Escrever. Para um autor, escrever é quase como respirar: dificilmente se consegue passa algum punhado de tempo sem registrar alguma história, seja fictícia ou não, em algum lugar. Para a humanidade, eu ousaria dizer que o ato de escrever é o que define a espécie e a evolução como um todo.
Foi escrevendo, ainda que com imagens riscadas nas paredes das cavernas, que conseguimos inventar o conceito moderno de tempo, que conseguimos dar perenidade a histórias de antepassados que pavimentaram os nossos caminhos.
A importância da escrita
Foi a escrita que deu origem à ciência, à religião, à filosofia e, enfim, à nossa vida moderna. E é também a escrita que tem nos salvado dos nossos instintos mais primitivos, comumente traduzidos em guerras selvagens e em matanças sem limite.
E digo salvando porque, ao contrário da “filosofia de velhos do Restelo” que pregam que a humanidade, a vida e o mundo pioram a cada dia que passa, nada pode estar mais longe da verdade. Ainda temos um caminho longo a percorrer como povo e sociedade? É óbvio – a linha da chegada da nossa evolução, se é que ela existe, ainda está muito distante.
Mas já não queimamos mais em estacas pessoas que pensam diferente de nós, já não catapultamos cabeças decepadas por muralhas inimigas, já não usamos a lei para decepar as mãos de ladrões comuns, já temos um processo de educação que, ainda que não ideal, é garantido à maioria das crianças.
Já caminhamos muito, portanto, dos nossos tempos das cavernas até os nossos dias de hoje.
E por que digo isso tudo? Porque o motivo de toda a nossa evolução, repito, é um só: a nossa capacidade de escrever, de registrar estórias e histórias, pensamentos, crenças, teses e antíteses e sínteses.
O motivo da nossa evolução como espécie é o que você, autor independente, mais ama fazer: a escrita.
E um dos nossos maiores ganhos civilizacionais, trazido à luz há milênios por Sócrates, é a ciência de que não sabemos tudo e de que temos muito a melhorar, a aprimorar.
O conhecimento do nosso desconhecimento, aliás, é a base de muitos dos saltos civilizacionais e evolutivos que demos ao longo desse tempo que caminhamos na Terra.
Pensática episódio 53, com Edvaldo Pereira Lima
Todos nós que aqui estamos, seja gravando ou ouvindo este podcast, somos escritores. Mas… o quão fluentes realmente somos nessa arte da escrita?
O quanto conseguimos de fato entregar a nossa espontaneidade oral às nossas letras, mantendo a estrutura que permite um corpo lógico aos nossos textos? Que técnicas existem para que sejamos melhores no que mais gostamos de fazer: contar histórias?
Esta resposta não virá de mim, claro. Virá de um dos grandes mestres na escrita, autor e co-autor de muitos livros, professor, celebridade literária e amigo do Clube de Autores desde os nossos primeiros dias: Edvaldo Pereira Lima.
A pauta será abrangente, claro – mas focada no método desenvolvido por ele e chamado de Escrita Total.
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