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Poema x Poesia: Qual a diferença?

Na correria do dia a dia, acabamos trocando os substantivos e confundindo alguns significados do universo literário. Eu sei, eu sei. A língua portuguesa vive nos pregando peças, com palavras tão parecidas para diferentes formatos textuais, como poema e poesia, por exemplo.

Neste artigo, esclarecemos de vez a diferença entre os dos formatos. Confira!

O que significa poesia?

Ao contrário do que parece, a poesia não é apenas um estilo literário. Ela também está presente em paisagens, objetos, fotografias e músicas, pois significa “produção artística”. 

Ou seja, poesia é tudo o que utiliza recursos especiais para expressar significados. Estes recursos podem ser sentimentos, ritmos, rimas, aliteração e metáforas, cores, sons e por aí vai!

Exemplos de poesias: 

“A questão sobre escrever é que

não sei se vou acabar me curando
ou me destruindo” – Rupi Kaur

“No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra” – Carlos Drummond de Andrade

O que significa poema? 

Já os poemas podem ser identificados com maior facilidade, porque seguem um formato muito característicos. Afinal, poemas são feitos com palavras em formato verso, normalmente apresentados em rimas. Ou seja, o poema é um tipo de texto que constitui o gênero “poesia”.

Exemplos de poemas:

“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração” – Fernando Pessoa

Verso

Cada linha de um poema é chamada de verso. Normalmente, possuem efeitos sonoros (como rimas) e um ritmo constante. As frases são agrupadas em pequenas seções. 

Estrofe

A estrofe é justamente como chamamos as seções de um poema, constituídas por versos. Cada estrofe é separada por uma linha em branco.

Como escrever um livro de poesias ou poemas? 

Todo poeta carrega na manga um arsenal de poemas ou poesias escritas durante sua vida. Sobre amores, dores, superações, saudades… enfim! Assuntos não faltam e, certamente, todos os textos poderiam ser reunidos em um único livro. Aqui vão algumas dicas para colocar este projeto em prática: 

  1. Defina os temas: você escreve sobre um único assunto ou as palavras vão surgindo com a situações vivenciadas? No primeiro caso, é possível agrupar os texto dividindo a obra por ‘capítulos’ de diferentes temas. Já no segundo, pode-se organizar o conteúdo em formato storytelling, colocando as histórias em sequência para que o leitor compreenda a transformação dos sentimentos que originaram o livro. 

Saiba como escrever um livro.

  1. Observe seu diferencial artístico: todo escritor possui características únicas. Algumas são mais evidentes, e fazem com que o autor seja reconhecido em qualquer leitura despreocupada, outras são mais discretas, mas estão presentes em todos os textos. Analise os padrões de seus poemas ou poesias e saiba como destacá-los, dando um tom original a sua obra!
  1. Apresentação importa: cada poesia/poema conta uma história e, certamente, a forma como ela é apresentada em um livro contribui muito com a experiência do leitor. Considere utilizar ilustrações ou imagens como apoio aos textos. Além disso, escolha os desenhos que mais combinam com a mensagem de cada um.

Quer mais dicas? Confira outros artigos do Clube de Autores:

  1. Como escrever um conto encantador
  2. 5 dicas para publicar e vender poesias
  3. Interpretações de poesias
  4. Como publicar um livro

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Parasita: lições do filme para escritores

O famoso “o livro é melhor que o filme” vez em sempre aparece nas discussões mais calorosas sobre como uma mesma história foi contada em diferentes formatos – das palavras impressas às produções audiovisuais. 

Há quem defenda o cinema com unhas e dentes e os que prefiram as imagens projetadas pela imaginação através da leitura. Nunca haverá um único vencedor e precisamos admitir que, no fim de toda a matemática, as histórias existem para que sejam contadas – independente do formato, idioma, cor ou continente. 

O vencedor do Oscar de 2020 está aí para provar que  precisamos dar palco às diferentes narrativas. O filme coreano “Parasita”, dirigido por Bong Jonn-ho, foi premiado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Filme Estrangeiro. Pela primeira vez na história do mundo uma produção com idioma original diferente do inglês foi o grande vencedor da estatueta dourada. Nada mal, né?

O roteiro é exclusivo do cinema, mas com tantos destaques (e pioneirismos) o mínimo que podemos fazer é tirar a prova real. Isto é, fazer o caminho inverso do tradicional e explorarmos algumas das características utilizadas pelos coreanos para tornar essa história a primeira da história a ganhar um Oscar – e imaginar como seria traduzida em livro. 

A partir daqui o texto contém spoilers sobre o filme!

Trailer e Sinopse do filme Parasita:

De acordo com o site adorocinema.com:

“Toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.”

Se você não viu o filme, leia a resenha completa para compreender a análise feita pelo Clube de Autores.

A Lei de Tchekhov e o Filme Parasita: 

Tchekhov dizia que, se um revólver aparecesse em uma cena qualquer, é porque ele eventualmente seria disparado. Essa lei se aplica tanto a livros quanto a filmes. De acordo com o russo, as histórias deveriam ser construídas a partir de causas e consequências, sem espaço para elementos desnecessários que poderiam distrair leitores e telespectadores. 

O escritor segue uma linha de pensamento um tanto quanto radical, mas que pode ser aplicada em diferentes contextos, principalmente no planejamento de uma narrativa, onde é necessário montar um quebra cabeças de acontecimentos, criando uma sequência lógica de fatos. Fica muito mais fácil declarar um tiro de revólver se ele já apareceu em cena antes, não é?

E é partindo deste princípio que faremos a análise do filme Parasita: observando causas e consequências que podem até passar despercebidas aos olhos mais desavisados, mas que têm grande impacto na construção da crítica social apresentada no roteiro. Vamos lá? 

Análise do filme Parasita: Lei de Tchekhov e reflexões escondidas

A Pedra

No início da trama Ki-woo, o filho mais jovem dos Kim, é presenteado pelo amigo Min-hyuk com uma rocha – um suposto talismã para atrair riquezas. A rocha não tem poderes mágicos e pode parecer deslocada da história em alguns momentos, mas tem um papel importante no desfecho da narrativa.

Tomando para si a responsabilidade da confusão em que a família se meteu, Ki-woo carrega a pedra até a casa dos Park, levando-a até o porão onde estão a ex-governanta e seu marido, com o objetivo de matá-los. Quando tudo dá errado, o jovem acaba sendo acertado com o talismã na própria cabeça, causando um ferimento quase letal – e libertando o homem que vivia no bunker – que sai em busca de vingança. 

O talismã que supostamente deveria atrair riquezas acaba sendo uma pedra no sapato dos Kim, pois representa a ambição por uma vida melhor, que os leva até a família Park e, no fim, acaba reforçando ainda mais o contraste social entre os envolvidos.

O encontro no bunker

Em uma noite, quando os Park saem para acampar, a família Kim invade a mansão para aproveitar a ausência, bebendo e comendo à vontade. Neste momento, a antiga governanta (Gook Moon-gwang) pede para entrar, alegando ter esquecido algo no porão. 

Desconfiada, a nova governanta (mãe dos Kim) abre a porta e acaba descobrindo que o porão era, na verdade, onde o marido de Gook Moon-gwang se escondia há quatro anos de cobradores de dívidas que ameaçavam matá-lo. 

A partir daí todos os esquemas são revelados e inicia-se um duelo entre os dois grupos, ambos lutando para conquistar a vaga de “parasita” na casa dos Kim. Durante a disputa, o marido da ex-empregada revela sua admiração pelo dono da casa e como se acostumou a ficar escondido – fato que parece completamente estranho a Kim Ki-taek, pai dos Kim. 

No fim do filme, após todos os trágicos acontecimentos, Kim Ki-taek acaba escondido no porão por tempo indeterminado e conta ao filho, através de código morse, que acabou se “acostumando” a viver ali, exatamente como o rival tinha feito.

Código Morse

Por falar nisso, quando Ki-woo é contratado para dar aulas de inglês à filha dos Park, Yeon-Kyo (mãe dos Park) conta que seu filho mais novo tinha sido inscrito como escoteiro para ser disciplinado. Neste momento, Ki-woo revela que também havia sido escoteiro durante a infância. 

Novamente o roteiro não dá ponto sem nó: essas informações acabam sendo essenciais já que ao longo da história os moradores do porão utilizam código morse em uma tentativa de comunicar-se com os meninos. Se não fossem escoteiros, de que outra forma poderiam compreender a mensagem?

Chuva e inundações

O contraste social é apresentado nas sutilezas. 

Quando os Park voltam do acampamento do filho por conta de uma forte chuva, o menino resolve montar sua tenda no quintal de casa e passar a noite ali. Seus pais preocupam-se mas, em seguida, recordam que a barraca foi importada dos Estados Unidos e que, portanto, não deixaria a água da chuva entrar. 

Em paralelo, os Kim retornam para casa em meio a tempestade e descobrem seu bairro embaixo d’água. Com tudo inundado, tentam salvar alguns poucos pertences e precisam passar a noite em um abrigo. 

No dia seguinte, a Yeon-Kyo convoca seu motorista particular (Kim Ki-taek) para ajudá-la com os preparativos para a festa de aniversário do pequeno Park. Enquanto liga para os convidados avisando sobre o evento, a mãe comenta com as amigas o quanto está agradecida pela chuva da noite passada – pois graças a ela o dia amanheceu ensolarado e perfeito para uma festa no jardim.

Todos esses acontecimentos reforçam a diferença de classe entre as famílias e servem como gatilho para despertar o ódio em Kim Ki-taek – que, no fim, explode esfaqueando o pai dos Park. 

Bônus: como criar um final inesperado

Quando o filme encaminha-se para os minutos finais e parece que teremos um desfecho clássico em que tudo termina bem, com o filho dos Kim comprando a mansão dos antigos patrões para libertar o pai do bunker, a narrativa revela que tudo não passa da imaginação de Ki-woo, que continua em sua casa no bairro de baixa renda, com sequelas do trauma na cabeça e que o pai, provavelmente, nunca será resgatado. 

Ou seja: o roteiro dá aos telespectadores exatamente o que se espera somente para retirar o gostinho doce depois, deixando a história com cara de realidade. Sobre isso, o diretor explica: 

“É muito cruel e triste, mas eu pensei que estava sendo real e honesto com o público. Você sabe e eu sei – todos sabemos que esse garoto não conseguirá comprar aquela casa. Eu apenas senti que a franqueza era a coisa certa para o filme, mesmo que seja triste”

Conclusão

Os acontecimentos do filme parecem improváveis. Como uma família enganaria a outra e passaria a trabalhar sob o mesmo teto sem que os patrões desconfiassem? Ou então, como um homem poderia viver por quatro anos no porão de uma casa sem que ninguém nunca descobrisse? Esses fatos fazem com que a história fique interessante, mas distante de uma realidade possível. 

É por isso que o ouro está escondido nas entrelinhas. Enquanto a narrativa segue, os contrastes sociais ficam mais evidentes, os motivos que levam a família Kim a infiltrar-se na casa também acabam fazendo sentido. E, por fim, até o assassinato do pai da família Park parece justificado depois de todos os desdobramentos. Afinal, quem nunca acabou torcendo pelos vilões que atire a primeira pedra. 

E você, que lições narrativas consegue tirar do premiado Parasita? Conta pra gente nos comentários =) 

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Como Evitar o Plágio em Seu Trabalho: 5 Métodos Eficazes

Basicamente, plágio é copiar o conteúdo de um trabalho que não é seu sem citar o nome de seu autor. Ou seja, o plagiador se apropria do conhecimento de outras pessoas sem pedir autorização, e utiliza como se fosse dele.

Existem vários tipos de plágio e essa prática pode prejudicar todo o seu trabalho, isso sem falar no perigo de sofrer um processo judicial. 

Para isso, entrevistamos a professora de francês Paula Nogueira, da escola de Francês Percursos Idiomas, que nos contou algumas dicas para lidar com essa questão.

Nos próximos parágrafos, você verá cinco dicas para que uma pessoa não cometa plágio acidentalmente e tenha toda sua pesquisa acadêmica perdida.

5 Métodos eficazes para evitar plágio 

Copiar é Proibido!

Antes de qualquer coisa, é preciso lembrar que não se deve fazer cópias de forma alguma. Se uma pessoa quer utilizar um trecho de outro autor em sua pesquisa, ela deve citar de algum modo o nome do autor e a data de publicação.  O mais indicado é que se faça a referência completa da obra, sempre dentro das regras da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Programas Anti-plágio

Para evitar que haja qualquer risco de plágio em seus textos, o uso desses programas pode ser muito útil. Ferramentas como o Copyspider e Plagius servem para analisar os textos e apontar se existe alguma frase perdida que, mesmo sem querer, tenha sido tirada de alguma pagina da internet.

Esses programas mostram o “plágio” de duas formas: uma delas é deixando as possíveis frases copiadas em vermelho no texto e a segunda forma é por meio da porcentagem de termos semelhantes. Assim, essa ferramenta deixa em evidência qualquer falha de seu texto. Além disso, esses programas mostram de qual link veio essa suposta frase copiada. Para quem trabalha como redator, esses programas são ótimos.

Normas da ABNT

A melhor chance de evitar o plágio é sempre fazer citações de qualquer informação que for colocada em seu trabalho. Isso pode ser feito de forma direta ou indireta.

Para fazer esse trabalho de forma correta, é preciso conhecer as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), pois é ela que padroniza os trabalhos acadêmicos do nosso país. É essa associação que analisa se existe ou não plágio nas pesquisas e textos acadêmicos. O ideal é que o aluno faça uma consulta na versão mais atualizada do manual da ABNT, pois assim não haverá erros na hora de fazer uma citação.

Se, por acaso, você realmente precisar das palavras do autor, procure sempre as citações diretas, pois elas utilizam exatamente as mesmas palavras dele. Assim, não haverá riscos de manipulação de ideias por conta da pessoa que está fazendo o trabalho. Obviamente, a pessoa deve referenciar todo o conteúdo.

Lista de Referências

Um bom método para evitar qualquer acusação sobre plágios é fazer uma lista onde constem todos os livros e textos que a pessoa usou na pesquisa. O nome dessa seção deve ser “Referências Bibliográficas”. Assim, caso alguém queira consultar o conteúdo que você pesquisou, ela terá o trabalho facilitado por essa lista. É um processo simples, mas que evita muitos problemas.

Itens básicos que não podem faltar em uma referência bibliográfica:

  •   Sobrenome e nome do autor;
  •  Nome da obra utilizada;
  •  Dia em que o material foi publicado ou acessado, se for online;
  •   Local da publicação.

Revisão

Revisar o seu texto várias vezes é um bom método para fugir do plágio, pois, assim, será possível refazer as suas ideias e reescrevê-las com suas próprias palavras sem precisar copiar o que alguém disse. Como a língua portuguesa é muito ampla, pode acontecer de uma frase ser considerada plágio mesmo que a pessoa a tenha escrito sem usar o famoso “copiar e colar”.

Além disso, essa estratégia é muito útil para minimizar erros gramaticais. Quanto mais a pessoa revisar, maior a autenticidade do texto. Peça ajuda de outras pessoas caso esteja com dificuldades no momento da revisão. Aulas de redação também podem ajudar nesse processo.


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O que é uma fábula e quais são suas principais características?

“Para onde vai?” – disse o lobo.
“Vou levar doces para a minha vovó” – respondeu a Chapeuzinho. 

Chapéuzinho Vermelho é mais um clássico da literatura infantil, onde lobos falam, comem avós, enganam garotinhas e acabam mortos por caçadores. E se esse roteiro soa familiar para você, parabéns! Você provavelmente ouviu muitas fábulas quando era criança. 

E é sobre isso que falaremos neste artigo! Entenda mais sobre o universo das fábulas e saiba como escrever uma. 

O que é fábula?

Fábulas são textos direcionados ao público infantil, tendo os animais falantes como personagens principais. São histórias no sentido figurado, que trazem lições de moral e ensinamentos ao longo da narrativa.

Exemplos de fábulas:

  • A lebre e a tartaruga;
  • O patinho feio;
  • Os três porquinhos;
  • A cigarra e a formiga.

Saiba mais sobre a importância da ilustração em livros infantis.

Para que serve uma fábula?

Esse tipo de texto aparece muito durante a educação infantil, tanto na escola para alfabetização e exercício de interpretação, quanto em casa antes de dormir. São histórias fáceis de entender e que ensinam valores éticos e morais às crianças em forma de entretenimento.

É a partir das fábulas que aprendemos a não confiar em estranhos, não ser preguiçosos e trabalhar duro, insistir em nossos propósitos e por aí vai…

Características das fábulas: 

Moral da história:

Ao final da história, sempre existe uma “lição de moral”. Ela serve para ajudar as crianças a compreenderem os ensinamentos da narrativa de forma mais prática, já que ainda estão em fase de desenvolvimento das habilidades de interpretação. Essa moral pode vir em forma de parágrafo curto ou frase final.

Animais falantes: 

O elemento principal das fábulas é conter animais que falam. Eles podem conversar tanto entre si quanto com seres humanos e isso acontece de forma natural, como se fosse “normal” ver animais dialogando por aí.

Textos curtos: 

Por serem direcionados ao público infantil, não devem ser muito longos, ou corremos o risco de perder a atenção dos leitores ou ouvintes. As histórias devem ser breves e não muito complexas para que possam ser contadas rapidamente.

Personagens tipo: 

Na maior parte das histórias, os personagens representam um comportamento coletivo, não individual. Suas características devem espelhar um padrão: por exemplo, na história da lebre e da tartaruga, a lebre representa os “preguiçosos, que gostam de vitórias fáceis”. Já a tartaruga é o tipo “persistente e batalhadora”.  

Agora queremos saber de você! Qual era sua fábula favorita quando era criança? Conta pra gente nos comentários.

Continue explorando o universo da literatura infantil!

A importância das metáforas
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Sinopse: o que é e como escrever?

Prólogo, epílogo, epitáfio, prefácio, resenha… 

O mundo literário é cheio de palavras lindas e exclusivas, que enriquecem a língua portuguesa, mas que podem facilmente embaraçar a mente de leitores e escritores. 
Entre os termos que mais geram confusão está a famosa “sinopse”. Confira o artigo completo e entenda de vez esse conceito!

O que é sinopse? 

Trocando em miúdos, “sinopse” equivale a “resumo”. Trata-se de uma síntese de livro, uma abreviação de uma história.

Por que escrever uma sinopse? 

Muitos autores enviam sinopses de suas obras para editoras, com o objetivo de “vender seu peixe” e, quem sabe, entrarem na fila da publicação. Ou seja, ainda que pareça inofensiva, essa palavra tem uma grande peso para os autores que estão tentando ingressar no mercado literário pelas vias tradicionais. 

Mas a sinopse pode ter ainda outras finalidades. Autores independentes, por exemplo, que não possuem vínculo com editoras, também podem utilizar esse formato para divulgar seus livros antes do lançamento (ou após), despertando a curiosidade dos leitores. Por isso, independente do cenário, escrever um bom texto nessas horas é fundamental.

Qual é a diferença entre resumo, resenha e sinopse?

Resumos são apenas abreviações da narrativa, enquanto resenhas normalmente incluem opiniões pessoais e interpretações de quem está escrevendo. Além disso, enquanto resumo e resenhas podem ser escritos por qualquer pessoa, a sinopse normalmente fica a cargo do próprio autor da história –  o que torna esse tipo de texto tão especial: são registros fiéis da obra, com todas as características pessoais do escritor. 

4 Dicas do Clube de Autores para escrever uma boa sinopse:

Situe o leitor:

Apresente o contexto, localização e época em que a história se passa.

Detalhe o personagem principal: 

Autores passam muito tempo construindo o personagem ideal, que dará forma para toda a trama. Por isso, é importante dar uma atenção especial para ele em uma sinopse.

Deixe o conflito claro:

Qual é o problema que o personagem precisa resolver? Envolva o leitor nos conflitos da sua obra, mostrando dificuldades, obstáculos, inimigos… enfim!

Não entregue o ouro: 

Convide o leitor a mergulhar na narrativa, a especular o final da história, a querer mais e mais detalhes. Mas não revele a cereja do bolo, afinal, nós queremos que o livro seja lido por completo, né?

Dica bônus: não interprete a história pelo leitor! Descreva, de forma resumida, o conteúdo do livro, mas não diga o que ele deve ou não sentir. Deixe que ele tire suas próprias conclusões.

Quer mais dicas sobre como escrever e divulgar um livro? Confira os artigos a seguir:

Guia Completo: Como escrever um livro
Como lançar um livro sem burocracia
Como publicar um livro gratuitamente

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