Reajustes nos preços dos livros

Não, esse não é um assunto que gostemos de tratar. Ao contrário: mesmo com tanta crise no Brasil nos últimos anos, conseguimos negociar com os nossos fornecedores gráficos e tecnológicos para que todos os custos ficassem nos mesmos patamares desde 2016.

A partir de segunda, no entanto, teremos que aplicar uma atualização em nossa tabela de custos que implicará nos preços de todos os livros, impressos e digitais.

Sendo bem prático, as atualizações serão da seguinte ordem:

  • Para livros impressos: os custos subirão aproximadamete R$ 1,50 para todas as obras publicadas (podendo variam levemente de obra para obra dependendo de suas características).
  • Para os ebooks: os custos subirão aproximadamente R$ 2,00 para todas as obras publicadas.

Esses novos valores serão aplicados ainda esta semana, entre quarta e quinta-feira.

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Bookwire, Saraiva, Cultura e o mercado

O mercado editorial brasileiro nunca foi exatamente sinônimo de eficiência e transparência. Muitos dos autores do Clube, aliás, chegaram aqui justamente por estarem cansados de não receberem pelas suas vendas ou de serem descaradamente enganados pelas suas editoras e distribuidoras.

Vou além, até: curiosamente, o maior diferencial do Clube, de acordo com a percepção do mercado, nem é a possibilidade de se publicar e distribuir um livro gratuitamente – é a transparência gerada pelo extrato de vendas que fica instantaneamente disponível para os autores.

Pois bem: essa história chegou a um outro nível aqui no Brasil.

Semana passada, a Bookwire, uma das maiores distribuidoras de ebooks aqui no Brasil, disse que pararia de distribuir os livros eletrônicos para Saraiva e Cultura por falta de pagamento.

Resultado imediato: tanto a Lev quanto o Kobo devem ter uma redução intensa nos seus catálogos, prejudicando os leitores que investiram nessas plataformas justamente por conta da oferta de títulos.

Resultado de mais longo (embora talvez não tão longo assim) prazo: editoras tradicionais podem seguir o exemplo e parar de distribuir os impressos pelo mesmo motivo, forçando as livrarias a pagarem o que devem até para que o mercado sobreviva.

Isso tudo parece drástico? E é.

Tome a Saraiva como exemplo. Responsável por algo como 30% do total de venda de livros no Brasil, ela informou as editorias – em março deste ano – que não pagaria ninguém até outubro. Já imaginou o que isso significa para as editoras tradicionais, que imprimem (e pagam por) tiragens imensas contando com o retorno das vendas via canais? Para muitas, significa que 2018 será o ano em que elas fecharão as portas.

A Saraiva não está sozinha. A outra gigante do mercado, a Cultura, também está atrasando pagamentos, em alguns casos por tempo indeterminado, e dificultando ainda mais a vida de toda a cadeia.

Some as vendas das duas maiores gigantes do mercado brasileiro e imaginem o efeito que isso não gera em quem fornece os milhões de títulos de seus catálogos, quase todos disponibilizados por consignação ou por compra sem data de recebimento.

Pois é. Quem hoje passeia pelas belíssimas megalivrarias tem a impressão de estarem em impérios de uma solidez invejável. Isso já não é mais verdade faz algum tempo. Hoje, essas megastores são castelos de papel que sem mantêm em funcionamento por uma mescla de estrangulamento de seus próprios fornecedores com uma ineficiência generalizada do mercado que aceita recorrentes faltas de pagamento como algo natural.

Eventualmente, claro, essa estratégia de sobrevivência baseada mais na reza do que na matemática falhará – como o anúncio da Bookwire começou a deixar claro.

Resta saber o que acontecerá a partir daí.

Se o mercado seguir o exemplo e se negar a financiar as megalivrarias, exigindo receber pelo que venderam, uma onda de profissionalização poderá finalmente chegar às nossas praias (se, claro, as próprias livrarias não quebrarem com o prospecto de honrarem com seus compromissos).

Se, por outro lado, o mercado topar ser extorquido por mais tempo, a bola de neve apenas seguirá crescendo até rolar montanha abaixo e quebrar tudo o que estiver em seu caminho.

Seja como for, o fato é que o mundo editorial brasileiro está prestes a mudar dramaticamente.

Que bom.

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Autor do Clube bate recorde com poema gigante

Leandro Campos Alves entra para o RankBrasil por ter escrito o Maior poema do país. Publicado em julho de 2017, aqui no Clube de Autores, o livro ‘O Viajante’ tem 421 páginas, possuindo 2.022 estrofes e 10.875 versos.

 

Natural de Liberdade (MG), o recordista reside atualmente em Caxambu (MG). Sua obra supera ‘Os Lusíadas’ de Camões, composto em 1556 com 1.102 estrofes e 8.816 versos, e também o poema épico da atualidade ‘História da Cidade Maravilhosa’, de Sérgio Gramático Júnior, que foi publicado em 2015 com mais de 9.700 versos.

‘O Viajante’ traz um jovem em suas andanças que se torna ouvinte para os desabafos de muitas pessoas, as quais revelam histórias de vidas, algumas tristes, outras radiantes e muitas intrigantes. Parte do livro foi composta por ficção, mas algumas histórias são verdadeiras.

Para saber mais sobre O Viajante, clique aqui ou na imagem abaixo:

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Morram de inveja, finlandeses e suecos

Nos últimos anos tivemos Lava-Jato, impeachment, dezenas de ultrapoderosos e multimilionários presos, crise seguida por recessão, intervenção militar depois que a nossa segunda maior cidade entrou em colapso completo, brigas e incongruências entre os quatro poderes (os três “oficiais” e nós, a população), Copa do Mundo e, agora, eleições.

Fico imaginando a vida em algum lugar como Finlândia ou Suécia. Sim: deve ser de uma calma por vezes invejável, com uma estabilidade utópica para nós aqui deste lado do equador e uma facilidade para se tocar a vida que sequer conseguimos imaginar.

Mas olhe o lado positivo: a quantidade de assunto que temos aqui é de causar inveja a qualquer finlandês ou sueco.

Para nós, escritores, então, é um prato cheio. Já imaginou a quantidade de panos de fundo ou enredos que podemos desenvolver a partir da mera observação das tantas óperas que se desenrolam no nosso dia-a-dia? O tanto de personagens que podemos criar a partir de modelos que vão de supervilões a superheróis? O volume de ficção que podemos sugar a partir da assombrosa não ficção que nos inspira cotidianamente?

Nosso país pode estar em um dos momentos de estresse mais histéricos da história – mas pelo menos não podemos reclamar de falta de inspiração para que nos transformemos, em um futuro breve, na nação com maior potencial de produção de literatura de todo o globo!

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Promoção em todos os impressos do Clube!

Desde hoje, dia 6, até o dia 12, todos os impressos do Clube estarão com desconto de até 20%!

Vamos às regras:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;

2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);

3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.

4) O desconto durará até o final do domingo, 12/08!

Boas vendas e bons presentes!!!

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