a prender a sua atenção diante dos capítulos e você vai ver como é possível manter o foco. Depois, escolha temas variados para aprender palavras novas (não esqueça de pesquisar o significado), estilos de escrita diferentes e um novo universo de histórias. Quanto mais você ler, mais fácil – e fluida – fica a leitura. Essa dica também serve para escritores, já que a leitura aumenta o repertório de palavras e inspira novas histórias.

Como escrever, pensando nisso tudo

Diante dessas possibilidades para facilitar o entendimento do leitor, é importante pensar em como auxiliá-lo, do ponto de vista de quem quer escrever um livro. Seja coerente nas palavras, tenha um enredo bem definido, preste atenção na diagramação e divisão dos capítulos, revisão detalhada, entre outras ações. Lembre-se que quanto mais fluida for a escrita, mais fácil será a leitura.

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Como escolher o nome para os personagens do seu livro

Muitos personagens da Disney se tornaram inesquecíveis não apenas pelas suas histórias mas pelo nome de seus personagens. Como não lembrar da história de Alladin ao ouvir alguém falar o nome “Jasmine”? Ou então no clássico Rei Leão, ao ler o nome “Simba” em algum lugar? E não é só na Disney que isso acontece. Aposto que, toda vez que você vê um cachorro São Bernardo na rua, você pensa “olha lá o Beethoven”. 

A força desses personagens é indiscutível e vale repetir que esse reconhecimento não é apenas culpa do enredo mas também do “peso” de cada um dos nomes. O exemplo dos filmes também acontece em séries, quadrinhos e, obviamente, livros! Alguém esquece de Capitu e Bentinho? Machado de Assis eternizou esses personagens por meio de sua obra, Dom Casmurro. 

Como escolher o nome

Eu diria que esse deve ser um dos principais momentos do seu processo criativo para escrever um livro e é importante dedicar o tempo necessário para essa escolha. Afinal de contas, não é simplesmente um nome, cada personagem tem a sua história, suas origens, religião e tantas outras particularidades que o torna único. Pode parecer loucura, mas é como se você precisasse identificar a personalidade do seu personagem para nomeá-lo. 

O processo criativo, no entanto, varia: há quem monte uma história inteira para depois nomear os personagens. E há quem dedique mais tempo nessa escolha, já pensando nas características que aquele nome possui (de acordo com experiências ou outras fontes de inspiração), para depois organizar o enredo e começar a escrever.

Aqui estão três exemplos simples, inseridos na Turma da Mônica, para te ajudar a entender o impacto do nome na identidade do personagem: 

Chico Bento – um personagem com jeitinho “caipira”, que tem a pureza e a simplicidade de quem vem do interior para a capital. Um menino simpático e divertido, que usa chapéu de palha e gosta de moda de viola. Tanto o seu nome quanto as características representam esse jeito interiorano de ser. Nas histórias, ele está sempre brincando com os amigos, pescando ou dormindo na rede, tranquilão. Talvez, se fosse um personagem da cidade, se chamaria Francisco. Mas Chico combina muito mais com ele, não é verdade? 

Mônica – Um nome forte, que reflete a personalidade da personagem. Ao mesmo tempo em que é doce e uma super amiga, é nervosa e briguenta quando vira piada entre os outros membros da turma – especialmente os meninos, que também são os que mais sofrem com suas coelhadas. Se trouxermos Mônica para um cenário diferente dos quadrinhos, sua personagem vai ser aquela mulher com perfil de liderança, leal e dona de si. Tudo a ver com o nome, concorda? 

Cascão – Quantas pessoas você conhece que combinam mais com o apelido do que com o próprio nome? O Cascão é um caso desses. Um menino travesso que tem medo de água e odeia tomar banho. Seu animal de estimação é um porquinho, tão sujinho quanto ele. Realmente, nenhum outro nome combinaria melhor do que este. 

Entendeu as diferenças? É importante observar as fragilidades de cada personagem e o rumo que você pretende dar a ele durante a história. Assim como cada um de nós “carrega” o próprio nome por onde vai, o personagem carrega no nome a sua identidade. Por isso, dedique tempo a esta etapa importante e faça boas escolhas. 

Inspiração

Você pode estar se perguntando “onde eu encontro ideias para escolher o nome dos personagens para o meu livro?” 

Existem diversos recursos para encontrar o nome ideal para os seus personagens e alguns deles estão disponíveis aqui na internet. Você pode fazer busca por nomes que te interessam e pegar referências de pessoas na História com o mesmo nome, por exemplo. Mas preste atenção em que tempo a sua história se passa, alguns nomes são mais característico de determinada época do que outros. O mesmo acontece com nomes inspirados em filmes de outra nacionalidade – um personagem com nome estrangeiro faz sentido no enredo que você vai propor? Reflita.

estante de livros

Você também pode pesquisar em Dicionários de Nomes Próprios – aqueles que futuros papais utilizam para escolher o nome do bebê, sabe? Geralmente ele é separado por gênero e possui alguns significados que ajudam na condução da personalidade do personagem. 

E o mais simples: preste atenção ao seu redor! Repare na identificação da caixa do supermercado, nos nomes chamados no hall do consultório médico, na lista de chamada do seu curso, nos entrevistados de matérias da TV… o nosso dia a dia está repleto de possibilidades.

Outra dica é criar um arquivo de nomes para facilitar a pesquisa para personagens futuros. Você pode fazer uma planilha no Excel, com uma aba para nomes masculinos e uma aba para nomes femininos – se tiver alguma característica de personalidade, acrescente também. 

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Como fazer seu livro vender bem?

Basta escrever uma boa história para se transformar em um best-seller?

A resposta curta para a pergunta acima é: não. Ou melhor: não, de forma alguma.

Não é que uma boa história não seja importante: ele continua sendo absolutamente fundamental para o sucesso de qualquer livro. É muito, muito difícil ver um livro de sucesso cuja narrativa não seja bem construída, fluida, que não engaje o leitor de alguma maneira.

A questão é que “só” ter uma boa história, em nossos tempos, não basta mais.

Já fizemos um post entrando a fundo nessa questão e incluindo métodos importantes como leitura crítica, revisão etc. – e recomendamos que veja clicando aqui. Mas queria fazer aqui uma abordagem mais… digamos… prática.

Para um livro ter sucesso, ele precisa essencialmente de três ingredientes:

  1. Conteúdo de qualidade
  2. Acabamento profissional
  3. Divulgação

Conteúdo de qualidade

Entenda a palavra “qualidade”, aqui, com a devida abstração. Um livro de qualidade não é um livro que agrade todo mundo – até porque isso é essencialmente impossível.

Um livro de qualidade é aquele que reuna, em sua narrativa, todos os elementos necessários para agradar o seu próprio público-alvo, a fatia de leitores que gostem do tipo de literatura em que ele se encaixar.

E como se consegue construir isso?

Temos alguns posts que podem te ajudar nesse sentido. O primeiro, com dicas sobre como escrever um bom livro, pode ser visto clicando aqui.

Mas a grande questão é que, às vezes, o autor pode estar confiante na sua obra – mas ela pode, ainda assim, estar ruim, com a narrativa truncada, carecendo estrutura. como resolver isso?

Com uma etapa fundamental chamada leitura crítica.

Ela basta? Não. Porque a leitura crítica abordará a qualidade da narrativa – mas não a do português. Acredite: o uso correto do português é fundamental para o sucesso de qualquer obra. Nesse sentido, recomendamos ler o post sobre revisão gramatical e ortográfica aqui.

Feito o processo de escrita e revisão, a história em si já poderá estar pronta. Mas, como já dissemos, isso não é o suficiente.

Acabamento profissional

Sim, um livro precisa de distribuição. Sim, um livro vende pela capa. Sim, se você deixar cada página com uma fonte minúscula, o leitor terá preguiça de continuar além das primeiras páginas.

Isso tudo significa que caberá a você garantir que seu livro seja um “produto” bem acabado. Como?

A capa deve ser bem feita, linda, capaz de seduzir qualquer leitor.

Internamente, o livro deve ser diagramado de maneira a realmente proporcionar uma experiência de leitura interessante.

O livro deve estar disponível em formato impresso (que hoje corresponde a quase 97% das vendas no Brasil) e eletrônico (e no formato correto, o ePub).

O preço deve ser bem pensado, bem estruturado.

E, sobretudo, o livro deve ter o ISBN. Por que? Porque, sem o ISBN, você simplesmente não conseguirá aproveitar uma das maiores vantagens do Clube de Autores: a distribuição pelas maiores livrarias do país.

Sim, há muito o que fazer – mas ninguém disse que escrever um livro seria algo fácil. Mas há mais.

Divulgação

Mesmo com uma história excelente em um produto perfeito, falta ainda o terceiro ingrediente: a divulgação.

E. aqui, são poucas as receitas de bolo: cada autor deve bolar a sua própria estratégia de divulgação.

Mas temos um material que pode ser útil: esse guia com as melhores práticas para se divulgar o seu livro.

E agora?

Agora vem a parte fácil: publicar e acompanhar os resultados. A publicação no Clube de Autores, além de simples e gratuita, é a única que garante distribuição nas maiores livrarias do Brasil e vendas internacionais.

Quer aproveitar isso? Então publique seu livro no Clube de Autores!

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Por que você deve investir na revisão do seu livro?

Sem um português correto, dificilmente um livro encontra boas chances no mercado

Verdade seja dita, a necessidade de revisão ortográfica e gramatical em um livro é tão óbvio, tão fundamental, que fica até difícil discorrer sobre ela. Para quem está desse lado do balcão, aliás, é nítida a diferença nos resultados de um livro revisado versus outro repleto de erros. E há motivos – muitos – para isso.

Dentre todos os idiomas, o nosso português é, provavelmente, um dos mais complexos e cheios de detalhes e sutilezas. Tanto a nossa ortografia quanto a nossa gramática são repletas de regras e exceções e situações que demandam um olhar hiper especializado. Aliás, o português falado no Brasil é ainda mais complexo (e, em minha opinião, mais belo) que o português de Portugal (que tem até mesmo menos tempos verbais que o nosso).

Mas… o leitor percebe?

Sim, percebe. Não tenha dúvidas disso.

Não que todo leitor seja um especialista na língua portuguesa, claro: cansamos de ver pessoas falando atrocidades gramaticais (como “quer que eu faço isso?” ao invés de “quer que eu faça isso?”, para ficar apenas em um exemplo que me tira do sério). Mas é importante entender que, na palavra escrita, a fluidez depende do uso correto do idioma.

Se você trocar uma vírgula de lugar, se errar a grafia de um termo, se confundir acentos ou se maltratar tempos verbais, a história começa a perder justamente o seu efeito. O texto fica cansativo; as quebrar de raciocínio vão afastando o leitor; e, para o leitor que conhece melhor o idioma, a credibilidade da narrativa cai por terra quando um erro imperdoável é detectado.

Ou seja: mesmo que o seu leitor não seja um professor de português, mesmo que ele não consiga apontar pessoalmente os erros que um texto mal escrito tenha, não duvide que esses mesmos erros acabarão afastando-o do livro.

Nosso idioma é belo por causa da fluidez que a nossa complexa gramática garante. Ignore isso e você será como um engenheiro que ignora as mais básicas regras da matemática.

Ah, mas todo mundo me diz que eu escrevo bem!

Ótimo: isso significa que a revisão do seu texto será mais rápida – mas jamais desnecessária.

A não ser que você mesmo seja um revisor, a probabilidade de que algum erro passe em um texto seu beira os 100%. E raciocine: um texto, uma história, um livro, é como um filho. Faz sentido mesmo lançá-lo ao mundo sem se dar sequer ao trabalho de prepará-lo?

Tenha esta regra como sagrada: todos os textos precisam de revisão.

Revisão ajuda o livro a vender

Não é possível, claro, traçar uma regra matemática ou uma fórmula que determine quanto, precisamente, a revisão ajuda um livro a vender. Por outro lado, é difícil (senão impossível) encontrar um livreiro que não assine embaixo disso. O motivo é simples, óbvio: ao garantir um uso correto do nosso idioma, livros revisados entregam ao leitor uma experiência de leitura melhor, mais fluida, mais impactante.

E não tenha dúvidas de que, hoje, essa experiência de leitura precede o ato da compra. Por quê? Porque antes de colocar a mão no bolso o cliente lê a sinopse, folheia as primeiras páginas, busca críticas feitas por terceiros. E tudo isso é diretamente impactado pela revisão.

Revisão é cara?

Por incrível que pareça, mesmo sendo a mais especializada de todas as tarefas relacionadas ao processo de editoração de uma obra literária, a revisão é provavelmente a mais barata dela.

Falamos disso nesse post sobre quanto custa publicar um livro (clique aqui para ver).

Onde acho um revisor?

Você já procurou no Profissionais do Livro? Trata-se de um marketplace, um site aberto onde milhares de profissionais do mercado editorial oferecem seus serviços para o público. A lógica é simples: você orça e compra online, interage pelo site e, se não aprovar o serviço recebido, é integralmente reembolsado.

Recomendamos fortemente que dê uma olhada na lista de revisores que oferecem seus serviços lá – e que escolha com base, principalmente, nas avaliações deixadas por outros clientes.

Revisão é o que basta para lançar o meu livro?

Não, de forma alguma! Temos inclusive um checklist inteiro aqui com uma série de etapas que consideramos fundamentais para se lançar um livro.

Além do checklist, recomendamos também que veja este material, com 75 dicas para autores independentes.

Tem alguma dúvida? Algum comentário? Deixe aqui que responderemos diretamente!

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5 dicas para se publicar e vender poesia

Poesia vende no Brasil? Como em qualquer lugar do mundo, isso só depende do poeta!

Há uma espécie de crença popular nos círculos literários de que poesia não vende. Pois bem: já inicio este post deixando claro que trata-se de uma crença errada.

Há pouco mais de 70 mil livros publicados aqui no Clube de Autores. Destes, cerca de 8 mil – mais que 10% – são livros de poesia. E o comportamento comercial desses livros é rigorosamente o mesmo do comportamento comercial de biografias, didáticos, técnicos, romances.

Ou seja: quando o poeta se engaja, cria um produto de qualidade (inclusive tecnicamente, com uma capa bem elaborada, ISBN que permita distribuição em livrarias, revisão, leitura crítica etc.) e monta uma estratégia de divulgação boa, ele vende; quando ele apenas publica de qualquer jeito, sem dar a devida atenção à sua obra, ela não vende. Sim: é simples assim.

E que dicas podemos dar a novos poetas que queiram ganhar mercado com suas obras?

Dica #1: Leia poesias e aforismos.

Parece uma dica óbvia, certo? Mas há uma assustadora quantidade de poetas que dificilmente toca em um livro de poesias. Ora… se você está nessa categoria, se você mesmo não se dá ao trabalho de aprender com os grandes mestres, como esperar que outros façam o mesmo com o seu trabalho?

Poesia não é apenas um conjunto mais ritmado de versos: é, sobretudo, uma dificílima arte de condensar pensamentos ricos no menor espaço possível. É dominar a arte das metáforas, é ser um microcontista, é ser um músico, é ser… bom, é ser um poeta.

E há dois mestres que eu recomendarei com intensidade aqui: Manoel de Barros e Karl Kraus.

O pantaneiro Manoel de Barros é possivelmente um dos maiores poetas de toda a nossa história, talvez um dos melhores do mundo. Arrisco dizer até que ele não deve ser apenas lido, mas estudado. Por que? Porque ele não apenas escreve: ele reinventa toda a nossa língua portuguesa, cria novas palavras, ultrapassa fronteiras linguísticas que nós sequer sabíamos que existiam.

Karl Kraus vai em um outro extremo. Satirista austríaco do final do século XIX e começo do século XX, ele ganhou fama pela sua capacidade de criar aforismos que dilaceravam reputações e derramavam ovas óticas sobre velhos conhecimentos. Apesar de não ser um poeta formal, por assim dizer, ele dominou a arte de se condensar significado em palavras como poucos no mundo.

Há, claro, incontáveis outros poetas – mas esses dois já são um belo começo.

Dica #2: Tenha carinho pelo seu livro

Sim: carinho. Essa palavra pode parecer simplória, mas acredite: ela é muito, mas muito mais importante do que parece.

Pode ter certeza de que, se você publica um livro de poesia com uma sinopse rasa, uma capa feia e sem o ISBN que garantirá a sua distribuição, ele não será vendido.

Ou colocando em outros termos: se um livro bem acabado não é uma garantia de sucesso, um livro mal acabado é, sim, uma garantia de fracasso.

Faça pelo seu livro, portanto, tudo o que você puder. Ao menos se quiser que ele venda, claro.

Nesse sentido, recomendamos que veja este post aqui.

Dica #3: Monte e execute um plano de divulgação

Romantismos à parte, um livro é um produto como outro qualquer. Se você não divulgá-lo, ninguém saberá da sua existência e, consequentemente, ninguém o comprará.

E sim: esta tarefa é sua, do autor. Esqueça aquelas ideias românticas de arrumar uma editora mágica que investirá tudo em seu talento: isso não existe hoje. Você precisará ser o seu próprio empresário.

Há aqui, duas escolhas: você pode aceitar isso, aprender e se esforçar – e recomendamos que acesse esse guia aqui, uma espécie de manual de divulgação de livros; ou você pode dar murro em ponta de faca até destruir a própria mão crendo nesse conto de fadas de que um terceiro eventualmente te descobrirá.

Dica #4: Autopublique-se

Seguindo a mesma linha da dica anterior, use e abuse da autopublicação. Onde? Aqui no Clube de Autores, claro.

Por que aqui? Porque é apenas aqui, no Clube de Autores, que você conseguirá se autopublicar gratuitamente e ainda ter garantida a distribuição pelas maiores livrarias do país, incluindo Livraria Cultura, Estante Virtual, Amazon, Mercado Livre etc. – tanto no formato impresso quanto digital.

N!ao é à toa que há 8 mil livros de poesia aqui no Clube: modéstia à parte, não há nenhuma outra plataforma que ofereça mais a poetas e a escritores do que a nossa :)

Dica #5: Você também é poesia: use-se

Uma das coisas que mais difere poetas de outros escritores é que seu trabalho pode ser tanto lido quanto ouvido.

Perca, portanto, a timidez: cace eventos e oportunidades, saraus e feiras, onde você possa entrar em uma roda e simplesmente declamar.

Use a sua voz, use o seu corpo, use a si mesmo. Um poeta é um artista e usar a sua arte para levar a sua palavra primeiro aos ouvidos do público pode ser uma estratégia excelente.

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