estoria ou história

Entenda a diferença entre estória e história

Muitas palavras da Língua Portuguesa nos deixam com dúvidas, principalmente na hora de escrever. Afinal de contas, “estória” é diferente de “história”? Se você der um Google nas duas palavras, vai perceber que a diferença entre conteúdos publicados e resultados de busca é muito diferente entre elas. Em outubro de 2019, eram aproximadamente 2.000.000 de resultados para estória e 509.000.000 resultados para história. 

Será que as duas opções estão corretas? Em qual contexto devo usar? Essas dúvidas são comuns e a resposta é muito simples: as duas grafias estão corretas, o que pode diferenciar é significado de cada uma, de acordo com o contexto (e o tempo), veja:

Estima-se que a palavra estória esteja na Língua Portuguesa há muitos séculos. De acordo com o dicionário Houaiss, a palavra data do século XIII e significa narrativas de cunho popular e tradicional. Ou seja, não reais, como contos, folclore e outras indicações de ficção.

Nos primórdios da nossa língua, há relatos de “istória” e até “hestoria”, quando ainda não havia uma grafia uniformizada para o nosso vocábulo. Por isso é tão comum encontrar a palavra estória em textos antigos. Por esse motivo também, a palavra história tinha o significado oposto: era atrelada à ciência, fatos, acontecimentos reais. 

Não dá para negar que a Língua Portuguesa mudou bastante nos últimos séculos, foram tantas adaptações que, nos dias de hoje, a palavra estória é considerada arcaica – ou seja, que praticamente não é mais utilizada. O que poucos sabem é que o gramático João Ribeiro reforçou seu significado distinto, em 1919, na Academia Brasileira de Letras. 

A mudança só aconteceu em 1943, com a vigência do nosso sistema gráfico brasileiro. A Academia Brasileira de Letras entendeu que não havia necessidade de diferenciar as palavras história e estória – e que a palavra história deveria ser empregada em qualquer situação, tanto para referência à narrativas reais quanto fictícias. 

Veja os exemplos a seguir:

Antes de dormir, a mãe contou uma história para o filho dormir

A história do descobrimento do Brasil está nos livros escolares.

Meu amigo gosta de contar histórias de amor.

Se pararmos para analisar, a mudança faz muito sentido, já que sua origem é inglesa e deriva da palavra story, que significa narrativa, em prosa ou verso, que tem o objetivo de divertir ou instruir o leitor. Ou seja, mais uma vez, independe se o contexto é real ou ficção. 

A mudança trouxe uma adaptação tão simples que nem todos os dicionários possuem a definição de estória entre suas palavras. Ela existe mas não é mais reconhecida como parte da Língua Portuguesa. Um fator interessante é que algumas publicações citam a palavra com a definição de “brasileirismo”, ou seja, uma palavra ausente do vocabulário de outros países da mesma língua. Exclusividade nossa. 

Maiúscula ou minúscula?

Pronto, já sabemos que a palavra história é coringa para as narrativas mas agora você pode ter se questionado sobre uma outra questão, relacionada à mesma palavra: escrevo com letra maiúscula ou minúscula? . 

Até pouco tempo atrás, História, com letra maiúscula, era utilizada para denominar a ciência que estuda as ações humanas ao longo do tempo, um curso ou disciplina. Mas de acordo com o Novo Acordo Ortográfico, que entrou em vigor em janeiro de 2009, devem ser utilizadas letras iniciais minúsculas em nomes que indicam domínios do saber, cursos e disciplinas, podendo ser opcional o uso da letra maiúscula.

Assim, a palavra história, sendo uma disciplina e ciência, poderá ser escrita tanto com letra inicial maiúscula quanto minúscula. Veja alguns exemplos:

Minha filha esqueceu o livro de história na escola. 

Me matriculei no curso de História da Arte. 

Entendeu? Então que tal usar esse conhecimento como inspiração e escrever a sua própria história

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Como escolher o nome para os personagens do seu livro

Muitos personagens da Disney se tornaram inesquecíveis não apenas pelas suas histórias mas pelo nome de seus personagens. Como não lembrar da história de Alladin ao ouvir alguém falar o nome “Jasmine”? Ou então no clássico Rei Leão, ao ler o nome “Simba” em algum lugar? E não é só na Disney que isso acontece. Aposto que, toda vez que você vê um cachorro São Bernardo na rua, você pensa “olha lá o Beethoven”. 

A força desses personagens é indiscutível e vale repetir que esse reconhecimento não é apenas culpa do enredo mas também do “peso” de cada um dos nomes. O exemplo dos filmes também acontece em séries, quadrinhos e, obviamente, livros! Alguém esquece de Capitu e Bentinho? Machado de Assis eternizou esses personagens por meio de sua obra, Dom Casmurro. 

Como escolher o nome

Eu diria que esse deve ser um dos principais momentos do seu processo criativo para escrever um livro e é importante dedicar o tempo necessário para essa escolha. Afinal de contas, não é simplesmente um nome, cada personagem tem a sua história, suas origens, religião e tantas outras particularidades que o torna único. Pode parecer loucura, mas é como se você precisasse identificar a personalidade do seu personagem para nomeá-lo. 

O processo criativo, no entanto, varia: há quem monte uma história inteira para depois nomear os personagens. E há quem dedique mais tempo nessa escolha, já pensando nas características que aquele nome possui (de acordo com experiências ou outras fontes de inspiração), para depois organizar o enredo e começar a escrever.

Aqui estão três exemplos simples, inseridos na Turma da Mônica, para te ajudar a entender o impacto do nome na identidade do personagem: 

Chico Bento – um personagem com jeitinho “caipira”, que tem a pureza e a simplicidade de quem vem do interior para a capital. Um menino simpático e divertido, que usa chapéu de palha e gosta de moda de viola. Tanto o seu nome quanto as características representam esse jeito interiorano de ser. Nas histórias, ele está sempre brincando com os amigos, pescando ou dormindo na rede, tranquilão. Talvez, se fosse um personagem da cidade, se chamaria Francisco. Mas Chico combina muito mais com ele, não é verdade? 

Mônica – Um nome forte, que reflete a personalidade da personagem. Ao mesmo tempo em que é doce e uma super amiga, é nervosa e briguenta quando vira piada entre os outros membros da turma – especialmente os meninos, que também são os que mais sofrem com suas coelhadas. Se trouxermos Mônica para um cenário diferente dos quadrinhos, sua personagem vai ser aquela mulher com perfil de liderança, leal e dona de si. Tudo a ver com o nome, concorda? 

Cascão – Quantas pessoas você conhece que combinam mais com o apelido do que com o próprio nome? O Cascão é um caso desses. Um menino travesso que tem medo de água e odeia tomar banho. Seu animal de estimação é um porquinho, tão sujinho quanto ele. Realmente, nenhum outro nome combinaria melhor do que este. 

Entendeu as diferenças? É importante observar as fragilidades de cada personagem e o rumo que você pretende dar a ele durante a história. Assim como cada um de nós “carrega” o próprio nome por onde vai, o personagem carrega no nome a sua identidade. Por isso, dedique tempo a esta etapa importante e faça boas escolhas. 

Inspiração

Você pode estar se perguntando “onde eu encontro ideias para escolher o nome dos personagens para o meu livro?” 

Existem diversos recursos para encontrar o nome ideal para os seus personagens e alguns deles estão disponíveis aqui na internet. Você pode fazer busca por nomes que te interessam e pegar referências de pessoas na História com o mesmo nome, por exemplo. Mas preste atenção em que tempo a sua história se passa, alguns nomes são mais característico de determinada época do que outros. O mesmo acontece com nomes inspirados em filmes de outra nacionalidade – um personagem com nome estrangeiro faz sentido no enredo que você vai propor? Reflita.

estante de livros

Você também pode pesquisar em Dicionários de Nomes Próprios – aqueles que futuros papais utilizam para escolher o nome do bebê, sabe? Geralmente ele é separado por gênero e possui alguns significados que ajudam na condução da personalidade do personagem. 

E o mais simples: preste atenção ao seu redor! Repare na identificação da caixa do supermercado, nos nomes chamados no hall do consultório médico, na lista de chamada do seu curso, nos entrevistados de matérias da TV… o nosso dia a dia está repleto de possibilidades.

Outra dica é criar um arquivo de nomes para facilitar a pesquisa para personagens futuros. Você pode fazer uma planilha no Excel, com uma aba para nomes masculinos e uma aba para nomes femininos – se tiver alguma característica de personalidade, acrescente também. 

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Entenda o que é Fanfic e saiba como escrever

Você já terminou de ler um livro e ficou com a sensação de que a história podia continuar? Ou imaginou uma história paralela àquela, com outras referências de personagens? Já quis reescrever alguma história, mudando apenas o ambiente ou algum outro detalhe? E que tal detalhar uma cena ou período que não ficou claro para você? Se a resposta para essas perguntas for sim, você tem potencial para escrever uma fanfic!

A palavra fanfic é abreviação de “fanfiction” e significa “ficção de fã”. São contos escritos por pessoas que se inspiram em produções (de outros autores) já existentes como livros, filmes e séries. Para entender melhor: é a criação de novas histórias a partir do conteúdo original que o fã já conhece e admira.

Se você acha que o termo é novo, está enganado. Na década de 1960, foi lançada a “Spockanalia”, uma  fan magazine (também conhecida como “fanzine”) com conteúdo baseado em textos escritos por fãs inspirados na saga Star Trek (Jornada nas Estrelas). No entanto, se popularizou com o avanço da tecnologia e o acesso à internet – espaço onde a maioria dos adeptos de fanfic utiliza para divulgar suas criações, por meio de plataformas específicas, sites ou fóruns.

Como criar uma fanfic

A única regra para se tornar um fã-escritor é usar a imaginação! Os textos podem ser inspirados em uma série de TV, uma sequência de livros, filmes que te agradam, história em quadrinhos, celebridades e até sua banda favorita. As fanfics podem ser classificadas em diferentes categorias de acordo com os temas, número de palavras, gêneros, entre outros aspectos. 

Você pode utilizar o ambiente criado pelo autor no título original e incluir personagens na história ou até mesmo utilizar seus personagens favoritos em um cenário completamente diferente. Mas é preciso ter alguma ligação forte com o conteúdo original, já que esse material será lido por outros fãs que já possuem conhecimento sobre o enredo e os personagens principais.

As fanfics são divididas em categorias, que variam de acordo com o tipo da história, tamanho do texto, tipo de inserção e até referências. Veja as mais comuns:

Alternate Universe (universo alternativo): quando os personagens são inseridos em um universo diferente do original, por exemplo Harry Potter no universo de Alice no País das Maravilhas.

Angst: tem uma trama mais dramática. A angústia dos personagens centrais é o que rege a trama dessas histórias. Explora o sofrimento dos personagens como perdas e decepções.

Canon: é o estilo com menos liberdade para criar, entre as fanfics. Segue o enredo da história original, usando os mesmos personagens e locações. 

Crossover: fanfics que misturam dois universos fictícios diferentes, unindo personagens e aspectos de Crepúsculo e Jogos Vorazes na mesma história, por exemplo.

Drabble: contos curtos com cerca de 150 palavras. Esse estilo é utilizado para detalhar alguma situação como algum acontecimento, ponto de vista ou dar destaque ao personagem. 

Lime: romance adulto, indicado para maiores de 16 anos – não contém necessariamente algum tipo de mensagem de cunho erótico.

Mary Sue: fanfics com foco em romance, relacionamentos e histórias de amor entre os personagens. Já imaginou dois personagens do game Street Fighter em um relacionamento? Na fanfic isso pode acontecer.

Oneshot: fanfic com apenas um capítulo, escrita sem pretensão de continuidade.

Songfic: a história criada com uma música como base.

What If: um rumo diferente para a história original, como se De Volta Para o Futuro tivesse um final completamente diferente do que foi realizado, por exemplo.

O que os autores pensam

Normalmente, os criadores de fanfics não têm interesse em ferir os direitos autorais ou ganhar algo por meio dessas publicações mas a aceitação das fanfics por parte dos autores é muito relativa. Alguns acham que é saudável e estimula outros fãs a conhecerem a história original, além de interagir com aquele universo de maneira imersiva.  J.K Rowling, por exemplo, já disse em entrevistas que se sente lisonjeada com o empenho e criatividade dos fãs porque isso é um sinal de que eles realmente se identificam com o universo que ela criou. Autores como George R.R. Martin e Anne Rice possuem opinião contrária e já cogitaram tirar conteúdos do ar, apenas pela semelhança de escrita, conforme categorias citadas anteriormente. 

Minha fanfic pode virar um livro?

Em geral, os maiores interessados no conteúdo da fanfic são os fãs daquele universo que está sendo retratado. E temos que concordar que um fã de verdade é capaz de mover montanhas, se preciso for. É por meio de fóruns e sites específicos para fanfics que eles acessam os conteúdos e engajam com a história. Em diversos casos, o conteúdo é tão interessante que as editoras se propõem a publicar os livros. Anna Todd é um exemplo de sucesso. Sua fanfic sobre a banda One Direction teve os direitos autorais comprados para a realização de um filme e a publicação de um livro.

jovens no parque lendo no computador

Sabe aquele grupo que você tem para discutir sobre determinado filme, livro ou série? As inúmeras possibilidades que cria para o enredo ou desfecho da história? Pois bem, o seu hobby pode virar um livro de verdade e fazer a alegria de muitos fãs do mesmo tipo de entretenimento que você. 

E não precisa se preocupar, pois publicar um livro é mais simples do que você imagina. O Clube de Autores incentiva autores independentes e possui diversas dicas para quem está começando. 

Dê asas à sua criatividade, escreva e divirta-se! 

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concurso literário

Concursos literários 2019: ainda dá tempo de participar

A gente sai de casa e se depara com decoração de Natal em todos os lugares mas o ano ainda não acabou! Se você tem interesse em participar de concursos literários, ainda neste ano, ainda dá tempo de se inscrever. Veja a grade de concursos para os próximos meses e quais ainda possuem inscrições abertas:

NOVEMBRO

32º Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba 

Organizado pela Prefeitura de Araçatuba, no interior de São Paulo, o prêmio será destinado a textos literários inéditos e cada autor pode inscrever apenas um conto. 

Prazo: 01 de novembro

Mais informações: http://smculturaaracatuba.blogspot.com/2019/09/32-concurso-nacional-de-contos-cidade.html


Concurso Nacional de Literatura João de Barro 

Organizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, em Minas Gerais, o prêmio contempla obras nas categorias texto literário e livro ilustrado, com projeto gráfico completo, voltadas para jovens e crianças.

Prazo: 04 de novembro

Mais informações: https://prefeitura.pbh.gov.br/noticias/pbh-abre-inscricoes-para-dois-dos-mais-tradicionais-premios-literarios-do-pais



Prêmio Cidade de Belo Horizonte 

Também organizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, em Minas Gerais, é voltado a autores residentes no Brasil (brasileiros ou estrangeiros). O concurso é para livros inéditos nas categorias de Romance e Dramaturgia.

Prazo: 04 de novembro

Mais informações: https://prefeitura.pbh.gov.br/noticias/pbh-abre-inscricoes-para-dois-dos-mais-tradicionais-premios-literarios-do-pais 


Prêmio Literário Ayres Koenig

Voltado a residentes da cidade de Araranguá, em Santa Catarina. O prêmio será para obras literárias nas categorias Infantil, História de Araranguá, Poesia e Gênero Livre. Haverá incentivo para publicação de obras.

Prazo: 07 de novembro

Mais informações: https://www.ararangua.sc.gov.br/noticias/index/ver/codNoticia/579733/codMapaItem/4496 


X Concurso Literário da Academia Taubateana de Letras 

Seleção de contos e crônicas com o tema “Sonhar é Preciso”.

Prazo: 07 de novembro

Mais informações: https://www.facebook.com/academiataubateanadeletras/posts/2886279321400595


Prêmio de Literatura Professor Germano Machado

Seleção de Contos aberta a autores de países de Língua Portuguesa

Prazo: 13 de novembro

Mais informações: http://www.fundacaoomnira.com.br/2019/09/premio-internacional-de-literatura.html 


Prêmio de Incentivo – 200 Anos de Independência – 2ª Edição

Seleção de 20 obras literárias inéditas com o tema “200 anos de Independência do Brasil”

Prazo: 25 de novembro

Mais informações: http://mapas.cultura.gov.br/oportunidade/1387 


XXXV Concurso de Poesia Brasil dos Reis – 2019

Seleção de Poesias aberta a autores de países de Língua Portuguesa

Prazo: 29 de novembro

Mais informações: https://www.facebook.com/ateneuangrensela/posts/1991778464265768 


e-Antologia – Crônicas – Covil da Discórdia

Seleção de crônicas humorísticas.

Prazo: 30 de novembro

Mais informações:http://www.covildadiscordia.com.br/concurso-cronicas-3/ 


IV Concurso Literário Cléber B. Silva 

Exclusivo para autores residentes no Brasil, com divisão por temas, de acordo com a geolocalização do autor. 

Prazo: 30 de novembro

Mais informações:https://www.facebook.com/apeletras/posts/2362933453944055

 

Gincana da Poesia 

Poesias divididas em temas, em homenagem a Castro Alves e Gregório de Mattos. 

Prazo: 30 de novembro

Mais informações: https://www.verlidelas.com/gincana-de-poesia 


Prêmio Maraã de Poesia 

Um concurso de Poesias para autores estreantes (sem livros publicados), brasileiros e residentes no Brasil.

Prazo: 30 de novembro

Mais informações: https://www.premiomaraa.com.br/regulamento 


DEZEMBRO

e-Antologica – ACID+NEON 2.0 – Coverge 

Seleção de Contos em Língua Portuguesa ou Espanhola. Há possobilidade de publicação em coletânea digital a ser distribuída gratuitamente e publicação impressa através de financiamento coletivo. 

Prazo: 01 de dezembro

Mais informações: https://coverge.com.br/edital-acidneon/ 


Chamada para Publicação – Revista A Taverna

Seleção de Contos nas categorias Fantasia, Ficção Científica e Terror.

Prazo: 05 de dezembro

Mais informações: https://tavernablog.com/2019/08/13/revista-a-taverna-envie-seu-conto/ 


Concurso Literário da Academia Pernambucana de Letras 

Podem concorrer Livros Inéditos mas também há uma categoria para Livros Publicados em 2018.

Prazo: 10 de dezembro

Mais informações: http://www.aplpe.org.br/apl-concurso-literario-2019/ 


Concurso Literário de Contos

Contos inéditos de tema livre. Os contos selecionados serão publicados no livro Coletânea de Contos CONTE-ME UM CONTO 2019, pelo Concurso Nacional de Novos Escritores.

Prazo: 31 de dezembro

Mais informações: https://www.cnne.net.br/conte-me-um-conto 


Prêmio Literário Vergílio Ferreira

Livros Inéditos na categoria Romance. Aberto a todos os interessados.

Prazo: 31 de dezembro

Mais informações: http://www.cm-gouveia.pt/noticias/abertas-as-inscricoes-ao-premio-literario-vergilio-ferreira-2020/ 


Concurso Literário de Fábulas

Contos inéditos de tema livre. Os contos selecionados serão publicados no livro Coletânea de Fábulas ERA UMA VEZ… 2019, pelo Concurso Nacional de Novos Escritores.

Prazo: 31 de dezembro

Mais informações: https://www.cnne.net.br/era-uma-vez 


Prêmio FNLIJ 2020 – 46ª Edição

Livros voltados ao público infantojuvenil e publicados no Brasil em 2019

Prazo: 31 de dezembro

Mais informações: https://www.fnlij.org.br/site/item/1205-46%C2%AA-sele%C3%A7%C3%A3o-anual-do-pr%C3%AAmio-fnlij-2020-%E2%80%93-produ%C3%A7%C3%A3o-2019.html 


Gostou? Então leia nossas dicas sobre como escrever poesias. Se você tem interesse em escrever um livro, o Clube de Autores pode te ajudar

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Como escrever um livro de poesias

Há um tempo atrás, publicamos um texto reflexivo sobre o futuro da poesia. Diante da mudança de pensamento do ser humano, com sua racionalidade cada vez mais aflorada e as emoções sendo deixadas de lado, a poesia se faz ainda mais importante nos dias de hoje. Na leitura de uma poesia, a gente desacelera, presta atenção e se identifica. É um processo natural. 

E o melhor de tudo é que qualquer pessoa pode escrever uma poesia, basta um pouco de sensibilidade e criatividade.

Afinal, o que é poesia?

A poesia já foi rotulada como aquela série de versos simétricos e com rimas no final mas é muito mais que isso. É uma linguagem livre, de ritmo próprio e figuras de linguagem, o que permite ainda mais liberdade para criar entre versos e estrofes de poema. 

Existem poesias curtas, textos que brincam com a disposição das palavras no papel e muito mais. O Limerique, por exemplo,  é uma maneira mais descontraída de escrever poemas em cinco versos, de forma que as rimas do 1º, do 2º e 5º versos sejam iguais, enquanto o 3º e o 4º versos têm rimas diferentes e são mais curtos.

Para quem gosta de rimas, elas podem ser bem variadas. Em um poema de quatro linhas, por exemplo,  é possível fazer combinações como 1ª com 2ª e 3ª com 4ª, 1ª com 3ª e 2ª com 4ª ou apenas 2ª com 4ª. Para os versos livres, quem guia é a criatividade.

Dizem que os poemas rimados são os mais fáceis de lembrar mas essa informação não é totalmente correta. Um poema que toca o coração é um poema eternizado, mesmo que seja feito apenas por versos livres. O mais importante é encontrar um estilo que você reconheça e se identifique. 

Braulio Bessa é um exemplo de poeta que conquistou seu espaço ao utilizar a cultura popular nordestina como referência para suas poesias. Um tema do qual ele domina. Assista ao vídeo dele no TEDxFortaleza, falando sobre o poder de transformação através da poesia:

Por onde começar

Você já deve ter ouvido dizer que todos temos um pouco de poeta dentro de nós. E o primeiro passo é justamente esse: olhar para dentro, buscar inspiração. O que te toca? Sua bagagem de vida pode render ótimas poesias. Olhe ao redor, mude a percepção das questões do dia a dia e use a sensibilidade como ferramenta para criar. Leia bastante, o olhar do outro também pode te trazer reflexões interessantes para escrever.

O processo criativo é algo bem pessoal. Não há um único jeito (nem o jeito certo) de fazer. Algumas pessoas preferem colocar as palavras no papel para depois organizar, outras são adeptas da construção ordenada. Tem gente que prefere papel e caneta, já os mais modernos acham muito mais fácil digitar, deletar e refazer. Há quem se inspira no meio das atividades do dia a dia (é sempre bom ter um caderninho à mão ou o bloco de notas do celular pelo menos para anotar os insights) e quem precisa de silêncio e concentração para escrever. Alguns até separam palavras que rimam, por tamanho e sonoridade. 

Parece suficiente mas não é. A inspiração é apenas uma parte do processo. Um bom poeta tem o dom de tocar as pessoas com suas palavras e para isso você deve saber se expressar por meio delas. Mexa com o imaginário do leitor, descrevendo cenários, sons, cheiros, movimentos e outros elementos que os envolva entre as palavras. 

Tenha referências. Leia poemas de Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Gonçalves Dias, Manuel Bandeira, Paulo Leminski, Pablo Neruda, Mário Quintana e William Shakespeare, entre outros poetas de sua preferência. Eles possuem estilos diferentes e podem te dar uma “luz” nesta fase de organização das palavras.

Pratique a escrita! Essa é a dica mais importante. Escreva, apague, mude, escreva de novo. Entre verbos, adjetivos e substantivos, priorize a harmonia de cada verso. Preste atenção na sonoridade das palavras e no sentido de cada uma delas. 

Depois de escrever faça um teste: leia em voz alta, sinta se os versos possuem ritmo. Sim? Então você está no caminho certo para uma leitura fluida e instigante. Leia para outras pessoas, perceba se elas têm dificuldade para compreender alguma coisa. As críticas podem ser construtivas e ajudarem na composição do seu trabalho.

Livro de poesias

Diante de tantas possibilidades, que tal compilar todas as poesias em um livro? No Clube de Autores, temos mais de 8 mil livros de poesias publicados – e sempre há espaço para mais um, já que a visão de cada poeta é única e a maneira como expressa seus sentimentos também. 

Você pode escolher um tema e fazer uma série de poesias sobre ele ou trabalhar com temas variados. Seu livro, suas escolhas. 

Conteúdo de qualidade, ok? Os próximos passos são: revisão textual, uma capa com potencial de vendas, acabamento profissional e divulgação.  Baixe o Manual de Como Divulgar o Seu Livro e descubra como o Clube de Autores pode te ajudar a se tornar um autor de poesias de sucesso. 

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