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Como se tornar um escritor?

A primeira resposta para essa pergunta, claro, é óbvia: escrever um livro.

Mas é óbvio também que há muito mais escondido em uma pergunta como essa do que as obviedades que começam a se desprender dela. Aliás, se você já se perguntou isso antes, é porque já está um passo à frente de muitos, muitos outros aspirantes a escritores.

E já aproveito para me desculpar por quem acessou este post buscando uma espécie de receita de bolo: ela não existe. E não existe, principalmente, porque escritores são escritores antes mesmo de colocarem sua primeira palavra no papel.

Ser um escritor é uma espécie de estado de espírito – ou, se preferir, uma prisão surrealista para a alma que, desesperada, precisa do papel e do teclado mais do que o corpo precisa de ar.

O que, então, é este post? Talvez, quem sabe, uma coleção de sabedorias de outros sobre a arte da escrita que sirvam para te ajudar a responder uma pergunta muito mais relevante que o título propõe: se você já é, em essência, um escritor de verdade.

Ao invés de eu ficar filosofando daqui, colocarei abaixo algumas frases de uma das maiores mestres da literatura mundial, Marguerite Duras, retiradas do seu livro “Escrever” (que, aliás, recomendo a todos).

Encontre-se nessas frases e, acredite, você já terá a sua resposta.

“Se eu não tivesse escrito teria me transformado numa alcoólatra sem cura.”

“Escrever é tentar saber aquilo que escreveríamos se escrevêssemos – só o sabemos depois – antes, é a interrogação mais perigosa que nos podemos fazer”

“O escritor é uma coisa curiosa. É uma contradição e, também, um contra-senso.”

“Escrever, essa foi a única coisa que habitou minha vida e que a encantou. Eu o fiz. A escrita não me abandonou nunca.”

“É numa casa que a gente se sente só. Não do lado de fora, mas dentro. Em um parque, há pássaros, gatos. E de vez em quando um esquilo, um furão. Em um parque a gente não está sozinha. Mas dentro da casa a gente fica tão só que às vezes se perde. Só agora sei que permaneci na casa dez anos. Sozinha. E para escrever livros que mostraram, para mim e para os outros, que eu era a escritora que sou. Como isso aconteceu? E como isso pode ser expresso? O que posso dizer e que o tipo de solidão que há em Neauphle foi feito por mim. Para mim. E que é apenas dentro dessa casa que fico só. Para escrever. Não para escrever como havia feito até então. Mas escrever livros desconhecidos para mim, e nunca previamente determinados, por mim nem por ninguém. La escrevi Le Ravissement de Lol V. Stein e Le Vice-cônsul. E outros depois desses. Compreendi que eu era uma pessoa sozinha com a minha escrita, sozinha e muito distante de tudo. Isso durou dez anos, talvez, não sei mais, raramente contei o tempo que passei escrevendo e qualquer outro tempo. Contei o tempo que passei esperando por Robert Antelme e Marie-Louise, sua jovem irmã. Depois, não contei mais nada.”

O que você escreve?

Certa vez uma escritora me perguntou o que eu acharia dela escrever um livro de autoajuda uma vez que, em sua opinião, eram os que mais vendiam.

Minha resposta foi a única possível: se você escreve pensando em sua conta bancária, dificilmente seu livro terá qualquer sucesso. Veja: não é que um escritor não deva nunca pensar em dinheiro. Todos precisamos de dinheiro para viver e, CLARO, garantir uma renda excelente a partir dos próprios textos é o legítimo sonho de qualquer um.

Mas a questão aqui é outra, é uma inversão de causa e efeito. Será muito, muito difícil (senão impossível) encontrar algum escritor de sucesso que não acredite piamente no seu próprio texto, que não seja o seu próprio texto.

Ou seja: não adianta tentar buscar um tema que venda bem se essa não for a sua.

Um escritor, antes de mais nada, se escreve no papel – ainda que utilize enredos e personagens e tramas absolutamente fantasiosas para maquiar o que, no fundo, sempre será a sua própria autobiografia.

O que você busca ao escrever?

Ainda pegando carona no exemplo citado acima: você escreve porque busca fama, fortuna e reconhecimento? Se a resposta for “sim”, talvez valha considerar alguma outra carreira: o mercado editorial é, provavelmente, o mais concorrido da história da humanidade.

É certamente mais fácil ter fama e fortuna cursando uma faculdade e estudando alguma especialidade qualquer.

Eu iria além: um escritor de verdade não tem sequer a opção de se perguntar o porquê de escrever um livro: ele escreve porque não tem nenhuma outra alternativa. Um escritor escreve porque, se não o fizer, morrerá asfixiado pelas tantas palavras que brigam incessantemente por escapar de seus dedos, de sua mente, de seu coração.

Mas não desanime: se você tem o desejo de escrever, tem boas ideias, mas não tem tanta afinidade com as palavras, ainda assim pode ser um escritor. Afinal, gramática e ortografia são coisas que se aprendem.

Como você cuida do seu filho?

Um livro é, sobretudo, um filho. Nesse sentido, ser um bom escritor é como ser um bom pai.

Se você apenas escreve um rascunho qualquer e o publica, sem se dar ao trabalho de buscar uma revisão ortográfica e gramatical, sem buscar uma leitura crítica relevante, sem buscar profissionais que consigam garantir uma capa e um acabamento mais sofisticado, sem registrar o ISBN para que seu livro seja distribuído nas maiores livrarias… bom, então é porque você realmente não acredita no que está fazendo.

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Você lê?

Um escritor é, em essência, um amante da literatura. É alguém que não consegue passar muito tempo se ler alguma obra qualquer, sem garimpar referências, sem se aprofundar em algum tema que lhe seja caro.

Escritores são prisioneiros das palavras – tanto das que saem pelos seus dedos quanto das que entram pelas suas pupilas.

Saiba como ler lentamente ajuda a escrever melhor! :)

Em essência…

Não se vira um escritor: se é. Ou não.

De uma maneira binária, aliás, talvez até mesmo nata.

E ter um livro publicado? Claro: há inúmeras técnicas e boas práticas e tal… mas isso é só uma consequência, uma decorrência tão natural para um escritor quanto respirar é para um ser humano qualquer.

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1Q84 e a anulação da Lei de Tchekhov

Anton Tchekhov foi responsável por uma das regras mais famosas no universo literário, conhecida como “Arma de Tchekhov” – um recurso muito utilizado também no cinema para conectar início, meio e fim do enredo.

O que é a Lei de Tchekhov?

Tchekhov dizia que, se um revólver aparecesse em uma cena qualquer de uma história, é porque ele eventualmente seria disparado.

Histórias, ao menos sob a ótica do mestre russo, não tinham espaço para elementos supérfluos, para desnecessidades. Nas histórias, tudo devia ser calculado, medido, intercalado em uma relação simbiótica de causas e consequências.

Tudo devia ser construído para conduzir a concentração do leitor pela imaginação do autor: qualquer possível desvio, qualquer brecha deixada por descuido poderia soprar a imaginação do leitor para longe, fazendo-o criar versões paralelas repletas de “se’s” e costurar hipóteses que seriam, em essência, estradas abertas para a total perda de interesse no enredo real.

O que a lei tem a ver com o livro 1Q84?

Tchekhov morreu em 1904.

Anos depois, um outro mestre da literatura, o japonês Haruki Murakami, publicou a sua obra prima 1Q84 – uma espécie de thriller psicometafísico tão impressionante que as suas 1.500 páginas terminam quase que em um susto só, deixando um surpreendente gosto de “quero mais”.

Em um ponto específico da história, um personagem entrega um revólver para uma amiga mencionando a “Lei de Tchekhov” e, portanto, profetizando que ela eventualmente atiraria em alguém. Ela teria que atirar, afinal.

E há oportunidades para isso. Inúmeras.

A personagem, Aomami, chega a um ponto em que a arma vira quase uma extensão de seu próprio corpo. Mas… o livro chega ao fim e o revólver nunca cumpre o papel para o qual foi criado.

Alguns podem argumentar que, talvez, o papel do revólver tenha sido justamente esse: o de representar algo, de agregar alguma sensação de segurança para guiar a personagem pelo sempre tenso enredo. Talvez a sua própria existência tenha sido uma espécie de fim em si mesmo.

O fato, no entanto, é que tanto na arte quanto na vida as histórias são invariavelmente resultados dos seus tempos.

Como o contexto social influencia as obras?

Na Rússia do final do século XIX – a mesma de Tolstoi e Gorki, diga-se de passagem – a vida real era tão rústica e prática que uma arma não disparada simplesmente não faria sentido em nenhuma história: geraria estranheza, angústia, incômodo. No passado, tudo tinha um motivo de ser, um destino a ser cumprido – e a arte, enquanto mímica da vida, não poderia ser diferente.

Hoje, nossos tempos são outros.

Hoje, lemos livros enquanto prestamos atenção na estação de metrô que devemos saltar, assistimos à televisão enquanto navegamos no Facebook e escrevemos as nossas histórias enquanto absorvemos as críticas feitas em tempo real sobre seus trechos inacabados.

O autor de hoje é tão multitarefa quanto seu leitor: vive escolhendo, a cada piscar de olhos, a que deve prestar atenção e o que deve ignorar. Hoje, portanto, todos estamos acostumados não a uma, mas a toda uma coleção de “desnecessidades” supérfluas nos cenários das nossas vidas reais. Nossas vidas reais, arriscaria dizer, são muito mais recheadas de coisas supérfluas do que de elementos que realmente fazem parte dos nossos destinos.

O próprio conceito de destino mudou: de algo pré-determinado e imutável ele se metamorfoseou em algo essencialmente volúvel, dependente das pequenas escolhas nossas de cada dia.

No mundo de Tchekhov, um revólver não faria sentido se não fosse disparado. Era a finalidade que definia o ser, o objeto.

No mundo de Murakami, no nosso mundo atual, basta que um revólver exista para que sua função seja cumprida. O objeto em si é também a sua própria finalidade.

E isso muda toda a forma com que interpretamos as grandes obras dos nossos tempos de uma maneira revolucionária, somando sutilezas nos enredos que tendem a acrescentar muito mais sentido a cada capítulo, a emprestar muito mais realidade à ficção.

Para quem costuma achar que a “boa literatura” já estava morta (algo infelizmente corroborado por fatos como Bob Dylan receber o Nobel ou José Sarney ser membro da Academia Brasileira de Letras), é bom despir-se de preconceitos e ler novos livros com novos olhos.

As obras primas de hoje são muito mais complexas, sutis e densas que as do passado: os novos autores estão revolucionando a literatura como em nenhum outro tempo da nossa história. Justamente por isso democratizar o acesso aos livros e à publicação é tão importante – o que só é possível através da publicação independente e da isenção de impostos para produção e comercialização de obras, tornando-as mais baratas e populares entre todas as camadas sociais.

O que isso tudo importa para você, escritor?

Simples: seja simples, mas não simplório, na construção de seus cenários e de suas tramas. Se quiser , acrescente objetos que sirvam apenas para agregar valor ao contexto — mas cuidado para não deixar o seu leitor  perdido, com uma interrogação presa na mente. Você não precisa seguir à risca a Lei de Tchekhov, mas isso não significa que precise também desprezá-la completamente.

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A importância da representividade na literatura infantil

Qual era seu personagem favorito de desenho animado quando criança? Por que você sempre gostava mais de personalidades femininas? Ou então, por que sempre torcia pela pessoa mais tímida e incompreendida dos filmes da Sessão da Tarde?

Se você nunca parou para pensar nos motivos deste favoritismo, saiba que ele não é aleatório. Livros, desenhos e filmes são tão importantes em nossa vida porque nos transportam para realidades paralelas, onde descobrimos personagens únicos com os quais nos identificamos, ou que possuem características que gostaríamos de ter.

E é por isso que a representatividade é uma pauta tão fundamental e precisa ser discutida com mais intensidade entre os autores de histórias infantis. Afinal, temos uma grande responsabilidade em mãos: cabe a nós, escritores, criarmos as referências das próximas gerações, eliminando estereótipos que fizeram parte do nosso desenvolvimento.

Leia também: Como criar personagens para seu livro?

Como a Marvel tem incluído mais diversidade em suas histórias?

Sana Amanat é uma editora americana de quarinhos, responsável por levar diversidade às HQs da Marvel. Além de sua participação notável em Ultimate Comics como Homem Aranha e Capitã Marvel, Sana é co-criadora da primeira série solo da Marvel a ser protagonizada por uma super-heroína muçulmana.

Ms. Marvel é, sem dúvidas, um exemplo incrível de representatividade. A personagem servirá de referência para crianças e adolescentes que até então eram cercados por representações negativas de sua religião, principalmente nos Estado Unidos, por conta de conflitos políticos. A própria editora, Sana, é uma inspiração para garotas que sonham em fazer parte deste universo predominantemente masculino e preconceituoso com o islamismo.

Confira alguns destaques da fala de Sana em seu TED Talk, “A importância da diversidade no universo de HQs”:

  • De acordo com a editora, existe algo chamado “ameaça de estereótipo”, que ocorre quando um grupo de indivíduos internaliza e reage a ideias negativas relacionados a eles. Por conta do medo de ser associado a este estereótipo, as pessoas deixam de agir conforme suas habilidades, performando menos do que poderiam (academicamente ou socialmente), mascarando quem realmente são para negar as expectativas dos outros.
  • Por conta do neurônio-espelho, é da natureza humana agir conforme a massa, repetindo ou acreditando no que os outros dizem que devemos acreditar. Por isso, é fundamental criar histórias empoderadoras e inspiradoras, que nos desafiem a ser melhores.
  • Ms. Marvel é uma personagem tão inspiradora porque está tentando se encaixar e descobrir quem é de verdade. Ou seja, sua história reforça que tudo bem ser diferente ou ainda estar em busca do seu verdadeiro eu.

Confira o vídeo completo abaixo:

E, da mesma forma que a Marvel vem incluindo diversidade em suas histórias, é nosso papel trazer mais representatividade para nossas histórias infantis, não é mesmo? :)

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Ler lentamente para escrever melhor

Se você já ouviu falar sobre leitura dinâmica, tem uma meta agressiva de livros para terminar até o final do ano ou se sente incomodado por não conseguir devorar uma história como fazia na adolescência, esse artigo talvez te decepcione: não vamos apresentar nenhuma técnica avançada para engolir as palavras. Pelo contrário, a proposta é desacelerar e observar tudo com olhos mais atentos.

TED Talk: O que ler lentamente me ensinou sobre a escrita (2019)

Em outubro de 2019, a escritora norte americana Jacqueline Woodson nos presenteou com uma reflexão incrível sobre o tema em sua palestra no TED Talk.

Segundo ela, quanto mais tempo passava com os livros enquanto criança, menos ouvia o barulho do mundo lá fora. Mesmo tendo sido criada para ler rapidamente, Jacqueline preferia passar os dedos pelas palavras e reler histórias – a cada nova leitura, descobria coisas novas nas entrelinhas.

“Quando criança, eu sabia que as histórias eram feitas para serem saboreadas, que as histórias gostariam de ser lentas, e que um autor havia passado meses, talvez anos, escrevendo”, explica a autora em sua palestra.

A autora vencedora do National Book Awards (2014), queria ser uma escritora desde os sete anos e acreditava que seu trabalho como leitora era respeitar cada narrativa.

Confira a palestra completa no vídeo:

Abaixo, alguns destaques de sua fala no TED Talk:

Isso significa que ler rápido é ruim para escritores?

Claro que não. 

Aliás, não existe certo ou errado. Existem pessoas que preferem a leitura dinâmica. Outros se demoram em cada página. Cada um tem seu próprio ritmo. 

O que Jacqueline propõe é experimentarmos outras formas de fazer o que já somos acostumados e que, muitas vezes, fazemos em modo automático.

A ideia é lembrarmos, justamente, que cada palavra escrita foi escolhida a dedo por outra pessoa. Cada frase publicada em um livro é resultado da imaginação de alguém diferente, com ideias, pensamentos e crenças únicas. E mesmo assim, quando compartilhadas com o mundo, têm o poder de nos transportar para outra dimensão. 

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Virginia Woolf, no texto que abre a coletânea de prosas-poéticas, “O Sol e o Peixe”, nos faz a mesma proposta, ainda que em um contexto diferente. Ela pede para olharmos mais atentamente para tudo o que somos, observando e sentindo todos os impulsos que nos movem.   

“Deixemo-nos fervilhar sobre nosso incalculável caldeirão, nossa enfeitiçadora confusão, nossa miscelânea de impulsos, nosso perpétuo milagre — pois a alma vomita maravilhas a cada segundo.” – Virgínia Woolf (1882–1941).

A proposta de ambas autoras têm algo em comum – nos provocam a ver as entrelinhas, com calma, absorvendo todos os detalhes. Para quem escreve, esse hábito tem um potencial imenso. Afinal, as palavras são nossa ferramenta e não é nenhuma novidade que a leitura faz de nós escritores melhores.

E você, o que acha disso? Conta pra gente nos comentários!

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Podcasts literários para escritores

Se você é escritor, certamente já leu em algum lugar que para escrever bem é preciso ler muito e que para vencer o bloqueio criativo, é necessário consumir conteúdos inspiradores, certo?

Para ajudá-lo nessa missão, preparamos uma lista de podcasts que todo autor deveria ouvir. Afinal, conteúdo não é só texto: vídeos, áudios, fotografias… tudo é arte! E sempre podemos encontrar boas ideias explorando outros formatos. 

Confira nossas 4 dicas de podcasts literários

Gente que escreve

O podcast de Fábio Barreto surgiu em 2015. O programa semanal é voltado para qualquer pessoa com interesse em escrita, produzido de escritores para escritores. O formato é inspirado em John August, roteirista e podcaster. Entre os temas dos episódios mais recentes estão: ideias para o desenvolvimento narrativo, por que escrevemos?,  influenciadores imaginários e biografias.

Os 12 Trabalhos do Escritor

Neste programa lançado quinzenalmente, AJ Oliveira busca esclarecer o processo de produção literária para todos os que pretendem escrever suas próprias histórias. O podcast traz grandes nomes da literatura nacional para discussão de temas como guia de eventos literários, divulgação de livros, design de capas e autores independentes.

Histórias de ninar para garotas rebeldes

Baseado no best-seller escrito por Elena Favilli e Francesca Cavallo, este podcast apresenta contos de fadas sobre mulheres inspiradoras. As histórias são lidas por vozes como Jout Jout e Daniela Mercury e os episódios são organizados pela B9 e estão disponíveis no Spotify, Apple, Google Podcasts, e Pocket Casts. 

Clube do Livro

Antonio Fagundes, ator da Globo, também é protagonista de podcasts! Neste programa, o artista embarca no universo da literatura, explorando temas importantes e atuais, dando dicas de obras e explicando gêneros de escrita. O podcast está disponível no Gshow.

E você? Tem outra recomendação? Conta pra gente nos comentários!

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