Um pouco de poesia para fechar a semana

Poesia, sempre acreditei, é essencial para se viver. E dessa dificílima arte de condensar significado em palavras que muitos dos nossos grandes mestres, de Drummond a Manoel de Barros, ajudaram a imortalizar a nossa língua e a nos entendermos a nós mesmos.

Em homenagem a todos os poetas – tanto do Clube de Autores, onde já são quase 8 mil – quanto de todo o mundo – deixamos abaixo um vídeo com interpretações fantásticas de textos ainda mais fantásticos.

Que sirva de inspiração para todos!

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Não há mais espaço para a censura de livros

O papel do livro na formação de opinião depende de sua ampla liberdade

Sempre acreditei que havíamos ultrapassado os escuros tempos em que livros eram queimados, autores execrados e leitores desafiadores, insistentes, condenados. Nossos tempos, nosso firme apreço à liberdade de expressão que, de certa forma, já se entranhou na própria derme social, garantem que páginas queimadas já sejam páginas viradas em nossa curta porém densa história cultural.

O caminho até a liberdade de expressão

Chegar até aqui não foi uma caminhada simples e nem tampouco livre de seus mártires.

Em nome de Deus, inquisidores espanhóis queimaram exemplares únicos de livros escritos pelos Maias, transformando em mistério eterno o que poderia ser uma fonte incalculável de sabedoria.

Em nome de uma visão torpe de superioridade racial, nazistas fizeram suas fogueiras com livros proibidos justamente por cumprirem os seus papéis literários: incentivar o livre pensamento.

Em nome da esquerda, a União Soviética queimou mais livros e torturou autores que, em nome do que há de mais característico à raça humana – a capacidade de raciocínio – ousaram questionar o status quo.

Em nome da direita, ditaduras militares no Brasil, no Chile, na Argentina e em tantos outros lugares também repetiram a fórmula.

Até que, um dia, provavelmente cansados de tentar barrar pensamentos com músculos, governantes de quase todo o mundo enxergaram a ineficácia de se tentar enxugar gelo e decidiram parar.

Porque livros, enquanto compêndios de ideias, sempre foram e sempre serão muito mais fortes do que qualquer regime por um motivo simples: a eternidade conferida à letra impressa sempre vencerá a mortalidade de um líder, de um partido, de uma corrente ideológica temporariamente no poder. É simples assim.

Bom para todos nós, seres pensantes, que passamos a ter tantos, tantos títulos à nossa disposição. Precisamos gostar de todos? Não, claro que não. Mas podemos escolher.

Gostamos de uma determinada temática? De um determinado autor? De um determinado enredo? Compramos e lemos.

Raciocinamos em cima.

Formamos a nossa opinião – independentemente das vontades de governantes, de líderes ou mesmo de editores.

Somos livres e temos – em grande parte graças a essa revolução literária chamada de autopublicação, em que a censura inexiste – milhares de opções de literatura ao nosso alcance.

O mundo melhorou por causa do livro

Vivemos em uma sociedade repleta de problemas e desafios, não nego. Mas é errado, é de uma desconexão histórica inconcebível, acreditar que o mundo esteja piorando. Porque não eram só livros as vítimas dos fogos do passado: eram ideias e pessoas. Mortes por tortura em praça pública eram comuns; guerras que catapultavam cabeças decepadas por muralhas inimigas eram o cotidiano; mortes em massa por doenças pútridas como a Peste Negra eram inevitáveis; genocídios em nome de brasões nacionalistas eram apoiados por todos, de papas a governantes. Hoje, exceto por um ou outro grotão ultrapassado no nosso planeta, a realidade é inegavelmente diferente, mais iluminada, mais pacífica, mais… feliz. E por que? Por causa do livro.

O livro que eliminou fronteiras e uniu povos ao compartilhar histórias de tantos com tantos mais; o livro que permitiu o desenvolvimento de uma sociedade muito mais individualista, no bom sentido, do que servil; o livro que, ao atiçar a imaginação, fez com que o homem desenvolvesse visões de futuro que para sempre mudaram a o presente.

O livro nos trouxe até aqui. Repito: ainda há um caminho imenso a ser percorrido até a utopia que instintivamente buscamos – mas o século XXI é inegavelmente melhor, em todos os aspectos, que o século XIX, XVIII, XI.

Os vilões contrarrevolucionários

Mas há – como provavelmente sempre haverá – aqueles que resistem aos tempos, ignoram a história e tentam forçar suas visões torpes ao mundo.

E enviam fiscais a bienais de livro para censurar e recolher livros que pregam pensamentos diferentes dos deles.

E insistem, mesmo tendo colhido sucessivas derrotas até nas cortes podres que governam nosso país.

E seguem cegamente embalados por massas que compartilham suas ideias mas que, incrivelmente, não enxergam que o futuro é incerto por definição e que, eventualmente, eles poderiam passar de persecutores a perseguidos em um punhado de anos, meses, semanas.

Sim, nosso presente é inegavelmente melhor que nosso passado – mas é também inegável que há forças políticas intensas buscando censurar, coibir, impor muros e ideias para evitar que livres intercâmbios sociais ocorram. Eles vencerão?

Dificilmente. Se mesmo no passado, quando o conhecimento era escasso e limitado a poucos, combater ideias se mostrou impossível, repetir a tentativa hoje é de uma insanidade suicida.

Mas isso não significa que devamos ignorar, calados, suas tentativas. Como leitores, como cidadãos, como humanos, devemos gritar e brigar pelo que temos de mais sagrado: nosso direito de formar a nossa própria opinião. Nosso direito de ler o que quisermos. Nosso direito de escrever e publicar as nossas histórias sem que nos sujeitemos a opiniões de censores burocratas retardados.

A resposta da sociedade

Sempre acreditei que havíamos ultrapassado os escuros tempos em que livros eram queimados, autores execrados e leitores desafiadores, insistentes, condenados. Continuo acreditando, principalmente pela ampla cobertura crítica da mídia e pela notícia de que o faturamento da Bienal do Rio triplicou depois da polêmica – e por causa dela. O prefeito Crivella tentou censurar um livro? A resposta da sociedade foi simples: ela enfiou a mão no bolso e comprou esse mesmo livro com uma sede colossal.

É assim que livros vencem monstros.

Parabéns à literatura. Parabéns aos leitores brasileiros.

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5 hábitos estranhos de escritores de sucesso

Esquisitisse ou inspiração? Vejo como grandes escritores da humanidade gostavam de escrever!

Todos temos hábitos esquisitos de alguma forma. Alguns servem para “ligar” a criatividade, outros para ajudar a finalizar um romance e por aí lá vai.

Mas achamos, na Internet, hábitos bem curiosos de alguns escritores de sucesso que – quem sabe – podem acabar nos inspirando a todos. São eles:

1) Escreva deitado

Se há alguma explicação científica – como fazer o sangue fluir melhor para o cérebro – não sei dizer. Mas o fato é que escritores como George Orwell, Mark Twain e Marcel Proust amavam escrever deitados na cama.

2) Saia perambulando sem destino

Alguns especialistas dizem que rodar sem rumo acaba reforçando a inspiração criativa. Talvez a falta de preocupação com o destino realmente permita que o cérebro se foque no mundo imaginário ao invés do real. O fato é que esse era um hábito cotidiano, por exemplo, do mestre Charles Dickens.

3) Escreva de pé

Ao contrário dos que preferem a cama, gênios como Ernest Hemingway e Albert Camus amavam escrever na vertical. Algo estranho, sem dúvidas – mas que inegavelmente funcionou para eles :-)

4) Deixe a inspiração ditar o horário

Nada de prender a criatividade a um período de trabalho convencional. Não são poucos os escritores que “sofrem” de insônia e alguns decidiram simplesmente abraçar o problema e transformá-lo em solução. Balzac, por exemplo, acordava depois da meia noite para escrever. A nossa Clarice Lispector também dizia que, quando a falta de sono era grande, ela fazia um café, dava a noite por encerrada e se entregava à máquina de escrever.

5) Beba um gole (ou dois, ou três, ou quatro…)

Longe de nós querer fazer qualquer apologia ao álcool… Mas também não dá para negar que alguns goles de vinho sempre funcionaram para liberar a criatividade desde os tempos de Dionísio. Exemplos, aqui, abundam: Edna St. Vincent Millay, Mary Pickford, Ésquilo, Jean Rhys, Li Bai, François Rabelais…

OK… talvez esses hábitos esquisitos sejam apenas coincidências abatendo pessoas geniais. Só que estranhezas, por assim dizer, fazem parte do próprio DNA de quem consegue colocar em palavras mundos e histórias capazes de mudar o pensamento humano. Você tem algum hábito estranho?

Se tiver, talvez seja hora de abraçá-lo como parte da sua própria essência de escritor!

Se esses hábitos forem esquisitos demais para você, então talvez valha a pena conferir esse compilado de dicas sobre como escrever bem que reunimos ao longo dos nossos tantos anos de experiência aqui no Clube!

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promoçao clube de autores

Promoção: todos os impressos com até 25% de desconto!

Desde hoje, dia 6, até o dia 13, todos os impressos do Clube estarão com desconto de até 25%!

Vamos às regras:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;

2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);

3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.

4) O desconto durará até o final da sexta, 13/09!

Boas vendas e bons presentes!!!

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As pequenas frases que fazem os grandes livros

Você já se atentou a essa técnica genial e sutil dos grandes autores?

Muitos dos grandes livros da humanidade acabaram se imortalizando tanto pelas suas narrativas cativantes quanto por suas coleções de frases que encerraram tanta sabedoria e/ ou mistério em poucas palavras que acabaram hipnotizando os leitores.

Em muitos casos, são frases que abrem um livro – mas o fazem de maneira tão intensa que criam nos leitores o instantâneo desejo de continuar lendo.

Isso nos ensina, a nós escritores, uma lição valiosíssima: a melhor maneira de seduzir o leitor é a partir das primeiras frases de um livro – o que significa que elas precisam ser magnéticas.

Quer exemplos claros?

Veja esses, abaixo:

“Só há um problema filosófico realmente sério: o suicídio.” (O Mito de Sísifo, de Albert Camus)

“O passado é um outro país. Eles fazem as coisas diferente por lá.” (O Mensageiro, de L. P. Hartley)

“Era uma vez uma mulher que descobriu que havia se transformado na pessoa errada.” (Quando Éramos Adultos, de Anne Tyler)

“De certa forma, eu sou Jacob Horner.” (O Fim da Estrada, de John Barth)

“O sol, sem alternativa, brilhou sobre nada de novo.” (Murphy, de Samuel Beckett)

“No dia seguinte ninguém morreu.” (As Intermitências da Morte, de Saramago)

“Era um dia claro e frio de abril e os relógios batiam as 13.” (1984, de George Orwell)

“Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos.” (Uma História de Duas Cidades, de Charles Dickens)

E daí?

Conclusão 1, repetindo o que já dissemos: o sucesso de um bom livro, em muitos casos, está logo em sua primeira frase.

Conclusão 2: eu, pelo menos, estou já acessando uma livraria para comprar algumas das obras iniciadas por essas frases acima.

E você? Como está se inspirando e como está buscando as melhores técnicas para escrever o seu livro? Ou já tem tudo pronto para publicar o seu livro?

Se sim, não custa nada dar uma revisada rápida para dar aquele toque final.

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