Críticas sobre a escrita colaborativa

Podem me chamar de antiquado ou ultrapassado, mas eu nunca acreditei muito nesse negócio de usar a comunidade para escrever um livro a milhares de mãos. Não me entendam mal: acho o poder da colaboração e de se colocar um sem fim de pessoas no mesmo barco do escritor algo fora de série: isso ajuda a inspirar, a divulgar, a espalhar a história mais do que qualquer coisa.

Mas escrever… escrever é outra história. Escrever é registrar no papel (ou na tela) traços do inconsciente que, por vezes, o próprio autor ignora ter. É navegar pela inevitavelmente solitária mente, forçando sinapses a partir de memórias e imaginações que, no canto escuro dentro da cabeça, acabam virando uma coisa só.

Claro: ouvir críticos, sejam leitores ou mesmo editores, sempre pode ajudar a transformar uma matéria bruta em uma obra prima: nunca falei que não se deveria contar com a opinião alheia. Mas daí a permitir que um universo de outras mentes participe ativamente na construção de uma história é, ao menos em minha humilde opinião, tentar transformar uma musa inspiradora em um Frankenstein. Para que? Falta de coragem de seguir seus instintos, de se expor, de se impor?

Não vou entrar nas tantas possibilidade s de motivo aqui – mas vi um artigo dia desses na Fast Company que brinca com o assunto de maneira divertida. Já imaginou, por exemplo, se F. Scott Fitzgerald tivesse aberto o Grande Gatsby para colaboração? O que teriam dito os usuários? Teria ele mudado a história e a transformado de obra prima em novelinha besta das seis, reduzindo o seu impacto na humanidade a quase nada?

É uma pena que o artigo esteja em inglês – mas dominar o idioma deve lê-la sem dúvida!

Segue no link http://www.fastcocreate.com/3045189/this-is-what-would-happen-if-the-great-gatsby-was-branded-content?partner=rss#2

Hora de viajar pela casa dos grandes escritores

O título já diz tudo.

Me esbarrei com uma matéria no excelente Livros Só Mudam Pessoas com imagens de casas dos grandes escritores pelo Google Street View.

Sempre fui apaixonado por tecnologia… mas caminhar pelas calçadas da casa de Hemingway ou Mark Twain foi algo insuperável :-)

Para quem quiser ver, o link é http://www.livrosepessoas.com/2014/12/01/conheca-a-casa-de-escritores-classicos-pelo-google-street-view/

50 dicas para escrever mais e melhor

Todos nós, escritores, sempre queremos escrever mais e melhor. Não importa a nossa “qualidade percebida”, por assim dizer: a não ser que tenhamos o mesmo senso psicótico de auto-excelência que o Nietzsche, melhorar é sempre uma busca constante.

Não é à toa que tivemos um interesse tão grande nas palestras online que estamos planejando por aqui, afinal. Mas nem tudo precisa ser resolvido com um evento em tempo real: a própria Internet já é uma base infinita de inspiração somada a um mar com dicas que variam das mais supérfluas às mais densas.

Pesquisando um pouco, achamos esse post no site Ficção em Tópicos com 50 dias para se escrever mais e melhor. Vale conferir clicando aqui ou no link http://ficcao.emtopicos.com/escrever/dicas-escrever-melhor-historias/!

Quem sabe algumas delas não ajudam você a apurar melhor o seu próximo conto ou livro?

Promoção relâmpago no ar!

Que tal uma promoção relâmpago para acelerar a semana? De hoje, 20, até a sexta, dia 24, todos os impressos estarão com até 20% de desconto!

Vamos às regras:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;

2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);

3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.

4) O desconto durará até o final do dia 24.

Boas vendas!

Suando para ver com os olhos de Guimarães Rosa

Há as mais diversas formas de se homenagear os nossos grandes heróis da literatura – mas poucas são mais intensas do que essa que encontramos na Web.

Trata-se de uma ultramaratona chamada Caminhos de Rosa: uma corrida de 265km que pode ser feita a pé ou de bicicleta, sob temperaturas que chegam a 45 graus, entre Sete Lagoas e Três Marias, no sertão mineiro. A homenagem está justamente no percurso: foi o mesmo que Guimarães Rosa fez para escrever Grande Sertão: Veredas, sua obra prima.

E sabe o mais interessante: ao longo do extenuante caminho, os atletas acabam se deparando com marcos claros, testemunhando muito do que os olhos de um dos mais incríveis escritores brasileiros viram há tempos atrás.

Se tiver um preparo físico na categoria “monstro”, alguns parafusos a menos e um senso de aventura mais apurado, você pode fazer a inscrição diretamente pelo site, clicando aqui: a prova acontece no final de setembro, quando o calor já estiver dominando a região.

E, claro, vale conferir um vídeo pequeno no site mostrando 30 segundos dessa experiência de correr nos calcanhares de Guimarães Rosa: