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25 livros escritos por mulheres para ler em 2020

O mês de março é sempre cheio de discursos pró-feminismo e de enaltecimento da mulher: sensível, batalhadora, delicada… todos os adjetivos femininos vêm acompanhados de flores e “parabéns pelo seu dia”. 

Não é que seja errado se orgulhar de ser mulher ou agradecer por tudo o que elas fazem no dia 8 de março, mas sim reconhecer que um único dia não redime os crimes de feminicídio, a desigualdade salarial, o machismo no trabalho e em casa, o assédio na rua… enfim! O que as mulheres querem, no 8 de março (e em todos os outros 364 dias do ano) é igualdade, respeito e segurança. 

E, que tal exercitarmos um pouco de empatia e aprendermos mais sobre o que é ser mulher? Negra, estrangeira, trans, travesti, branca, homo ou heterossexual. 

Por isso, criamos uma lista com 25 livros escritos por mulheres para ler em 2020. Afinal, ler mulheres também é uma forma de valorizá-las e de ouvir o que elas têm a dizer. 

Extra: como criar um diário de leitura.

Confira a lista completa!

1. Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur

Rupi é uma poeta feminista de 27 anos nascida na índia e criada no Canadá. O livro fala sobre menstruação, abuso, sororidade, família e relacionamentos. Vale comentar que a primeira publicação de “Outros jeitos de usar a boca” foi feita de forma independente via Amazon. Em 2015, a autora relançou o livro e atingiu a marca de best seller do New York Times, lá permanecendo por 25 semanas consecutivas. 

2. Os homens explicam tudo para mim, Rebecca Solnit

O título desta obra é bastante chamativo e, por si só, já sugere uma conversa informal com a autora. Essa impressão é reforçada ao longo da narrativa com tom irônico, dividida em sete histórias diferentes, contando situações em que os homens acreditam saber mais do que as mulheres. É um livro bastante reflexivo e que pode levantar muitas discussões sobre gênero e o comportamento da sociedade.

 “Quando um homem diz para uma mulher, categoricamente, que ele sabe do que está falando e ela não, mesmo que isso seja uma parte mínima de uma conversa, perpetua a feiura deste mundo e tira dele a sua luz” – Trecho extraído do livro.

3. Feminismo, uma busca pela igualdade de gênero, Bianca Rubim

Bianca Rubim fala sobre a sociedade patriarcal e sexista e os modelos de mulher definidos pelo patriarcado. Neste livro, publicado via Clube de Autores, a escritora feminista provoca os leitores a imaginarem uma sociedade igualitária, sem conteúdos machistas e perigos para a mulher.

4. Quem tem medo do feminismo negro?, Djamila Ribeiro

A frase que abre a descrição do livro, somado ao título da obra nos contam um pouco sobre o texto: “Um livro essencial e urgente, pois enquanto mulheres negras seguirem sendo alvo de constantes ataques, a humanidade toda corre perigo.”

Djamila, filósofa e militante, fala sobre sua infância e o pouco contato com autoras negras, além de explicar a importância da representatividade – e não apenas da mulher, mas de pessoas negras e orgulhosas de suas raízes. O livro foi lançado em 2018 e é classificado como uma autobiografia.

5. Mulheres incríveis, Kate Schatz

Quem são nossos maiores exemplos femininos? Neste livro, são apresentadas 44 mulheres incríveis que abriram caminho para que outras mulheres, agora ou no futuro, também possam viver de forma mais igualitária. 

“Feche seus olhos e pense numa pirata. Agora imagine uma espiã. Ou uma presidenta. Pense numa guerreira em ação. Uma grande pintora ou na maior jogadora de futebol de sua época. Estas são apenas algumas das mulheres incríveis que você encontrará neste livro.”  – Trecho extraído do livro.

6. Mulheres na luta, Marta Breen

Você conhece a história do movimento feminista? Neste livro, Marta Breen explica os mais de 150 anos de luta das mulheres por liberdade e igualdade, do princípio aos dias atuais. A obra em quadrinhos é didática e cria um panorama das batalhas históricas enfrentadas (e das que ainda serão travadas). 

7. Igualdade de Gênero x Feminismo, Bianca Rubim

A pesquisa de Bianca Rubim identifica as principais diferenças de sexo e gênero, além dos conceitos que reforçam a discriminação contra as mulheres. Muito além de um livro argumentativo, a escritora apresenta um estudo completo sobre o sexo feminino a partir de inúmeros historiadores, provocando reflexão sobre o feminismo e o alto grau de violência contra a mulher. A obra também foi publicada através do Clube de Autores.

8. Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie 

Chimamanda é uma das autoras nigerianas mais populares da atualidade. Militante, ela rompe a bolha do feminismo europeu e coloca em pauta outros ângulos do movimento. Em seu livro, “Americanah”, conta a história de amor entre Ifemelu e Obinze em meio a movimentos migratórios e questões de gênero e raça. A obra foi lançada em 2013 e também classificada como best seller.

9. Minha história, Michelle Obama

Todo mundo conhece a esposa do ex-presidente dos Estados Unidos como “a primeira dama”. Porém, realmente sabemos que é Michelle Obama? Mulher, negra, advogada, esposa, mãe, defensora dos direitos humanos… Em sua autobiografia lançada em 2019,  Michelle detalha sua infância e juventude, questões raciais, suas escolhas profissionais e pessoais. O livro é leve, fluído e fácil de ler. Além disso, apresenta a Casa Branca de outros ângulos. 

10. O ano que eu disse sim, Shonda Rhimes

Grey’s Anatomy, Scandal, Private Practice… Shonda é responsável por ter dado vida a alguns dos personagens mais amados do universo dos seriados. Além de escritora e produtora, também é mãe, gosta de vinho e pipoca, de ficar em casa e odeia eventos públicos. Mas como conciliar tudo isso? Em seu livro, “O ano que eu disse sim”, a escritora conta como aprendeu a se abrir para novas coisas e a valorizar o que realmente importa.

11. A guerra não tem rosto de mulher, Svetlana Aleksiévitch

Esta obra incrível apresenta a Segunda Guerra Mundial sob a ótica das soldadas soviéticas. Svetlana dá voz às mulheres que passaram frio, fome e foram violentadas sexualmente durante as batalhas, resgatando a memória de mais de um milhão de soldadas que nunca tiveram sua história contada. 

12. Eu sou Malala, Malala Yousafzai

“Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que privilegia filhos homens.” Em seu livro, Malala Yousafzai conta como levantou a voz por seu direito à educação quando o Talibã assumiu o controle do Vale do Swat. Após ser atingida por um tiro à queima roupa, Malala sobreviveu e tornou-se um símbolo de protesto pacífico, além de ser a candidata mais jovem a receber o Prêmio Nobel. 

13. O peso do pássaro morto, Aline Bei

Em seu romance de estreia, Aline Bei narra a vida de uma mulher, dos 8 aos 52 anos. Dos acontecimentos cotidianos até as tragédias mais impactantes. O livro é inspirado em acontecimentos da infância da autora paulista de 30 anos, que abre a orelha da obra com a frase “Quantas perdas cabem na vida de uma mulher?”.

14. As mulheres no cangaço, Teresa Raquel Nogueira

Qual foi o papel social desempenhado pelas mulheres nos bandos de Lampião? Neste livro publicado via Clube de Autores, Teresa Nogueira resgata a imagem das mulheres no contexto do cangaço, suas influências e o risco que representava, para a estrutura e manutenção dos grupos. Conheça a história de Maria Bonita, Dadá, Sila, Adília, Lídia e tantas!

15. Mama, Marcela Tiboni

O livro “Mama” conta a história de duas mulheres que resolvem ter filhos e como lidaram com os desafios da maternidade homoafetiva. Marcela Tiboni abre diálogo para falar sobre os tabus da gravidez entre mulheres e o relacionamento lésbico narrando sua própria caminhada. 

“… tenho a impressão de ver uma pequenina gota de leite se formar no bico do meu peito, mas, no instante seguinte, a água do chuveiro arrasta tudo e a gota, possivelmente ilusória, se desfaz. Fico encucada, será mesmo leite?” – Trecho extraído do livro.

16. Eu, travesti, Luísa Marilac e Nana Queiroz 

O livro “Eu, travesti” é uma biografia da ativista Luísa Marilac, escrita pela autora Nana Queiroz (que também escreveu a obra “Presos que menstruam”).
A narrativa apresenta a história de Luísa, desde quando assumiu-se travesti, aos 17 anos, até os traumas da transição de gênero em uma família conservadora. Em sua trajetória, antes de viralizar no YouTube, a ativista revela que levou 16 facadas, foi vítima de tráfico sexual na Europa, prostituiu-se e foi estuprada. O livro é dedicado “a todas as travestis que nunca viveram para contar suas histórias”.

17. Mulheres e as caças às bruxas, Silvia Federici

Nesta obra, Silvia Federici resgata a história das perseguições de bruxas na Europa, tomando as mulheres como alvos principais. Além disso, aponta as principais consequências sociais da caça: na sexualidade feminina e na linguagem, por exemplo, e como essas perseguições se repetem na atualidade, sob diferentes formas.

 18. Mulheres empreendedoras, Beth Pinheiro

Quais são os desafios de empreender no Brasil? E quando se é mãe, esposa e responsável pelo lar? Neste livro publicado via Clube de Autores, Beth Pinheiro fala sobre as dificuldades de ser uma mulher empreendedora e dá dicas de como superar os obstáculos das desigualdades sociais!

19. Mulheres que correm com lobos, Clarissa Pinkola Estés

Composto por 19 mitos, lendas e contos de fada, o livro de Clarissa ficou durante um ano na lista de mais vendidos dos Estados Unidos. As histórias contam como a mulher foi domesticada ao longo dos anos, tendo seus instintos naturais transformados em artificiais para agradar a sociedade. Em seu livro, a analista junguiana resgata os estudos sobre o sagrado feminino e apresenta a relação entre mulheres e lobos.

20. Sobre os ossos dos mortos, Olga Tokarczuk

Lançado em novembro de 2019, o livro apresenta uma história macabra e bem humorada de crime. Em sua nova obra, Olga, que foi vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, provoca reflexão sobre a condição humana, injustiça e direitos dos animais.

21. Eu não sou uma mulher?, Bell Hooks

Neste livro, inspirado no discurso de Sojourner Truth, mulher negra, escravizada e liberta, na Women’s Convention (1851), Bell Hooks discute o racismo e sexismo presente no movimento feminista e pelos direitos civis. É, com certeza, uma obra fundamental para quem luta por um mundo mais igualitário.

22. Mulheres amazonas e o poder patriarcal, Vilma Pereira

Neste livro publicado via Clube de Autores, Vilma Pereira recupera o Mito das Mulheres Guerreiras Amazonas, desconstruindo lendas do mundo Antigo. A escritora faz uma retrospectiva sobre a influência da sociedade matriarcal na antiguidade e apresenta um panorama da Grécia Antiga e do Mundo Árabe, abordando a primeira derrota islâmica por uma mulher. 

23. O mito da beleza, Naomi Wolf

Em sua obra, a jornalista Naomi explica como o mito da beleza e da juventude são estimulados pelo patriarcado como forma de controle social, além de reforçar que as imagens da beleza são usadas contra as mulheres – projetando distúrbios mentais e alimentares. É um clássico indispensável da terceira onda feminista, repleto de realidade dos dias atuais.

24. Maternidade

“Maternidade”, escrito pela canadense Sheila Heti provoca os leitores a refletir sobre o desejo e o dever de ter filhos. A autora apresenta os ganhos e perdas de ser mãe e todas as suas consequências através de uma narrativa intimista, a procura da resposta para as questões da personagem (que, de certa forma, acaba sendo a realidade de muitas mulheres).

25. Ela disse, Megan Twohey e Jodi Kantor

O livro conta os bastidores da reportagem que impulsionou o movimento #MeToo, após a exposição dos casos de assédio de Harvey Weinstein, produtor de Hollywood. Após as revelações das jornalistas responsáveis pela investigação, mulheres (famosas e desconhecidas), compartilharam suas histórias como vítimas de assédio e colocou o assunto nos holofotes, com repercussão global.

E você, o que achou da lista? Aproveite para recomendar outros títulos nos comentários!

Confira também outras listas: 

  1. Melhores livros de 2019
  2. 7 apps para amantes de livros
  3. 10 livros mais vendidos da história

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Saiba como fazer seu Diário de Leituras

Você costuma fazer anotações sobre os livros que está lendo ou listas das obras que quer ler no futuro? Parabéns, você tem um Diário de Leituras!

Cada leitor tem um processo diferente: alguns gostam de dobrar páginas e destacar com marca texto os trechos mais interessantes, outros preferem registrar suas reflexões em uma agenda ou bloco de notas do celular. Tem também os que guardam suas leituras favoritas na memória e os que esquecem do que leram logo após a ponto final. 

Os diários de leitura são uma dica incrível para os do primeiro e segundo tipo: que gostam de manter registros fora da própria mente. Trata-se de uma agenda com anotações sobre tudo o que foi lido, de bom ou ruim, título das próximas leituras, check list de metas…  Alô, bullet journal,você arrumou um concorrente!

Não existe um formato correto. Assim como um diário pessoal, o diário de leitura segue uma linha de raciocínio individual.

E, além de servir como registro de pensamentos e leituras, também pode ajudar no processo de memorização através da escrita.

Confira as dicas do Clube de Autores para criar um Diário de Leituras:

1. Escolha o formato

Você se conhece melhor do que ninguém e sabe qual formato funciona melhor na sua rotina: os diários impressos são uma ótima terapia, permitem desenhos, lápis de cor, canetinha, adesivos… Já os registros digitais podem ser feitos em um aplicativo de notas e estão sempre a mão, onde quer que você esteja. 

2. Decida o que quer registrar

Citações curtas e reflexões sobre o que o livro ensinou a você podem ser um ponto de partida. Considere também:

  • Autor, editora, título e edição 
  • Data de leitura/registro
  • Capítulo favorito 
  • Páginas com citações interessantes 
  • Sua opinião sobre a obra

3. Registre suas metas

O ano começou e você fez uma lista de livros que gostaria de ler antes de 31 de dezembro de dois mil e alguma coisa? Anote no diário! Isso pode te ajudar a ficar de olho na sua evolução.

4. Compartilhe suas técnicas 

Além de guardar com carinho suas memórias literárias, você pode utilizar seu diário para incentivar outras pessoas a lerem seus favoritos ou compartilharem suas próprias anotações com você. 

Gostou dessas dicas?

Confira também os melhores livros de 2020 e acrescente mais alguns títulos na sua listinha!

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Melhores Livros de 2019: indicações imperdíveis

Todo fim de ano traz na bagagem livros incríveis e que merecem ser compartilhados. É com esse objetivo que nascem as listas de “melhores do ano”, feitas por jornais, escritores, blogueiros amadores e profissionais.

Listas ajudam a organizar ideais, enumerar prioridades e gerenciar tarefas. Ou seja: são um excelente norte para quem não acompanhou os lançamentos do ano e quer colocar as leituras em dia. 

Para provar que você não é o único que ficou curioso para descobrir as indicações, basta olhar para as pesquisas no Google. O gráfico abaixo mostra a crescente de buscas incluindo termos como “melhores livros de 2019” e “livros mais vendidos”. Não é atoa que todo mundo quer opinar justo agora, né?

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E é claro que a maior plataforma de autopublicação da América Latina não ficaria de fora dessa! Mas, para sairmos do tradicional (e facilitar sua busca), reunimos 4 indicações número #1 de portais e personalidades de prestígio.

Confira a Lista de indicações do Clube de Autores:

Desaparecendo da Terra

Autora: Julia Phillips 
Recomendação: The New York Times

O livro começa com o desaparecimento de duas jovens. Em seguida, várias histórias curtas mostram como a vida de outras mulheres foi afetada por conta desse sumiço. Por enquanto, a obra ainda não foi traduzida para português, mas já é o primeiro da lista do The New York Times!

Os Testamentos

Autora: Margaret Atwood
Recomendação: Veja

O Conto de Aia (em inglês, “The Handmaid’s Tale”) foi publicado em 1885 e conta a história da República de Gilead, um cenário controlado em que não existem mais livros, universidade ou qualquer tipo de liberdade, principalmente para as mulheres. O romance ficou popular com o lançamento da série, em 2017 e, em 2019, Margaret Atwood publicou a continuação da história. O livro “Os Testamentos” foi premiado com o Booker Prize e traz reflexões que podem ser comparadas aos dias atuais.

Um Casamento Americano

Autor: Tayari Jones
Recomendação: Bill Gates

Neste livro, Celestial e Roy viviam o casamento dos sonhos, interrompido quando Roy é injustamente sentenciado a doze anos de prisão. A história aborda questões raciais e traz reflexões incríveis sobre empoderamento e preconceito. Além de ser o primeiro da lista de Bill Gates, a história também foi recomendada por Barack Obama e Oprah.

Um Quarto Em Atenas

Autora: Tatiana Faia 
Recomendação: Revista Philos

Para quem gosta de poemas, aqui vai o favorito da Revista Philos. Publicado originalmente em 2017, o livro ganhou uma segunda edição em 2019 (tá valendo!). Tatiana é considerada “uma das mais promissoras vozes da nova poesia portuguesa”. Os poemas são intensos e descrevem Portugal (país onde a autora nasceu) com olhos estrangeiros e irônicos.

Para mergulhar ainda mais nas indicações de 2019, confira outras listas com dicas incríveis!

Bônus: El País, com os melhores livros do século XXI.

E aí, gostou das dicas?

Para finalizar, que tal valorizarmos também as publicações independentes de 2019? Conheça os destaques do Clube de Autores!


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Melhores e-readers para comparar e escolher

Recentemente, escrevemos um texto sobre como publicar um livro digital. Falamos sobre a mudança de comportamento dos leitores e também dos diferentes formatos que cada dispositivo comporta. E aí surgiu a dúvida: diante de tantas opções, qual e-reader comprar? Separamos algumas opções para te ajudar a escolher qual atende melhor às suas necessidades. Mas, antes, vamos relembrar alguns benefícios desse dispositivo tecnológico para quem ama ler:

Compacto

Não precisamos nem falar que uma das grandes vantagens do e-reader é que ele é leve e ocupa pouco espaço, né? Enquanto algumas pessoas carregam livros de 500 páginas na mochila, outras guardam seus dispositivos no bolso! A tecnologia tem suas vantagens e a capacidade de “compactar” o que a gente precisa é uma delas – hoje em dia tudo é “Smart”. 

Destaque sem estragar

Você já emprestou (ou pegou emprestado) um livro cheio de marcações? Se você é do tipo que gosta de anotar mas se sente mal em rasurar um livro físico, o leitor de dispositivos digitais é para você Nele, você pode grifar trechos que achar relevante e consultá-los depois, seja por capítulo ou localização do texto.

Biblioteca particular

A memória desses dispositivos é alta e os livros digitais ocupam pouco espaço, o que significa que você pode armazenar muuuuitos livros nele. Pode incluir os clássicos, os que você leu quando jovem e quer ler de novo, os que usa de referência na faculdade ou na carreira, os de autoconhecimento, os romances para dias mais tranquilos, as biografias de pessoas que você admira… e ainda vai sobrar espaço!

Economia a longo prazo

Entendemos que parece loucura gastar mais de 300 reais em um dispositivo sendo que você pode ter livros físicos à sua volta. Mas um e-reader pode ser um investimento à longo prazo, já que existe uma grande vantagem em adquirir livros digitais: sem o custo da impressão, eles se tornam mais baratos! Portanto, à longo prazo, a economia vale a pena.

Bateria duradoura

Uma pergunta simples: quantos dias dura a bateria do seu celular? Se você é heavy user, provavelmente a resposta é “menos de 24 horas”, se não passa tanto tempo assim mexendo no celular, “deve durar mais ou menos um dia e meio”. O celular possui muitos recursos, está sempre conectado, buscando rede, sinal de internet etc… por isso exige muito mais da bateria. Já um e-reader tem apenas uma função: disponibilizar o livro no formato digital para que você tenha uma leitura agradável. 

Os manuais fazem um cálculo de durabilidade de bateria por número de páginas lidas e estimam que é possível ler entre 5.000 a 10.000 páginas com uma única carga. Então faça as contas: se o livro possui mais ou menos 500 páginas no seu dispositivo, você pode ler, no mínimo, 10 livros com uma carga completa. Mas isso pode variar um pouco de acordo com o uso – se você é do tipo que nunca desliga o aparelho e mantém apenas no standby, é possível que a bateria dure um pouco menos. Conectar no wi-fi o tempo todo ou usar os recursos de ajuste de luz no máximo (disponível ame alguns modelos específicos), também pode trazer oscilações nesse cálculo. Mas, no geral, a bateria desses dispositivos costuma durar algumas semanas, tranquilamente. Mesmo lendo todos os dias, por algumas (ou várias) horas. 

E não é porque a bateria dura tudo isso que ela vai demorar dias para carregar, viu? Em média, os dispositivos precisam de apenas 3 horas para completar a carga.

Resistente à água

Eu já vi muitos acidentes envolvendo livro e água. Aquela leitura despretensiosa na beira da piscina tem tudo pra dar errado quando uma criança pula e espalha água para fora. Um distraído pode esbarrar em você enquanto lê durante as refeições e derrubar a bebida no livro, entre outras situações inusitadas. Atualmente existem alguns modelos à prova d’água – mas mesmo quem possui outro modelo já se sente um pouco mais seguro nesse quesito. Isso porque os e-readers são fabricados com material resistente, muitas vezes são utilizados com capas de proteção e podem até aguentar umas gotinhas se forem socorridos rapidamente (a não ser que ele caia na piscina). 

livro na mesa e kindle na mão

Ótimo, já compartilhamos algumas vantagens de ter um e-reader e agora vamos te ajudar a escolher o modelo que mais se adequa ao seu gosto (e ao seu bolso):

AMAZON KINDLE

Os dispositivos da Amazon são os mais famosos e normalmente figuram entre os primeiros lugares nas listas dos e-readers mais recomendados. O queridinho atualmente é o novo Kindle Paperwhite. Ele tem as mesmas funcionalidades do Kindle Paperwhite clássico, com as vantagens de ser à prova d’água, pesar 24g a menos e ainda possuir versão com o dobro de armazenamento (8GB ou 32GB de memória interna). Ambos possuem versão Wi-Fi e 3G.

Com a tecnologia e-ink, a exibição do texto é bem nítida e sem reflexos, tornando mais parecido com a leitura em um livro físico, com a vantagem de não cansar os olhos – diferente das telas de LED dos tablets e Smartphones. Falando nisso, uma das grandes vantagens do Paperwhite, em relação a outros modelos, era a possibilidade de controlar a iluminação, ajustando o brilho da tela de acordo com o tipo de luz do ambiente em que você estiver. Ideal para quem lê em ambientes com pouca iluminação. Agora, todos os dispositivos da Amazon já estão sendo comercializados com essa tecnologia.

Com a chegada do Novo Kindle Paperwhite, o antigo não está mais disponível no e-commerce da Amazon. É considerado atualmente o melhor e-reader da Amazon e o modelo mais recente custa entre R$ 499 e R$ 650, dependendo das configurações selecionadas.

Se você gosta de modelos sofisticados, talvez se interesse pelo Kindle Oasis, mais um modelo à prova d’água (até 60 min e 2 metros de profundidade em água doce) da Amazon – mas que custa exatamente o dobro do valor! Ele possui uma tela maior (de 7″) e ultrafina, se tornando ainda mais leve e sensível ao toque, além de um design diferenciado com botões ergonômicos na lateral para virada de página. O Kindle Voyage fazia parte dos modelos com design diferenciado mas, diante da evolução dos outros, não está mais disponível.

Achou o preço salgado ou sentiu que não precisa de todos esses recursos? Talvez o modelo clássico seja o ideal para você. Ele foi remodelado recentemente porque era o mais pesado e o único que não possuía iluminação embutida. A 10ª geração é mais fina e mais leve, e é o primeiro modelo Kindle equipado com o recurso de acessibilidade chamado VoiceView que e permite o acesso à maioria dos recursos Kindle através do controle de voz. Mais uma vantagem: ele custa apenas R$ 349. 

Os dispositivos da Amazon leem nos formatos Kindle 8 (AZW3), Kindle (AZW), TXT, PDF, MOBI sem proteção, PRC naturalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP por meio de conversão.

KOBO

O Kobo foi criado pela Livraria Cultura e possui alguns modelos competitivos no mercado. Aqui no Brasil, você pode encontrar Kobo Mini, Kobo Touch e Kobo Glo. 

O Kobo Touch possui  mesma tecnologia e-ink da Amazon, com a vantagem de suportar o formato EPUB, não disponível os dispositivos da concorrente. O armazenamento é de apenas 2GB mas sua memória pode ser aumentada por meio de cartão micro SD. Possui conexão Wi-Fi e custa cerca de R$ 399 (a versão mini custa R$ 289, em média)

O Kobo Glo traz mais recursos em relação ao Touch e um ótimo custo-benefício.Ele pode ser comparado com o Amazon Paperwhite, devido aos recursos de luminosidade (mas a durabilidade da bateria é um pouco prejudicada por isso). Seu preço varia entre R$ 399 e R$ 449.

Os modelos suportam 14 formatos diferentes, entre eles EPUB, EPUB3, PDF, MOBI, JPEG, GIF, PNG, BMP e TIFF.

LEV

Este é o e-reader desenvolvido e comercializado pela Saraiva. São dois modelos: o Lev Fit (com 4GB de memória interna e sem recursos extras de iluminação e o Lev Neo (com 8GB de capacidade de armazenamento, LED com 20 níveis de intensidade e melhor acabamento na sensibilidade de tela). É possível expandir o armazenamento para mais 32GB com um cartão microSD, ambos possuem a tecnologia E-Ink que facilita a leitura sem cansar os olhos e os dois modelos possuem apenas conexão via Wi-Fi. São leves e possuem ótima autonomia de bateria e não deixa a desejar para os modelos concorrentes.

O preço varia entre R$ 299 e R$ 479, dependendo do modelo e os dispositivos leem nos formatos ePUB, PDF, HTML, TXT, FB2 e DJVU.

Gostou? Qual desses dispositivos você escolheria para comprar?

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sentado em frente ao computador

Ghost Writer: conheça o misterioso escritor fantasma

Escrever um livro pode parecer um bicho de sete cabeça para algumas pessoas e uma tarefa simples para outras. É por isso que muita gente contrata um bom escritor para ser autor de seus livros. Já ouviu falar nisso? É o famoso “ghost writer”, conhecido como “escritor fantasma”, em português. 

Mas, afinal, o que significa ser um escritor fantasma? Esta é a definição para o profissional que escreve (livros, textos, artigos e outras publicações) e não recebe créditos de autoria pelo conteúdo que criou. Parece estranho, a primeira vista, mas isso não significa trabalhar de graça – muito pelo contrário. Ao ser contratado como ghost writer de qualquer tipo de publicação, o pagamento acontece em data e com valor determinado previamente, por meio de um contrato em que inclui a cessão dos direitos autorais. 

Às vezes o trabalho é solicitado por falta de tempo do autor. Outras por falta de técnica ou habilidade de escrita. Este tipo de atividade vem crescendo muito e o contrato serve justamente para assegurar as duas partes de que não há nenhuma violação ou irregularidade ao divulgar o material como sendo de autoria de outra pessoa (normalmente quem contratou os serviços do ghost writer). Já falamos sobre direitos autorais aqui no blog, vale a pena relembrar.

Se interessou sobre o tema e ainda tem dúvidas? Vamos responder algumas das questões mais comuns sobre o universo dos escritores fantasma:

Preciso de alguma especialização?

Há relatos de que este é um trabalho para jornalistas mas não é preciso ter formação específica. Qualquer pessoa pode se aventurar nessa área, desde que escreva bem. Se você é criativo, se interessa por temas variados, tem facilidade em escrever em diferentes linguagens, possui ortografia excelente e é fera na gramática, vale a pena tentar. 

Como podem me contratar?

Esta é uma pergunta muito comum entre os escritores, principalmente se você ainda não escreveu nenhum livro. Recomendamos que publique seus textos para ganhar visibilidade e também para virar referência em boa escrita. Assim, será mais fácil contratar seus serviços. 

Você também pode se cadastrar em plataformas específicas para esse tipo de conteúdo, como a Rock Content, ou entrar em contato com empresas, agências e editoras para apresentar seu portfólio. Existem “agenciadores” que intermediam este contato também. Isso significa que nem sempre você vai lidar diretamente com quem irá assumir a autoria do seu trabalho – o que pode até ser positivo pois te dá mais liberdade e autonomia para trabalhar em cima do briefing. 

Nunca mais assino o meu nome?

Não é verdade. Ao se tornar um ghost writer você irá prestar serviços para determinada pessoa (física ou jurídica) mas nada o impede de seguir criando seus conteúdos autorais. Isso significa que você pode ser contratado por uma empresa para criar todos os textos de um site, por exemplo, e manter o seu blog atualizado ao mesmo tempo. Uma coisa não anula a outra. 

Devo escolher um nicho?

Não é obrigatório mas facilita o seu trabalho. Você pode se dedicar à produção de biografias e organizar os trabalhos de maneira que consiga terminar uma e já engatilhar a próxima. Escrever um livro dá trabalho e o prazo é longo, o que te garante maior rentabilidade. Mas você pode optar por conteúdos mais curtos como textos de blog (escolher uma área de interesse ou não), artigos e matérias para determinadas publicações, ebooks e até conteúdos que serão compartilhados em redes sociais. Avalie o seu tempo disponível e escolha como gostaria de trabalhar.

Posso contar para alguém que eu escrevi?

Depende. No caso de uma apostila ou peça publicitária, por exemplo, não faz diferença nenhuma dizer para alguém que você auxiliou na produção do conteúdo (desde que a proibição não faça parte do acordo entre as partes) mas se você está escrevendo um livro em nome de alguém, é muito provável que esta seja uma das cláusulas do contrato. O ideal é manter a confidencialidade e falar sobre o assunto apenas com quem for necessário.

autor e escritor - escrever um livro

É um trabalho exclusivo?

A não ser que esteja escrito no contrato que você deve se dedicar integralmente ao projeto em questão, trabalhar como escritor fantasma não determina exclusividade. Você pode escrever artigos entre um capítulo e outro do livro que foi contratado para escrever, por exemplo. Neste caso, o mais importante é se atentar aos prazos de cada contratante para não prejudicar nenhuma entrega.

Financeiramente, compensa?

Não temos como precificar o trabalho do ghost writer porque você deve cobrar de acordo com uma série de fatores, como tempo dedicado, complexidade do tema, volume de texto e até a “fama” de quem te contratou pode encarecer o valor do contrato. Já imaginou se Barack Obama de contratasse para escrever um livro que seria publicado em nome dele? Com certeza seria um best-seller

O que podemos dizer é que a flexibilidade do trabalho (já citada acima) permite que você assuma várias demandas ao mesmo tempo e assim é possível ter uma renda maior. A maioria dos projetos deste tipo possui pagamentos regulares ao longo do processo criativo ou um valor fechado antecipadamente, o que permite que você organize as finanças sem dor de cabeça. Ao mesmo tempo, você deve ser uma pessoa organizada para não gastar tudo de uma vez, já que o trabalho freelancer pode ser excessivo em alguns períodos e escasso em outros. 

Gostou? Tem mais alguma dúvida sobre como iniciar na carreira de ghost writer? Pergunte pra gente. E não se esqueça que você pode contar com a gente para publicar seus livros

Curiosidade:

O cinema gosta dos “fantasmas que escrevem livros”. Em 2009, foi lançado o longa-metragem brasileiro Budapeste, de Chico Buarque, que contava a história de um ghost writer bem sucedido mas que teve sua vida virada de cabeça para baixo depois de uma ameaça de bomba que faz com que seu vôo aterrisse na Hungria. Ao retornar para o Brasil, ele percebe que sua vida e família são um tédio e mergulha nas autobiografias na tentativa frustrada de viver a vida de outra pessoa para mudar esse sentimento. Em meio a toda essa mentira, nasce uma paixão.

Em 2010, Roman Polanski fez até um filme sobre este tema. The Ghost Writer conta a vida de Adam Lang, um político que vive em exílio nos Estados Unidos, possui uma história polêmica sobre prisão e tortura de suspeitos de terrorismo, e está escrevendo sua autobiografia por meio de um amigo. Acontece que o autor do livro morre e a editora contrata um substituto que terá que atuar como escritor fantasma para concluir a obra – pela qual o personagem principal havia recebido US$ 10 milhões antecipadamente. Apreciado pela crítica, o filme envolve drama e suspense já que o novo autor do livro descobre que o anterior foi assassinado e teme pela sua própria vida caso alguém descubra que ele está dando continuidade à história.

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