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O conhecimento coletivo: até que ponto funciona?

É possível gerar um livro bom escrito a n mãos?

Há anos que o conhecimento coletivo tem sido explorado – principalmente na literatura. Tanto no Brasil quanto fora, uma série de sites focando a co-criação de textos foi lançado, mas nenhum teve, exatamente, um sucesso estrondoso.

Uma das teorias sobre isso, discutida em feiras literárias por todo o mundo, inclui o egoísmo natural de escritores. E isso não é necessariamente algo ruim: afinal, um livro é uma extensão da própria definição do escritor, de sua alma. E, isto posto, como considerar uma obra criada em conjunto por uma comunidade maior, incluindo críticas sobre obras que ainda sequer “terminaram”? Indo a um exemplo prático: será que teríamos Kafkas, Saramagos e Garcia-Marquez se eles sujeitassem seus textos a críticas e co-criações para um mar de anônimos via Internet antes delas estarem finalizadas? Ou será que teríamos gênios ainda maiores?

Não incluímos nessa análise livros de contos, por exemplo – que, por definição, reúnem um conjunto de histórias completas, cada qual com início, meio e fim; consideramos aqui uma única história escrita a 4, 6, 8, 100 mãos. Simultaneamente.

Também não estamos falando que se deve publicar um livro sem sequer se prestar atenção a ninguém. Ao contrário: já deixamos claro que a leitura crítica é fundamental para que qualquer livro seja bem acabado, refinado, melhor preparado para seus leitores. Isso está inclusive no guia que montamos com dicas e melhores práticas sobre escrever um livro.

A questão aqui é outra. Não estamos falando de entregar a primeira versão pronta do seu livro para que alguém critique e te devolva para que você faça os devidos ajustes. Estamos falando de se abrir o livro quase que capítulo a capítulo, usando as críticas que chegam via Internet como base para se reestruturar a história ou até mesmo definir todo o seu enredo.

O quão funcional, de fato, você acha que esse conceito é?

É realmente possível ter uma única história de qualidade escrita por um coletivo de escritores (e, portanto, de mentes e corações)?

Se você souber a resposta, coloque nos comentários. Nós não sabemos.

Não sabemos, mas arriscamos um palpite: escrever é um ato tão egoísta que dificilmente a coletividade criativa, aqui, funcione. Talvez por isso os tantos aplicativos que surgiram com esse propósito não tenham funcionado tanto…

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Os 7 melhores aplicativos para amantes de livros

O que você deve ter à mão para mergulhar nas novas formas de leitura?

Graças ao avanço da tecnologia e o criação de novos apps para todos os tipos de gostos e necessidades, os amantes de livro também estão se beneficiando bastante, tanto para achar maneiras de otimizar a leitura diária quanto para economizar na compra de livros.

Por isso, selecionamos hoje dicas com os melhores aplicativos para quem é apaixonado por leitura. Vamos conferir?

Se você for escritor, leia isso antes:

Se sim, então leia este texto com um olhar diferente. Perceba que esses aplicativos abaixo não foram escolhidos a esmo por nós: eles refletem, em grande parte, a preferência dos usuários do mundo inteiro.

Por que isso importa para você? Porque – oras – se você é um escritor, você necessariamente quer ser lido. E a melhor maneira de ser lido é estar presente em todas as plataformas que os leitores escolhem para ler. Claro.

Mas reforço aqui um ponto importante: como autor, você não deve escolher um. Isso é não apenas desnecessário como também pouco inteligente. PAra que escolher estar em um único aplicativo se você pode estar em todos – e sem pagar nada a mais por isso?

Recomendamos fortemente que você veja esse post aqui, que não apenas fala sobre o mercado de ebooks no Brasil (incluindo a maneira que brasileiros mais lêem) como também ensina como publicar o seu ebook via Clube de Autores, única plataforma que distribui para todos os grandes apps (além de garantir presença do livro impresso também).

Pois bem: feitas essas observações iniciais, vamos às apps!

1. Amazon Kindle

Se você pensa em economizar papel e quer ser mais sustentável guardando menos livros, provavelmente já ouviu falar do Kindle, um tipo de tablet feito exclusivamente para leitura, pois possui uma tela fosca que não prejudica os olhos.

Porém, além do próprio Kindle, a Amazon disponibiliza um aplicativo de mesmo nome, que pode ser baixado no iOs ou Android, para você ler aonde quiser através da tela do seu smartphone.

Você pode baixar e-books grátis pelo computador e passar para o smartphone ou comprar títulos disponíveis na loja da Amazon com até 80% de desconto. Tudo fica disponível para acesso offline.

Sem papéis, sem poluição ambiental e na sua mão, onde você quiser. Incrível, não é?

2. Pocket

Se você está sempre lendo artigos e notícias, o aplicativo Pocket será indispensável na sua rotina. Com ele é possível salvar conteúdos a partir de qualquer site para ler mais tarde em modo offline.

E se você tem o e-reader Kobo, basta sincronizar o app com o aparelho e tudo que você salvar irá diretamente para o Kobo. Muito prático.

3. Ubook e Audible para ouvir livros

Outra dica para quem vive na correria, mas não quer deixar de ler são o Ubook e o Audible, dois apps disponíveis em português que apresentam diversos títulos narrados em áudios para você colocar o fone de ouvido e escutar onde quiser.

Com poucos minutos por dia você poderá aprender sobre os assuntos que deseja com uma narração espetacular.

O Audible ainda tem uma opção de soneca para evitar que você perca o conteúdo caso durma durante a narração.

4. Goodreads

O app Goodreads é ideal para quem devora um título atrás do outro e está sempre buscando novidades para ler.

Nele você pode organizar os livros que já leu, deixar avaliações e comentários para outros leitores e ler as dicas de outras pessoas para saber qual será seu próximo livro.

A ferramenta mais atrativa do Goodreads é o scanner que permite escanear a capa de um livro e adicioná-lo à sua aba de “Livros para Ler”. Assim você pode ver instantaneamente o que outras pessoas comentam sobre o título.

5. Moon + Reader

Ideal para quem está acostumado a ler no Kindle ou Kobo e gosta de personalizar o texto para ler com mais conforto, o Moon + Reader não é uma loja, mas sim um leitor de e-books completamente personalizável.

Atualmente ele suporta arquivos TXT, HTML, ePUB, PDF, MOBI e diversos outros formatos.

É possível aumentar ou diminuir o tamanho da letra, marcar o texto, fazer anotações, verificar o dicionário, praticamente um Kindle menor na sua mão.

6. Comics: App para ler HQs

Como um amante de livros também pode ser fã de quadrinhos, a loja mais bem avaliada da play store neste quesito é a Comics, desenvolvida pela comiXology.

A Comics é um app desenvolvido pela Amazon e tem em sua loja cerca de 75 mil quadrinhos, incluindo Marvel, DC, Disney e diversos outros para você ler de onde estiver.

7. Blinklist

O Blinklist é um aplicativo gratuito elaborado para quem ama se informar e ler, mas não tem muito tempo disponível durante o dia.

Ele funciona gerando resenhas elaboradas sobre os principais livros de não-ficção do mundo. Você poderá ouvir análises de livros importantes em apenas 15 minutos de texto e áudio.

A principal vantagem dele é que cada livro é realmente detalhado, não é apenas um resumo simples. Porém, apesar de os narradores terem excelente pronúncia, o app só está disponível na versão em inglês.

Gostou das dicas? Então deixe um comentário!

*Por Caio Nogueira, da Upsites

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Vale a pena investir em ilustrações para seu livro?

Quais histórias têm a ganhar com boas ilustrações

Dia desses eu estava navegando pela Internet em busca de inspiração. Fucei alguns livros, fui até o parque respirar um ar mais fresco, vi filmes daqueles angustiantes e, sem que nada tivesse surtido o efeito desejado, recorri à Internet.

Ao Twitter, mais especificamente.

Acabei me deparando com um post feito no Brain Pickings, um site que sempre traz conteúdos “diferentes”. E, nele, a matéria tratava de uma edição de Alice no País das Maravilhas ilustrado por ninguém menos que Salvador Dalí.

Sabe o que mais surpreendeu? A capacidade que uma diferente técnica de se contar histórias – ilustrações, ao invés de letras – tem de somar sentido. Ou melhor: a importância protagonista que o contador da história tem sobre ela.

Histórias, afinal, são coleções de experiências narrativas organizadas por pessoas. Elas dependem muito mais do narrador do que do próprio tema central, seja ele qual for. E contar com dois mestres – Lewis Carrol e Dalí – narrando o mesmo tema simplesmente o coloca em um patamar novo.

Isso significa que todo livro deve ser ilustrado?

De forma alguma. Aliás, se tem uma coisa que aprendemos, aqui no Clube, com o passar dos anos, foi que generalizações dificilmente funcionam nesse nosso fantástico mundo literário.

Sim, ilustrações podem funcionar maravilhosamente bem – mas também podem ser apenas um custo desnecessário a mais com o potencial inclusive de atrapalhar a interpretação do texto.

A questão da retenção do conhecimento

Em 2013, a Scientific American fez um estudo interessantíssimo sobre a retenção do conhecimento em livros impressos vs. ebooks. Sim: esse post nada tem a ver com a relação tela vs. papel – mas suas conclusões podem nos ajudar a entender melhor o papel das ilustrações.

Uma de suas conclusões foi que o excesso de “possibilidades” em uma tela interativa essencialmente desestimulava a mente a raciocinar, a imaginar de maneira mais livre. Para que perder tempo tentando decifrar uma palavra desconhecida a partir do contexto que ela foi usada ou mesmo construir mentalmente a psicologia do protagonista se basta clicar na tela para acessar um dicionário ou uma miríade de artigos com análises densas sobre o tal personagem?

Uma das maiores vantagens do ebook é que, ao abrir acesso instantâneo à Internet como um todo, ele também permite que o leitor some ao livro que estiver lendo a opinião, a crítica e a análise de milhares de leitores que passaram pelas mesmas páginas antes dele. Ou seja: ao abrir acesso ao pensamento do mundo em torno de um determinado texto, um ebook essencialmente diminui a necessidade do próprio leitor pensar de maneira mais aprofundada por conta própria.

Pensando menos, consequentemente, ele também, é menos impactado pela experiência narrativa, que acaba mexendo menos com sua mente e suas emoções.

Pois bem: é precisamente esse o risco de um livro ilustrado.

Para que o leitor perderá tempo formando a imagem de um personagem ou de um cenário a partir do texto que estiver lendo se, em poucas páginas, tanto personagem quanto cenário aparecerão devidamente desenhados de acordo com a imaginação de uma outra pessoa (no caso, o ilustrador)?

A regra, aqui, é relativamente simples: quanto mais “elementos” complementares à narrativa você entregar ao leitor, menos ele mergulhará a fundo na própria narrativa para formar a sua interpretação específica.

Isso significa, então, que nenhum livro deve ser ilustrado?

Repito aqui o que comentei acima: generalizações nunca devem ser sequer consideradas – ao menos quando se trata de livro.

Porque há, sim, casos em que ilustrações funcionam muito bem justamente para complementar narrativas excessivamente complexas ou já largamente conhecidas.

No caso do exemplo que abriu esse post – Alice no País das Maravilhas ilustrado por Dalí – estamos falando de uma história já largamente conhecida. Nesse caso, as ilustrações servem quase como uma forma de compor uma nova história, uma nova “peça artística”: a visão do maior mestre do surrealismo sobre uma das maiores obras literárias da história.

O mesmo se aplica a essa outra obra de arte: a Divina Comédia, de Dante, ilustrada por ninguém menos que Gustave Doré.

Há ainda outras situações que devem ser consideradas.

Imagine um livro infantil, focado em crianças de 4, 5 ou 6 anos. Será muito, muito difícil reter a atenção dela sem que exista um punhado de ilustrações feitas especificamente para ajudá-la a interpretar o texto que estiver lendo (ou que estiver sendo lido para ela).

Imagine ainda outra situação, a de um livro técnico/ didático. Quando se busca ensinar algo, certamente o uso de ilustrações que complementem o texto é muito, muito bem-vindo.

Quais livros, então, tendem a ganhar com ilustrações?

  1. Ficções já largamente conhecidas que ganharam, com as ilustrações, quase que uma nova visão e interpretação sobre a históra
  2. Livros infantis
  3. Livros técnicos/ didáticos

Mas vale repetir: cada situação é singular e é obviamente bem possível que um livro fora dessas três “categorias” ganhe com ilustrações bem feitas.

O que você deve levar em conta ao considerar ilustrações para seu livro?

Em termos bem práticos e simples, uma ponderação sobre a necessidade real de aliviar a capacidade interpretativa (e, consequentemente, a própria experiência literária) do leitor.

Tenha em mente a seguinte máxima: quanto mais puro o texto (e, portanto, desprovido de ilustrações), mais densa será a experiência literária. A partir do momento que essa densidade ultrapassar a linha da complexidade e se transformar em uma experiência difícil, menos prazeirosa, complexa, aí ilustrações vão bem.

Como achar um ilustrador?

Em geral, autores encontram ilustradores diretamente a partir das suas próprias redes de relacionamento. No entanto, recomendamos que se busque no Profissionais do Livro, site irmão do Clube de Autores que reune milhares de prestadores de serviço do mercado editorial oferecendo seus talentos para todos os escritores. E a regra, aqui, é super simples: o autor orça e paga online pelo serviço, interage diretamente com o profissional e, se não gostar do que receber, é integralmente reembolsado.

Além da ilustração

Ilustrações, claro, são apenas parte do necessário para se compor um bom livro. Mas, nesse sentido, não falaremos tanto aqui: recomendamos que você acesse esse checklist aqui com tudo o que um livro precisa para ser publicado.

E, claro, esse outro post aqui com o passo-a-passo para se publicar um livro sem burocracia.

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Dicas para ter ideias para livros

Para quem estiver com algum tipo de bloqueio criativo, qualquer tipo de ajuda, ajuda. Claro.

Já fizemos uma série de posts sobre o assunto, inclusive – alguns relacionados à caça de inspiração e outros a aspectos mais práticos de se escrever. Listo alguns, inclusive, abaixo:

Todavia, sempre pregamos que referências e experiências devem vir não apenas de uma fonte, mas de todas as fontes possíveis. E isso também significa que nós, aqui no Clube de Autores temos o hábito natural de caçar outros posts e vídeos que possam ajudar a toda a comunidade autoral.

Este, que colocamos abaixo, é mais antigo – mas ainda assim interessante. Está em busca de discas sobre como escrever o seu próximo livro? Então mergulhe tanto nos links que colocamos acima quanto nesse vídeo abaixo.

Na pior das hipóteses, alguma gota mais densa de inspiração haverá de pingar sobre seus dedos :)

publicar livro gratuitamente

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Confira a lista de julho/ 19 dos 10 livros que mais se destacaram no Clube de Autores

Sempre falamos aqui que seleções de livros – de best-sellers históricos ou de independentes recém-lançados – sempre devem ser analisadas com carinho.

O motivo? São justamente elas que expressam os sentimentos dos leitores – os mesmos sentimentos que, de alguma forma, todo autor busca se conectar para que o seu livro desponte no mercado.

Faz já algum tempo que nós, aqui no Clube de Autores, publicamos listas com os 10 livros que mais estão despontando. Em nosso caso, por conhecermos mais o universo de independentes – somos, afinal, a maior plataforma de autopublicação do Brasil e a única com distribuição pelas maiores livrarias do país – consideramos fatores que vão além das vendas em si (como diversos aspectos técnicos da obra, capa, qualidade da sinopse etc.).

Se você é autor independente, então recomendamos que veja a lista do mês de julho, especialmente recheado de livros de história (do tipo que dificilmente se encontra em editoras tradicionais). Quer mais detalhes?

Clique aqui ou na imagem abaixo!

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