Releia-se

Ultimamente, temos nos envolvido em um projeto aqui no Clube focado principalmente em analisar as obras para entender se há alguma fórmula mágica por trás do sucesso. Até agora, a resposta que chegamos é que não, não há. Pelo menos não como regra.

Mas há, sim, um elemento comum em quase todos os sucessos que analisamos de dentro e de fora do Clube: o envolvimento direto do autor. Tá, isso pode ser batido: já falamos incontáveis vezes aqui no blog que o autor que não estiver disposto a se “autoempresariar”, utilizando todo o (vasto) acervo de mídias sociais para criar e engajar uma audiência, dificilmente conseguirá alçar vôos maiores.

Mas há mais nesse envolvimento do que apenas buscar público. Tem uma coisa que autores costumam não gostar muito de fazer – mas que pode mudar radicalmente o destino de seus textos: relê-los.

Às vezes, quando terminamos de escrever, já damos o assunto por encerrado e buscamos imediatamente uma maneira de publicar e começar a “caçar” os nossos públicos. Mas isso está certo? É o melhor caminho?

Mesmo repetindo aqui que não há fórmula mágica, arrisco-me a uma resposta bem direta: não, não é. Afinal, exceto em casos raríssimos, todos cometemos alguns deslizes ao longo de uma narrativa. Seja ignorar o rumo de um personagem, errar cronologias básicas ou mesmo cometer errinhos simples por falta de pesquisa, tudo pode acontecer. E sabe como evitar?

Fazendo uma releitura da obra. Uma, duas, três vezes.

Dificilmente um escritor fará uma releitura sem mudar uma coisa aqui e outra acolá – mas essas mudanças são boas. É como “educar” o texto, como formá-lo melhor, como deixá-lo no estado de perfeição que sempre almejamos. E quer saber? Procurar uma ajuda externa, de algum amigo que goste de literatura, sempre ajuda também.

Assim, se podemos deixar uma dica importantíssima desse novo estudo no qual estamos embrenhados por aqui, que seja essa: releia-se.

Um texto relido e retrabalhado fica sempre, sempre mais fluido e gostoso.

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15 comentários em “Releia-se

  1. lancei a primeira antologia. e tenho buscado seguir as dicas que vocês nos dão e acredito que esse seja o caminho. mas creio também que a formula do sucesso, esta no fato do autor escrever obras que toquem a sensibilidade do seu publico. continuarei nessa busca.

  2. publiquei a primeira antologia e estou com outras obras em andamento. tenho buscado seguir as dicas que vocês passam e acredito que este é o caminho. porém, creio também que é preciso tocar a alma do leitor. essa é na minha opinião a grande luta do autor escrever livros que toquem seus leitores.
    continuarei nessa busca.

    1. Luiz, não poderia concordar mais. Qualquer dica que possamos dar é meramente plástica, nesse aspecto: de nada adiantará se o texto em si não “tocar a alma do leitor”, como você brilhantemente coloca.

  3. Olá, tudo bem? Sempre tento seguir a dicas que vocês dão. Faço postagens, criei fan page, divulguei no twitter, instagran, participei aqui do concurso, entrei em um monte de grupos de leitura, conversei com blogueiras, já fiz até algumas palestras. Acho que tenho feito o que está ao meu alcance, mas as vendas não ocorrem como eu gostaria. Tem mais algum conselho para me dar? Agradeço.

    1. Oi Julia! Foi um pequeno erro de comunicação nosso. Na verdade, encerramos a primeira fase, de votação, no dia 11 – e já selecionamos os livros para leitura a partir daí. Em dois dias o resultado completo sai!

  4. Muito pertinente esse artigo. Já aconteceu comigo várias vezes. A releitura, muitas vezes, muda completamente o rumo da história para melhor porque você já sabe o que realmente irá precisar mais para frente em termos de personagens, ações e cenários. Nota dez para essa orientação.

  5. Ótimo texto!
    Sempre é bom e necessário reler e atualizar as obras literárias.
    Aproveito a oportunidade para divulgar o meu livro: “Montando e Mantendo o $eu Próprio Negócio”. Que é de dicas de como montar e gerenciar o seu próprio negócio para você conquistar a sua independência financeira,
    viver de renda e, ainda, trabalhar fazendo o que gosta.

    Um grande abraço a todos!

    Cordialmente,

    Roberto Morais Batista

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