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O que é uma fábula e quais são suas principais características?

“Para onde vai?” – disse o lobo.
“Vou levar doces para a minha vovó” – respondeu a Chapeuzinho. 

Chapéuzinho Vermelho é mais um clássico da literatura infantil, onde lobos falam, comem avós, enganam garotinhas e acabam mortos por caçadores. E se esse roteiro soa familiar para você, parabéns! Você provavelmente ouviu muitas fábulas quando era criança. 

E é sobre isso que falaremos neste artigo! Entenda mais sobre o universo das fábulas e saiba como escrever uma. 

O que é fábula?

Fábulas são textos direcionados ao público infantil, tendo os animais falantes como personagens principais. São histórias no sentido figurado, que trazem lições de moral e ensinamentos ao longo da narrativa.

Exemplos de fábulas:

  • A lebre e a tartaruga;
  • O patinho feio;
  • Os três porquinhos;
  • A cigarra e a formiga.

Saiba mais sobre a importância da ilustração em livros infantis.

Para que serve uma fábula?

Esse tipo de texto aparece muito durante a educação infantil, tanto na escola para alfabetização e exercício de interpretação, quanto em casa antes de dormir. São histórias fáceis de entender e que ensinam valores éticos e morais às crianças em forma de entretenimento.

É a partir das fábulas que aprendemos a não confiar em estranhos, não ser preguiçosos e trabalhar duro, insistir em nossos propósitos e por aí vai…

Características das fábulas: 

Moral da história:

Ao final da história, sempre existe uma “lição de moral”. Ela serve para ajudar as crianças a compreenderem os ensinamentos da narrativa de forma mais prática, já que ainda estão em fase de desenvolvimento das habilidades de interpretação. Essa moral pode vir em forma de parágrafo curto ou frase final.

Animais falantes: 

O elemento principal das fábulas é conter animais que falam. Eles podem conversar tanto entre si quanto com seres humanos e isso acontece de forma natural, como se fosse “normal” ver animais dialogando por aí.

Textos curtos: 

Por serem direcionados ao público infantil, não devem ser muito longos, ou corremos o risco de perder a atenção dos leitores ou ouvintes. As histórias devem ser breves e não muito complexas para que possam ser contadas rapidamente.

Personagens tipo: 

Na maior parte das histórias, os personagens representam um comportamento coletivo, não individual. Suas características devem espelhar um padrão: por exemplo, na história da lebre e da tartaruga, a lebre representa os “preguiçosos, que gostam de vitórias fáceis”. Já a tartaruga é o tipo “persistente e batalhadora”.  

Agora queremos saber de você! Qual era sua fábula favorita quando era criança? Conta pra gente nos comentários.

Continue explorando o universo da literatura infantil!

A importância das metáforas
Saiba como escrever um conto encantador
Como ensinar crianças o amor pela literatura

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Sinopse: o que é e como escrever?

Prólogo, epílogo, epitáfio, prefácio, resenha… 

O mundo literário é cheio de palavras lindas e exclusivas, que enriquecem a língua portuguesa, mas que podem facilmente embaraçar a mente de leitores e escritores. 
Entre os termos que mais geram confusão está a famosa “sinopse”. Confira o artigo completo e entenda de vez esse conceito!

O que é sinopse? 

Trocando em miúdos, “sinopse” equivale a “resumo”. Trata-se de uma síntese de livro, uma abreviação de uma história.

Por que escrever uma sinopse? 

Muitos autores enviam sinopses de suas obras para editoras, com o objetivo de “vender seu peixe” e, quem sabe, entrarem na fila da publicação. Ou seja, ainda que pareça inofensiva, essa palavra tem uma grande peso para os autores que estão tentando ingressar no mercado literário pelas vias tradicionais. 

Mas a sinopse pode ter ainda outras finalidades. Autores independentes, por exemplo, que não possuem vínculo com editoras, também podem utilizar esse formato para divulgar seus livros antes do lançamento (ou após), despertando a curiosidade dos leitores. Por isso, independente do cenário, escrever um bom texto nessas horas é fundamental.

Qual é a diferença entre resumo, resenha e sinopse?

Resumos são apenas abreviações da narrativa, enquanto resenhas normalmente incluem opiniões pessoais e interpretações de quem está escrevendo. Além disso, enquanto resumo e resenhas podem ser escritos por qualquer pessoa, a sinopse normalmente fica a cargo do próprio autor da história –  o que torna esse tipo de texto tão especial: são registros fiéis da obra, com todas as características pessoais do escritor. 

4 Dicas do Clube de Autores para escrever uma boa sinopse:

Situe o leitor:

Apresente o contexto, localização e época em que a história se passa.

Detalhe o personagem principal: 

Autores passam muito tempo construindo o personagem ideal, que dará forma para toda a trama. Por isso, é importante dar uma atenção especial para ele em uma sinopse.

Deixe o conflito claro:

Qual é o problema que o personagem precisa resolver? Envolva o leitor nos conflitos da sua obra, mostrando dificuldades, obstáculos, inimigos… enfim!

Não entregue o ouro: 

Convide o leitor a mergulhar na narrativa, a especular o final da história, a querer mais e mais detalhes. Mas não revele a cereja do bolo, afinal, nós queremos que o livro seja lido por completo, né?

Dica bônus: não interprete a história pelo leitor! Descreva, de forma resumida, o conteúdo do livro, mas não diga o que ele deve ou não sentir. Deixe que ele tire suas próprias conclusões.

Quer mais dicas sobre como escrever e divulgar um livro? Confira os artigos a seguir:

Guia Completo: Como escrever um livro
Como lançar um livro sem burocracia
Como publicar um livro gratuitamente

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Histórias de 6 palavras: tudo sobre esse estilo!

Como você contaria uma história em apenas seis palavras?
Parece loucura (e pode até ser), mas é possível sim.

Agora, você deve estar se perguntando: por que raios alguém escreveria uma história tão curta? 

O conceito de “Six Words Stories (em português, “histórias de seis palavras”) foi criado por Ernest Hemingway, escritor norte-americano e autor do livro Por Quem Os Sinos Dobram. Não se sabe ao certo como a ideia surgiu – se em uma conversa de bar ou um desafio entre amigos – apenas que a primeira flash storie de 6 palavras foi escrita por ninguém menos que o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1954. 

“Vende-se: sapatos de bebês, nunca usados”, escreveu Hemingway, enfileirando seis palavras em uma frase que, apesar de inofensivas, são pauta para longas horas de discussão. 

  • Quem está vendendo?
  • Por que os sapatos nunca foram usados? 
  • De que cor são os sapatos? 
  • Quanto custa o par?

A história acaba, mas as possibilidades são infinitas. 

Apesar disso, o storytelling criado pelo autor americano sugere (entre as inúmeras interpretações) que os sapatos nunca foram utilizados por seu dono: um bebê que morreu de forma prematura, quem sabe?

Você também interpretou desta maneira? Ou chegou em conclusões mais profundas?

Os detalhes, como a causa da morte e o momento, ficam livres para imaginação. E é isso que torna o formato 6×6 tão interessante: prova que não é necessário contar tudo ao leitor, basta acender a faísca.

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Ernest Hemingway, criador do gênero 6×6

Depois de Hamingway, muitos autores se aventuraram pelo universo de histórias rápidas de apenas seis palavras. A proposta virou até concurso!

Em 2011, no embalo do Dia das Mães, o consagrado The New York Times desafiou seus leitores a compartilharem um pouco sobre suas mães. Foram dezenas de histórias enviadas, algumas excelentes, outras nem tanto. Fato é que, nem todas cumpriram com a proposta: não basta criar uma frase bonitinha e emotiva, é necessário contar uma história (breve, sem detalhes e cheia de pontas soltas mas, ainda assim, o storytelling é indispensável).

A seguir, algumas das frases favoritas do Clube de Autores neste concurso (em inglês, porque a língua nativa faz parte do estilo!).

  • “Are you my mother, mom asks”
  • “Mom was right; I should have…”
  • “Is that your sister? Gosh no.”
  • “Baby, please don’t go out ashy”

Ainda em solo americano, a Revista SMITH também criou um projeto para incentivar seus leitores a enviarem histórias de seis palavras, chamado “Six Words Memories”. A proposta é descrever sua vida em uma frase no formato 6×6. 

Além de enviar sua própria história pelo site do projeto, é possível conferir todas as frases separadas por tema: amor, vida, conselhos, guerra… quem diria que seis palavrinhas renderiam tanta coisa, né? Mas calma que tem mais! 

O projeto cresceu tanto que virou livro. Ou melhor.. livros. Ficou curioso? Conheça a Six Word Merories Store. Quem sabe você não se inspira a escrever um livro neste estilo também?

Inspirados por todo esse movimento, o Clube de Autores convidou os escritores que já publicaram livros por aqui a escreverem suas próprias histórias. Foram mais de 800 frases enviadas!

Confira, a seguir, as TOP 10 histórias escritas por nossos autores (e explore suas obras!):

Marido morto, ela presa. Estava livre!
Por Léo Ottesen

MOSCA: Zoom, zoom, zoom, 24h. Fim.
Por Marcelo Ribeiro da Silva

Não tem mais amanhecer, apenas grades.
Por Jorge Souza de Oliveira dos Santos

Entregou, chorando, os pertences à sogra.
Por Cleonaldo Pereira Cidade

Nadando pelado. Piranha. Ai, meu pênis!
Por Gyorgy Laszlo Gyuricza

Diagnóstico? COT! TOC? Sim, alfabeticamente ordenado!
Por Elias Pedroso

“Duvidam? Olhem como eu atravesso… Aaai!”
Por Jonaedson Carino Moreira (Jota Carino)

Chorei de saudade; ela, de cebola.
Por Adriana Guimarães Costa

Promoção: casacos de pele, edição limitada…
Por Adriano Vox

Fez fortuna vendendo espetinhos; odiava gatos.
Por Renato Alves

Ficou curioso para saber se você também consegue escrever uma história 6×6? 


Aqui vão algumas dicas do Clube de Autores para embarcar nessa aventura:

1. Pense em um conflito.

Sobre o que você quer falar? E qual será o objetivo da trama? O conflito é essencial para uma short story. Caso contrário, ela é apenas uma frase de seis palavras.
Confira também nossas dicas para escrever um conto encantador.

2. Vá direto ao ponto.

Já que estamos falando de uma história curta, não há tempo para desenvolver personagens, construir cenários e detalhar sentimentos. Portanto, depois de escolher o conflito, é importante pensar em como ir direto ao que mais importa, sem rodeios.

3. Escreva a história em uma frase curta, depois corte as palavras até chegar em seis.

Agora que você já pensou no conflito e em como chegar ao ponto principal, tente colocar a história no papel. Talvez seja difícil reduzir sua ideia a exatas seis palavras, então comece devagar. Primeiro, escreva uma frase mais longa e vá talhando as palavras desnecessárias em seguida.

E aí, topa o desafio? Siga as dicas acima e crie sua própria história curta! 

E, por falar em desafio, você já está por dentro dos concursos literários de 2020? Confira a lista completa!

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Concursos literários 2020: as primeiras oportunidades

O ano mal começou e os escritores já estão à procura dos famosos concursos literários para inscrever suas obras. Poemas, contos, biografias, ficção… são muitas opções para participar, de acordo com o gênero que mais te interessa. Se você faz parte deste time, dê uma olhada nas primeiras oportunidades do ano:

Para começar, o Clube lançou seu primeiro desafio literário =)
A proposta é a escrita de uma crônica sobre a quarentena e tem como objetivo estimular a criatividade dos escritores em um período de tantas incertezas neste início de 2020.

Confira as regras do desafio do Clube de Autores.

Agora sim, vamos aos demais!

JANEIRO

5º Concurso Literário Conto Brasil

O tema é livre e cada autor poderá enviar somente um conto, de até 2.100 caracteres (contando espaços), que deverá ser inédito no meio impresso. A inscrição é permitida para autores brasileiros maiores de 16 anos residentes em qualquer região do país. 

Prazo: 10 de janeiro
Mais informações: http://editoratrevo.com.br/premios/conto-brasil/

Prêmio Poesia Agora – Verão 2020

O tema é livre e cada autor poderá enviar somente um poema, que deverá ser inédito no meio impresso. A inscrição é permitida para autores brasileiros maiores de 16 anos residentes em qualquer região do país.

Prazo: 18 de janeiro
Mais informações: www.editoratrevo.com.br/poesiaagora

Prêmio Barco a Vapor 2020

Focado em obras de ficção nos gêneros romance e novela para crianças e jovens. Podem se inscrever autores residentes no Brasil.

Prazo: 31 de janeiro
Mais informações: http://barcoavapor.smeducacao.com.br/16-premio-cadastro-inscricoes/

FEVEREIRO

Prêmio Trema Verão 2020

Focado em prosas, o prêmio é aberto a todos os interessados. A inscrição é feita pela internet, conforme regulamento.

Prazo: 24 de fevereiro
Mais informações: https://www.trema.com.br/regulamento

e-Antologia – O Lado Poético da Vida

Seleção de crônicas em concurso aberto a todos os autores da língua portuguesa.

Prazo: 28 de fevereiro
Mais informações: https://rosimeirepiredda.wixsite.com/escritora/concurso

Prêmio Edebê de Literatura 

Autores podem inscrever livros inéditos – Infantil e Juvenil. Haverá premiação em dinheiro e publicação da obra.

Prazo: 29 de fevereiro
Mais informações: http://www.edebe.com.br/premioliteratura

MARÇO

Prêmio Todavia de Não Ficção

As obras inscritas devem corresponder ao tema: Livros Inéditos – Jornalismo/Reportagens, Biografias. O concurso é aberto a residentes do Brasil e o prêmio é um contrato de edição com valor pré-fixado.

Prazo: 17 de março
Mais informações: https://todavialivros.com.br/premio

ABRIL

Prémio Literário do Município de Mafra

Sob a categoria de Livros Inéditos – Poemas, o concurso é aberto a todos os interessados, sem restrição de cidadania.

Prazo: 30 de abril
Mais informações: https://www.cm-mafra.pt/pages/1144?news_id=488

Gostou? Então leia nossas dicas sobre como escrever poesias. Se você tem interesse em escrever um livro, o Clube de Autores pode te ajudar

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Quando uma obra vira domínio público?

Algumas das principais dúvidas dos nossos leitores tem a ver com direitos autorais. Quais são os direitos, como cadastrar as obras, quando receber etc. Inclusive, fizemos um guia sobre direitos autorais, para facilitar a sua vida. Mas uma outra questão tem surgido em rodas de conversa e gostaríamos de esclarecer por aqui. Se você já escreveu um livro, talvez tenha a resposta, mas vamos lá: Você sabe quando uma obra passa a ser considerada de domínio público? 

De acordo com a Lei do Direito Autoral (Lei nº 9.619/98), os direitos patrimoniais do autor são válidos durante todo seu período em cida e, após falecido, têm o prazo de 70 anos. De acordo com o Art. 41, “os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1º de janeiro do ano subseqüente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil.”

Depois que o prazo terminar, suas obras se tornarão domínio público, podendo ser utilizadas livremente por qualquer pessoa, com a possibilidade de ser explorada economicamente sem autorização do autor. 

As obras de Machado de Assis, por exemplo, estão nesse estágio. É comum encontrar textos publicados por várias editoras e comercializados em livros que levam o nome do autor, no entanto não há repasse financeiro das vendas. Isso acontece não apenas com livros mas com todo tipo de propriedade intelectual, como obras literárias e artísticas. Música, desenhos, pintura, fotografia, peças de teatro, filmes, novelas etc.

Apesar deste prazo estabelecido em lei, é importante destacar ele é válido apenas para os direitos patrimoniais do autor. Os direitos morais devem ser preservados em qualquer circunstância, mesmo após as obras se tornarem domínio público. Isso significa que se engana quem pensa que uma obra em domínio público “é de ninguém”. Herdeiros ou sucessores possuem a missão de “manter a fiscalização” da obra, por tempo indeterminado. Ninguém pode pegar um livro que está na condição de domínio público e republicar o conteúdo porém colocando sua própria autoria, por exemplo.

livro aberto

É de responsabilidade deles fazer com que a obra seja mantida em sua forma original, impedindo modificações que possam prejudicar a qualidade do conteúdo, honra ou reputação do autor, além de fazer com que o nome do autor seja vinculado à obra, sempre que ela for referenciada, reivindicar mudanças e autoria da obra, se houver necessidade. 

Veja o que diz o art. 24 da Lei nº 9610/98, que considera direitos morais do autor as seguintes prerrogativas:

I – o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;

II – o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;

III – o de conservar a obra inédita;

IV – o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra;

V – o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;

VI – o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem;

VII – o de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder de outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual, preservar sua memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado.

Em caso de descumprimento de alguma dessas etapas, é possível obter apoio jurídico para penalizar a violação dos direitos. 

Ficou com vontade de publicar um livro? Então veja as nossas dicas.

Curiosidades

  1. Não existe uma lista oficial de obras que estão em domínio público. Para ter certeza é necessário confirmar a data de criação e fazer a conta.
  1. Não são apenas obras com o prazo final de 70 anos que possuem seus direitos descontinuados. Também é considerado de domínio público toda obra de “autor desconhecido” e de autores falecidos sem herdeiros ou sucessores.

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