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Como escrever um livro de romance? 8 dicas

Existem diversas formas de escrever um livro de romance. Neste artigo, daremos algumas dicas fundamentais para começar o seu! Confira:

  1. Leia livros sobre amor
  2. Viva na realidade, não na utopia
  3. Cace o espírito do tempo
  4. Crie grandes conflitos
  5. Desenvolva personalidades marcantes
  6. Cuidado com o piegas
  7. Lembre-se das dicas básicas que servem para todos os gêneros
  8. Inspire-se em grandes obras

Antes de seguirmos, cabe de imediato um esclarecimento: um romance não é, necessariamente, um livro de romance. Por algum motivo qualquer, no nosso idioma, um romance é todo e qualquer livro, em prosa, que narre uma história (mesmo que ela sequer contenha menções a amor ou coisas do gênero). Um livro de romance, no entanto, já envolve, sim, histórias de amor. E é deles que falaremos aqui.

Primeiro, porque mais de 25% de todos os livros publicados aqui no Clube são relacionados, de alguma forma, ao amor. E, segundo – mas não menos importante – pelo óbvio: o amor é, provavelmente, o mais importante dos assuntos da humanidade e o único ao qual todos da nossa espécie, de alguma forma, têm algum tipo de experiência ou vivência pessoal. E, se somos uma espécie que se diferencia das demais justamente pela nossa capacidade de contar histórias, nada mais natural que escolhermos como base para elas o mais universal dos assuntos: o amor.

E aqui entramos com um punhado de dicas (ou boas práticas) algo que, se não servirão como livro de receita – pois não há receitas aqui – certamente ajudarão a inspirar ou ao menos a “guiar” o escritor.

Mas antes de seguirmos para a lista, confira o e-book da Escola Bingo! desenvolvido em parceria com o Clube de Autores e fique por dentro de tudo o que você precisa saber antes de começar a escrever um romance. Clique no banner abaixo e acesse o material!

Afinal, o que é um romance?

O romance é um estilo literário que pertence ao gênero narrativo, caracterizado pela representação extensa e detalhada de eventos fictícios, geralmente focados na vida e nas aventuras de um ou mais personagens principais. O romance distingue-se de outros formatos narrativos principalmente pelo seu comprimento e profundidade na exploração de personagens, situações e ambientes.

Diferente de contos ou novelas, que são mais breves, o romance permite um desenvolvimento mais aprofundado dos personagens e de suas jornadas, oferecendo ao leitor uma imersão mais intensa no universo criado pelo autor. Ele pode abordar uma ampla variedade de temas, como amor, guerra, conflitos sociais e busca pessoal, e apresentar complexas interações entre personagens, desenvolvendo múltiplas subtramas.

Além disso, o romance tem a capacidade de explorar aspectos psicológicos, filosóficos e sociais, fazendo com que, muitas vezes, sirva como um reflexo ou crítica da sociedade. Há vários subgêneros de romance, incluindo romance histórico, de mistério, de fantasia, romântico, entre outros, cada um oferecendo diferentes abordagens e focos temáticos.

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Dicas para escrever um livro de romance:

1. Leia livros sobre amor

Esse negócio de querer escrever e não gostar de ler é algo simplesmente desfuncional. E mais: as desculpas comuns (como falta de tempo) são ridículas. Sempre, sempre se arruma tempo para o que se realmente deseja fazer. É tudo uma questão de prioridades.

E se você quer ser um escritor, o primeiro passo é abraçar a leitura de todas as formas. Cada vez que você mergulhar em um universo criado por outro autor, afinal, você terá uma aula de estilo, de construção de trama, de personagens. Você pode não encontrar o seu estilo neles, mas certamente colecionará exemplos que o ajudarão a entender o que prende o leitor.

Nesse sentido, dê bastante espaço para os clássicos, os livros que se imortalizaram no tempo. O motivo? Se Dom Quixote, para ficar em um exemplo, está há séculos encabeçando a lista dos mais vendidos da história da humanidade, é certamente pela capacidade narrativa de Cervantes.

Leia mais: Como retomar o hábito da leitura?

Aproveite: os melhores professores do mundo, afinal, estão logo ali, na livraria mais próxima de você.

2. Viva na realidade, não na utopia

A maior diferença entre realidade e utopia é a complexidade. Em utopias, tudo funciona como um reloginho: quem ama é sempre correspondido, os conflitos são superficiais, mesmo os problemas são de uma facilidade irrealmente ingênua.

Bom… a vida não é assim e o leitor sabe. A consequência: a capacidade de retenção de atenção, de engajamento, despenca.

E é precisamente isso que desejamos evitar ao mergulhar mais a fundo na realidade. Ao estruturar uma trama qualquer, baseie-se no mundo real: agregue complexidade, contratempos, dificuldades e, em suma, “normalidade”. Deixe seus personagens mais tridimensionais, com qualidades e falhas, acertos e erros.

Se, ao terminar uma leitura crítica, você sentir que algo estiver perfeito demais para ser verdade, sente e reescreva. A verdade é o que mais se deve buscar em um livro, mesmo que seja uma ficção.

O que é distopia e como incluir essas características à sua história?

3. Cace o espírito do tempo

Sabe uma das principais regras que Shakespeare utilizava para compor as suas peças? Ele sempre, sempre criava alguma trama com base nos “trending topics” da Inglaterra. Othello foi escrito quando Elisabeth I expulsava os mouros de Londres; o Rei Lear se baseou em um caso jurídico real que se transformara na grande fofoca do reino; MacBeth foi feita para celebrar, por meio de metáforas, a linhagem do monarca James I , para quem a peça foi escrita.

O que aprendemos com o grande mestre? Simples: que um pano de fundo popular, principalmente quando assume proporções gigantescas, é perfeito para fazer a audiência se conectar com a trama e se deixar envolver pelas histórias dos personagens.

4. Não há boas histórias românticas sem grandes conflitos

Tá… talvez até haja uma ou outra que não tenha me ocorrido – mas o fato é que são raras. O que envolve o leitor, afinal, não é a estrutura do personagem em si, mas sim as suas reações seguindo momentos de conflitos internos e externos.

Naturalmente, quanto mais conflitos, mais fácil construir reações à altura (desde que sejam consistentes com a personalidade dos personagens).

5. Crie personalidades para seus personagens

Entramos em um quinto e fundamental ponto aqui: personagens não devem ser descritos apenas como rostos e atitudes. Todos devem ter um passado próprio, um histórico que dê consistência a cada uma de suas atitudes quanto a tudo.

Não que você precise, claro, se alongar infinitamente nos detalhes da infância de um personagem secundário – a questão não é essa. Mas, na medida em que um personagem vá ganhando prioridade na história, a importância de fazer o leitor entender o seu passado vai ficando cada vez mais relevante. Somente assim, afinal, aquele senso de intimidade entre leitor e protagonistas vai ganhando um espaço fundamental para que o engajamento com a história seja efetivamente construído.

Quer uma dica? Monte uma linha de tempo e um resumo da história de cada um dos seus personagens antes de se alongar muito na trama. Pode ser que você nem utilize partes desse histórico mas, no mínimo, ele servirá para garantir que você não coloque ações e palavras na boca de um personagem que dificilmente as executaria.

Leia também:

6. Cuidado com o piegas

Um dos maiores riscos de um livro de romance é deixá-lo escorregar para o piegas, forçando a barra em situações naturais e trocando a densidade pelo sentimentaloidismo.

A solução, aqui, normalmente foge de algo que o próprio autor possa resolver sozinho: envolve um leitor crítico.

Há, normalmente, dois caminhos aqui: selecionar um ou mais amigos críticos ou contratar um crítico literário. Seja qual for o caminho, o importante é que você escolha alguém realmente crítico em quem confie (evitando envolver alguém que você sabe que vai te elogiar livremente pela própria relação que já tenham) e que deixe de lado o ego (preparando-se para receber e lidar com eventuais críticas mais pesadas).

Esteja disposto a reescrever trechos inteiros do seu livro com base em feedbacks, aliás. E entenda que isso faz parte do processo.

7. Siga as dicas básicas que servem para todos os gêneros

Isso pode parecer genérico demais (e talvez seja mesmo), mas já escrevemos aqui uma série de dicas importantes sobre como escrever um livro que se aplicam tanto a romances quanto a outras temáticas diversas. Elas incluem, por exemplo:

8. Inspire-se em grandes obras para contruir seu próprio estilo

Exemplos de obras primas não nos faltam: Machado de Assis esculpiu Bentinho e Capitu em um extremo, Guimarães Rosa entregou Riobaldo e Diadorim em outro, Hemingway, Garcia Marquez, Pamuk, Kazuo Ishikuro e tantos mais nos brindaram com as maiores pérolas da literatura baseadas justamente nesse gênero máximo.

Mas, se amor é um sentimento universal, a técnica de se estruturar um romance envolvente certamente é bem mais individual. Basta, aliás, comparar alguns desses exemplos citados acima. Por mais incríveis que sejam, em nada o platonicismo do Amor nos Tempos do Cólera (Garcia Marquez) sequer se assemelha com a distopia de Não me Abandone Jamais (Kazuo Ishiguro). ainda assim, ambas são obras primas indiscutíveis.

E agora? O que fazer? 

Bom… a parte mais complexa de se escrever um livro, naturalmente, é sentar e escrevê-lo! Esse compilado de dicas aqui deve ser visto mais como uma espécie de caminho, de recomendação nossa com base na experiência de lidar com mais de 70 mil títulos e de ler muitos, muitos livros – principalmente de romance.

Mas nada, nada substituirá a sua própria veia de escritor. Assim sendo, procure ao menos observar as nossas recomendações e mergulhar na sua própria trama. Do nosso lado, desejamos toda a sorte do mundo e esperamos tê-lo publicado aqui, no Clube de Autores!

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Ricardo Almeida

Sou fundador e CEO do Clube de Autores, maior plataforma de autopublicação do Brasil e que hoje responde por 27% de todos os livros anualmente publicados no país. Premiado como empreendedor mais inovador do mundo no segmento de publishing pela London Book Fair de 2014, sou também escritor, triatleta e, acima de tudo, pai de família :)

9 comentários em “Como escrever um livro de romance? 8 dicas

  1. Amei as dicas do blog. Em 2017 escrevi meu primeiro conto. Gostei muito de colocar no papel as idéias que vagueiam minha mente. Me faz sentir leve, livre! Quero me reconectar com essa parte em mim e comecei a escrever um novo conto. Obrigada ao autor pelas dicas. São de grande ajuda pra quem deseja começar.

  2. Oi vou escreve um livro de romance baseado na minha historia ja sei o nome do meu lrivo que é amor não correspondido espero que todos me ajudem é minha primeira vez escrevendo gosto muito de doramas e isso me enspira muito em escreve um romance e gosto de ler romances tanbem espero que leiam o meu livro algum dia eu tou meio indesisa se escrevo ou não do com medo de não gostarem muito mais por favor me ajudem a conseguir escreve o meu livro e boa sorte pra vcs todinhas espero ler os seus Livros tou esperando ansiosamente bjs 😘😘😘😘

  3. Estou escrevendo um romance e gostaria de apoio para a publicação . Gosto de ler e escrever. Vcs poderiam me ajudar?

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