Você participa de concursos literários?

Por todo o ano, diversos concursos literários povoam o calendário do escritor brasileiro. Os prêmios são os mais diversos, variando de contratos com editoras mais tradicionais a dinheiro que, se utilizado de maneira inteligente, pode ajudar a impulsionar a carreira de escritor.

Mas se, por um lado, os prêmios acabam abrindo portas para muitos autores, por outro acabam repetindo o mesmo problema do mercado como um todo: selecionar um dentre muitos, em análises que por vezes fogem do que se pode considerar justo ou imparcial.

Até hoje, o Clube já falou com dezenas de autores que participaram de diversos concursos e, de fato, a palavra “frustração” apareceu nas vozes de todos. Ainda assim, a grande maioria deles disse ter interesse em continuar participando.

O motivo? Todos sabem da qualidade das suas obras e não sentem a necessidade de uma aprovação de terceiros, por assim dizer; todos sabem que é difícil concorrer com centenas ou milhares de outros escritores; mas ninguém tem nada a perder, pois, na maior parte, as inscrições são gratuitas.

Todos alertaram também para o mesmo fato: deve-se ler, com atenção redobrada, os regulamentos de todos os concursos – pois muitos são feitos por empresas que querem apenas engordar o seu mailing para poder enviar mensagens para os autores, oferecendo serviços os mais diversos. Ainda assim, podem se configurar em boas oportunidades.

O que recomendamos a você, autor?

Faça as suas próprias pesquisas e, sim, lance-se em concursos que reputar como sérios.

Participar de prêmios não garantirá que você seja premiado, é óbvio. Mas não participar, também por óbvio, garantirá que você não o seja.

Assim, deixe a cara a tapa, capriche na sua inscrição e torça. Na pior das hipóteses, tudo continuará igual; na melhor, você ganhará uma sempre bem vinda vitrine!

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Quer inspiração para escrever? Leia.

Ser um bom leitor é essencial para se ser um bom escritor

Se você acessa acessa o nosso blog com alguma frequência, já percebeu que costumamos martelar constantemente a tese de que ser um bom leitor é fundamental para que se seja também um bom escritor.

E isso até pode parecer óbvio aos olhos de muitos – mas há uma inacreditável quantidade de autores que acredita que para escrever basta escrever – ignorando qualquer tipo de inspiração que possa vir das letras alheias.

E, por mais que sempre acreditemos que “inspiração” é algo essencialmente individual e que pode brotar de diversas maneiras, “não ler” nos parece também um contrasenso. Como, afinal, se pode mergulhar nas vibrações e nas mentes de leitores, cujas mentes foram já moldadas – no sentido positivo do termo – por dezenas ou centenas de obras literárias?

Como perceber as sutilezas do raciocínio sem o repertório que vem das palavras de gênios como Machado de Assis, Kafka, Saramago, Hemingway?

É possível escrever sem ler? Certamente. Mas que a leitura é um combustível fantástico para uma escrita mais sofisticada, coerente e, sobretudo, impactante, isso também dificilmente se discute.

Ou, como diria Francis Bacon: “A leitura faz do homem um ser completo; a conversa faz dele um ser preparado; a escrita o torna preciso.”

Concorda? Então veja também este post sobre como ter ideias para escrever um livro.

Ou, se já as teve, veja aqui algumas dicas sobre como escrever ou outras sobre como lançar o seu livro sem burocracia!

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Como se inspirar para escrever um livro?

O que gera a faísca da criatividade?

Escrever, todos sabemos, não é exatamente uma tarefa mecânica. Não basta apenas abrir o computador e esperar que histórias revolucionárias saiam pelos dedos: há que se fazer a Deusa da Inspiração surgir, dar o ar da graça.

A questão é: como?

Se você é um escritor, são grandes as chances de já ter a resposta consigo a resposta (ainda que seja acometido pelo temido bloqueio criativo de vez em quando). Então, faça a pergunta a si mesmo: o que te motiva a registrar parte tão íntima dos seus pensamentos, das suas histórias e das suas fantasias?

E, principalmente, como fazer essa Inspiração surgir?

Quase sempre, as respostas que recebemos são tão abstratas quanto conclusivas. Diferentemente do imaginário dos leitores, a Inspiração costuma realmente bater de forma única para cada um.

Às vezes, ela vem em forma de música composta em versos regrados; outras, em sopros irregulares do vento.

Em alguns momentos, a declamação de uma poesia é suficiente para fazer o sangue de escritor pulsar mais forte; em outros, basta um anônimo balbuciar qualquer coisa sem sentido no meio da rua.

Há situações em que é necessário organizar todo um aparato para que um escritor consiga ordenar as suas ideias: iluminação perfeita, poltrona adequada, silêncio absoluto ao fundo; mas há também os que consigam escrever apenas quando estão no meio de um ambiente tão tumultuado quanto a própria vida.

Seja lá qual for o caso, desistimos da busca por uma definição mais clara da Inspiração: isso é, de fato, como buscar uma resposta sobre o sentido da vida.

Para nós, basta que a inspiração venha, e da forma que preferir. E basta estarmos vivos para recebê-la com as boas vindas que costumamos dar ao próprio ar que nos garante a existência.

E, com essa frustrante (e grata) conclusão, desejamos a todos os autores cujos olhos estiverem nessas frases sorte e bons ventos: que esses próximos dias tragam ainda mais letras para as vidas de todos nós.

E, se você nos permite uma dica que costuma funcionar para muitos, experimente apenas abrir seu programa de edição de texto preferido e simplesmente escrever o que vier à mente. Quem sabe não nasça daí uma história fenomenal?

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