Storytelling e Apresentações: como como contar histórias que criam sucesso

Esse vídeo não é sobre livros – pelo menos não exatamente. Mas é sobre contar histórias…

E como, afinal, somos todos contadores de histórias, sempre vale conferir:

A tecnologia da narrativa

Vale assistir para já começar a segunda inspirado!

(Para ver as legendas em português, passe o mouse sobre o vídeo e, na parte inferior dele, escolha “português” na opção de “languages”)

Levantamento incrível sobre hábitos de leitura

Nessa semana, o UOL lançou um especial sobre hábitos de leitura com algumas informações incríveis – incluindo coisas que todo autor (ou apaixonado pela literatura) deve saber.

Apenas um exemplo: você sabia que, em 2014, a leitura de livros impressos cresceu 69% enquanto o de ebooks subiu (apenas) 28%? Ou que o número de leitores no Brasil caiu entre 2007 e 2011 – apesar do número de analfabetos também ter caído no mesmo período?

Enfim, vale conferir esse levantamento em forma de infográfico! Clique aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link http://tab.uol.com.br/livros/

Project Empire e a reinvenção da narrativa

A maior parte das histórias do mundo, sobre qualquer que seja o tema, é absolutamente tridimensional. Por mais que nos esforcemos para criar uma linha do tempo em nossas mentes, para estabelecer começo, meio e fim, tudo o que vemos tem impactos absolutamente caóticos que gera outras histórias periféricas a cada instante.

Por exemplo: enquanto você lê este post, é provável que já comece a divagar pelos incontáveis meandros da mente criando novos casos, histórias ou mesmo revivendo experiências. Para cada um dos leitores há um efeito único gerado por um post – o que significa que contar a sua história de verdade inclui, de alguma maneira, captar todos esses efeitos.

Embora isso seja um conceito ainda complexo demais para ser adotado em massa, um projeto específico – o Empire – fez uma tentativa absolutamente válida, lançada recentemente.

O tema central era o impacto da colonização holandesa em todo o mundo – desde os locais mais remotos, como o Sri Lanka, até a própria cidade de Amsterdam.

Mas como responder a uma questão tão ampla como os efeitos atuais do imperialismo daquela que foi uma das maiores potências ultramarinas do planeta? E transmitindo isso de maneira adequada, completa, para uma audiência igualmente distribuída pelo globo?

A resposta encontrada pelos diretores foi inusitada: trabalhar as narrativas simultaneamente sob um ponto de vista artístico, efetivamente permitindo que a plateia fosse bombardeada por conteúdo a ponto de forçá-la a mergulhar a fundo no universo cinematográfico.

O “filme” foi dividido em quatro camadas:

1) Instalações artísticas
Nada de cinema: para ver o filme em sua forma originalmente concebida, o usuário precisaria entrar em uma das quatro caixas pretas espalhadas pelo mundo (infelizmente, sem incluir o Brasil no roteiro). Na prática, eram ambientes fechados, com monitores por todos os lados rodando histórias de maneira simultânea, tendo apenas o áudio intercalado para viabilizar o entendimento.

Por exemplo: enquanto um morador de Ghana contava um pouco da sua vida em um monitor, uma pernambucana falava sobre o dia a dia no sertão. O elo entre ambos estava no passado, por serem fruto de ex-colônias holandesas – e esse tipo de narrativa multifacetada acabou permitindo que a própria plateia ligasse um ao outro por meio dos seus hábitos, costumes e crenças, entendendo mais a fundo os detalhes e sutilezas do legado colonial. Do ponto de vista de arte, poucas coisas poderiam ser mais revolucionárias para o cinema.

2) Adaptação online
O problema com instalações físicas, no entanto, é que elas são limitadas, demandando espaço e exigindo que o usuário se locomova para poder assistir. Foi desse problema que nasceu a segunda camada do projeto: a versão online, no www.empireproject.eu. Nele, o próprio usuário consegue reproduzir a sensação das narrativas simultâneas em seu computador por meio de uma UX absolutamente inusitada, inovadora. Vale a pena navegar, nem que seja para passar pela experiência diferenciada em um site feito para contar diversas histórias (que compartilham apenas a base original) simultaneamente.

3) Livro
Todo o projeto, da idealização às histórias, foram registradas em um livro. O objetivo foi claro: documentar o documentário da maneira mais linear possível, deixando um legado mais prático para todos os que quiserem entendê-lo melhor. Nas palavras dos diretores, o livro é a história do projeto deixada à disposição de gerações futuras que quiserem entendê-lo. É curiosa a forma com que diversas tecnologias de última geração foram utilizadas para realizar o projeto – mas que o bom e velho livro foi escolhido como meio para imortalizá-la no tempo.

4) Materiais complementares
Cada vez que um projeto diferente como esse sai, uma tonelada de reportagens, artigos (como esse), fotos e filmes do making-of é gerada. Para os idealizadores, todo esse material também compõe a narrativa por um princípio óbvio mas, não obstante, ignorado por quase todos os diretores de cinema ou autores: uma história inteira só pode ser contada de verdade quando se soma sua linha temática central a todos os efeitos que ela gerou em quem assistiu.

Todo o caos iniciado pela ideia de se criar uma história feita pela soma de narrativas simultâneas, acaba fazendo parte dessa mesma história, fechando um ciclo poderoso que pode ajudar a desenhar as novas fronteiras do storytelling.

E, se contar histórias é o que todos fazemos de melhor, olhar mais atentamente iniciativas que fogem do lugar comum é certamente algo que deve ser feito por todos os autores. Pode ser que um modelo como o do Empire fracasse no longo prazo pela sua complexidade? Sim, pode. Mas, ainda assim, não se deve esquecer que inovação é também gerada a partir de uma multiplicidade de tentativas e erros – e que apenas conhecê-los já é um grande passo.

O que fazer agora? Abrir uma outra janela no navegador e mergulhar no universo do www.empireproject.eu. Boa viagem!

Como contar histórias incríveis que se vendam sozinhas?

Nos EUA, o termo “storytelling” se firmou como um dos mais utilizados no mundo corporativo. O conceito é simples: no marketing atual, ganha a marca que conseguir contar as melhores histórias para seus consumidores, envolvendo-os de maneira mais intensa e gerando um elo de proximidade e empatia que acabe servindo como blindagem contra as investidas de eventuais concorrentes.

Ocorre que, claro, contar histórias é algo que em muito precede o próprio conceito de empresas. Contar histórias é o que faz o ser humano ser diferente de qualquer outro animal, é a arte realmente mais antiga do mundo, é do que escritores buscam viver desde que o tempo existe.

Claro: contar histórias hoje, em meio à era da informação, é certamente diferente de contar histórias no século XX: há mais meios, mais olhos e ouvidos, mais concorrências, mais criação.

Recentemente, me deparei com um infográfico BEM interessante no Viver de Blog justamente com dicas para se contar histórias da melhor maneira possível. Nem tudo é aplicado ao escritor tradicional – mas ainda assim vale conferir.

Como o blog pede o email antes de permitir a visualização, colocarei apenas um pequeno print e o link aqui. Vão por mim: vale a pena ceder o email para isso.