As pequenas frases que fazem os grandes livros

Você já se atentou a essa técnica genial e sutil dos grandes autores?

Muitos dos grandes livros da humanidade acabaram se imortalizando tanto pelas suas narrativas cativantes quanto por suas coleções de frases que encerraram tanta sabedoria e/ ou mistério em poucas palavras que acabaram hipnotizando os leitores.

Em muitos casos, são frases que abrem um livro – mas o fazem de maneira tão intensa que criam nos leitores o instantâneo desejo de continuar lendo.

Isso nos ensina, a nós escritores, uma lição valiosíssima: a melhor maneira de seduzir o leitor é a partir das primeiras frases de um livro – o que significa que elas precisam ser magnéticas.

Quer exemplos claros?

Veja esses, abaixo:

“Só há um problema filosófico realmente sério: o suicídio.” (O Mito de Sísifo, de Albert Camus)

“O passado é um outro país. Eles fazem as coisas diferente por lá.” (O Mensageiro, de L. P. Hartley)

“Era uma vez uma mulher que descobriu que havia se transformado na pessoa errada.” (Quando Éramos Adultos, de Anne Tyler)

“De certa forma, eu sou Jacob Horner.” (O Fim da Estrada, de John Barth)

“O sol, sem alternativa, brilhou sobre nada de novo.” (Murphy, de Samuel Beckett)

“No dia seguinte ninguém morreu.” (As Intermitências da Morte, de Saramago)

“Era um dia claro e frio de abril e os relógios batiam as 13.” (1984, de George Orwell)

“Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos.” (Uma História de Duas Cidades, de Charles Dickens)

E daí?

Conclusão 1, repetindo o que já dissemos: o sucesso de um bom livro, em muitos casos, está logo em sua primeira frase.

Conclusão 2: eu, pelo menos, estou já acessando uma livraria para comprar algumas das obras iniciadas por essas frases acima.

E você? Como está se inspirando e como está buscando as melhores técnicas para escrever o seu livro? Ou já tem tudo pronto para publicar o seu livro?

Se sim, não custa nada dar uma revisada rápida para dar aquele toque final.

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O que Harry Potter pode ensinar aos escritores de hoje?

Há alguns anos, enquanto visitava a Feira do Livro de Londres, acabei agendando uma reunião na PotterMore, empresa da JK Rowling que tem como missão, em termos práticos, prolongar até o infinito a “experiência Harry Potter”.

No mundo mais cult (tendendo ao intelectualóide), os livros de Harry Potter são quase endemoniados. Mas ninguém pode negar o seu sucesso: em alguns anos, a escritora conseguiu cativar mais leitores adolescentes do que qualquer outra pessoa em toda a história da humanidade. Uma aula para todos nós, autores, que sempre estamos buscando novas formas de aprimorar os nossos textos e de divulgar os nossos trabalhos.

Tendo origem no papel escrito, Harry Potter logo chegou às telas de cinema onde arrecadou uma média de US$ 1 bilhão por filme – e nunca diminuindo as vendas dos livros. Pelo contrário: a ansiedade por novos textos da autora beirava a loucura.

Mude, agora, a maneira de encarar. Ao invés de pensar nos livros do Harry Potter, pense no modelo de narrativa.

Ao fazer isso, consegue-se somar textos, filmes e, claro, Internet. O carro chefe da Pottermore, hoje, é a sua comunidade online – a pottermore.com . O que ela faz? Permite algo diferente aos fãs do pequeno mago: interação viva.

Por interação, entenda inclusive testes online gratuitos que alocam cada usuário em uma das “casas” de Hogwarts, como Gryffindor e Slytherin. Há textos inéditos da autora, um relacionamento próximo com a comunidade e um tipo de prolongamento da saga que vai além da história de Harry Potter em si e chega a novos personagens e detalhes do universo mágico que ela criou.

Isso nos ensina duas coisas:

1) Escrever para mentes é diferente de escrever para páginas.

Ao pensar em uma história, sempre vale a pena explorar possibilidades que vão além de livros, como aplicativos, sites etc.

No caso da Pottermore, a própria criação desse ecossistema de conteúdo envolvendo site, livro, filme e interação com a autora já traz uma riqueza que apenas garante níveis muito, mas muito mais intensos de imersão na trama.

E, se pensarmos bem, não é exatamente necessário termos um sucesso estrondoso para começar a pensar em algo assim. Todo projeto de divulgação de um livro precisa ser multimídia por natureza, precisa envolver um público que está muito além das prateleiras de livraria. E qual a melhor maneira de cativar um público do que entregar a ele amostras do universo da sua narrativa em todos os lugares possíveis? Em grande parte, aliás, o nosso guia de divulgação de livros fala essencialmente desse processo.

2) Que universos não tem dono.

Esse segundo ponto é importante por ser uma espécie de falha no modelo da Pottermore. Lá, por mais que eles incentivem a interação, eles são declaradamente contra FanFics (livros de ficção escritos por fãs e tendo como base personagens e enredos originais).

Aqui vale uma observação: é natural que uma autora, por mais famosa que seja, não se sinta à vontade ao ter terceiros que ela não conhece escreverem sobre os seus “filhos”. Até aí, tudo bem.

Mas, se você se propôs a criar um universo mágico inteiro, como evitar que ele caia nas mãos de outros escritores?

Há um ditado que prega que escrever um livro é o mesmo que brincar de Deus, pois o autor tem poderes plenos de criação e destruição. O problema é que, depois de publicar o livro, esse poder é inevitavelmente compartilhado pelo mundo de leitores-escritores que mergulham na história. Cada um quererá participar com as suas próprias letras – e é esse movimento, esse envolvimento, que permitirá uma narrativa sobreviva ao seu autor original.

Não dá para afirmar, ainda, se a Pottermore mudará de ideia no futuro, mas dá para afirmar que essa relação com autores de FanFics certamente é algo delicado.

O que deve ficar de lição para autores?

Em uma frase: o foco total na criação de universos multifacetados e multimídia em que a trama se insere sem nenhuma preocupação com terceiros criarem novas histórias baseadas em sua trama. Por que?

Bom… cada FanFic criada com base em sua história será uma nova e incomparável força de divulgação para você. Por outro lado, para quer você consiga isso, é realmente fundamental criar um universo riquíssimo e, sobretudo, autêntico.

No final das contas, por mais que todo o processo de publicação e divulgação sejam fundamentais para o sucesso de qualquer livro, é a sua criação, o seu conteúdo, a sua narrativa que mais acaba fazendo a diferença. E isso não mudará jamais.

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Conhecimento coletivo II: a inspiração

Pesquisas são parte natural do processo criativo. Antes de escrever sobre algum tema, é natural que o autor leia mais sobre ele, veja filmes, estude os locais em que as histórias se passarão. Sendo ficção ou não, toda obra tem suas referências – e isso dificilmente mudará na produção literária. Mencionamos bastante isso, aliás, na nossa coleção de dicas sobre como escrever um livro.

Na semana passada, fizemos um post sobre a escrita coletiva de livros. Mas e se dermos um passo para trás e pensarmos no processo de inspiração e pesquisa? Ou seja: ao invés de usar as redes para contribuir com as histórias, elas podem ser utilizadas para ajudar nas pesquisas, contando casos, compartilhando os seus conhecimentos etc.

Isso remete a um outro post que fizemos, sobre maneiras e técnicas para se escrever um livro de sucesso. Aqui, fala-se não apenas no resultado pronto ou no ato de publicação, distribuição e divulgação – mas principalmente no processo criativo.

Como você, escritor, enxerga isso? Como é o seu processo de pesquisa criativa e inspiracional? Você se beneficiaria de algo que facilitasse e ordenasse melhor todo ele?

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O conhecimento coletivo: até que ponto funciona?

É possível gerar um livro bom escrito a n mãos?

Há anos que o conhecimento coletivo tem sido explorado – principalmente na literatura. Tanto no Brasil quanto fora, uma série de sites focando a co-criação de textos foi lançado, mas nenhum teve, exatamente, um sucesso estrondoso.

Uma das teorias sobre isso, discutida em feiras literárias por todo o mundo, inclui o egoísmo natural de escritores. E isso não é necessariamente algo ruim: afinal, um livro é uma extensão da própria definição do escritor, de sua alma. E, isto posto, como considerar uma obra criada em conjunto por uma comunidade maior, incluindo críticas sobre obras que ainda sequer “terminaram”? Indo a um exemplo prático: será que teríamos Kafkas, Saramagos e Garcia-Marquez se eles sujeitassem seus textos a críticas e co-criações para um mar de anônimos via Internet antes delas estarem finalizadas? Ou será que teríamos gênios ainda maiores?

Não incluímos nessa análise livros de contos, por exemplo – que, por definição, reúnem um conjunto de histórias completas, cada qual com início, meio e fim; consideramos aqui uma única história escrita a 4, 6, 8, 100 mãos. Simultaneamente.

Também não estamos falando que se deve publicar um livro sem sequer se prestar atenção a ninguém. Ao contrário: já deixamos claro que a leitura crítica é fundamental para que qualquer livro seja bem acabado, refinado, melhor preparado para seus leitores. Isso está inclusive no guia que montamos com dicas e melhores práticas sobre escrever um livro.

A questão aqui é outra. Não estamos falando de entregar a primeira versão pronta do seu livro para que alguém critique e te devolva para que você faça os devidos ajustes. Estamos falando de se abrir o livro quase que capítulo a capítulo, usando as críticas que chegam via Internet como base para se reestruturar a história ou até mesmo definir todo o seu enredo.

O quão funcional, de fato, você acha que esse conceito é?

É realmente possível ter uma única história de qualidade escrita por um coletivo de escritores (e, portanto, de mentes e corações)?

Se você souber a resposta, coloque nos comentários. Nós não sabemos.

Não sabemos, mas arriscamos um palpite: escrever é um ato tão egoísta que dificilmente a coletividade criativa, aqui, funcione. Talvez por isso os tantos aplicativos que surgiram com esse propósito não tenham funcionado tanto…

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Os 7 melhores aplicativos para amantes de livros

O que você deve ter à mão para mergulhar nas novas formas de leitura?

Graças ao avanço da tecnologia e o criação de novos apps para todos os tipos de gostos e necessidades, os amantes de livro também estão se beneficiando bastante, tanto para achar maneiras de otimizar a leitura diária quanto para economizar na compra de livros.

Por isso, selecionamos hoje dicas com os melhores aplicativos para quem é apaixonado por leitura. Vamos conferir?

Se você for escritor, leia isso antes:

Se sim, então leia este texto com um olhar diferente. Perceba que esses aplicativos abaixo não foram escolhidos a esmo por nós: eles refletem, em grande parte, a preferência dos usuários do mundo inteiro.

Por que isso importa para você? Porque – oras – se você é um escritor, você necessariamente quer ser lido. E a melhor maneira de ser lido é estar presente em todas as plataformas que os leitores escolhem para ler. Claro.

Mas reforço aqui um ponto importante: como autor, você não deve escolher um. Isso é não apenas desnecessário como também pouco inteligente. PAra que escolher estar em um único aplicativo se você pode estar em todos – e sem pagar nada a mais por isso?

Recomendamos fortemente que você veja esse post aqui, que não apenas fala sobre o mercado de ebooks no Brasil (incluindo a maneira que brasileiros mais lêem) como também ensina como publicar o seu ebook via Clube de Autores, única plataforma que distribui para todos os grandes apps (além de garantir presença do livro impresso também).

Pois bem: feitas essas observações iniciais, vamos às apps!

1. Amazon Kindle

Se você pensa em economizar papel e quer ser mais sustentável guardando menos livros, provavelmente já ouviu falar do Kindle, um tipo de tablet feito exclusivamente para leitura, pois possui uma tela fosca que não prejudica os olhos.

Porém, além do próprio Kindle, a Amazon disponibiliza um aplicativo de mesmo nome, que pode ser baixado no iOs ou Android, para você ler aonde quiser através da tela do seu smartphone.

Você pode baixar e-books grátis pelo computador e passar para o smartphone ou comprar títulos disponíveis na loja da Amazon com até 80% de desconto. Tudo fica disponível para acesso offline.

Sem papéis, sem poluição ambiental e na sua mão, onde você quiser. Incrível, não é?

2. Pocket

Se você está sempre lendo artigos e notícias, o aplicativo Pocket será indispensável na sua rotina. Com ele é possível salvar conteúdos a partir de qualquer site para ler mais tarde em modo offline.

E se você tem o e-reader Kobo, basta sincronizar o app com o aparelho e tudo que você salvar irá diretamente para o Kobo. Muito prático.

3. Ubook e Audible para ouvir livros

Outra dica para quem vive na correria, mas não quer deixar de ler são o Ubook e o Audible, dois apps disponíveis em português que apresentam diversos títulos narrados em áudios para você colocar o fone de ouvido e escutar onde quiser.

Com poucos minutos por dia você poderá aprender sobre os assuntos que deseja com uma narração espetacular.

O Audible ainda tem uma opção de soneca para evitar que você perca o conteúdo caso durma durante a narração.

4. Goodreads

O app Goodreads é ideal para quem devora um título atrás do outro e está sempre buscando novidades para ler.

Nele você pode organizar os livros que já leu, deixar avaliações e comentários para outros leitores e ler as dicas de outras pessoas para saber qual será seu próximo livro.

A ferramenta mais atrativa do Goodreads é o scanner que permite escanear a capa de um livro e adicioná-lo à sua aba de “Livros para Ler”. Assim você pode ver instantaneamente o que outras pessoas comentam sobre o título.

5. Moon + Reader

Ideal para quem está acostumado a ler no Kindle ou Kobo e gosta de personalizar o texto para ler com mais conforto, o Moon + Reader não é uma loja, mas sim um leitor de e-books completamente personalizável.

Atualmente ele suporta arquivos TXT, HTML, ePUB, PDF, MOBI e diversos outros formatos.

É possível aumentar ou diminuir o tamanho da letra, marcar o texto, fazer anotações, verificar o dicionário, praticamente um Kindle menor na sua mão.

6. Comics: App para ler HQs

Como um amante de livros também pode ser fã de quadrinhos, a loja mais bem avaliada da play store neste quesito é a Comics, desenvolvida pela comiXology.

A Comics é um app desenvolvido pela Amazon e tem em sua loja cerca de 75 mil quadrinhos, incluindo Marvel, DC, Disney e diversos outros para você ler de onde estiver.

7. Blinklist

O Blinklist é um aplicativo gratuito elaborado para quem ama se informar e ler, mas não tem muito tempo disponível durante o dia.

Ele funciona gerando resenhas elaboradas sobre os principais livros de não-ficção do mundo. Você poderá ouvir análises de livros importantes em apenas 15 minutos de texto e áudio.

A principal vantagem dele é que cada livro é realmente detalhado, não é apenas um resumo simples. Porém, apesar de os narradores terem excelente pronúncia, o app só está disponível na versão em inglês.

Gostou das dicas? Então deixe um comentário!

*Por Caio Nogueira, da Upsites

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