Quer escrever um livro? Confira 5 dicas do Clube de Autores

A plataforma de autopublicação lançou recentemente um guia com “75 dicas para escrever um livro” e, para ajudar os novos autores, traz uma prévia com cinco delas

O Clube de Autores, maior plataforma de autopublicação da América Latina, lançou seu próprio livro com dicas para novos escritores. Ricardo Almeida, CEO do Clube de Autores, explica que “75 dicas para escrever um livro” é um guia que mostra de forma clara que qualquer pessoa pode se tornar escritor. 

O livro entrega o caminho, passo a passo, para que qualquer pessoa possa escrever sua própria obra aproveitando tudo o que a tecnologia de hoje oferece. Com 10 anos de experiência e mais de 70 mil livros publicados em nossa plataforma, conseguimos reunir pequenas pílulas de conhecimento que certamente podem ajudar autores em todos os cantos do mundo. 

Para ajudar os novos autores, a plataforma divulgou uma prévia com cinco dicas essenciais na hora de planejar, escrever e lançar seu primeiro livro. Confira:

1 – Deixe o título para o fim do livro

A situação é muito comum: você está finalmente tendo progressos ao escrever uma obra. A inspiração veio, definiu o enredo, personagens, criou todo o planejamento e a criação da obra está indo até melhor que o esperado. Então, empolgado, divide a aventura com um amigo, que de bate-pronto pergunta: “É mesmo? Que legal! E qual o título do livro?”

Calma, não se desespere, você não é amador por não ter um título logo de cara. O processo de criação de uma obra deve ser o mais aberto possível, porque até o último ponto ser digitado, ainda tem muita história pra acontecer. 

Então, deixe o título para o final. Ele é a síntese de toda a sua obra. Ele é a frase que faz seu livro dizer a que veio em apenas algumas palavras. Por isso, não rotule antes da hora. Ou você pode acabar com um livro policial incrível desacreditado por conta do título escolhido antes da primeira frase, por pura teimosia.

2 – Escreva tudo que passar pela sua cabeça – tudo mesmo

Às vezes, nos momentos mais inesperados, nos ocorrem raciocínios interessantes: frases, reflexões, diálogos, acontecimentos, lembranças. Fique atento a esses acontecimentos e anote todos. Sabe aquela sacada inteligente na narrativa, ou uma resposta marcante de uma personagem de um filme, uma estrofe inesquecível de uma música? Muitas vezes elas são criadas assim, a partir da anotação de um pensamento que pode escapar a qualquer simples mortal, mas jamais a um escritor atento. Registre sempre que puder e tenha em mãos papel e caneta, ou ferramentas como Google Keep e Evernote, para anotar tudinho. 

3 – Crie seu próprio estilo 

Um dos grandes erros que autores costumam cometer é tentar construir histórias que agradem ao que eles entendem como “massa de leitores”. “Paulo Coelho é um best-seller? Então tentarei escrever igual a ele!” Poucas ideias podem ser piores do que essa, até porque um livro é, por excelência, um espelho do seu autor. 

Quanto mais rápido o autor entender que suas chances de sucesso são maiores à medida em que ele se entregar ao seu próprio estilo, melhor. Ser você mesmo é uma garantia de sucesso? Infelizmente, não, o mercado literário é, possivelmente, o mais concorrido do mundo. Mas tentar ser outra pessoa é uma garantia de fracasso. 

4 – Vença os bloqueios criativos 

O que gera a faísca da criatividade? Escrever, todos sabemos, não é exatamente uma tarefa mecânica. Não basta apenas abrir o computador e esperar que histórias revolucionárias saiam pelos dedos: há que se fazer a “Deusa da Inspiração” surgir, dar o ar da graça.

E, mesmo que você já saiba o que te inspira, já conheça seu processo criativo, tenha preparado seu ambiente, horário, música, leituras, tenha todo o planejamento pronto… tem dias em que a mágica não acontece. Às vezes, semanas. Não se desespere.

Identificar o bloqueio criativo é importante, principalmente porque ele geralmente vem acompanhado de um motivo (ou vários). Se você está bloqueado, não desconte em sua história. Pare. Mude o foco.

Largue as palavras, relaxe. Vá lavar a louça, cozinhar. Saia para correr. Pare de pensar na história por um momento. Medite. A inspiração não morreu. Só está dormindo. É clichê, mas funciona: sua mente começará a ter ideias em momentos aleatórios.

5 – Seja objetivo 

Não perca tempo enrolando. Se sua história já está resolvida, seja objetivo. É difícil abrir mão de algo que você passou tanto tempo escrevendo. Mas não vale a pena arriscar matar sua história só para render mais algumas páginas e passar mais um tempinho com seu leitor, certo?

Quando o fim chegar, diga o que precisa ser dito, coloque os pingos nos is e garanta que todas as pontas estejam amarradas. Seja um final feliz ou triste. Conclusivo ou inacabado. Não force na tentativa de ser poético. Mas também não termine abruptamente em uma página algo que ainda precisa ser explicado. Assim como você fez ao longo de todo o enredo, deixe as palavras fluírem. Teste diferentes finais. Peça feedbacks. Largue a escrita, vá correr. Tenha mil ideias diferentes até escolher a versão final do seu fim.

Quer saber mais? O Clube de Autores preparou uma página com outras 10 dicas para escrever seu livro que você pode ver clicando aqui!

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Quer dicas sobre como escrever um livro?

Simples: basta acessar essa página aqui, deixar seu nome e e email e aguardá-las! De tempos em tempos, uma nova dica será enviada para você com o objetivo de ajudá-lo a pavimentar melhor o seu caminho literário!

E, claro, se quiser adquirir o livro 75 Dicas para Escrever um Livro, escrito coletivamente pelo Clube de Autores com base em nossos 10 anos de experiência acompanhando os mais de70 mil títulos publicados aqui, basta acessar este link!

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O que todo escritor deve fazer para ter sucesso?

Marguerite Duras, uma das mentes mais brilhantes da história da literatura mundial, uma vez disse que, se não tivesse escrito, certamente teria se tornado uma alcoólatra incurável.

Em parte, esse pensamento responde à parte mais importante da pergunta título deste post. Desconsidere, ainda que por um breve instante, o “para ter sucesso”. O que todo escritor deve fazer? Escrever.

Não para ter sucesso, não para galgar posições mais nobres em seus círculos sociais, não até mesmo para disseminar pensamentos revolucionários e inovadores. Um escritor, afinal, escreve porque não tem outra alternativa: a vontade própria das letras, ansiosas por saltar de seus dedos para uma folha em branco, é simplesmente forte demais, poderosa demais para que se consiga enclausurar em uma silenciosa timidez.

Se você é um escritor – e o fato de estar aqui no blog, lendo este post, nos dá sinais relativamente claros de que seja – então sabe bem do que estou falando. No final das contas, nós é que somos reféns das palavras informadas e inconformadas que ricocheteiam pelas nossas mentes e peitos em busca de um sentido qualquer que as ajude a tomar corpo.

O que todo escritor deve fazer? Escrever, repito.

Mas escrever, apenas, certamente não garantirá o sucesso de um livro.

E aqui entra uma das maiores questões de nossos tempos: com uma abundância tão grande de conteúdo de qualidade sendo disparado por tantos meios de comunicação em um mundo tão ultraglobalizado, é preciso ir muito além de apenas “gerar” uma história.

É preciso ir além, muito além.

É preciso saber ler, saber beber da referência deixada pelos mestres que nos antecederam, da Marguerite Duras citada aqui aos tantos, tantos outros que pavimentaram a literatura mundial da mais pura beleza.

É preciso cuidar da forma tanto quanto do conteúdo: capa, diagramação, projeto gráfico como um todo.

É preciso interagir com leitores críticos que passem opiniões tecnicamente cruéis, forçando trechos a serem reestudados, repensados, reescritos.

É preciso tratar o próprio conteúdo, incluindo revisão ortográfica e gramatical, registro de ISBN.

É preciso planejar e executar um bom plano de divulgação antes mesmo de terminar o livro, formando uma audiência interessada no que você tiver a dizer.

É preciso aprender a ser o seu próprio editor, o seu próprio empresário.

São tempos difíceis para escritores, os nossos?

De forma alguma. Arrisco-me até a dizer que sejam os mais fáceis dos tempos – o que não significa, obviamente, que efetivamente sejam fáceis.

Nosso pensamento retrópico, que vive da certeza de que tudo no passado era melhor, esquece que os filtros literários nas décadas ou séculos passados eram imensamente maiores. Você mesmo pode tirar a prova indo para qualquer livraria e pesquisando autores ao longo do tempo: para cada um que tiver vivido no século XIX você certamente encontrará dez ou vinte do século XX; para cada dez ou vinte dos anos 30, você encontrará cem ou duzentos dos anos oitenta; e assim por diante.

Porque se, por um lado, publicar ficou mais fácil e mais acessível a todos, aumentando a concorrência por livros, por outro, o volume de leitores e de livros lidos por leitor aumentou dramaticamente.

Mais pessoas lêem mais: quer notícia melhor para autores?

As dificuldades não aumentaram do século passado para cá – elas apenas mudaram de forma. Se, antes, era importantíssimo se entranhar na imprensa para formar uma rede de contatos que garantisse acesso a uma editora disposta a investir na publicação – algo que poderia levar décadas e que exigia uma boa dose de sorte e competência em networking – hoje basta acessar o Clube de Autores, publicar seu livro e tê-lo à venda nas maiores livrarias do Brasil e do mundo. Por outro lado, se no passado você tivesse a rara sorte de conseguir uma editora, ela se responsabilizaria por fazer o seu livro ganhar a atenção de leitores sem que você precisasse se ocupar muito com questões como marketing e distribuição; hoje, no entanto, essas responsabilidades são exclusivamente suas e não aceitá-las significa cismar em viver e um passado que já não existe mais (e que, portanto, te condenará ao insucesso).

Sim, ser um escritor de sucesso hoje é muito mais fácil do que no passado – mas continua sendo difícil. Mas, se “não escrever” simplesmente não é uma opção para um escritor de verdade, o que nos resta a fazer senão mergulhar de cabeça nesse nosso novo mercado e enfrentar cada um dos desafios com toda a nossa energia para, assim, garantir o nosso lugar ao sol?

Se escrever é inevitável, que seja também inevitável a garantia de que nosso livro tenha as melhores chances possíveis de chegar ao máximo de leitores.

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Confira nossas 75 dicas sobre como escrever um livro!

Que tal conferir um livro sobre como fazer um livro?

Na semana passada, lançamos, lá na Livraria Cultura, o livro “75 Dicas para Escrever um Livro“. O objetivo era não apenas deixar esse guia aberto ao mercado, mas também criar conexões mais diretas e pessoais com autores do Clube que estivessem por São Paulo e quisessem nos conhecer.

Foi exatamente o que aconteceu. Ao longo de quase três horas de evento, conversamos com autores de todos os perfis e idades, cada um com suas dúvidas específicas sobre técnicas, mercados, referências e caminhos.

Dentre todas as dúvidas, qual a principal?

De longe, a principal questão foi: “Há mercado para mim?”

Curioso como essas coisas funcionam: essa não era, nem de longe, uma dúvida que eu sequer imaginava que fosse aparecer. Foi também a dúvida mais fácil de contrapor com uma resposta direta: “sim”. Ou melhor: “Sim, com absoluta certeza, independentemente do gênero que você escreve”.

Por que? Porque em um país com 200 milhões de habitantes com hábitos crescentes de leitura e gostos cada vez mais nichados, segmentados e precisos, há mercado para absolutamente todos os contadores de história.

Mas isso não significa – e já repetimos isso diversas vezes aqui no blog – que o acesso a esse mercado seja simples. “Da mesma forma que há mercado para você”, respondia repetidas vezes, “há também para centenas ou milhares de outros autores que trabalham o mesmo tipo de temática.”

O que se há de fazer então? Caprichar na sua narrativa e na sua estrutura literária e mercadológica.

Quer ter acesso a todas essas dicas?

Boa parte desse “capricho”, por assim dizer, está justamente no livro, nas 75 dicas. Mas há uma série de materiais que começaremos agora a enviar gratuitamente via email para todos os interessados – em grande parte baseada no livro.

Quer ter acesso? Simples: basta acessar essa página aqui, com uma prévia das dicas que publicamos, e deixar seu email. De tempos em tempos você passará a receber um material simples, mas útil, feito desses nossos 10 anos de experiência acompanhando os mais de 70 mil livros independentes que estão aqui.

Aproveite!

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É amanhã! Participe do evento sobre como escrever um livro!

Tem algum programa para a note de amanhã? Que tal passar lá na Livraria Cultura do Iguatemi Faria Lima (SP) para o lançamento do livro “75 Dicas para Escrever um Livro”, feito de acordo com os 10 anos de experiência de gerenciamento de mais de 70 mil livros aqui do Clube de Autores? 

Além do lançamento do livro, você terá também acesso à própria equipe do Clube de Autores, que estará à disposição para esclarecer dúvidas tanto sobre questões técnicas quanto, principalmente, sobre o que realmente funciona e não funciona no lançamento de um livro. 

Confirme agora mesmo a sua presença clicando aqui e preenchendo seus dados e receba ainda conteúdos exclusivos feito por e para autores.

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