Cara Liberdade, de Zdenek Korecek, narra o drama da emigração da Europa em guerra até o Brasil

Estamos entrando em uma era com um infeliz crescimento de conceitos como xenofobia, protecionismo e anti-globalização. Neste começo de 2017 tão cheio de rupturas, do Brexit ao Trump com seu muro no México, as mudanças de comportamento das gerações futuras prometem ser intensas.

Mas há um outro lado para isso, como já postei diversas vezes aqui no blog. Momentos de ruptura social, momentos que marcam mudanças grandes nas mentes das pessoas, costumam vir juntas com histórias intensas e extremamente dramáticas. Histórias, acrescento, que tendem a se metamorfosear em obras primas da literatura e, assim, ajudar a própria humanidade a crescer enquanto espécie. Não vou me alongar muito aqui sobre esse assunto – escrevo um outro post na sext sobre ele. Mas um livro recentemente publicado no Clube me chamou a atenção: Cara Liberdade, escrito por Zdenek Korecek.

O motivo: trata-se da história do próprio autor que passou pela guerra e emigrou da antiga Tchecoslováquia para o Brasil. Ou seja: é um testemunho vivo e intenso de uma outra era de mudanças na história da humanidade.

Veja o book trailer abaixo, que conta ainda com algumas preciosas fotos do autor:

Gostou? Deixo então uma dica que estou pessoalmente prestes a fazer: vá neste link (https://www.clubedeautores.com.br/book/201591–Cara_Liberdade), no site do Clube, compre o livro e mergulhe nessa incrível história!

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Programação da Casa do Clube de Autores na Flip

Sabe quando é a Flip 2016? NA SEMANA QUE VEM!

O ano está tão atribulado que – me dei conta só hoje – acabamos não postando a nossa programação! Ainda bem que há tempo: como todos os anos, o Clube estará presente lá na Flip com uma super progamação voltada para autores independentes.

Se você estiver em Paraty, não deixe de nos visitar lá na Rua da Lapa, 375.

Nossa programação:

 

Dia 01 de julho, sexta-feira

 Pela Manhã 10:45

 Título: Um (outro) Olhar sobre as Cidades

 

Conteúdo: O escritor, curador da Fliporto e acadêmico Antônio Campos ministrará a palestra “Cidades”, durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Será uma abordagem literária, humanística e urbanística sobre as cidades no contemporâneo. Na oportunidade, irá autografar os livros “Louvação ao Recife” e “Olinda, um Olhar”.. 

Convidado:

Antonio CamposAntônio Campos é escritor, advogado e Curador da Festa Literária Internacional de Pernambuco – FLIPORTO.

Pela Tarde: 16:30

Título: Minha experiência na autopublicação independente de material didático para a educação básica: desafios, vantagens e desvantagens.

Conteúdo: Atuar no competitivo mercado de material didático não é fácil. Como podem professores driblarem os obstáculos e produzirem os seus próprios livros? Assim como a arte de ensinar, a de produzir o que se ensina é igualmente árdua. Os desafios são inúmeros: textos, fotos, ilustrações, ideias, diagramações, questões e edições, sem esquecer do seu site, divulgação, venda e pós-venda. O professor e escritor Rafael Cunha vai partilhar suas experiências no universo da autopublicação independente de livros didáticos, os desafios inerentes, os caminhos das pedras as vantagens e desvantagens.

Convidado:

Rafael Cunha Professor de Ciências do Ensino Fundamental e Médio com mais de quinze anos de experiência no magistério, que após anos de tentativas frustradas de publicação em editoras convencionais, encontrou no Clube de Autores a alternativa ideal para realizar seu sonho: publicar livros didáticos. Hoje, suas obras já fazem parte da grade curricular obrigatória de escolas em Niterói, no Rio de Janeiro.

 

Dia 02 de julho, sábado 

Pela Manhã 10:45

Título: Memórias da África: como a experiência de um repórter no Rali Paris-Dakar se transformou em um livro de viagem

Conteúdo: Já pensou em realizar uma viagem inesquecível e registrá-la em um grande livro?

Como em um diário de viagem, o gênero literatura de viagem (ou “travel writing”) ganha cada dia mais força e permite que o leitor se inspire e até aprenda a planejar a sua própria aventura. Escrever sobre viagens não é algo novo, afinal, já conhecemos este tipo de relato em obras como Odisseia e Os Lusíadas, mas como será o atual cenário deste tipo de narrativa? E como uni-lo ao Jornalismo e à Fotografia? Com o repórter Julio Cruz Neto foi assim: durante sua cobertura na África do Rali Paris-Dakar, o viajante registrou todas as suas experiências da África que conheceu, e reuniu tudo no livro O Caranguejo do Saara, recém-lançamento do Clube Select, selo do Clube de Autores. Com uma mochila nas costas, sua barraca e câmera fotográfica, Julio fez um belo registro do que conheceu por lá e, neste bate-papo, irá contar para nós um pouco sobre a sua experiência inesquecível e também sobre como podemos transformar uma viagem em um livro.

Convidado:

Julio Cruz Neto Fascinado por ler, escrever, viajar e descobrir, formou-se em Jornalismo e logo cedo caiu na estrada para cobrir o Rally Paris-Dakar. Quinze anos depois, após dar muito murro em ponta de faca, entrou no financiamento coletivo, fez uma campanha alucinante, levantou a verba necessária e imprimiu O caranguejo do Saara, o relato de suas viagens inesquecíveis pela África.

Pela Tarde: 16:30

Título: A Leitura e a Escrita saem da Caixinha: o que precisamos aprender com isso

Conteúdo: Venha discutir como o universo de novas plataformas digitais vêm afetando a formação do mercado literário, a disseminação de conteúdo, bem como a própria produção literária como arte.

Convidados:

Susanna FlorissiCom vasta experiência no mercado editorial, é Diretora Editora da CBL – Câmara Brasileira do Livro, sócia da Editora Galpão e Proprietária da Torre de Babel Idiomas. Fez parte da Comissão Organizadora do Prêmio Jabuti, coordenou a Comissão do Livro Digital e, hoje, coordena a Comissão para a Promoção de Conteúdo em Língua Portuguesa da mesma CBL, entre outras atividades.

André PalmeApaixonado pela leitura digital e pelas possibilidades deste universo. Palestrante na Feira de Frankfurt 2014, além da participação em diversas feiras nacionais e internacionais. Hoje está à frente d’O Fiel Carteiro, uma editora 100% digital que possui 145 ebooks publicados. Responsável pelo projeto que publicou o primeiro ebook de um reality show brasileiro, em parceria com o SBT. Membro da Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro.

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Há espaço para grandes feiras no futuro do livro?

Na era pre-Internet, as grandes bienais (principalmente São Paulo e Rio), além de feiras internacionais de grande porte, eram tidas como fundamentais para o segmento editorial como um todo. Nelas, novidades do mercado eram anunciadas, profissionais do livro se reuniam e consumidores conseguiam se aproximar de seus ídolos e se sentirem mais próximos das histórias que consumiam. 

Isso mudou. 

Hoje, as grandes novidades do mercado aparecem antes pela Internet: a era da comunicação transformou encontros físicos em coisa quase desnecessária para este propósito. Isso é especialmente verdadeiro no Brasil: enquanto feiras internacionais são também usadas para lançamentos de títulos poderosos, nosso cenário é outro. Aqui, o investimento em autores brasileiros é tão mínimo – e tem caído tão bruscamente nos últimos anos – que há poucas novidades. Pouquíssimas. 

As grandes feiras se transformaram em feirões de desconto de livros – um péssimo negócio para todos os envolvidos. O motivo? Simples: na era da Internet, com o ecommerce que segue crescendo mesmo a despeito de crise, enfrentar filas e multidões, pagar ingresso, andar quilômetros em ambientes abafados e se estapear para ser atendido para comprar um livro com desconto é desnecessário. E o que tende a acontecer com eventos que solucionam problemas desnecessários? Eles desaparecem. 

Isso não significa que não haja espaço para feiras de livro: há, e muito. Em primeiro lugar, porque é um momento onde se pode reunir, sob o manto da literatura, os amantes das letras; e, em segundo, porque sempre há o que se falar sobre livros. Só há que se mudar o modelo. 

Talvez não haja espaço para feirões gigantescos e tumultuados: da mesma forma que as livrarias modernas, há que se transformar esses eventos, que mudá-los em forma e conteúdo. Talvez o ideal seja mudar o modelo para algo mais intimista e aprofundado – algo como Flips e afins, sempre repletas de palestras e bate-papos relevantes. 

Eventos mais intimistas quebram a barreira entre autor e leitor: todos viram participantes ativos de um processo de narrativa, interagindo, se conhecendo, trocando experiências e expectativas. 

O Clube de Autores nunca participou de grandes bienais justamente por isso: nosso papel em eventos é, antes de mais nada, o de trocar histórias: contar a nossa, ouvir as dos nossos autores e buscar sinergias para que construamos novas histórias juntos. Temos dificuldade em sequer entender eventos literários que buscam algo diferente disso. 

Aparentemente, estamos deixando de ser os únicos pensando assim. Na medida em que o mercado editorial brasileiro entra em uma crise sem precedentes, muitos de seus principais expoentes começam a repensar tudo: modelo de negócios, de comunicação, de interação.

Que bom: nenhuma hora é melhor para mudar o que não está funcionando do que o agora. E sabe o que é perfeito? No mundo todo, quem mais está ganhando espaço e oportunidade com essas mudanças é o setor de autopublicação e, claro, os autores independentes que estão desbravando os novos territórios literários. 

Eventualmente, não se discutirá mais como autores independentes podem participar de eventos, mas sim como os eventos podem ser construídos de maneira a destacar e fortalecer a autopublicação, principal berço dos novos talentos em todo o mundo.

  

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Começa hoje o Café Amsterdam

Zapeando a Web em busca de algum programa cultural para aquecer os olhos e peitos de quem, como eu, ama a literatura, acabei me deparando com o Café Amsterdam. 

Não digo que seja um evento típico. É, antes de mais nada, uma espécie de ode a um dos ambientes que mais geraram boas histórias: o café. Copiando ipsis litteris a sinopse do site do evento:

No mundo todo, o bar é o lugar de encontro por excelência – de amantes, parceiros de negócios, artistas e escritores. O artista francês Roland Topor chegou mesmo a considerar a visita a um bar a sua atividade mais criativa. De 26 de agosto a 5 de setembro, São Paulo e o Rio de Janeiro serão palco de uma erupção de expressão criativa com diversos eventos. Livrarias e bibliotecas abrirão as suas portas para o Café Amsterdã: uma série de eventos literários em que personalidades brasileiras e holandesas se encontrarão e interagirão umas com as outras. Serão escritores, cartunistas, autores de livros infantis e músicos em debate aberto com o público sobre a vida atual na cidade moderna, a literatura e ética, Vincent van Gogh, Anne Frank, e muito mais. Confira a nossa programação com debates, entrevistas, filmes e exposições, protagonizando célebres talentos brasileiros e holandeses. Seja bem-vindo ao Café Amsterdã, onde você poderá fazer amigos, ouvir histórias, encontrar um novo amor, descobrir um novo talento, ou simplesmente matar o tempo.

Sensacional, não? Eu mesmo já estou montando a minha programação :-) 

Para saber mais, inclusive locais e eventos, acesse o site clicando aqui ou indo diretamente ao http://www.letterenfonds.nl/events/brasil/index-pt.php

  

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Aproveite o Carnaval e entenda como funcionam as Escolas de Samba

Sabe como funcionam as Escolas de Samba? Se tiver curioso, recomendamos que acesse o livro A Cartilha das Escolas de Samba, de Hiram Araújo.

Um dos livros mais recomendados sobre Carnaval aqui no Clube, ele aborda todas as questões “técnicas”, por assim dizer, sobre a folia. Veja a sinopse:

O desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro é uma verdadeira ópera popular e uma manifestação legítima da cultura brasileira. É, sobretudo, um espetáculo de luzes, cores, celebração, suor e paixão.

O modelo de carnaval adotado no Brasil e em muitas partes do mundo é, indubitavelmente, o desfile das Escolas de Samba. Ainda não existe, porém, um padrão muito bem definido a ser seguido pelos cultores de carnaval, cada cidade ou cada liga de Escolas de Samba pode fazer de um jeito. Algumas características são comuns, como Bateria, mas outras como Ala das Baianas nem sempre são respeitadas. Quanto aos critérios de julgamento dos quesitos a diversidade de versões é maior ainda.

O Rio de Janeiro possui de fato, o desfile de carnaval mais conhecido e estruturado e atua como polo irradiador para outras cidades. A importância cultural, social e econômica das Escolas de Samba é evidente não só no Rio de Janeiro, mas em todos os lugares do mundo. O objetivo dessa obra é contribuir para uma melhor compreensão desse fenômeno da cultura popular brasileira e, efetivamente servir como uma cartilha, expondo as ideias, as teorias, os métodos, desde as origens do Carnaval até o desenvolvimento das Escolas de Samba e a realização do Maior Espetáculo da Terra.

Se interessou? Então saiba mais sobre o livro clicando aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link https://www.clubedeautores.com.br/book/130914–A_Cartilha_das_Escolas_de_Samba#.Uwyj6fRdWC5

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