Cara Liberdade, de Zdenek Korecek, narra o drama da emigração da Europa em guerra até o Brasil

Estamos entrando em uma era com um infeliz crescimento de conceitos como xenofobia, protecionismo e anti-globalização. Neste começo de 2017 tão cheio de rupturas, do Brexit ao Trump com seu muro no México, as mudanças de comportamento das gerações futuras prometem ser intensas.

Mas há um outro lado para isso, como já postei diversas vezes aqui no blog. Momentos de ruptura social, momentos que marcam mudanças grandes nas mentes das pessoas, costumam vir juntas com histórias intensas e extremamente dramáticas. Histórias, acrescento, que tendem a se metamorfosear em obras primas da literatura e, assim, ajudar a própria humanidade a crescer enquanto espécie. Não vou me alongar muito aqui sobre esse assunto – escrevo um outro post na sext sobre ele. Mas um livro recentemente publicado no Clube me chamou a atenção: Cara Liberdade, escrito por Zdenek Korecek.

O motivo: trata-se da história do próprio autor que passou pela guerra e emigrou da antiga Tchecoslováquia para o Brasil. Ou seja: é um testemunho vivo e intenso de uma outra era de mudanças na história da humanidade.

Veja o book trailer abaixo, que conta ainda com algumas preciosas fotos do autor:

Gostou? Deixo então uma dica que estou pessoalmente prestes a fazer: vá neste link (https://www.clubedeautores.com.br/book/201591–Cara_Liberdade), no site do Clube, compre o livro e mergulhe nessa incrível história!

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Há espaço para grandes feiras no futuro do livro?

Na era pre-Internet, as grandes bienais (principalmente São Paulo e Rio), além de feiras internacionais de grande porte, eram tidas como fundamentais para o segmento editorial como um todo. Nelas, novidades do mercado eram anunciadas, profissionais do livro se reuniam e consumidores conseguiam se aproximar de seus ídolos e se sentirem mais próximos das histórias que consumiam. 

Isso mudou. 

Hoje, as grandes novidades do mercado aparecem antes pela Internet: a era da comunicação transformou encontros físicos em coisa quase desnecessária para este propósito. Isso é especialmente verdadeiro no Brasil: enquanto feiras internacionais são também usadas para lançamentos de títulos poderosos, nosso cenário é outro. Aqui, o investimento em autores brasileiros é tão mínimo – e tem caído tão bruscamente nos últimos anos – que há poucas novidades. Pouquíssimas. 

As grandes feiras se transformaram em feirões de desconto de livros – um péssimo negócio para todos os envolvidos. O motivo? Simples: na era da Internet, com o ecommerce que segue crescendo mesmo a despeito de crise, enfrentar filas e multidões, pagar ingresso, andar quilômetros em ambientes abafados e se estapear para ser atendido para comprar um livro com desconto é desnecessário. E o que tende a acontecer com eventos que solucionam problemas desnecessários? Eles desaparecem. 

Isso não significa que não haja espaço para feiras de livro: há, e muito. Em primeiro lugar, porque é um momento onde se pode reunir, sob o manto da literatura, os amantes das letras; e, em segundo, porque sempre há o que se falar sobre livros. Só há que se mudar o modelo. 

Talvez não haja espaço para feirões gigantescos e tumultuados: da mesma forma que as livrarias modernas, há que se transformar esses eventos, que mudá-los em forma e conteúdo. Talvez o ideal seja mudar o modelo para algo mais intimista e aprofundado – algo como Flips e afins, sempre repletas de palestras e bate-papos relevantes. 

Eventos mais intimistas quebram a barreira entre autor e leitor: todos viram participantes ativos de um processo de narrativa, interagindo, se conhecendo, trocando experiências e expectativas. 

O Clube de Autores nunca participou de grandes bienais justamente por isso: nosso papel em eventos é, antes de mais nada, o de trocar histórias: contar a nossa, ouvir as dos nossos autores e buscar sinergias para que construamos novas histórias juntos. Temos dificuldade em sequer entender eventos literários que buscam algo diferente disso. 

Aparentemente, estamos deixando de ser os únicos pensando assim. Na medida em que o mercado editorial brasileiro entra em uma crise sem precedentes, muitos de seus principais expoentes começam a repensar tudo: modelo de negócios, de comunicação, de interação.

Que bom: nenhuma hora é melhor para mudar o que não está funcionando do que o agora. E sabe o que é perfeito? No mundo todo, quem mais está ganhando espaço e oportunidade com essas mudanças é o setor de autopublicação e, claro, os autores independentes que estão desbravando os novos territórios literários. 

Eventualmente, não se discutirá mais como autores independentes podem participar de eventos, mas sim como os eventos podem ser construídos de maneira a destacar e fortalecer a autopublicação, principal berço dos novos talentos em todo o mundo.

  

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Começa hoje o Café Amsterdam

Zapeando a Web em busca de algum programa cultural para aquecer os olhos e peitos de quem, como eu, ama a literatura, acabei me deparando com o Café Amsterdam. 

Não digo que seja um evento típico. É, antes de mais nada, uma espécie de ode a um dos ambientes que mais geraram boas histórias: o café. Copiando ipsis litteris a sinopse do site do evento:

No mundo todo, o bar é o lugar de encontro por excelência – de amantes, parceiros de negócios, artistas e escritores. O artista francês Roland Topor chegou mesmo a considerar a visita a um bar a sua atividade mais criativa. De 26 de agosto a 5 de setembro, São Paulo e o Rio de Janeiro serão palco de uma erupção de expressão criativa com diversos eventos. Livrarias e bibliotecas abrirão as suas portas para o Café Amsterdã: uma série de eventos literários em que personalidades brasileiras e holandesas se encontrarão e interagirão umas com as outras. Serão escritores, cartunistas, autores de livros infantis e músicos em debate aberto com o público sobre a vida atual na cidade moderna, a literatura e ética, Vincent van Gogh, Anne Frank, e muito mais. Confira a nossa programação com debates, entrevistas, filmes e exposições, protagonizando célebres talentos brasileiros e holandeses. Seja bem-vindo ao Café Amsterdã, onde você poderá fazer amigos, ouvir histórias, encontrar um novo amor, descobrir um novo talento, ou simplesmente matar o tempo.

Sensacional, não? Eu mesmo já estou montando a minha programação :-) 

Para saber mais, inclusive locais e eventos, acesse o site clicando aqui ou indo diretamente ao http://www.letterenfonds.nl/events/brasil/index-pt.php

  

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Aproveite o Carnaval e entenda como funcionam as Escolas de Samba

Sabe como funcionam as Escolas de Samba? Se tiver curioso, recomendamos que acesse o livro A Cartilha das Escolas de Samba, de Hiram Araújo.

Um dos livros mais recomendados sobre Carnaval aqui no Clube, ele aborda todas as questões “técnicas”, por assim dizer, sobre a folia. Veja a sinopse:

O desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro é uma verdadeira ópera popular e uma manifestação legítima da cultura brasileira. É, sobretudo, um espetáculo de luzes, cores, celebração, suor e paixão.

O modelo de carnaval adotado no Brasil e em muitas partes do mundo é, indubitavelmente, o desfile das Escolas de Samba. Ainda não existe, porém, um padrão muito bem definido a ser seguido pelos cultores de carnaval, cada cidade ou cada liga de Escolas de Samba pode fazer de um jeito. Algumas características são comuns, como Bateria, mas outras como Ala das Baianas nem sempre são respeitadas. Quanto aos critérios de julgamento dos quesitos a diversidade de versões é maior ainda.

O Rio de Janeiro possui de fato, o desfile de carnaval mais conhecido e estruturado e atua como polo irradiador para outras cidades. A importância cultural, social e econômica das Escolas de Samba é evidente não só no Rio de Janeiro, mas em todos os lugares do mundo. O objetivo dessa obra é contribuir para uma melhor compreensão desse fenômeno da cultura popular brasileira e, efetivamente servir como uma cartilha, expondo as ideias, as teorias, os métodos, desde as origens do Carnaval até o desenvolvimento das Escolas de Samba e a realização do Maior Espetáculo da Terra.

Se interessou? Então saiba mais sobre o livro clicando aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link https://www.clubedeautores.com.br/book/130914–A_Cartilha_das_Escolas_de_Samba#.Uwyj6fRdWC5

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Autor Marcelo Matos dá entrevista sobre o impacto de um estádio na vida de uma cidade

Recentemente, Marcelo Matos lançou, no Clube de Autores, a obra “São Januário: um caldeirão no centro de um bairro”. Como sugere o título, o livro fala sobre o impacto sócio-ambiental da implantação de um estádio como o São Januário na Zona Norte carioca.

De acordo com a sinopse:

Conhecido como uma das maiores formas de publicidade do Brasil em âmbito
internacional, o futebol passou a ser algo intrínseco na história do
país. O estudo geográfico, com o seu vasto campo de pesquisa,
disponibiliza meios para entendermos como este esporte bretão é capaz de
deixar conseqüências visíveis no espaço, criando uma centralidade
física e simbólica. Desde meados do século XIX, a introdução da prática
esportiva na cidade do Rio de Janeiro possui relações com a dinâmica
sócio-espacial, uma vez que permitiu uma crescente renovação de usos dos
espaços públicos da cidade e, conseqüentemente, a adesão aos esportes,
influenciados, também, pelos costumes europeus. Através de diversas
intervenções urbanísticas e construções civis particulares, surgem novas
formas cristalizadas na cidade – equipamentos esportivos – dotados de
inéditos códigos de uso, até então desconhecidos para a maioria da
população carioca. Nessa perspectiva de fulgor esportivo, inspirado no
progresso do futebol, nasce o estádio de São Januário com suas dimensões
gigantescas para a época e sua arquitetura imponente. Esse livro visa
analisar a importância de uma instalação esportiva, o estádio de São
Januário, e o contexto sócio-espacial de sua criação. Localizado no
bairro criado de Vasco da Gama, na Zona Norte carioca, procuraremos
entender os processos responsáveis por transformar São Januário na maior
referência do local em questão. Assim, perceberemos que um estádio de
futebol possui características que transcendem os aspectos de um simples
desporto, sendo também analisado como modificador e influenciador do
espaço.

O autor deu uma entrevista ao programa Fanáticos por Futebol, da Rádio Bandeirantes, falando de maneira mais livre sobre a obra e o seu estudo. Confira a entrevista abaixo e, para adquirir o livro, clique aqui ou acesse diretamente o link http://www.clubedeautores.com.br/book/33748–SAO_JANUARIO

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