Conhecimento coletivo II: a inspiração

Pesquisas são parte natural do processo criativo. Antes de escrever sobre algum tema, é natural que o autor leia mais sobre ele, veja filmes, estude os locais em que as histórias se passarão. Sendo ficção ou não, toda obra tem suas referências – e isso dificilmente mudará na produção literária. Mencionamos bastante isso, aliás, na nossa coleção de dicas sobre como escrever um livro.

Na semana passada, fizemos um post sobre a escrita coletiva de livros. Mas e se dermos um passo para trás e pensarmos no processo de inspiração e pesquisa? Ou seja: ao invés de usar as redes para contribuir com as histórias, elas podem ser utilizadas para ajudar nas pesquisas, contando casos, compartilhando os seus conhecimentos etc.

Isso remete a um outro post que fizemos, sobre maneiras e técnicas para se escrever um livro de sucesso. Aqui, fala-se não apenas no resultado pronto ou no ato de publicação, distribuição e divulgação – mas principalmente no processo criativo.

Como você, escritor, enxerga isso? Como é o seu processo de pesquisa criativa e inspiracional? Você se beneficiaria de algo que facilitasse e ordenasse melhor todo ele?

6 comentários em “Conhecimento coletivo II: a inspiração

  1. Como escrevo muitos textos reflexivos, minha inspiração vem com algo que vejo ou escuto. Geralmente numa viajem de mais de 01 hora é certo ao chegar ter algo para escrever.
    Mas gosto de pesquisar sobre algum assunto, para não cometer erros ao escrever e passar de forma errada ao leitor.
    Também já sonhei e acordei com uma história inteira na memória, e corri para por no papel. Costumo dizer que foi mensagem psicográfica.

    1. Interessante o tópico. Como á obra a qual estou trabalhando atualmente provém de uma teoria de como funcionam os relacionamentos, ganho minha inspiração analisando minha interação social em diversos meios como casa, trabalho, etc., bem como analisando o relacionamento interpessoal de pessoas próximas. Sempre que vejo uma situação a qual me chama interesse, procuro entende-la da melhor forma possível e após refletir um pouco já tenho ideias para escrever sobre o assunto. Também realizo pesquisas sobre diversos tópicos relacionados a comportamento humano, comunicação, psicologia, etc.

    2. Oi Adriano! Pois é…. não seria incrível para seus leitores poder ter acesso a essa amostra de pesquisa bruta mesmo? Ainda por cima sendo atualizada em tempo real, caso você trabalhe com feeds sociais? A questão agora é estruturar uma fórmula que permita que os autores ganhem com isso – mas chegaremos lá.

  2. A inspiração chega pra mim como inspiração . Trocadilho ou não, quando escrevo me inspiro em algo, acontecimento, alguém que vejo na rua e imagino histórias, histórias que vivi e vivo e transporto para minhas poesias, crônicas ou contos. Acho que o autor não pode ser escravo de pesquisas, não descartando é lógico, a pesquisa necessária. O significado exato da palavra que pretende usar, a vida que alguém viveu e o autor quer vivenciar em sua criação. Pra mim, a iteratura verdadeira, aquela que emociona o leitor , que o leva a refletir ou apenas se entreter, é separada da pesquisa neurótica. Escrever é criar, é amar palavras e formar com elas as histórias tocadas pelo coração e pela mente, transbordantes de paixão pela arte de escrever.

  3. Acho que isso venha a ser relativo de autor a autor. Cada um tem sua forma de criação. Pesquisa e conhecimento sobre o assunto em foco e fundamental, para se criar uma incrível historia. Mas é preciso mais que isso, é necessário que o autor não apenas escreva, mas sim viva o que estar sendo escrito..

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