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O que é prefácio? 3 dicas para escrever um

Já falamos por aqui sobre como o universo literário é cheio de palavrinhas exclusivas que podem facilmente dar um nó até mesmo na memória de leitores e escritores mais familiarizados. 

Confira o significado de sinópse e saiba como fazer uma. 

Pensando nisso, decidimos resgatar a origem de alguns destes termos que geram confusão e traduzi-los em conteúdos resumidos, com dicas práticas do Clube de Autores. Assim, os autores podem se concentrar em criar universos paralelos e desenvolver seus personagens, sem medo de errar no básico! 

Neste artigo, falaremos sobre Prefácio. 

O que é prefácio?

É o texto que antecede a história, normalmente contextualizando um pouco mais o leitor sobre as páginas que vêm a seguir. Ele pode contar sobre a experiência do autor durante a escrita e publicação da obra ou trazer opiniões sobre o livro, por exemplo.

Aliás, você notou como o início deste texto explica um pouco sobre a decisão editorial do Clube em traduzir os termos exóticos da literatura? Ou então, que logo nas primeiras linhas já avisamos qual será o tema do artigo?  

Em uma pauta comum, a organização desses parágrafos teria passado despercebida, mas esta estrutura foi proposital para servir como exemplo. É claro que, existem algumas técnicas a serem observadas no desenvolvimento de um prefácio de livro, mas agora que você já pegou o espírito da coisa, fica muito mais fácil! 

Quem escreve o prefácio de um livro?

O autor pode ficar responsável pela abertura do livro, logo no prefácio, ou pode confiar essa tarefa a outro escritor ou amigo (principalmente aos famosos!). Os dois formatos têm suas vantagens: 

  1. Quando o próprio autor escreve, conhecemos um pouquinho mais sobre ele antes de mergulhar na história. Ele pode utilizar esse espaço para se apresentar e contar mais sobre os “bastidores” da obra. Assim, o leitor se sente mais próximo e pode criar expectativas positivas sobre a leitura.
  2. Já quando outro escritor ou pessoa famosa recomenda a obra no prefácio, dando spoilers das emoções que o leitor está prestes a experimentar, o livro ganha credibilidade. Essa escolha pode ser interessante para novos autores, que ainda não construíram seu nome no mundo dos livros.

Quantas páginas deve ter um prefácio?

Não existe uma lei sancionada que obrigue os escritores a seguirem um tamanho único para o prefácio (mas nunca se sabe, né?). Essa decisão fica a critério do autor, mas esperamos sempre que seja feita com bom senso. 

Ninguém merece ler dez páginas introdutórias antes de começar a história. Isso deixaria os leitores ansiosos e, provavelmente, metade deles teria vontade de pular para a parte seguinte. Ao mesmo tempo, ler um prefácio sem sal e que não diz nada é uma perda de tempo para quem está prestigiando a obra. Ele não é obrigatório, então se não for agregar na experiência do leitor, basta não adicioná-lo. 

Conheça os templates de livro para publicação.

Dicas do Clube de Autores para escrever um bom prefácio: 

Contextualize a obra: 

Use esse espaço para introduzir o leitor ao universo criado. Em livros acadêmicos ou científicos, o prefácio pode servir para explicar sobre como a pesquisa foi desenvolvida. Já livros de ficção podem trazer recados do autor e um alinhamento de expectativas. 

Um exemplo incrível de prefácio com contexto é o de “Mau Começo”, primeiro livro da saga “Desventuras em série”, de Lemony Snicket.

“Caro Leitor, 

Sinto muito dizer que o livro que você tem nas mãos é bastante desagradável. Conta a infeliz história de três crianças muito sem sorte. Apesar de encantadores e inteligentes, os irmãos Baudelaire levam uma vida esmagada por aflições e infortúnios. Logo no primeiro capítulo as crianças estão na praia e recebem uma trágica notícia. A infelicidade segue os seus passos, como se eles fossem ímãs que atraíssem desgraças. Neste pequeno volume, os três jovens têm que lidar com um repulsivo vilão dominado pela cobiça, com roupas que pinicam o corpo, um incêndio calamitoso, um plano para roubar a fortuna deles e mingau frio servido como café da manhã. É meu triste dever pôr no papel essas histórias lamentáveis. Mas não há nada que o impeça de largar o livro imediatamente e sair para outra leitura sobre coisas alegres, se é isso que você prefere. 
Respeitosamente, Lemony Snicket”

Não dá vontade de ler e descobrir tudo o que ruim pode acontecer?

Desperte a curiosidade:

Leitores são curiosos e essa característica pode ser explorada de diversas formas logo no prefácio. Por exemplo, o autor pode dar dicas de elementos a serem observados ao longo da história e pistas do que as linhas seguintes irão revelar – mas sem estragar a surpresa ou forçar um mistério que não existe, ok?

Fale sobre o gênero e inspirações:

Explicar ao leitor em que gênero o livro se encaixa (romance, terror, aventura…) ajuda a criar uma ideia da história que está por vir. Adicione isso à menção das inspirações que resultaram na obra e tenha em mãos um prefácio interessante e criativo. E, por inspirações, vale de tudo: sua infância triste, em que nenhum dos seus amigos do jardim de infância aparecia em suas festas de aniversário; uma música da sua banda favorita que te transporta para outra dimensão; ou, até mesmo, um escritor e uma trilogia de livros que você sempre amou. 

Agora que você já está pronto para escrever um prefácio (ou delegar essa tarefa), é hora de colocar em prática! E, caso tenha dúvidas, deixe um comentário pra gente no final do post :)

Confira outras dicas do Clube de Autores: 

  1. Como escrever um livro;
  2. Como escrever um conto encantador?
  3. Como começar a escrever uma biografia?

Imagem de Dariusz Sankowski.

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