A frase de Kilian

Dia desses me deparei com uma frase dita não por um escritor, mas por um atleta.

A frase, no entanto, deveria servir de guia mestre para todo e qualquer escritor que se dê ao respeito uma vez que escrever é, na falta de uma definição melhor, descobrir e registrar os próprios limites da vida. E, se não vivermos com a coragem que os perigos que sempre nos cercam exigem, se não nos lançarmos nas oportunidades que se abrem perante nós ignorando os riscos que teimam em ser grifados pelos nossos medos, como viver e criar histórias que oponham o tédio enfadonho do cotidiano tradicional?

Não há como.

Só se escreve quando se sabe viver – o que me leva à tal frase que comentei:

“A vida não existe para ser preservada, protegida: ela existe apenas para ser explorada, para ser vivida até o limite.”

Kilian Jornet, ultramaratonista e montanhista, dono do melhor tempo de escalada do everest sem oxigênio ou cordas – 17 horas – batido apenas cinco dias depois do recorde anterior, de 26 horas, ter sido estabelecido. Por ele mesmo.

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Sobre livros, tempos e espaços

Livros não são apenas passatempos frugais, rotas para se passear pelo ócio: são ferramentas para se dobrar o tecido do tempo-espaço.

Segundo Einstein, o próprio conceito linear de tempo – essa sucessão inabalável de passado-que-vira-presente-que-vira-futuro – é uma ilusão. Basta deixarmos um pouco de lado essa sempre tão turva obviedade perante os nossos olhos e tudo muda de figura. Basta compreender que a realidade não é o que vemos no mundo exterior, mas as experiências que se constroem em nossa mente, e tudo muda de figura.

E livros, claro, não são a única maneira de se mergulhar no nosso cosmo interior e de se permitir viajar por tempos e espaços além dos que testemunhamos com os nossos sempre tão rudimentares olhos. Não são a única – mas são, talvez, a mais sofisticada das ferramentas.

Na maior parte dos livros, afinal, não há imagens construídas pelas óticas de terceiros; não há cenários erigidos por efeitos especiais hollywoodianos; não há vozes sendo entonadas que não as ditadas pela nossa própria imaginação. Livros contém apenas as mais frias letras: nossa imaginação, ao mesmo tempo aquém e além dos nossos olhos e ouvidos, é que tem a incumbência de construir o tecido de suas histórias.

E o que há nesse tecido? Justamente a possibilidade de se fugir do presente tácito para mergulhar em um outro tempo, em um outro mundo, em um outro enredo. A possibilidade de se se ser tão invisível quanto toda criança sempre sonha de vez em quando, testemunhando as mais íntimas ações de personagens desconhecidos que, ao se desnudar perante nossas mentes por obra de seus autores, tornam-se mais próximos de nós do que muitos dos nossos familiares.

Hoje, por exemplo, eu amanheci no meu apartamento, em São Paulo, no dia 10 de janeiro de 2017, acordado por uma sinfonia suave de despertadores com choros de bebê. Depois me catapultei para o seio de uma família indo-caribenha na ilha de Trinidad no final dos anos 50, passeando pela descoberta da individualidade de um dos autores mais geniais que já li, V. S. Naipaul. Depois, fechei o livro e me teletransportei diretamente para a minha mesa no trabalho, no alto da Avenida Paulista, de onde agora escrevo este post cercado por correrias e afazeres e tarefas.

Foram pelo menos três espaços e tempos diferentes em um intervalo de poucas horas.

E porque isso importa? Porque a vida é curta demais para ser vivida apenas na linearidade do cotidiano visual.

Há que se ler para se viver como se deve.

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Tem promoção no ar!

Desde hoje, dia 8, até o dia 14 – todos os impressos do Clube estarão com desconto de até 25%!

Vamos às regras:
1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;
2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);
3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.
4) O desconto durará até o final do domingo, 14/01!

Boas vendas e bons presentes!!!

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Leia autores como você

Todos nós, autores independentes, penamos com as mesmas dificuldades: detectar bons críticos para trabalhar melhor as nossas obras, contratar ou convencer artistas a montarem capas incríveis, negociar com revisores para que nosso português fique impecável, planejar e executar campanhas de divulgação que façam nossas mentes encontrarem os olhos de leitores que nunca conhecemos na vida.

E isso não chega a ser, exatamente, nenhuma novidade. Em algum momento de suas vidas, todos os grandes autores – de Tolstoi a Machado de Assis, de Mia Couto a Murakami, já se depararam com os mesmos tipos de dificuldades. As duas maiores armas de todos eles – e de toda a horda de magos literatas que dividem espaço nas prateleiras das maiores livrarias do mundo? Suas genialidades, claro, e a perseverança que os fez nunca desistir de seus caminhos.

Genialidade, claro, não existe em todos nós – e, neste ponto, tudo o que podemos fazer é confiar e acreditar em nós mesmos. Mas e a perseverança? Esta depende apenas da nossa própria força de vontade.

Não é uma carreira fácil, esta que estamos buscando para nós mesmos: há uma concorrência monumental, um mercado dificílimo e um espaço extremamente restrito.

Ainda assim, se escrever é o que realmente amamos, então não temos alternativa senão seguir adiante, lançando mão de todas as nossas armas e estratégias e tentando de tudo para conseguirmos os nossos lugares ao sol da mesma forma que os nossos ídolos, em seus tempos, conseguiram.

Assim sendo, me permitirei aqui fazer uma sugestão – algo que já pratico sem arrependimento algum já há muito tempo.

Se você ama escrever, então provavelmente também ama ler.

Se você lê, então já tem os seus temas preferidos, os seus autores ídolos, os seus grandes heróis cruzando campos que podem variar do mundo dos czares às praias de Paquetá.

Que tal, então, experimentar outros nomes e textos tão novos quanto você?

Navegue pelo Clube de Autores.

Há 65 mil livros por aqui.

E sim, há de tudo. Certamernte haverá muitos títulos com os quais você não se identificará e outros tantos que, claro, terão tudo a ver com a sua linha de pensamento.

Que tal, então, escolher um outro autor independente – como você – e ler o que ele escreve?

Afinal, se estamos no ano novo, que comecemos já cultivando justamente o espaço para os novos autores. Quanto mais a nossa comunidade se unir, mais ela se fortalecerá e mais espaço conseguirá galgar nesse mercado!

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