Inspire-se com um dos maiores escritores do Brasil

Escrever um livro de sucesso vai além de dominar técnicas literárias. É preciso, por exemplo, ter referências – muitas referências que sirvam como inspiração intensa, rica, que dê ao autor parâmetros claros de como ele pode usar o próprio idioma como um dos elementos de sua narrativa.

Já falamos inúmeras vezes aqui: não há como ser um bom escritor sem que você seja um bom leitor.

Escrever um livro, afinal, é mais do que escrever uma história: é reinventar a própria língua.

E, no Brasil, um dos maiores mestres se chama Manoel de Barros. Colocamos um vídeo dele abaixo para que sirva de inspiração a todos. Mas recomendamos – é claro – que corram até a livraria mais próxima e comprem um, dois, muitos dos seus belíssimos títulos.

Quer inspiração para escrever uma história incrível? Manoel de Barros pode ser a dose ideal.

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Como ensinar a crianças o amor pela literatura

Não há presente melhor para uma criança do que toda a sabedoria do mundo em forma de páginas

Dia das Crianças, Natal, aniversários: datas para darmos presentes a crianças não faltam. Mas o grande problema é que, como sociedade, quase sempre acabamos encarando presentes como “bens” que devem ser dados aos filhos (ou sobrinhos ou netos) por conta de alguma ocasião específica.

E veja: não quero menosprezar aqui nenhum tipo de brinquedo ou roupa ou qualquer coisa. Mas o fato é que, de todos os presentes possíveis, há apenas um que realmente abre as portas do mundo para as crianças: o livro.

E, se você é um escritor, então entende mais que qualquer humano comum o valor que a literatura tem para formar o espírito, a alma de qualquer criança.

Ensinar amor pela literatura significa formar contadores de história

Quando eu era pequeno, aprendi que há milagres em cada livro em rodas de histórias contadas por uma velha bibliotecária em minha escola. À época, aquela uma hora duas vezes por semana era a única, praticamente, que me empurrava para fora da realidade e para universos feitos de fantasias.

Hoje, claro, o mundo é bem diferente – e tentar forçar métodos de ontem para crianças de hoje dificilmente dará algum resultado.

Abro aqui um parêntese: há os saudosistas incuráveis, aqueles que crêem que se crianças não jogarem gude ou se cederem às seduções da Internet e do vídeo-game estarão invariavelmente fadadas a um futuro sombrio e solitário. Não me incluo entre esses. Ao contrário: sempre acreditei que a maneira mais saudável de criar filhos é justamente contextualizar os valores que queremos que eles tenham na realidade que os cerca. Eliminar os impulsos da era da informação é, para mim, o mesmo que formar um ser do século XIX para, no futuro, inadvertidamente catapultá-lo para o século XXI – uma receita que dificilmente dará resultados positivos.

Mas isso é outro assunto. Por hora, voltemos ao mundo das histórias para crianças.

A linha entre realidade e fantasia em nossos dias

Crianças hoje não vivem mais naquele obscurantismo praticamente medieval que cercava a humanidade até poucas décadas atrás. Sim: a mesma roda de histórias que me encantava quando eu tinha 5 ou 6 anos encanta também a minha filha em sua escola hoje – mas de forma diferente.

Na minha infância, a história do João, do Pedro ou da Maria eram a história do João, do Pedro ou da Maria. Ou seja: havia uma linha nítida que separava fantasia de realidade, uma linha tão inquestionável que ela tinha data e hora para se materializar.

Hoje, os gatilhos para fantasias são tantos que as linhas se atenuaram. Hoje, há como mergulhar em milhares de desenhos animados 24 horas por dia, há como se escolher dentre uma infinidade de opções as brincadeiras desejadas e há como se misturar fantasia com realidade a qualquer instante.

Se eu tiver que isolar uma diferença entre os universos infantis da década de 80 e de hoje, afinal, eu diria que é essa:  há tanta fantasia cercando crianças hoje, e de maneira tão intensamente sob demanda, que pode-se dizer que a dificuldade não está em fazê-las amar a literatura e sim em fazê-las se aprofundar mais em cada história.

Explico-me melhor: no longínquo passado de décadas atrás, as opções eram tão parcas que, para melhor aproveitar o tempo, as crianças acabavam buscando toda uma densa intimidade com os poucos personagens infantis à disposição.

Hoje não há apenas Pedrinho e Narizinho, João e o Pé de Feijão e esses seres de antigamente: há Peppas, Lunas, Mashas e todo um universo Pollys com vida própria que surgem e desaparecem nos labirintos do Youtube. Há tantas histórias e personagens que a possibilidade de uma criança se aprofundar em uma delas, colhendo os ensinamentos que sempre moram em suas páginas, é cada vez mais difícil. Em outras palavras: a superfície é tão sedutora, imensa e bela que mergulhos aprofundados acabam se fazendo raros. Raríssimos.

Voltemos, pois, à pergunta que abriu este post: como ensinar o amor à literatura para crianças?

Respondo apegando-me ao puro e inegável empirismo: emprestando à literatura um pouco do universo real da criança e usando este universo como maneira de seduzi-la para as profundezas de cada livro.

Sim, pode-se contar a história de uma avó maluca que amava fazer doideiras com a neta (sendo esta uma das histórias preferidas da minha filha). Mas e se a avó tivesse o mesmo nome da avó real – ou se a neta tivesse o mesmo nome da criança? E se, em uma história envolvendo um grande grupo de crianças, muitas tivessem os nomes de colegas reais?

Faça esse teste em casa.

Eu fiz. O resultado foi impressionante: de repente, aquele momento com o livro aberto passou a se diferenciar de todos: foi o único em que realidade e fantasia se mesclaram não apenas na imaginação, mas também nas páginas de um livro.

Foi, também, o momento em que os olhos das minhas filhas mais ficaram esbugalhados, que as atenções mais ficaram extremada e que as curiosidades mais foram aguçadas.

Para mim, o amor pela literatura se mede por esses três elementos: o estado dos olhos, da atenção e da curiosidade. Se todos permanecerem em estado de pura adrenalina é porque a receita está funcionando.

Imaginar faz parte de aprender a ler

Uma das características que mais difere um livro de, digamos, um filme, é que no primeiro a participação ativa do “receptor da história” é fundamental. Em um filme, personagens e cenários já aparecem imaginados por alguém: nomes já têm rostos, lugares já tem cores e, para nós, basta nos acomodarmos na adrenalina do que acontecerá depois.

No livro é diferente. No livro, o próprio leitor precisa construir rostos e paisagens em sua mente a partir de uma costura entre o que foi escrito e o que ele tem de referencial armazenado em seu cérebro. Saber imaginar, portanto, é fundamental para se saber ler bem.

E o que pode instigar a criança ainda mais nesse aspecto? A mudança de papel.

E se a própria criança tiver a incumbência de criar uma história, de escrever ou desenhar uma narrativa para, depois, contá-la ao adulto?

Essa inversão de papéis pode ser importantíssima para o seu desenvolvimento.

Por que tudo isso importa?

O que mais nos diferencia de outros animais é justamente a nossa capacidade de contar histórias. Apenas nós, humanos, conseguimos encapsular passado, presente e futuro e, de alguma maneira, tecer linhas narrativas que permitam que as mentes dos nossos pares atravessem qualquer tipo de barreira imposta pelo Tempo em si.

E não há nenhuma, absolutamente nenhuma profissão que não dependa disso. Um bom vendedor é aquele que consegue contar uma boa história para o seu cliente; um bom médico é aquele que consegue interpretar fatos e usá-los para tecer novos “capítulos” a partir de tratamentos que julgar necessários; um bom advogado é aquele que consegue construir uma narrativa forte o suficiente para convencer juízes; e assim por diante.

O que fazemos quando ensinamos nossas crianças a imaginar e criar histórias? Preparamos cada uma delas para que escrevam as suas vidas da maneira que preferirem.

Quer presente melhor que esse?

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Dicas de Stephen King para escritores iniciantes

O que um dos maiores mestres da literatura tem a dizer para você?

Dicas nunca são demais – principalmente quando partem de super hiper best sellers e são focadas em um mercado tão concorrido quanto o editorial. Tudo bem que elas não podem ser confundidas com receitas de sucesso: se sucesso tivesse receita simples, afinal, não seria algo tão comemorado por tão poucos.

Temos 75 dicas para você, inclusive

Nós, aqui no Clube de Autores, já colecionamos mais de 70 mil livros publicados e muitos casos de sucesso. Há duas coisas sobre as quais não temos nenhuma dúvida:

  1. Nunca o escritor independente teve o mercado tanto a seu favor – como você mesmo pode conferir aqui
  2. Por mais que não exista uma receita de bolo para o sucesso, há sim toda uma coleção de melhores práticas que certamente podem ajudar todo e qualquer autor independente.

Não foi por outro motivo que criamos, inclusive, um livro com 75 dicas para autores independentes. Dê uma olhada aqui, nesta página, para acessá-las mais rapidamente.

O que diz o mestre?

Não preciso me alongar muito aqui: Stephen King gravou algumas dicas importantes em um vídeo, que disponibilizamos abaixo. Sim: são dicas mais antigas e que, claro, você mesmo deve atualizar com o seu repertório e bom senso. Mas ainda assim valem ser vistas, claro – da mesma forma que essas outras deixadas por ninguém menos que George Orwell, autor de 1984.

Vamos ao mestre do suspense:

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Seu livro preferido é só uma história escrita por alguém? Ou o início da sua obra prima?

Como um livro pode ser o início de toda uma ampla pesquisa literária – e que pode inclusive te inspirar a criar a sua obra prima

É comum o mercado inteiro considerar um livro como uma espécie de ponto final de uma jornada de conhecimento. E isso até pode ser (parcialmente) verdade sob a ótica de um autor – mas e do leitor?

Imagine, por exemplo, um livro como Mulheres de Saramago, publicado aqui no Clube. É óbvio que o livro em si já traz toda a sua própria narrativa e os pensamentos do autor – mas, para o leitor, ele pode ser um ponto de partida para uma jornada ainda mais ampla.

A partir desse livro, ele pode se interessar por outras obras, algumas do próprio mestre Saramago. Pode acessar artigos sobre Memorial do Convento ou Ensaio sobre a Cegueira; pode querer ver o filme feito sobre o último; ver entrevistas no Youtube envolvendo Saramago e estudiosos sobre ele; e assim por diante.

Para um leitor interessado, todo livro funciona como uma semente para uma nova árvore de conhecimento, com raízes e galhos imensos que podem se desdobrar até o infinito.

O futuro do livro é ser sempre um novo começo

Nós, aqui no Clube, acreditamos que o futuro do livro seja precisamente isso. Nada de debates infrutíferos sobre ebooks substituindo impressos ou impressos continuando a dominar: sendo franco, discutir a forma da literatura nos parece uma perda de tempo descomunal considerando as tantas transformações pelas quais a literatura como um todo está passando.

Se você é um autor (e mesmo que não seja), deixe todos os seus preconceitos de lado e abrace tudo em relação ao nosso mundo atual. Quer ler, para ficar em um outro exemplo, Morte em Veneza, do brilhante Thomas Mann? Vá também à Wikipedia e pesquise sobre o autor e a obra. Você descobrirá, por exemplo, que o personagem principal se baseia em Mahler. Vá ao Spotify, escute esse gênio da música. Depois volte e leia os contemporâneos de Mann – como Nietzsche, que certamente o inspirou.

Sabe o que acontecerá? Você será dragado por uma espiral filosófica que terá como consequência natural cutucar tantos neurônios que escrever será uma inevitável válvula de escape.

E isso serve para todo e qualquer livro: de Saramago a Mann, de Guimarães Rosa a García-Marquez. Todo e qualquer livro é uma porta aberta para um universo que, via de regra, é maior que ele mesmo.

Por que isso interessa a você, escritor?

Porque pesquisa e inspiração são ingredientes fundamentais para qualquer livro.

Escrever é mais que um ato isolado, hermeticamente trancado dentro de um lampejo de inspiração qualquer: um bom livro depende de boas referências. E não entenda “boas referências” como alguma espécie de juízo de valor sobre um ou outro livro. Toda referência literária pode ser boa desde que o leitor se permita mergulhar aprofundadamente nela, pescando as pérolas que todo autor traz dentro de si.

Quer escrever uma obra prima? Leia, inspire-se. Já dissemos isso algumas vezes e repetimos sempre: não há como ser um bom escritor se você não for um bom leitor.

Por onde começar?

Honestamente, por qualquer livro que chame a sua atenção. Que tal experimentar o épico 1Q84, de Murakami? Ou o surreal Mestre e Margarida, do incrível Bulgakov? Ou um outro livro independente, desses incríveis publicados todos os dias aqui no Clube de Autores?

Não importa o livro por onde você comece: importa que você comece – e que encare a leitura justamente como esse começo de uma jornada que terá como resultado único um texto seu, gerado pelo casamento da sua mente com a coletividade das mentes mais brilhantes do mundo.

A partir daí, é só seguir a cartilha e publicar seu livro, gratuitamente, para todo o mundo. Simples assim.

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Cuidado com atalhos: prefira sempre os caminhos oficiais

Dia desses, uma autora nos contatou com uma reclamação sobre um dos serviços que ela contratou no Profissionais do Livro. O que aconteceu? Ela contratou um serviço de diagramação e capa, pagou, o profissional sumiu e ela ficou a ver navios.

Nossa política aqui no Clube é BEM prática e feita justamente para proteger o autor: se qualquer serviço comprado pelo Profissionais do Livro não for entregue ou for entregue com má qualidade, a compra em si é cancelada e o autor é integralmente reembolsado no mesmo dia.

Onde estava o problema, então? Essa autora não contratou o profissional pelo site. Ela o achou por lá, o contatou diretamente via email e efetuou o pagamento como depósito em sua conta bancária. Pois bem: este post é quase um alerta, um pedido para outros autores. A única maneira que nós temos de garantir um serviço é se ele for comprado através de nós. No caso dessa autora, como ela saiu dos canais oficiais e efetuou o pagamento de maneira direta, ela realmente acabou ficando à mercê da má fé do fornecedor, o que lhe custou caro.

Quer contratar um serviço profissional para seu livro? Faço-o por aqui pelo Profissionais do Livro – mas evite atalhos desnecessários. A nossa maior vantagem não é apenas reunir milhares de prestadores de serviço em um mercado aberto – é poder intermediar a relação com total segurança para todos.

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