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5 obras sobre deficiências que você deveria ler

Deste 1982, o dia da árvore compartilha seu holofote com outra data super importante: o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência. Apesar deste marco ter sido oficializado apenas em 2005, já era celebrado desde a década de 80.

O destaque no calendário anual é uma forma de dar visibilizade à luta por inclusão, igualdade e direitos das pessoas com deficiência. Pautas que deveriam aparecer com maior frequência em nossas mídias, estudos acadêmicos, discussões políticas, conversas no WhatsApp, reuniões corporativas e, inclusive, na literatura que consumimos.

De acordo com o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a porcentagem de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil é de 25%. São cerca de 45 milhões de brasileiros. Todos, sem exceção, são dignos de respeito e autonomia individual – e possuem direitos assegurados por Lei – a Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência foi ratificada pelo Brasil em 2006 e entrou em vigor em 3 de maio de 2008.

E já que estamos falando em visibilidade e informação, aqui vão alguns números que você provavelmente não sabia sobre o assunto:

*Fonte: Site ONU

  • 150 milhões de crianças no mundo têm alguma deficiência;
  • Ter uma deficiência aumenta o custo de vida em, em média, um terço da renda;
  • Apenas 45% (meninos) e 32% (meninas) das crianças com deficiência completam o ensino primário nos países em desenvolvimento;
  • Mais de 50% das pessoas com deficiênia não conseguem pagar por serviços de saúde;

Todos esses dados reforçam a necessidade de ampliarmos nosso repertório, incluindo o tema da diversidade em nosso dia a dia. Afinal, se todos tomássemos consciência sobre o assunto, a deficiência deixaria de ser um tabu transformando, positivamente, a vida de milhões de brasileiros. E isso vale para todos: pessoas com qualquer tipo de deficiências ou não.

Por isso, neste 21 de setembro, que tal dar uma espiadinha nos livros independentes publicados aqui no Clube com essa temática? :)

Conheça os livros sobre deficiências disponíveis no Clube de Autores:

Educação musical e a deficiência

Escrito por Tatiane B. S. Amaral
Neste livro, a autora analisa a influência positiva da música no ensino e aprendizagem da pessoa com necessidades educacionais especiais (NEE).

Aposentadoria da pessoa com deficiência

Escrito por Lory Brioschi Uhlig
A obra apresenta informações sobre a previsão de direitos de aposentadoria das pessoas com deficiência na Constituição Federal, com o objetivo de dar visibilidade ao tema que ainda é pouco explorado.

Políticas Públicas Sociais para portadores de deficiência

Escrito por Maria de Deus Alves Carneiro
Você sabe quais são as maiores dificuldades para inserir uma pessoa com deficiência no mercado de trabalho? É justamente sobre isso que a pesquisadora reflete em sua obra.

Sou portador de deficiência e tenho direitos

Escrito por Rubiana de Oliveira Bressan
Esta obra tem como objetivo demonstrar a importância do conhecimento das leis e direitos da pessoa com deficiência e refletir sobre os principais desafios enfrentados na luta pela igualdade social.

A Escrita e a Tecnologia na Deficiência Visual: possibilidades e desafios

Escrito por Mariana Lopes da Silva
Como a tecnologia é encarada por pessoas com deficiência visual? A obra relata a experiência da escrita e digitalização.

Tem outra dica de livro sobre o tema? Conta pra gente nos comentários! :)

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Quer ser um destaque no Clube de Autores? Publique seu livro também.

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Livros independentes sobre COVID-19

Se você está entre os que acreditam que escrever um livro é uma missão de anos e que a publicação é cheia de burocracia (e para poucos!), este post veio para provar justamente o contrário.

É claro que algumas obras são naturalmente mais demoradas, envolvem muita pesquisa e inspiração. Além disso, o tempo disponível para escrita não é igual para todos os autores.

Mas vale lembrar que dá sim pra escrever e publicar um livro com agilidade. Prova disso são os livros sobre a pandemia do COVID-19, que nasceram do contexto social de 2020 e já estão disponíveis nas maiores livrarias do Brasil.

Confira as obras sobre a pandemia publicadas no Clube:

Pandemia e Sociedade

Autor: João Paulo Allain Teixeira
Nesta obra, são apresentadas diversas reflexões sobre os impactos do COVID-19 na instuticionalidade contemporânea. O livro surgiu no contexto dos debates sobre a pandemia na disciplina “Lógica do Procedimento Jurídico”, conduzidos pelo organizador do dos cursos de Mestrado e Dourorado em Direito da UNICAP. O projeto saiu da sala de aula para promover a discussão sobre os desafios que vivemos enquanto sociedade.

Poesia não rima com pandemia

Autor: Valdeci Ricardo Duarte
A poesia é feita de emoções e sentimentos vivenciados pelos autores. Esta obra reúne a produção literária de diversos escritores do Brasil, Angola e Portugal no contexto da pandemia de 2020.

Eleições em tempos de pandemia

Autor: Urbem Editora
Como a pandemia do COVID-19 impactará o resultado das eleições de 2020? E como serão as campanhas? Os votos? As propostas? Neste livro, Márcio Medina e Rodrigo Malagoli sintetizam algumas das reflexões sobre o contexto eleitoral atual, ajudando candidatos a enfrentarem os desafios do isolamento social.

Diário da pandemia no planeta água

Autor: Joderyma Torres
A obra é uma comédia-catástrofe em formato de diário pessoal. Inspirada no contexto pandêmico atual, o livro é uma ficção narrada por um idoso de 75 anos que descreve o dia a dia de uma pandemia no planeta ÁGUA, no país chamado Bruniv.

Impactos econômicos da pandemia da COVID-19

Autor: Elói Martins Senhoras

Quais foram os impactos imediatos do coronavírus pelo mundo? E a longo prazo, como fica a economia? A obra apresenta um conjunto de reflexões sobre as repercussões nacionais e mundiais, e aponta desagios estratégias e soluções para minimizar os dados causados pelo vírus.

Conheça outras obras publicadas em nossa plataforma:

Rios invisíveis da metrópole mineira
Correndo com os Etíopes
Reis do Rio

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Por que somos contra a taxação de livros? Manifesto Clube de Autores

O reconhecimento da literatura como elo da cultura e informação já ultrapassa 70 décadas (pelo menos oficialmente). Prova disso é que os livros são isentos de impostos desde 1946, graças à emenda constitucional apresentada pelo então deputado Jorge Amado, um dos maiores escritores brasileiros. 

Ao longo desses anos, a imunidade concedida aos livros contribuiu para a redução do preço repassado ao consumidor, tornando os produtos mais acessíveis e democratizando o acesso à literatura. E, mesmo com a instituição de tributos como PIS e COFINS nas décadas seguintes, os livros continuaram imunes à taxação. Atualmente, a tributação zero para produção e comercialização de materiais de leitura é assegurada pela Lei 10.865, de 2004.

Porém, recentemente, o mercado editorial voltou a ser assombrado pelos impostos: a Reforma Tributária encaminhada ao Congresso por Paulo Guedes, atual Ministro da Economia, prevê a substituição do PIS e COFINS pela Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), com alíquota única de 12% – com isso, a isenção de impostos instituída em 2004 deixará de valer, impactando diretamente os livros. 

Como a taxação impacta os livros e consumidores?

Além do valor arrecadado pelo governo com os impostos, a tributação também tem um importante papel no desincentivo ao consumo de determinados produtos e, da mesma forma, serve para incentivar comportamentos com reflexo positivo para a sociedade. 

O cigarro, por exemplo, é encarecido por impostos como medida de desincentivo, já que produtos mais caros tornam-se menos acessíveis. Em paralelo, a imunidade de taxação para produção e comercialização de livros é uma medida fundamental para que mais pessoas tenham acesso à cultura. Afinal, quanto mais impostos, maior o valor repassado ao produto final e menor o consumo.

E mais: essa alteração na legislação também tem impacto direto em editoras, livrarias, gráficas e autores independentes. Entenda: 

Editoras

Quem opta pelos processos tradicionais de publicação está sujeito ao critério de seleção das editoras, que escolhem quando e onde investir. Com mais despesas e menos vendas, essa seleção ficará ainda mais criteriosa, priorizando conteúdos com alto potencial de venda e deixando de lado livros importantes para o pensamento crítico dos brasileiros.

Plataformas independentes

Empresas como o Clube de Autores, que democratizam a publicação de livros, barateando o processo, também poderão sofrer com a tributação. Afinal, quanto mais cara a impressão e comercialização do produto, menos vendas e, consequentemente menos retorno financeiro para investir no mercado editorial.

Autores independentes

Escritores que utilizam a escrita e publicação independente como fonte extra de renda também serão prejudicados pela redução nas vendas, com impacto direto no orçamento familiar.

Pequenas livrarias

Empresas menores normalmente possuem baixa margem para negociação, já que não compram em quantidade por conta de espaço e ritmo de vendas. Ou seja, o valor repassado aos produtos de pequenos comerciantes pode ser ainda maior, tornando a competição com e-commerces e grandes livrarias ainda mais injusta. O risco de que vários negócios deste tipo quebrem é alto.

Gráficas

Com menos demanda, é necessário aumentar ainda mais o preço dos serviços, consolidando também empresas maiores como principais produtoras dos livros e gerando desemprego para profissionais que atuam em pequenos negócios.

Campanha #defendaolivro

Acreditamos que livros são catalisadores de transformações sociais e, por isso, defendemos a democratização da informação. Elitizando o acesso ao conhecimento e privando camadas menos privilegiadas do contato com a cultura, estamos contribuindo para reforçar as assimetrias econômicas que já existem no Brasil. Por isso, somos contra o fim da imunidade tributária para o mercado do livro.  

Para contribuir, utilize a hashtag #defendaolivro nas redes sociais e participe do abaixo-assinado em defesa da imunidade de impostos para produção e comercialização de livros.

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Campeonato Carioca de 95 narrado no livro Reis do Rio

Entre todos os acontecimentos que ficam guardados pra sempre na memória, certamente o futebol tem um lugar reservado nas primeiras filas. As vitórias da seleção, a cabeçada de Zidane, a última copa do mundo feminina ou o 7×1 entre Alemanha e Brasil – lembranças que serão narradas às próximas gerações e resgatadas de tempos em tempos.

E por que não recontar essas histórias em livros?
Foi exatamente o que o jornalista gaúcho André Baibich fez, em sua obra, publicada via Clube de Autores em junho deste ano. 

Conheça o livro Reis do Rio.

“Como repórter, sempre gostei de reportagens especiais, mais elaboradas, com pesquisa histórica e diversas entrevistas para reconstruir um determinado período de tempo. O livro, no fim das contas, é uma ampliação desse tipo de trabalho”, explica o jornalista. “Recorri à memória daquele Campeonato Carioca de 1995 e percebi que poderia ser um momento rico de grandes histórias. A pesquisa em jornais da época me deu essa certeza, e segui adiante com o trabalho”, completa.

O livro resgata a corrida pelo título de “rei” do Rio de Janeiro em 1995, protagonizada por Renato Portaluppi, do Fluminense, Túlio Maravilha, do Botafogo e Romário, do Flamengo. Dividido entre pesquisas, memórias e entrevistas, a obra apresenta histórias pré, durante e pós campeonato, que terminou com a vitória do Fluminense e um gol de barriga de Portaluppi.

Como foi o processo de escrita do livro:

“Escrever sempre carrega um tanto de sofrimento. Você redige, lê, fica insatisfeito com alguma palavra mal colocada, retoma o trabalho, melhora aquele trecho e vai adiante. Isso é feito em cada parágrafo, em cada descrição de um acontecimento. Sempre transpirei mais do que me inspirei na hora de escrever,” desabafa o jornalista. 

André confessa, ainda, que inveja quem senta em frente ao computador e despeja um texto correto, conciso e agradável logo na primeira tentativa – prova que até mesmo os escritores mais familiarizados com o processo precisam revisitar suas obras e revisar o texto antes de terem uma versão final.

Revivendo o campeonato

Durante a disputa de 95, André Baibich tinha apenas 11 anos, e acompanhou os jogos pela televisão, em sua casa em Porto Alegre. Agora com 36 e mesmo já sabendo do resultado da final, a emoção continuou fazendo parte experiência.

De acordo com o autor, o contato com grandes nomes do futebol foi natural, por conta de suas experiências anteriores na comunicação. Curiosamente, as entrevistas com pessoas menos famosas foram as que chamaram mais a atenção do autor.

“O ex-roupeiro do Fluminense, o amigo de um dos protagonistas… São pessoas que estiveram muito próximas do que aconteceu e não têm qualquer receio de contar o que testemunharam. Para um repórter, é a combinação perfeita”, explica.

Para ele, a entrevista mais importante  foi com o jornalista Gilmar Ferreira, hoje colunista do jornal Extra, do Rio de Janeiro, que em 1995 era repórter do Jornal do Brasil. Por ser amigo de Romário, testemunhou momentos importantes e, como não foi possível falar com Romário, Gilmar ajudou na construção do perfil do jogador do Flamengo, contribuindo muito para a narrativa do livro.

Sobre a escolha da autopublicação:

O livro foi lançado através da nossa plataforma de autopublicação e logo ganhou destaque na mídia, protagonizando matérias na Gaúcha ZH, Esdatão e Isto é.

Para o autor, a publicação independente foi uma opção diante do momento turbulento que vivemos. “Eu havia submetido uma primeira versão do livro para avaliação de uma editora, mas esse processo foi interrompido, já que a editora teve de suspender novos projetos com a pandemia”, explica. 

Para não perder o marco de 25 anos da decisão do Campeonato Carioca de 95 (25 de junho), André procurou outras formas de lançar a obra, sem desperdiçar o trabalho de um ano e meio. “O Clube de Autores foi uma alternativa simples, ágil e com excelente atendimento para esclarecer eventuais dúvidas no processo,” conta. 

Saiba mais sobre momentos estratégicos para lançar uma obra.

O jornalista, que já pensa em publicar outras obras, conta ainda que a experiência de lançar um livro é marcante. “Fica um sentimento de realização por ter finalizado um projeto que consumiu tantas horas de trabalho”, completa.

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Publicação independente cresce durante a quarentena

Antes da pandemia assumir os destaques na programação da mídia, contávamos com centenas de formas diferentes para acessar a arte.

Agora, com cinemas, teatros e bibliotecas de portas fechadas, como medida de conter a transmissão do novo coronavírus, foi necessário encontrar maneiras alternativas para suprir a necessidade de cultura. 

Neste artigo, explicamos como esse novo comportamento impactou os serviços do Clube de Autores. Confira!

*O texto contém trechos trechos da entrevista concedida por Ricardo Almeida, presidente do Clube, ao Estadão.

O que é publicação independente?

Primeiramente, vale lembrar: “independente” é toda obra lançada através da autopublicação, ou seja, sem a mediação de uma editora tradicional, que decide o que é ou não publicado. 

Saiba porque publicar livros independentes.

Agora sim, vamos ao aumento de interesse por obras independentes: 

Em meio a esse novo cenário, a escrita tem se destacado como uma forma de diminuir a ansiedade e garantir uma fonte de renda extra aos autores. Esse mesmo comportamento pode ser observado na procura por obras independentes. Confira os dados:

  • Em abril deste ano, o Clube registrou um aumento de 40% na quantidade de livros publicados em relação ao mesmo período de 2019;
  • Em maio, as vendas cresceram 56%;
  • Ainda no mês de maio, o número de novos autores aumentou em 83%;
  • Os posts mais acessados no blog do Clube entre abril e junho foram relacionados ao projeto Crônicas de Quarentena e o lançamento do novo livro colaborativo. 

De acordo com o presidente do Clube de Autores, a pandemia é, quase que por definição, um momento de concentração absoluta de ansiedade.

“Não é por outro motivo que temos notado uma profusão literária tão inédita na comunidade de autores que formam o clube. Nunca se escreveu tanto — e esse volume está diretamente relacionado à necessidade que cada escritor tem de extravasar as suas próprias angústias e esperanças transformando-as em histórias”, explica.

Medidas do Clube de Autores tomadas durante a quarentena: 

“Podemos resumir todas as nossas ações em três categorias: ouvimos os nossos autores e as angústias por eles expressadas durante esse período; incentivamos a criação de seus textos, seja por meio do concurso Crônicas em Quarentena ou por um apoio mais educacional sobre como lançar seu livro; e garantimos que toda a cadeia, da impressão à logística, continue operando”, afirma Ricardo Almeida.

Abaixo, mais detalhes sobre algumas das ações do Clube:

  • Desconto em todos os livros impressos entre 23 de março e 15 de abril. 
  • Aumento no repasse às gráficas, com o objetivo de aumentar o faturamento de parceiros fundamentais na cadeia editorial.
  • Desafio Crônicas de Quarentena como incentivo à escrita.
  • Publicação do livro colaborativo Crônicas de Quarentena e doação dos lucros obtidos com a venda para a plataforma Missão Covid.

Confira o artigo completo e atualizado sobre as ações de incentivo relacionadas ao COVID-19.

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