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Quero escrever uma biografia, por onde começo?

Esta é uma pergunta não tão rara quanto algumas pessoas podem imaginar. Isso porque muitas pessoas têm vontade contar a história de vida de outras pessoas – ou de si mesmo, no caso da autobiografia. A primeira vista, parece uma coisa simples: ouvir o que o biografado (quem terá a história contada no livro) tem a dizer e escrever de acordo com as palavras e memórias dele. Mas escrever um livro de biografia é muito mais complexo do que isso. Veja:

Escolha o biografado

Antes de começar, já temos a primeira pergunta: sobre quem você quer escrever? Geralmente, a escolha é baseada em alguém que admiramos e por isso temos vontade de expor sua trajetória de vida para que mais pessoas passem a conhecê-lo(a) e admirá-lo(a) também. Pode ser algum artista, político, atleta, pesquisador, cientista, médico, professor, ativista, músico, empresário, entre outras figuras. Se a ideia é escrever sobre a vida de alguém, é interessante que ela tenha algo a ensinar para quem lê – seja uma lição de vida, superação, maneira diferente de pensar etc. É interessante que haja algo novo (nunca contado ou pouco explorado) para detalhar, assim gera curiosidade e interesse no leitor.

Faça uma lista de pessoas que você admira e gostaria de ter a oportunidade de conhecer mais profundamente – acredite, este processo pode levar um bom tempo. Diante dessa lista, filtre quem está mais acessível, seja por distância geográfica, momento de vida ou rotina de trabalho, por exemplo. O biografado precisa estar disponível. 

Existe um outro cenário possível: personalidades que gostariam de ter sua vida relatada em um livro e que procuram escritores para isso. Se alguém te procurar com essa demanda, entenda qual é a necessidade do futuro biografado, o que ele gostaria de expor, em quanto tempo ele pretende ter o livro publicado e todas as informações necessárias para a construção da obra, antes de aceitar. Entenda que o livro é como um filho para o biografado

Temos ainda um terceiro cenário: a biografia de alguém que já morreu. Pode acontecer por interesse do próprio escritor ou por intermédio de familiares do biografado já que é a família quem tem que autorizar a publicação das informações, neste caso. 

Conversas e mais conversas

Estabeleça uma relação de confiança para que a pessoa se sinta à vontade em abrir a vida dela para você, essa é a parte mais importante do processo! Anote tudo desde a primeira conversa. Você precisa entender o que o biografado gostaria de expor, detalhes dos fatos (que muitas vezes são contados fora de ordem e em conversas totalmente aleatórias), nomes de pessoas, lugares onde esteve, datas. São muitas informações. 

A cada novo encontro, faça um resumo do que foi dito anteriormente. É bom para lembrar de onde pararam e também para confirmar se aqueles fatos realmente aconteceram e se falta algum detalhe. 

As datas não batem? Converse. Ficou com dúvida sobre algum momento específico? Converse. Quer obter mais informações? Converse. Essa dica vale também para pessoas próximas ao biografado. Converse com familiares, colegas de trabalho, amigos de infância e todas as pessoas acessíveis que possam confirmar (ou dar mais detalhes) sobre os momentos mais importantes da história dele. Em caso de biografia póstuma, essa etapa com quem convivia com o biografado é ainda mais importante para dar veracidade às informações. 

Pesquise muito

Uma pessoa mais velha, que teve sua história marcada pela Guerra, com certeza terá um contexto histórico como parte de sua biografia. Você precisa conferir as datas citadas, as notícias da época e tudo que envolva o universo de vida dela. Se for um pesquisador, você precisa ler seus artigos publicados, estudos relacionados ao trabalho realizado por ele, referências e como ele é visto na área de atuação. É preciso fazer uma varredura sobre a vida do seu biografado, saber o que já foi dito sobre ele na internet ou em qualquer outro lugar. Tudo isso é fonte de informação. 

sentado em frente ao computador

Se for uma personalidade e a exposição de sua figura (assim como polêmicas) for parte do enredo, você precisará pesquisar ainda mais! Isso porque, muitas vezes, a ideia da biografia é confessar algum ato cometido, limpar a própria barra de alguma situação ou até culpar outras pessoas. Esteja ciente da repercussão do seu trabalho. 

Organize os fatos

Essa é uma etapa desafiadora, não vamos mentir. Depois de colher muitas informações, chega a hora de costurar a colcha de retalhos e organizar os fatos para finalmente estruturar o livro. Diante das informações, vocês podem conversar sobre o melhor caminho a seguir: seja por ordem cronológica ou destacando os momentos mais importantes, separando capítulos por temas ou momentos de vida, por exemplo. Ressalte traços de personalidade que você percebeu ao longo do tempo que passaram juntos e escreva de uma maneira que demonstre o impacto dela diante dos fatos narrados.

É normal chegar nesta fase e perceber que ainda faltam algumas informações e voltar para a etapa anterior. E não há problema nenhum nisso, volte quantas vezes achar necessário para que a obra esteja o mais fiel possível aos fatos. 

Na hora de organizar este quebra-cabeça, você pode se deparar com algumas informações que julga serem não tão relevantes e é importante conversar com o biografado para entender se ele gostaria de manter no livro ou se, de fato, não fará diferença na história. Às vezes, pode parecer um fato comum para você mas foi um momento que marcou a vida dele. 

Ajustes finais

Tudo certo? Ainda não! Primeiro o biografado (ou familiar que irá autorizar a publicação) precisa aprovar a obra. Normalmente, ele recebe o arquivo original impresso ou em PDF para refinar alguma informação, incluir ou excluir trechos. Depois disso, basta escolher uma bela capa, enviar o material para revisão e publicar no Clube de Autores. Divulgue a obra e faça um evento para lançá-la oficialmente, em parceria com o biografado, obviamente.

Autobiografia

Mas e se eu quiser contar a minha história, preciso seguir todas essas etapas? A resposta é: mais ou menos. Claro que a obra sua vida pode ser escrita do jeito que você quiser mas é importante organizar os fatos (uma linha do tempo pode facilitar as coisas), incluir dados históricos (se necessário), conferir datas e pedir a opinião de amigos sobre detalhes que talvez você não se lembre. Escolha um profissional para revisar e publique com a gente.

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livro de receitas

Como escrever um livro de receitas

Quantas vezes você já teve que passar a receita daquele molho que todo mundo adora quando vai na sua casa? Ou quantas vezes teve que pedir para algum parente te lembrar como era a famosa sopa da sua avó? Se você tem um caderninho de família escrito à mão, é uma pessoa que conhece muitas receitas deliciosas ou que precisa uní-las em algum lugar para poder cozinhar, certamente já pensou em escrever um livro com foco em culinária. Quer saber como fazer? A gente te ajuda:

Escolha um público

Existem muitos livros de receitas e o que vai diferenciar a sua obra das outras é a maneira como você vai atrair o seu público. Você pode focar em algum tipo de alimento específico e fazer “receitas com carne de porco”, “doces à base de creme de avelã” e “20 risotos para saborear” ou investir em um perfil para direcionar suas receitas como celíacos, diabéticos, veganos etc. Que tal receitas para jantar a dois? Ou dicas práticas para o dia a dia de quem mora sozinho? De repente reunir as receitas da vovó para almoços de domingo em família. Você pode até fazer um livro com receitas para fazer com as crianças ou só de lanchinhos saudáveis para a lancheira da escola.

Capriche nos detalhes da receita

Você não vai colocar todas as receitas que sabe neste livro (que tal fazer um volume dois? três?) mas com certeza irá selecionar as favoritas – para agradar o público. Já pensou fazer um livro e ouvir feedbacks como “a minha receita não deu certo”, “meu prato não ficou assim” etc.? Desagradável. Para evitar que este problema aconteça, revise todos os detalhes na hora de escrever o passo a passo. O que parece óbvio pra você pode não fazer sentido para quem não é familiarizado com o ambiente da cozinha. Isso significa que é importante ressaltar como untar uma forma, qual a quantidade de óleo para fritar determinado alimento, a temperatura do forno, se é preciso colocar o macarrão pra escorrer ou passar água fria para ele parar de cozinhar, entre outros truques. Eles parecem simples mas podem arruinar uma receita se não forem feitos corretamente. 

ovos livro de receitas

Invista nas imagens

Esse é um dos pontos principais da sua receita, afinal, a expressão “comer com os olhos” não foi criada à toa. Pense no que você sente quando vê uma foto bonita no cardápio de um restaurante… dá vontade de comer? É este sentimento que a foto da sua receita precisa despertar nos leitores. Recomendamos que você tire um dia (ou vários) para produzir as receitas que pretende incluir no livro e faça uma sessão de fotos com um profissional. Acredite, ele tem a expertise para deixar o prato ainda mais apetitoso, seja com truques de iluminação ou outras técnicas. Aproveite o momento para tirar fotos para as redes sociais também, este será um ótimo conteúdo para divulgar após o lançamento do seu livro. 

A imagem da capa precisa ser de dar água na boca! Um prato bonito, bem apresentado e com cara de saboroso. É ele quem vai chamar a atenção e se destacar entre os outros livros das prateleiras. 

Como escrever

Você não precisa de nenhum programa rebuscado para escrever o seu livro de receitas. O bom e velho Windows Word dá conta do recado muito bem. Nele você consegue organizar um índice, usar alguns templates prontos, incluir imagens, inserir referências e muito mais. Escolha as receitas que deseja compartilhar, siga os passos sugeridos anteriormente, depois é só revisar e publicar no Clube de Autores.

Gostou das dicas? Então inspire-se nos mais de 500 livros de culinária publicados aqui no Clube e escreva o seu também!

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livros em destaque na livraria

Best-seller: o que fazer para conquistar esse espaço

Não acho que alguém escreva um livro pensando em ganhar rios de dinheiro mas, lá no fundo, a verdade é que o sonho de quase todo autor é que seu livro se torne um best-seller e figure entre os títulos mais vendidos e recomendados de todos os tempos. Isso não tem nada a ver com tiragem a partir de “x” milhões de cópias (não existe um número exato) e sim com o reconhecimento do mercado editorial. 

Mas você já se perguntou como é que um livro se torna best-seller? Qual é a diferença dos best-sellers para os livros comuns? Como escrever um best-seller no Brasil? Aqui estão algumas dicas:

Relevância

Você não precisa escrever a biografia de um famoso ou uma ficção espetacular (como J.K. Rowling na saga Harry Potter) para ser um escritor reconhecido. O leitor de best-seller não se contenta com pouco, ele gosta de assuntos interessantes. Podem ser históricos, como Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, o sucesso escrito por Yuval Noah Harari, ou práticos e reflexivos como A Sutil Arte de Ligar o F*da-Se: Uma estratégia inusitada para uma vida melhor, do autor Mark Manson. 

Qualidade

O que importa é que o livro tenha conteúdo de qualidade e seja bem escrito. Nada de ficar fazendo rodeios ou usar palavras difíceis de entender, a leitura fica cansativa e a chance do livro ser abandonado na cabeceira é grande.

Criatividade

Essa dica vale principalmente para os fãs de ficção. Invista tempo no enredo da sua história, inclua reviravoltas capazes de prender a atenção do leitor, desenvolva bem os personagens e agregue valor aos diálogos. Contar uma boa história é fundamental mas ser é o que torna o seu livro diferente dos demais. 

Referências

Dados são fundamentais! Pode ser uma pesquisa recente ou um estudo de caso, mas o leitor precisa ter a sensação de que as informações ali contidas são relevantes e ele nao vai perder tempo na leitura. Os best-sellers são conhecido por seus ensinamentos, o leitor interessado sempre vai querer aprender algo, seja para aplicar no dia a dia ou simplesmente para refletir. 

Fatores de decisão

A primeira resposta é óbvia mas não te ajuda: consultando as listas de mais vendidos ou mais recomendados. Quanto mais pessoas leem e gostam, mais pessoas se interessam para fazer o mesmo. E é por isso que alguns livros estão entre os mais requisitados há anos. Para fazer o seu livro ganhar destaque é preciso se dedicar na divulgação! Evento de lançamento, posts nas redes sociais, presentear pessoas influentes que podem recomendá-lo, resenhas na imprensa e tudo mais que você conseguir. Invista em uma capa que chame atenção e um título que desperta curiosidade e se destaque em meio às opções das livrarias.  Afinal, quem não é visto, não é lembrado (nem comprado). 

Inspire-se nos best-sellers atuais

Os livros mais vendidos e mais recomendados são as melhores referências para que você escreva um livro com potencial de virar um best-seller. Toda livraria ou editora possui uma lista com os livros mais indicados e você pode começar a pesquisa por eles. Veja alguns dos títulos mais recomendados de 2019:

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas

Escrito por Dale Carnegie e publicado em 1936, esse livro é um clássico que nunca sai da lista dos mais vendidos e mais recomendados, apesar de ter mais de 80 anos! É considerado o guia dos relacionamentos pessoais e profissionais, com técnicas simples para aprimorar a comunicação entre pessoas e linguagem acessível com vários exemplos (reais) para você aplicar no dia a dia. 

Mindset

Conhecida como a nova psicologia do sucesso, a “mudança de mindset” tem causado interesse por muitas pessoas que se sentem insatisfeitas com a vida de alguma maneira. A autora, Carol S. Dweck, realizou muitas pesquisas e desenvolveu o conceito que é capaz de mexer com o modo como lidamos com as questões do dia a dia e transformar as experiências de maneira positiva.

Minha História

Este é um caso em que o autor tem um nome de peso e isso já significa um grande salto nas vendas, mas não é uma pessoa conhecida no mercado editorial e sim no mundo inteiro. Michelle Obama, a ex primeira dama dos Estados Unidos, retrata sua história de vida simples, o relacionamento com o marido Barack Obama e a Casa Branca. 

O Milagre da Manhã

Você já deve ter ouvido falar que tem muita gente acordando cedo  e mudando os hábitos em busca de uma vida mais equilibrada. Pois é possível que todas elas tenham lido este livro. O autor Han Elrod traz uma série de benefícios para quem decide abrir mão da preguiça e mudar completamente a rotina matinal. A mudança de hábito proposta pelo autor envolve uma série de atividades que influenciam em diversas áreas da vida. 

A Revolução dos Bichos

Um clássico que deve servir de inspiração para muitos escritores. George Orwell foi brilhante na linguagem em que os animais retratam questões de uma época conturbada (Revolução Russa) de um jeito lúdico. Não é a toa que está sempre entre os primeiros da lista.

Mulheres Que Correm Com os Lobos

Clarissa Pinkola Estés é a autora desse livro empoderador e que está de volta para as listas de sucesso das livrarias. A onda de informações sobre feminismo e o sagrado feminino trouxe de volta mais um clássico (que já ficou entre os mais vendidos por 1 ano nos Estados Unidos). Ela retrata a natureza instintiva feminina e a vida moderna de um jeito inspirador, despertando a loba que há em cada mulher.

A Sutil Arte de Ligar o F*da-Se

O autor Mark Manson tem um jeito peculiar de escrever e se expressar, que encantou até os leitores que torcem o nariz quando o assunto é livro de autoajuda. Ele não traz uma fórmula mágica para ter mais qualidade de vida mas expõe o perigo que a busca pela felicidade pode causar nas pessoas. Manson fala sobre os padrões impostos pela sociedade e as consequências para quem passa a vida toda tentando se encaixar neles. 

O Poder do Hábito

Ele já esteve entre os livros mais recomendados muitas vezes e, embora sua primeira tiragem tenha acontecido em 2012, o conteúdo é mais atual do que nunca. Já parou para observar os seus hábitos cotidianos? Beber água em jejum, tomar banho antes de dormir, arrumar a cama ao levantar, rezar antes de sair de casa. Temos inúmeros hábitos e, muitas vezes, nem lembramos como os adquirimos. O autor Charles Duhigg traz uma reflexão sobre hábitos que são prejudiciais na nossa vida e que não conseguimos nos livrar. O livro mostra exatamente o que torna uma atividade um hábito e como transformá-lo em algo positivo para nos tornarmos pessoas mais felizes.

Gostou? Então aprecie o trabalho de autores independentes e veja os livros mais recomendados pelo Clube.

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livro felicidade na livraria

Como destacar o seu livro de autoajuda

Os livros de autoajuda figuram entre os mais vendidos em qualquer época do ano e é por isso que o gênero é tão popular no mercado editorial – no Brasil e no mundo. O sucesso pode ser consequência da rotina cada vez mais acelerada da nossa sociedade, que se desdobra entre insanas horas de trabalho, longos períodos em transporte para ir e vir, responsabilidades com a família e pouco tempo para se divertir ou descansar. Existem diversos estudo que relatam o salto nos casos de depressão e ansiedade – em pessoas cada vez mais jovens – nos últimos anos. Diante de tanta correria, é compreensível que as pessoas busquem ajuda para solucionar problemas e viver uma vida melhor e mais leve, né? Principalmente se houver uma “receita” que possa ser aplicada no dia a dia. 

Que eles são fenômeno de vendas, já sabemos. O motivo também. Mas se você é autor ou pretende escrever um livro em breve, deve estar se perguntando: como destacar o meu livro de autoajuda? Veja essas três dicas:

É autoajuda mesmo?

Antes de começar a escrever o seu livro, é preciso avaliar se a ideia está realmente alinhada ao gênero. Você sabia que um livro de autoajuda é diferente de um livro de psicologia e também de um livro de autoconhecimento? Os termos são parecidos mas o conteúdo é bem diferente. 

A autoajuda, como o próprio nome já diz, é baseada no conceito de buscar melhores condições externas que resultem em melhorias internas. Como a mudança de emprego, lidar com os desafios de um relacionamento amoroso, organização financeira, hábitos saudáveis e outros exemplos que tragam felicidade ou melhor qualidade de vida. O autoconhecimento, no entanto, age de dentro para fora, por meio da essência do indivíduo. É um processo de reflexão, conhecimento e valorização pessoal mas que pode ter reflexo em ações externas, já que quando estamos bem, de maneira genuína, tudo parece fluir melhor ao redor.

Qual é a base para o que você deseja escrever? Vivência pessoal? Estudos? Em um livro de psicologia, as técnicas e procedimentos são publicadas apenas com comprovação científica – diferente dos livros de autoajuda e autoconhecimento, que possuem muitas vertentes, inclusive espirituais e esotéricas. 

Oportunidade

A seção de autoajuda das livrarias costuma ser repleta de novidades e fica até difícil para o leitor escolher o que levar. Diante de tantas possibilidades, “ganha” quem tem um tema relevante, uma capa que chame atenção e um título que desperta curiosidade. Dê uma olhada nos temas mais abordados normalmente – e fuja deles! Ou escolha uma abordagem diferente para tratar do mesmo assunto. Há autores que trazem o be-a-bá da autoajuda, com diversas técnicas para viver mais feliz, e há autores que usam situações negativas como exemplo para refletir e ressignificar as situações do cotidiano. É uma maneira diferente de tratar dos temas do dia a dia. 

Você pode optar por um novo olhar, como os exemplos acima, ou avaliar a possibilidade de se aprofundar em um tema específico e pouco explorado. Autoajuda para quem está com problemas financeiros, dicas para driblar a ansiedade de quem enfrenta a pressão dos estudos para vestibular, como lidar com os desafios de um tratamento envolvendo problemas de saúde, entre outras opções. 

Best Sellers

Apesar de focar no diferencial para bombar o seu livro, é importante observar a concorrência de gênero com outros olhos: os livros mais vendidos ou mais recomendados são ferramentas importantes para avaliar o que agrada o leitor. Você pode se inspirar em estilo de escrita, linguagem e outros exemplos para publicar o seu livro. Veja alguns títulos de autoajuda mais recomendados de 2019:

A Sutil Arte de Ligar o F*da-Se

O autor Mark Manson tem um jeito peculiar de escrever e se expressar, que encantou até os leitores que torcem o nariz quando o assunto é livro de autoajuda. Ele não traz uma fórmula mágica para ter mais qualidade de vida mas expõe o perigo que a busca pela felicidade pode causar nas pessoas. Manson fala sobre os padrões impostos pela sociedade e as consequências para quem passa a vida toda tentando se encaixar neles. É uma ótima leitura para refletir sobre as atitudes do dia a dia e colocar na balança o que realmente é passível de preocupação e o que podemos deixar pra lá.

O Milagre da Manhã

Você já deve ter ouvido falar que tem muita gente acordando cedo  e mudando os hábitos em busca de uma vida mais equilibrada. Pois é possível que todas elas tenham lido este livro. O autor Han Elrod traz uma série de benefícios para quem decide abrir mão da preguiça e mudar completamente a rotina matinal. Você acordaria às 5h para desenvolver habilidades capazes de te ajudar a alcançar o sucesso pessoal? A mudança de hábito proposta pelo autor envolve uma série de atividades que influenciam em diversas áreas da vida. A ideia foi tão bem aceita que existem grupos para incentivar e compartilhar a rotina da manhã com quem está praticando a mudança de hábito.

O Poder do Hábito

Ele já esteve entre os livros mais recomendados muitas vezes e, embora sua primeira tiragem tenha acontecido em 2012, o conteúdo é mais atual do que nunca. Já parou para observar os seus hábitos cotidianos? Beber água em jejum, tomar banho antes de dormir, arrumar a cama ao levantar, rezar antes de sair de casa. Temos inúmeros hábitos e, muitas vezes, nem lembramos como os adquirimos. O autor Charles Duhigg traz uma reflexão sobre hábitos que são prejudiciais na nossa vida e que não conseguimos nos livrar. O livro mostra exatamente o que torna uma atividade um hábito e como transformá-lo em algo positivo para nos tornarmos pessoas mais felizes.

Por que fazemos o que fazemos?

Mario Sergio Cortella é conhecido por abordar temas que trazem grandes reflexões e com este livro não poderia ser diferente. O autor traz um questionamento sobre as escolhas que fizemos e para onde elas nos levaram para depois trazer a importância de uma vida com propósito e como ressignificar a relação com trabalho, principalmente em um tempo onde quase todo mundo ao nosso redor parece insatisfeito profissionalmente. O livro fala sobre motivação, valores, carreira e como conciliar tudo isso sem abrir mão da vida pessoal.

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas

Este é mais um clássico que nunca sai da lista dos mais vendidos e mais recomendados, apesar de ter mais de 80 anos – isso mesmo, ele foi escrito por Dale Carnegie e publicado em 1936! É considerado o guia dos relacionamentos pessoais e profissionais, com técnicas simples para aprimorar a comunicação entre pessoas e linguagem acessível com vários exemplos (reais) para você aplicar no dia a dia. 


Se interessou pelo tema? Conheça os títulos de autoajuda publicados no Clube de Autores.

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Um universo além do personagem principal

Recentemente, falamos sobre a importância de trabalhar bem o personagem principal na hora de produzir o seu livro. Mas, a verdade é que todo personagem é muito importante e deve ser criado com o máximo de características possível para que você possa explorá-lo bem na narrativa. Mas isso não significa que só o protagonista é importante. Os personagens secundários, coadjuvantes  e outros são fundamentais para dar mais consistência à jornada dos personagens principais.

Personagem secundário

Para muitas pessoas, o personagem secundário é considerado sem importância na narrativa, já que interpretam como se ele participasse do enredo mas sem desempenhar um papel decisivo. A verdade é que o personagem secundário também deve ser valorizado na ficção. Vamos dar um exemplo: no livro O Pequeno Príncipe, obviamente o protagonista é o jovem menino de cabelos dourados. Podemos considerar a raposa um personagem co-protagonista mas o que seria a rosa? E todos os outros personagens que ele encontra no caminho durante a sua jornada? Isso mesmo, personagens secundários. As reflexões que O Pequeno Príncipe traz não estão ligadas somente ao protagonista mas permeiam por todos os personagens e o ambiente ao redor deles. Não é porque são papéis de menor representatividade que não são importantes para a narrativa. 

Antagonista

O antagonista é o personagem que se contrapõe ao protagonista. Ele geralmente traz ou representa alguma possível reviravolta na narrativa como dificuldades, impedimentos, obstáculos ou ameaças, na tentativa de desviar o caminho do protagonista. Pode ser o vilão da história mas não é uma regra. 

Oponente

Ele pode ser considerado parceiro do antagonista, em uma relação parecida com a do protagonista e co-protagonista. A ligação entre os personagens pode ser por parentesco, mesmo ambiente de convívio ou outras ideias. 

Coadjuvante

É um personagem que faz parte do enredo e auxilia no desenrolar da narrativa mas não necessariamente seu papel está relacionado ao personagem principal. 

Figurante

Este sim é um personagem pouco utilizado. Por ter um papel menos significativo, sem relação com o enredo ou nenhum dos personagens. Ele tem a função apenas de “compor” o ambiente. Pode ser citado poucas vezes ou até apenas em uma única situação que o autor julgar relevante.

Existência de personagens na narrativa

Lembrando que os personagens são os seres atuantes na história mas eles podem ser muito diversos. O personagem pode ser um animal, uma pessoa, ou até mesmo um objeto, desde que apresente características humanas – como tantos que você conhece pelos clássicos da Disney em livros infantis. 

  • Real ou histórica: os personagens existem (ou existiram) de verdade
  • Fictícia ou ficcional: os personagens não existem e são frutos da imaginação do autor. Neste caso, pode ser inspirado em pessoas reais
  • Real-ficcional: os personagens são reais, mas com personalidade fictícia
  • Ficcional-ficcional: os personagens são ficcionais dentro de obras de ficção
  • Ficcional-real: os personagens são ficcionais, mas que passam a existir no mundo real

Dicas para criação de personagens

Como você pôde perceber, existe um universo além do personagem principal e a maneira como eles serão aceitos depende do carinho com que você os cria. Dê personalidade às suas criações. Escolha algumas características que façam com que o leitor se identifique ou pelo menos crie um laço afetivo com o personagem. Pode ser por uma história de vida, alguma característica física, tom de voz… 

crianças lendo livro de contos

Para que esses personagens fiquem na memória do leitor, você pode usar alguns recursos como associar a determinada ação ou lugar. No caso do Pequeno Príncipe, a rosa tem um lugar fixo e é descrito exatamente o que tem ao redor dela. Facilita a identificação e também a associação durante a leitura da história.

Tente relacionar os personagens secundários ao protagonista de alguma maneira. Essa interação entre os personagens é fundamental para o envolvimento da trama. Em uma história com muitos personagens, determine quais poderão ser esquecidos ou ter um papel de menor destaque – não existe regra mas você pode criar momentos para destacar ou ocultar determinados personagens. 
E aí, se inspirou? Então saiba como escrever e publicar o seu primeiro livro.

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