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Confira nossas 75 dicas sobre como escrever um livro!

Que tal conferir um livro sobre como fazer um livro?

Na semana passada, lançamos, lá na Livraria Cultura, o livro “75 Dicas para Escrever um Livro“. O objetivo era não apenas deixar esse guia aberto ao mercado, mas também criar conexões mais diretas e pessoais com autores do Clube que estivessem por São Paulo e quisessem nos conhecer.

Foi exatamente o que aconteceu. Ao longo de quase três horas de evento, conversamos com autores de todos os perfis e idades, cada um com suas dúvidas específicas sobre técnicas, mercados, referências e caminhos.

Dentre todas as dúvidas, qual a principal?

De longe, a principal questão foi: “Há mercado para mim?”

Curioso como essas coisas funcionam: essa não era, nem de longe, uma dúvida que eu sequer imaginava que fosse aparecer. Foi também a dúvida mais fácil de contrapor com uma resposta direta: “sim”. Ou melhor: “Sim, com absoluta certeza, independentemente do gênero que você escreve”.

Por que? Porque em um país com 200 milhões de habitantes com hábitos crescentes de leitura e gostos cada vez mais nichados, segmentados e precisos, há mercado para absolutamente todos os contadores de história.

Mas isso não significa – e já repetimos isso diversas vezes aqui no blog – que o acesso a esse mercado seja simples. “Da mesma forma que há mercado para você”, respondia repetidas vezes, “há também para centenas ou milhares de outros autores que trabalham o mesmo tipo de temática.”

O que se há de fazer então? Caprichar na sua narrativa e na sua estrutura literária e mercadológica.

Quer ter acesso a todas essas dicas?

Boa parte desse “capricho”, por assim dizer, está justamente no livro, nas 75 dicas. Mas há uma série de materiais que começaremos agora a enviar gratuitamente via email para todos os interessados – em grande parte baseada no livro.

Quer ter acesso? Simples: basta acessar essa página aqui, com uma prévia das dicas que publicamos, e deixar seu email. De tempos em tempos você passará a receber um material simples, mas útil, feito desses nossos 10 anos de experiência acompanhando os mais de 70 mil livros independentes que estão aqui.

Aproveite!

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É amanhã! Participe do evento sobre como escrever um livro!

Tem algum programa para a note de amanhã? Que tal passar lá na Livraria Cultura do Iguatemi Faria Lima (SP) para o lançamento do livro “75 Dicas para Escrever um Livro”, feito de acordo com os 10 anos de experiência de gerenciamento de mais de 70 mil livros aqui do Clube de Autores? 

Além do lançamento do livro, você terá também acesso à própria equipe do Clube de Autores, que estará à disposição para esclarecer dúvidas tanto sobre questões técnicas quanto, principalmente, sobre o que realmente funciona e não funciona no lançamento de um livro. 

Confirme agora mesmo a sua presença clicando aqui e preenchendo seus dados e receba ainda conteúdos exclusivos feito por e para autores.

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Quantas páginas tem o seu livro?

Qual a quantidade ideal de páginas para um livro?

É claro que não se mede a qualidade de um livro pela sua quantidade de páginas.

Kafka, por exemplo, era famoso por encerrar em pouquíssimas páginas histórias imortais e que, para sempre, marcaram a literatura mundial. Dostoievsky, por outro lado, seguia em uma linha oposta.

Verdade seja dita, cada autor tem o seu estilo – que inclui não apenas características da sua narrativa como, também, claro, o espaço que precisa para contar a sua estória.

Por outro lado, para quem está “do outro lado do balcão”, é irresistível olhar para os números tentar extrair deles conclusões mais matemáticas. Foi o que fizemos por esses dias, movidos pela mais pura curiosidade – e chegando a resultados no mínimo curiosos.

Há uma relação entre quantidade de páginas e vendas?

A paixão pela produção literária praticamente nos impõe um fervoroso “não” na garganta – mas os números parecem gritar um sim.

Aqui, no Clube, 85% de todos os livros vendidos tem entre 150 e 200 páginas.

E, apesar dos números parecerem proporcionais (disponibilidade x vendas) em livros maiores, o mesmo parece não ocorrer com títulos com menos de 100 páginas.

Ou seja: livros, por exemplo, com 50, 60 páginas, acabam afastando os seus leitores em potencial e apresentando números de vendas significativamente menores do que a média.

Se há alguma relação já comprovada entre tamanho e vendas, não sabemos dizer. Mas que há uma relação prática e que já começamos a sentir aqui no Clube de Autores, isso há!

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Dicas de leitura para escritores

O que você deve ler para melhorar a sua escrita?

Já falamos aqui, no blog, sobre o quão fundamental a leitura é para escritores – e sobre como aproveitar o máximo de cada texto.

Para falar a verdade, parece até desnecessário comentar isso uma vez que um escritor dificilmente pode esperar angariar leitores se ele mesmo não age como um (algo essencial para que saiba lidar minimamente bem com a palavra escrita). Mas não é.

Por incrível que pareça, ao longo desses dez anos de Clube de Autores já nos deparamos até com autores que pregavam que o melhor era simplesmente não ler nada de terceiros para evitar algo que eles chamavam de “contaminação literária”. Se você pensa assim, perdoe-nos a sinceridade: a possibilidade de ter algum sucesso qualquer como escritor é muito, muito pequena – essencialmente restrita à possibilidade de você ser um daqueles raros gênios que aparecem na espécie humana uma vez a cada século. Ainda assim, mesmo essa possibilidade fica mais distante uma vez que gênios raramente dispensam oportunidades de ler, de estudar, de se aprofundar em suas áreas de atuação.

Ou você acha mesmo os grandes mestres da nossa espécie, de Cervantes a Machado de Assis a Einstein, nunca se debruçaram sobre seus grandes antecessores?

Escassez e abundância

Mas havia, nos tempos dos gênios de antigamente, um elemento que… digamos… facilitava o trabalho de garimpagem literária eles: a escassez.

Não me entendam errado aqui: já falei e repito diariamente que o melhor dos nossos tempos é justamente a facilidade que temos de adquirir cultura e inspiração. Mas isso traz, para nós, um problema que dificilmente existia na época de Cervantes, lá pelo século XVI.

Para ele, a inspiração literária só podia ser obtida em pequenos e restritíssimos círculos intelectuais onde algumas obras literárias circulavam. Era a época da escassez.

Para nós, a quantidade de opções é tamanha, tão maior que a nossa disponibilidade de tempo para absorvê-la, que separar jôio de trigo é certamente a mais dura das missões de qualquer leitor.

É a época da abundância.

E isso, portanto, nos leva à grande questão: o que um escritor deve ler?

Daremos, aqui, três opções de caminhos a serem seguidos.

Elas servirão para todos? Obviamente que não. Mas podem ao menos ajudar os autores, ainda que um pouco, nessa tão árdua garimpagem inspiracional.

Busque os livros mais lidos de todos os tempos

Nenhum livro se torna best-seller histórico à toa.

Tome o exemplo de Dom Quixote, por Miguel de Cervantes. Desde que foi publicado, na Idade Média espanhola, essa obra já vendeu mais de 500 milhões de cópias, sendo de longe a mais lida de todos os tempos.

Qual o segredo dela? Tudo: da construção de personagens a uma temática que, embora escrita para séculos passados, se manteve e segue se mantendo extremamente atual.

Vale a pena você conferir essa lista aqui, com os 10 livros mais lidos da história, e começar a passear pelas páginas de todos. Mas não leia apenas por ler: leia como se fosse um detetive buscando desvendar o mistério que fez esses textos se grudarem de maneira tão atemporal no imaginário humano.

Busque os livros independentes que mais se destacam

Se você está aqui, então provavelmente é um autor independente buscando o seu lugar ao sol. Nada mais natural, então, do que analisar outros livros independentes que estão se destacando sob o olhar do leitor brasileiro.

De tempos em tempos nós publicamos, aqui no Clube, uma lista com os top 10 livros que mais estão se destacando sob variados critérios – você pode acessá-la clicando aqui.

Da mesma forma que o seu livro, são obras que foram autopublicadas aqui no Clube de Autores (da mesma forma que 85% de todos os livros independentes do Brasil) – e cujos autores, portanto, tiveram exatamente as mesmas oportunidades e possibilidades que você.

Nesse ponto, nunca é demais reforçar os passos importantes para se escrever um livro de sucesso – veja clicando aqui.

Cace os livros mais premiados

Prêmios, claro, são uma excelente maneira de se fazer uma boa triagem literária. Nesse sentido, o que recomendamos é que busque listas de livros agraciados com reconhecimentos como o Nobel, o Jabuti ou o Camões, dentre tantos outros.

É certo que você encontrará uma relação indiscutível de livros perfeitos? Não, claro. Mesmo os mais sofisticados dos prêmios continuam sendo apenas uma espécie de eleição feita com base na opinião de alguns.

Mas as chances de você encontrar títulos que, por um motivo ou outro, cativaram o mundo, são grandes.

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Como criar um personagem para seu livro?

Não há como conceber boas histórias sem bons personagens

Sim: generalizações são sempre perigosas justamente por abolirem, de certa forma, a possibilidade da exceção. Mas pare e pense um pouco: qual o livro que realmente entrou para a história com personagens simplistas, hiper superficiais e pouco críveis? Pouquíssimos, se algum.

E há um motivo óbvio para isso: histórias são sempre formadas por históricos, por linhas de tempo cruzadas de personagens que incluem os passados individuais que os formaram, os encontros que fundiram contextos, as possibilidades de futuro que se desdobram nas tramas.

Assim, por mais fantasiosa que seja uma obra, acreditar na profundidade de um determinado personagem, no seu realismo condizente com o bom senso geral, acaba sendo fundamental para que um livro vá além de um punhado de páginas soltas.

E perceba que não estamos falando aqui apenas do protagonista ou antagonista principais: falamos de todos, absolutamente todos os personagens que compõem uma determinada obra, por mais coadjuvante que ele seja.

A Lei de Tchekhov e a necessidade de relevância em todos os elementos da história

Um dos maiores dramaturgos da humanidade, o russo Anton Tchekhov, descreveu uma espécie de “lei literária” que diz que, se uma arma aparece sobre uma mesa na segunda cena de uma peça, é porque ela fatalmente será disparada até a quarta cena.

Há uma lógica nisso: todo e qualquer elemento inserido em uma história acaba fatalmente “servindo” para algo e levando o leitor e chegar a construir uma determinada expectativa ou a chegar a uma determinada conclusão sobre algo. Há pouco espaço para inutilidades em um livro – em grande parte porque inutilidades desviam o foco e acabam matando o interesse e o engajamento do leitor na medida em que ele vai se perdendo na trama.

E por que estamos falando disso aqui? Porque o mesmo raciocínio deve ser aplicado a personagens. Personagens inúteis, daqueles que aparecem e somem de uma história praticamente sem causa efeito na trama, devem ser eliminados. por completo. Colocando de outra forma: se há alguém na história, esse alguém deve cumprir algum papel, ainda que secundário, na trama; e, se há um papel a ser cumprido, esse mesmo alguém, precisa ser minimamente crível pelo leitor.

Como garantir a densidade de um personagem?

A primeira resposta é tanto óbvia quanto inútil: pelo bom senso. Ela é óbvia porque tudo em um bom argumento depende do bom senso; ela é inútil porque, normalmente, todos sempre acreditam piamente que são os únicos detentores domador bom senso do mundo, o que invariavelmente joga o conceito na lata de lixo.

Mas há algumas práticas que podem ajudar bastante, incluindo:

Coerência

Personagens são seres, humanos ou não, dotados de características que os fazem agir de uma determinada maneira ao longo de uma narrativa.

O que os move, o que faz com que eles ajam de uma ou de outra maneira, quase sempre tem a ver com as suas próprias personalidades. Esse é um ponto de suma importância: as personalidades de cada personagem precisam ser bem definidas e mantidas ao longo da trama.

Veja: não é que uma pessoa vingativa por natureza não possa se arrepender e agir de uma maneira mais altruísta – praticamente todas as histórias do Charles Dickens tem uma ou outra mudança drástica de comportamento de um ou mais de seus personagens chave. Todos podem mudar – mas desde que os motivos, os gatilhos para uma mudança de comportamento, sejam nítidas e fortes o bastante para justificá-la.

Em outras palavras: estamos falando de coerência. Se não garantirmos que nossos personagens não tenham coerência, perderemos nossos leitores.

Passado

Sendo personagens, eles também costumam ter os seus próprios passados: suas coleções de pequenas (ou grandes) vitórias e derrotas pessoais que, no final das contas, acabou forjando os seus caráteres.

Não precisamos sempre descrever o histórico de um personagem à exaustão – mas precisamos, ainda que para nós mesmos, ter claro esse passado como maneira de garantirmos que manteremos a sagrada coerência.

Contexto e momento

Todas as pessoas do mundo mudam de acordo com as circunstâncias. Pegue a mais bondosa das criaturas e coloque-a na mais dramática e negativa das situações e certamente algumas gotas de egoísmo aparecerão até como maneira de sobrevivência.

Respeite essa tridimensionalidade, esse contexto que pode curvar ou mudar qualquer personalidade.

Mas, em paralelo, construa cada contexto como uma soma de momentos. Evite catapultar personagens para dentro de uma história assim, no susto, sem respeitar as regras mínimas do bom senso. Introduza-o na história com coerência, garantindo as circunstâncias percebidas como mais realistas para a sua presença.

E, claro, dê motivo para a sua presença (observando a Lei de Tchekhov) e crie as devidas conexões entre ele e os demais personagens.

Contexto e momento: muito do sucesso de uma história depende desses dois fatores.

Questionário para a construção de um personagem

Se você respeitar esses três elementos acima (e observar a sagrada Lei de Tchekhov), serão imensas as chances de ter em seu livro personagens sólidos, densos e críveis.

Mas há ainda como ir um pouco além. tome qualquer personagem seu e tente enquadrá-lo no questionário abaixo. Se quiser, você pode até responder formalmente a ele (nem que seja para os personagens principais como forma de garantir mais realismo a eles) – mas, normalmente, basta que consiga endereçar cada uma das questões mentalmente.

Se conseguir fazer isso, perfeito: seu livro estará muito mais próximo do sucesso.

Qual a necessidade do personagem para a história?

Como ele é?

Como ele muda ao longo da história?

Quais as suas características físicas (idade, peso, porte, raça, gênero sexual etc.)

Onde nasceu e onde vive?

Se vive em um lugar diferente de onde nasceu, o que o fez se mudar?

Qual o seu nível de inteligência?

Qual a sua relação com a própria família?

Quais os seus amigos e inimigos mais próximos ou importantes?

O que o motiva?

O que o assusta/ amedronta?

Como ele enxerga o mundo?

Como ele age perante os desafios que aparecem em sua vida?

Que outras características você considera como importante?

Bons personagens bastam para um bom livro?

Certamente que não – mas são um passo importante. Um bom livro tem outras muitas características que também precisam ser observadas – como essas aqui, nesse post, que recomendamos fortemente a leitura.

E isso sem contar com outros fatores que vão além da escrita em si, como diagramação, leitura crítica, revisão, capa etc. Nesse sentido, recomendamos também que você acesse esta página aqui, que concentra uma série de conteúdos importantíssimos para garantir que seu livro saia exatamente como você deseja.

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