Tipos de personagens secundários em livros: tudo sobre

Não é novidade pra ninguém que um bom personagem principal faz toda a diferença em um livro. Mas, a verdade é que todo personagem é muito importante e deve ser criado com o máximo de características possível para que você possa explorá-lo bem na narrativa. Personagens secundários, coadjuvantes e outros são fundamentais para dar mais consistência à jornada dos nossos heróis!

Por isso, preparamos um guia rápido com os principais tipos de personagens que podem fazer parte da sua obra. Confira!

Um universo além do personagem principal: tipos de personalidades

Personagem secundário

Para muitas pessoas, o personagem secundário é considerado sem importância na narrativa, já que interpretam como se ele participasse do enredo mas sem desempenhar um papel decisivo.

A verdade é que o personagem secundário também deve ser valorizado na ficção. Vamos dar um exemplo: no livro O Pequeno Príncipe, obviamente o protagonista é o jovem menino de cabelos dourados. Podemos considerar a raposa um personagem co-protagonista mas o que seria a rosa? E todos os outros personagens que ele encontra no caminho durante a sua jornada?

Isso mesmo, personagens secundários!

As reflexões que O Pequeno Príncipe traz não estão ligadas somente ao protagonista mas permeiam por todos os personagens e o ambiente ao redor deles. Não é porque são papeis de menor representatividade que não são importantes para a narrativa. 

Antagonista

O antagonista é o personagem que se contrapõe ao protagonista. Ele geralmente traz ou representa alguma possível reviravolta na narrativa como dificuldades, impedimentos, obstáculos ou ameaças, na tentativa de desviar o caminho do protagonista. Pode ser o vilão da história mas não é uma regra. 

Oponente

Ele pode ser considerado parceiro do antagonista, em uma relação parecida com a do protagonista e co-protagonista. A ligação entre os personagens pode ser por parentesco, mesmo ambiente de convívio ou outras ideias. 

Coadjuvante

É um personagem que faz parte do enredo e auxilia no desenrolar da narrativa mas não necessariamente seu papel está relacionado ao personagem principal. 

Figurante

Este sim é um personagem pouco utilizado. Por ter um papel menos significativo, sem relação com o enredo ou nenhum dos personagens. Ele tem a função apenas de “compor” o ambiente. Pode ser citado poucas vezes ou até apenas em uma única situação que o autor julgar relevante.

Existência de personagens na narrativa

Lembrando que os personagens são os seres atuantes na história mas eles podem ser muito diversos! O personagem pode ser um animal, uma pessoa, ou até mesmo um objeto, desde que apresente características humanas – como tantos que você conhece pelos clássicos da Disney em livros infantis. 

Confira alguns tipos de personagem:

  • Real ou histórica: os personagens existem (ou existiram) de verdade
  • Fictícia ou ficcional: os personagens não existem e são frutos da imaginação do autor. Neste caso, pode ser inspirado em pessoas reais
  • Real-ficcional: os personagens são reais, mas com personalidade fictícia
  • Ficcional-ficcional: os personagens são ficcionais dentro de obras de ficção
  • Ficcional-real: os personagens são ficcionais, mas que passam a existir no mundo real

Dicas para criação de personagens

Como você pôde perceber, existe um universo além do personagem principal e a maneira como eles serão aceitos depende do carinho com que você os cria.

Dê personalidade às suas criações! Escolha algumas características que façam com que o leitor se identifique ou pelo menos crie um laço afetivo com o personagem. Pode ser por uma história de vida, alguma característica física, tom de voz… 

Para que esses personagens fiquem na memória do leitor, você pode usar alguns recursos como associar a determinada ação ou lugar. No caso do Pequeno Príncipe, a rosa tem um lugar fixo e é descrito exatamente o que tem ao redor dela. Facilita a identificação e também a associação durante a leitura da história.

Tente relacionar os personagens secundários ao protagonista de alguma maneira! Essa interação entre os personagens é fundamental para o envolvimento da trama. Em uma história com muitos personagens, determine quais poderão ser esquecidos ou ter um papel de menor destaque – não existe regra mas você pode criar momentos para destacar ou ocultar determinados personagens. 

E aí, se inspirou? Então saiba como escrever e publicar o seu primeiro livro!

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Mão madura segurando foto de criança. O filtro tem tom envelhecido.

Como escrever a história da sua vida?

Em algum momento da vida acumulamos uma mala cheia de histórias que poderiam facilmente ser transformadas em livro.

Alguns já têm muita coisa para contar aos 25, 30, 40 anos. Outros, consideram-se experientes apenas aos 70. O tempo não passa da mesma forma para todo mundo, afinal, vivemos vidas diferentes e sentimos de formas únicas. E é justamente isso que torna cada história interessante (e dignas de serem compartilhadas).

Quer saber como escrever um livro sobre sua vida? Confira nossas dicas.

5 passos para escrever um livro sobre suas experiências pessoais:

1. Decida o foco do seu livro

Antes de sair escrevendo tudo o que lembrar sobre sua vida, escolha o que você quer compartilhar.

Se a ideia for narrar sua caminhada do nascimento até os dias de hoje, é importante selecionar alguns acontecimentos para que seja possível sintetizar tudo (o que nos leva ao tópico seguinte).

Agora, se existe algo específico que você gostaria de compartilhar, é preciso organizar os fatos para não deixar o leitor confuso. Entenda o que é relevante e como pode ser narrado para que faça sentido!

2. Faça um recorte dos principais acontecimentos

Depois de decidir o que você quer escrever, liste tudo o que precisa ser coberto: algumas informações são muito importantes para que você explique sentimentos, traumas e desdobramentos da sua vida. Lembre-se sempre que o leitor não está na sua cabeça e não vivenciou as mesmas experiências.

A dica aqui é criar uma espécie de sumário. Uma sequência lógica de acontecimentos que te ajude a manter a ordem ao longo da escrita.

3. Escolha um estilo narrativo

Como você imagina sua história sendo contada?

Decida o tempo verbal (passado, presente ou futuro). Pense também em como as informações serão organizadas. É possível começar falando sobre quem você é hoje e antecipando alguns pontos de forma breve, depois detalhar com mais precisão como tudo aconteceu e como você se sentiu.

O tipo de narração é fundamental para dar forma ao livro!

4. Dê personalidade à escrita

Cada pessoa tem um jeito único. Identifique quais são suas principais características e tende evidenciá-las em sua escrita. Expressões, gírias, forma de pensar… tudo isso é o que garante personalidade ao livro.

A parte boa é que você tem informações privilegiadas a seu respeito e se conhece melhor do que ninguém. Aproveite essa vantagem! Lembre-se que até mesmo a forma como você decide apresentar os fatos diz muito sobre como você pensa, por isso tire um tempinho especial para planejar e revisar esse tópico.

5. Peça feedbacks!

Sua história carrega seu ponto de vista, portanto, converse com seus amigos e familiares para capturar suas percepções sobre a versão de você que está sendo narrada.

Quando criança, por exemplo, não temos tantas memórias nítidas, então talvez seja preciso reconstruir algo. Já para histórias de amor, mostrar os dois lados da mesmo história pode tornar tudo mais interessante.

Por fim, antes de dar seu livro por finalizado, peça para outras pessoas lerem! Os feedbacks nos ajudam a entender se o que escrevemos faz sentido visto de fora. Aproveite as opiniões sinceras para melhorar ainda mais sua obra.

Depois de escrever e revisar, que tal publicar seu livro de forma independente? Confira nosso guia de autopublicação e saiba como!

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Todo mundo quer escrever um livro?

Talvez você já tenha notado ou, quem sabe, nunca pensou sobre o assunto, mas posso chutar com pé esquerdo, de olhos fechados: você conhece pelo menos sete pessoas que gostariam de escrever um livro.

Agora você deve estar se perguntando de onde saiu este número, sete. E é nessa hora que toda a credibilidade deste texto vai por água abaixo. Acabei de inventar. Cinco seria clichê, três muito pouco. Sete me pareceu razoável.

Mas vamos fingir que a fonte é séria e considerar a hipótese por um momento.

Tente encontrar sete pessoas que você conhece e que têm boas histórias para contar, uma pesquisa interessante (e realmente embasada) ou uma mente super criativa. Pode ser um professor do primário, seu primo jornalista, amigos de infância e até mesmo alguém que você nem sabe por que, mas te segue em todas as redes sociais.

Por que todo mundo quer escrever livros?

Bem conversadinho, a gente encontra várias pessoas ao longo da vida com potencial para colocar boas histórias no papel (talvez até mais do que sete). Também encontra gente querendo ficar famoso e ser a próxima Clarice Lispector, mas sem muito dom para enfileirar as palavras e escrever algo que faça sentido.

E aí podemos fazer uma listinha dos motivos para querer publicar uma obra – também com base na fonte inicial deste texto: meu cérebro.

  • Adultos que leram muito Harry Potter quando eram criança e não superaram o ponto final;
  • Crises de meia idade e a necessidade de eternizar uma vida de boas memórias;
  • Pesquisas acadêmicas que tiraram o sono durante a faculdade e que precisam ser compartilhadas para compensar o esforço;
  • Criatividade que não cabe dentro da mente e precisa ser traduzida em poemas, crônicas, ilustrações;
  • Vontade de conquistar o universo literário e ganhar destaque nas prateleiras de todas as livrarias (mesmo não sabendo sobre o que se deseja escrever)

Bom, você já entendeu. Fato é que, nem todas as pessoas nasceram para ser escritoras, mas várias delas querem escrever livros. E que bom! Assim teremos sempre prateleiras cheias de novas ideias para amar, criticar e desgostar.

Aliás, o podcast É nóia minha?, no Spotify, traz uma discussão bem parecida e bem humorada sobre esse assunto. Pega essa dica.

Por que nem todo mundo escreve livros?

Matemática não é meu forte, mas sei que se cada um conhece sete pessoas que querem ser escritoras, provavelmente a soma de livros publicados no mundo não vai fechar. Mas a culpa não é minha, juro. É do mercado editorial.

Toda essa ideia de criar o próximo best seller geralmente vem acompanhada de frustração, porque o processo tradicional de lançar um livro é realmente cruel: longas filas de espera para ser lido por uma editora, além de muita burocracia e dinheiro envolvido.

Porém, graças à mente brilhante do ser humano e sua capacidade de reinventar o que já existe, hoje esta não é a única opção. Dá para publicar um livro de forma independente, gratuita e ainda aparecer nas maiores livrarias do país. Só que grande parte das pessoas ainda não sabe disso, não pesquisou as alternativas, abandonou a ideia antes de tentar ou não se sente capaz de materializar esse sonho.

Mas e aí, tem solução?

A autopublicação é uma maneira de democratizar a literatura, porque torna possível o compartilhamento de novas histórias, que provavelmente nunca seriam contadas se seguissem a lógica do mercado tradicional. Não é difícil, mas ainda rola muito preconceito e desinformação e a culpa é tanto minha quanto sua. Porque não consumimos tantos autores independentes quanto deveríamos, deixamos de compartilhar obras interessantíssimas nas redes sociais e preservamos intacta uma bolha de escritores já consagrados e conhecidos pelo mundo todo.

A boa notícia é que a publicação independente vem crescendo (e muito). Só aqui no Clube, são mais de 40 novos livros publicados diariamente. E esse número nem é inventado, prometo!

Quer uma notícia ainda melhor? Você conhece pelo menos sete pessoas que querem fazer parte desse clubinho e se aventurar no universo da escrita e um empurrãozinho pode fazer toda a diferença.

Pesquise, compartilhe, incentive e consuma conteúdos independentes. Quem sabe você é vizinho do próximo Caio Fernando Abreu, só não descobriu ainda! =)

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livro de receitas

Como escrever um livro de receitas?

Quantas vezes você já teve que passar a receita daquele molho que todo mundo adora quando vai na sua casa? Ou quantas vezes teve que pedir para algum parente te lembrar como era a famosa sopa da sua avó?

Se você tem um caderninho de família escrito à mão, é uma pessoa que conhece muitas receitas deliciosas ou que precisa uní-las em algum lugar para poder cozinhar, certamente já pensou em escrever um livro com foco em culinária. Quer saber como fazer? A gente te ajuda:

Escolha um público

Existem muitos livros de receitas e o que vai diferenciar a sua obra das outras é a maneira como você vai atrair o seu público.

Você pode focar em algum tipo de alimento específico e fazer “receitas com carne de porco”, “doces à base de creme de avelã” e “20 risotos para saborear” ou investir em um perfil para direcionar suas receitas como celíacos, diabéticos, veganos etc.

Que tal receitas para jantar a dois? Ou dicas práticas para o dia a dia de quem mora sozinho? De repente reunir as receitas da vovó para almoços de domingo em família. Você pode até fazer um livro com receitas para fazer com as crianças ou só de lanchinhos saudáveis para a lancheira da escola.

Capriche nos detalhes da receita

Você não vai colocar todas as receitas que sabe neste livro (que tal fazer um volume dois? três?) mas com certeza irá selecionar as favoritas – para agradar o público.

Já pensou fazer um livro e ouvir feedbacks como “a minha receita não deu certo”, “meu prato não ficou assim” etc.? Desagradável.

Para evitar que este problema aconteça, revise todos os detalhes na hora de escrever o passo a passo. O que parece óbvio pra você pode não fazer sentido para quem não é familiarizado com o ambiente da cozinha. Isso significa que é importante ressaltar como untar uma forma, qual a quantidade de óleo para fritar determinado alimento, a temperatura do forno, se é preciso colocar o macarrão pra escorrer ou passar água fria para ele parar de cozinhar, entre outros truques. Eles parecem simples mas podem arruinar uma receita se não forem feitos corretamente. 

ovos livro de receitas

Invista nas imagens

Esse é um dos pontos principais da sua receita, afinal, a expressão “comer com os olhos” não foi criada à toa. Pense no que você sente quando vê uma foto bonita no cardápio de um restaurante… dá vontade de comer?

É este sentimento que a foto da sua receita precisa despertar nos leitores. Recomendamos que você tire um dia (ou vários) para produzir as receitas que pretende incluir no livro e faça uma sessão de fotos com um profissional.

Acredite, ele tem a expertise para deixar o prato ainda mais apetitoso, seja com truques de iluminação ou outras técnicas. Aproveite o momento para tirar fotos para as redes sociais também, este será um ótimo conteúdo para divulgar após o lançamento do seu livro. 

A imagem da capa precisa ser de dar água na boca! Um prato bonito, bem apresentado e com cara de saboroso. É ele quem vai chamar a atenção e se destacar entre os outros livros das prateleiras. 

Como escrever

Você não precisa de nenhum programa rebuscado para escrever o seu livro de receitas. O bom e velho Windows Word dá conta do recado muito bem. Nele você consegue organizar um índice, usar alguns templates prontos, incluir imagens, inserir referências e muito mais. Escolha as receitas que deseja compartilhar, siga os passos sugeridos anteriormente, depois é só revisar e publicar.

Publique sua obra

Inspire-se com livros publicados via Clube de Autores

101 Receitas

Autora: Cecilia Alves de Carvalho
Um livro completo, com opções variadas para complementar seu repertório: carnes, bolos, bebidas e muito mais.

Receitas Naturais

Autora: Maria Izabel Albuquerque
Que tal produzir seus próprios cremes e chás? Este livro ensina o passo a passo de receitas naturais para o dia a dia, colocando a saúde em primeiro lugar.

Fritadeira Sem Óleo Vol. 01

Autor: Maurício de L. Rodrigues
Opções doces e salgadas para arrasar nos pratos sem óleo. Descubra receitas criativas para AirFryer.

Gostou das dicas? Confira outros 500 livros de culinária publicados aqui no Clube e escreva o seu também!

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Como escrever uma biografia?

Texto publicado em dezembro de 2019 e atualizado em outubro de 2020.

Esta é uma pergunta não tão rara quanto algumas pessoas podem imaginar. Isso porque muitas pessoas têm vontade contar a história de vida de outras pessoas – ou de si mesmo, no caso da autobiografia.

À primeira vista, parece uma coisa simples: ouvir o que o biografado (quem terá a história contada no livro) tem a dizer e escrever de acordo com as palavras e memórias dele.

Mas escrever um livro de biografia é muito mais complexo do que isso. Por isso, separamos algumas dicas para ajudá-lo a colocar sua história no papel.

1. Escolha do biografado

Antes de começar, já temos a primeira pergunta: sobre quem você quer escrever?

Geralmente, a escolha é baseada em alguém que admiramos e, por isso, temos vontade de expor sua trajetória de vida para que mais pessoas passem a conhecê-lo(a) e admirá-lo(a) também.

Pode ser algum artista, político, atleta, pesquisador, cientista, médico, professor, ativista, músico, empresário, entre outras figuras.

Se a ideia é escrever sobre a vida de alguém, é interessante que ela tenha algo a ensinar para quem lê – seja uma lição de vida, superação, maneira diferente de pensar etc. É interessante que haja algo novo (nunca contado ou pouco explorado) para detalhar, gerando curiosidade e interesse no leitor.

Ou seja, se você já sabe quem gostaria de descrever, o primeiro passo já foi dado. Mas, caso tenha dúvidas, faça uma lista de pessoas que você admira e gostaria de ter a oportunidade de conhecer mais profundamente – acredite, este processo pode levar um bom tempo.

Diante dessa lista, filtre quem está mais acessível, seja por distância geográfica, momento de vida ou rotina de trabalho, por exemplo. O biografado precisa estar disponível. 

Existe um outro cenário possível: personalidades que gostariam de ter sua vida relatada em um livro e que procuram escritores para isso. Se alguém te procurar com essa demanda, entenda qual é a necessidade do futuro biografado, o que ele gostaria de expor, em quanto tempo ele pretende ter o livro publicado e todas as informações necessárias para a construção da obra, antes de aceitar. Entenda que o livro é como um filho para o biografado!

Temos ainda um terceiro cenário: a biografia de alguém que já morreu. Pode acontecer por interesse do próprio escritor ou por intermédio de familiares do biografado já que é a família quem tem que autorizar a publicação das informações, neste caso. 

2. Entrevistas e coleta de informações

Estabeleça uma relação de confiança para que a pessoa se sinta à vontade em abrir a vida dela para você, essa é a parte mais importante do processo!

Anote tudo desde a primeira conversa. Você precisa entender o que o biografado gostaria de expor, detalhes dos fatos (que muitas vezes são contados fora de ordem e em conversas totalmente aleatórias), nomes de pessoas, lugares onde esteve, datas. São muitas informações.

A cada novo encontro, faça um resumo do que foi dito anteriormente. É bom para lembrar de onde pararam e também para confirmar se aqueles fatos realmente aconteceram e se falta algum detalhe. 

As datas não batem? Converse. Ficou com dúvida sobre algum momento específico? Converse. Quer obter mais informações? Converse.

Essa dica vale também para pessoas próximas ao biografado. Converse com familiares, colegas de trabalho, amigos de infância e todas as pessoas acessíveis que possam confirmar (ou dar mais detalhes) sobre os momentos mais importantes da história dele. Em caso de biografia póstuma, essa etapa com quem convivia com o biografado é ainda mais importante para dar veracidade às informações. 

Para garantir que nenhum detalhe será perdido no processo, que tal sugerir a gravação das conversas? Elas podem ser feitas pelo celular mesmo. Assim, sempre que surgir uma dúvida, você pode voltar ao que foi dito. Existem, inclusives, alguns aplicativos que transcrevem as gravações, economizando muito tempo de decupagem.

Mas lembre-se: as gravações precisam ser autorizadas por quem está sendo entrevistado, ok? É fundamental manter a ética durante a escrita de uma biografia (e de qualquer outro texto, diga-se de passagem).

3. Pesquise muito

Uma pessoa mais velha, que teve sua história marcada pela Guerra, com certeza terá um contexto histórico como parte de sua biografia.

Você precisa conferir as datas citadas, as notícias da época e tudo que envolva o universo de vida dela. Se for um pesquisador, você precisa ler seus artigos publicados, estudos relacionados ao trabalho realizado por ele, referências e como ele é visto na área de atuação.

É preciso fazer uma varredura sobre a vida do seu biografado, saber o que já foi dito sobre ele na internet ou em qualquer outro lugar. Tudo isso é fonte de informação. 

sentado em frente ao computador

Se for uma personalidade e a exposição de sua figura (assim como polêmicas) for parte do enredo, você precisará pesquisar ainda mais! Isso porque, muitas vezes, a ideia da biografia é confessar algum ato cometido, limpar a própria barra de alguma situação ou até culpar outras pessoas. Esteja ciente da repercussão do seu trabalho.

4. Organize os fatos

Essa é uma etapa desafiadora, não vamos mentir.

Depois de colher muitas informações, chega a hora de costurar a colcha de retalhos e organizar os fatos para finalmente estruturar o livro.

Diante das informações, vocês podem conversar sobre o melhor caminho a seguir: seja por ordem cronológica ou destacando os momentos mais importantes, separando capítulos por temas ou momentos de vida, por exemplo. Ressalte traços de personalidade que você percebeu ao longo do tempo que passaram juntos e escreva de uma maneira que demonstre o impacto dela diante dos fatos narrados.

É normal chegar nesta fase e perceber que ainda faltam algumas informações e voltar para a etapa anterior. E não há problema nenhum nisso, volte quantas vezes achar necessário para que a obra esteja o mais fiel possível aos fatos. 

Na hora de organizar este quebra-cabeça, você pode se deparar com algumas informações que julga serem não tão relevantes e é importante conversar com o biografado para entender se ele gostaria de manter no livro ou se, de fato, não fará diferença na história. Às vezes, pode parecer um fato comum para você mas foi um momento que marcou a vida dele. 

5. Ajustes finais e aprovação da obra

Tudo certo? Ainda não! Primeiro o biografado (ou familiar que irá autorizar a publicação) precisa aprovar a obra. Normalmente, ele recebe o arquivo original impresso ou em PDF para refinar alguma informação, incluir ou excluir trechos.

Depois disso, basta escolher uma bela capa, enviar o material para revisão e publicar no Clube de Autores. Divulgue a obra e faça um evento para lançá-la oficialmente, em parceria com o biografado, obviamente.

Extra: Autobiografia

Mas e se eu quiser contar a minha história, preciso seguir todas essas etapas? A resposta é: mais ou menos. Claro que a obra sua vida pode ser escrita do jeito que você quiser mas é importante organizar os fatos (uma linha do tempo pode facilitar as coisas), incluir dados históricos (se necessário), conferir datas e pedir a opinião de amigos sobre detalhes que talvez você não se lembre.

Escolha um profissional para revisar e publique com a gente! =)

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