Quantas páginas tem o seu livro?

É claro que não se mede a qualidade de um livro pela sua quantidade de páginas.

Kafka, por exemplo, era famoso por encerrar em pouquíssimas páginas estórias imortais e que, para sempre, marcaram a literatura mundial. Dostoievsky, por outro lado, seguia em uma linha oposta.

Verdade seja dita, cada autor tem o seu estilo – que inclui não apenas características da sua narrativa como, também, claro, o espaço que precisa para contar a sua estória.

Por outro lado, para quem está “do outro lado do balcão”, é irresistível olhar para os números tentar extrair deles conclusões mais matemáticas. Foi o que fizemos por esses dias, movidos pela mais pura curiosidade – e chegando a resultados no mínimo curiosos.

Existe relação entre quantidade de páginas de um livro e vendas? A paixão pela produção literária praticamente nos impõe um fervoroso “não” na garganta – mas os números parecem gritar um sim.

Aqui no Clube, 85% de todos os livros vendidos tem entre 100 e 170 páginas.

E, apesar dos números parecerem proporcionais (disponibilidade x vendas) em livros maiores, o mesmo parece não ocorrer com títulos com menos de 100 páginas.

Ou seja: livros, por exemplo, com 50, 60 páginas, acabam afastando os seus leitores em potencial e apresentando números de vendas significativamente menores do que a média.

Se há alguma relaçào já comprovada entre tamanho e vendas, não sabemos dizer. Mas que há uma relação prática e que já começamos a sentir aqui no Clube de Autores, isso há!

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O cordel e a cultura popular brasileira

Estamos em pleno São João, época em que o país como um todo – e o Nordeste em especial – pulsa ao som do forró e das tantas manifestações culturais que marcam as festas juninas.

E foi no coração do mesmo Nordeste que cresceu um dos mais expressivos movimentos literários da língua portuguesa: o cordel.

Aqui mesmo, no Clube, temos algumas obras que falam do gênero – como Narrativas do Cordel, de João Avelar Lobato, que ajuda a entender melhor os seus aspectos culturais e históricos.

Mas achamos também um vídeo curioso no Youtube e que postamos abaixo, como uma homenagem nossa aos contadores de história que fizeram a literatura voltar às suas mais puras origens: aliviar a dura realidade de tantos com simples (e incríveis) “causos”.

Bom São João a todos!

 

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Sai a lista de finalistas da fase 1 do II Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea!

Após 1 mês de competição, com 622 obras inscritas – 50% a mais do que na primeira edição – e 5.147 votos confirmados, chega ao fim a primeira fase do II Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea!

Nesta fase, totalmente baseada em voto popular, 10 livros foram selecionados como finalistas e passarão agora para avaliação de um corpo de jurados do Clube de Autores, que deliberará sobre aspectos como capacidade de prender atenção, facilidade de entendimento, encadeamento de ideias e frases e originalidade.

Os finalistas são (em ordem alfabética):

A Força das Tradições e Outras Histórias, de Sergílio da Uspecéia
Cabra Cega, de Sheila Ribeiro Mendonça
Catholica Poetica, de Jessica Bittencourt
Contoscionismo, de Osvaldo Magalhães
Fogo Vermelho, de Drica Bitarello
Memórias do Inferno Brasileiro, de Valdeck Almeida de Jesus
O Pastor, de Fernando de Abreu
Princesa de Gelo, de Thayane Gaspar Jorge
Rastreabilidade Aspectual, de Ivan Claus
Versos ao Vento, de Jessica Bittencourt

 

Todos as obras da lista acima permanecerão no site com um selo nos seus livros, apontando-os como finalistas do Prêmio, mesmo após o seu término.

Gostaríamos de dar os mais sinceros parabéns tanto às 10 obras selecionadas quanto a todos os participantes – afinal, estar presente em prêmios literários como esse é um passo fundamental na carreira de todos os escritores independentes.

Quem quiser saber a sua colocação exata, basta entrar em contato com atendimento@clubedeautores.com.br

Agora, é esperar o resultado no dia 24 de junho!

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Lançada 2a edição de manual sobre profissão de tradutor no Clube

Acaba de ser lançada a segunda edição do livro “Fidus interpres: a prática da tradução profissional”, do tradutor Fabio Said. Publicada no Brasil e nos Estados Unidos em abril de 2010, a primeira edição foi um sucesso. No Brasil, o livro rapidamente chegou à lista dos mais vendidos do Clube de Autores e, mesmo sendo uma autopublicação, sem apoio de marketing de editoras tradicionais, o livro tem conquistado muitos fãs pelo mundo afora.

É o que mostra, por exemplo, a receptividade que o livro obteve em outubro passado, ao ser apresentado à comunidade de tradutores que participaram do mais recente congresso anual da American Translators Association (ATA), em Denver, Estados Unidos, onde o autor fez uma sessão de autógrafos em parceria com uma livraria de Nova York.

O público-alvo do livro são sobretudo tradutores em formação, tradutores em início de carreira e estudantes de tradução, além de outros leitores interessados em adquirir uma introdução detalhada aos mecanismos e práticas do mercado de tradução da atualidade. Os tradutores já estabelecidos também encontram utilidade no livro, pois ele ajuda a consolidar informações.

Assim como a primeira, a segunda edição tem 256 páginas (com projetos gráficos diferentes) contendo capítulos inteiros sobre tradução “juramentada”, marketing para tradutores, técnicas de tradução e ferramentas de tradução. Entre as novidades da segunda edição estão tópicos sobre ética, indicações de colegas e estratégias de uso do maior portal de tradutores do mundo.

O livro deriva do blog de tradução fidusinterpres.com, espaço interativo com um milhão de visitantes únicos em três anos de atividades. O nome “fidus interpres” vem do latim, significa “fiel tradutor” e se tornou popular na literatura medieval. Em harmonia com o termo medieval, a capa do livro exibe a imagem de São Jerônimo, o santo padroeiro dos tradutores, trabalhando em seu escritório de tradução.

Um dos destaques do livro é o levantamento e desconstrução de mitos da tradução. Um mito clássico revela-se em uma velha frase ouvida por muitos tradutores: “Eu mesmo traduziria se tivesse tempo”. Trata-se de uma tentativa de diminuir a importância do tradutor profissional e, às vezes, arrancar um desconto. Outro mito é o do tradutor como “dicionário ambulante” que tem de estar sempre pronto para tirar as dúvidas de tradução dos outros.

As ferramentas de tradução são tema de um longo capítulo. Nele o autor discute as vantagens da chamada memória de tradução. A memória de tradução é um sistema no qual o texto a traduzir é dividido em segmentos, e cada segmento do texto do original é armazenado junto com o segmento do texto da tradução correspondente. Esse sistema, junto com outros recursos, é a base das chamadas ferramentas CAT (“computer-aided translation”, ou tradução assistida por computador). As ferramentas CAT podem aumentar a produtividade dos tradutores e são usadas com eficácia não apenas por tradutores “técnicos”, como também por tradutores de livros.

O livro contém ainda uma discussão sobre a tradução automática – que não deve ser confundida com as ferramentas de tradução – e sobre as implicações dessa tecnologia para o futuro dos tradutores profissionais.

O capítulo mais longo é sobre estratégias de marketing. O autor explica como criar um blog ou site para uso profissional dessa plataforma como ferramenta de marketing. Outras plataformas da Web interativa – a chamada Web 2.0 – também podem ser usadas por tradutores freelancers para captação de clientes e socialização com colegas. O leitor encontrará no livro estratégias para usar o Twitter e o YouTube, por exemplo.

O livro “Fidus interpres: a prática da tradução profissional” pode ser adquirido somente pela internet. Para apresentar a segunda edição, o autor, que mora na Alemanha, está no Brasil para encontros com tradutores.

No dia 14 de maio, foi realizado um encontro de tradutores em Belo Horizonte, Minas Gerais, no qual todos os presentes ganharam uma edição digital do livro e foi sorteado um exemplar impresso. Os participantes puderam comprar o livro diretamente do autor. Semana passada foi a vez de Salvador, na escola de idiomas La Maison Française.

Um livro considerado de nicho, técnico, e que alcança resultados tão positivos sendo uma autopublicação reforça a importância do empenho do autor na divulgação de sua obra. E Fábio Said é, sem dúvidas, um grande exemplo de como utilizar eventos, mídias sociais e outras oportunidade para expor a sua obra e agregar cada vez mais leitores.

Quem quiser conhecer o livro pode fazê-lo clicando aqui ou acessando diretamente o link http://clubedeautores.com.br/book/18886–Fidus_interpres_a_pratica_da_traducao_profissional

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Inscrições para o Jabuti vão até o dia 31 de maio!

No ano passado, o prêmio Jabuti foi centro de uma discussão nada bem-vinda que acabou gerando de boicotes e protestos que atingiram não apenas a organização, mas principalmente os vencedores e o público leitor (veja post clicando aqui).

Agindo com velocidade, a organização do Jabuti alterou as suas regras se adaptando aos novos tempos. A partir de agora, não serão mais 3 vencedores por categoria, mas apenas um. Essa mudança, por si só, já elimina pela raiz problemas como os que ocorreram na edição passada.

Mas há mais coisas. O valor do prêmio subiu, indo de R$ 123 mil para R$ 147 mil, e 8 novas categorias foram inseridas (incluindo “ilustração”, “Gastronomia” e “Turismo & Hotelaria”.

Para se inscrever, basta que o autor tenha uma obra publicada no ano de 2010, seguindo o regulamento e preenchendo o formulário no próprio site.

As inscrições vão até o dia 31 de maio – e já temos notícias de alguns títulos do Clube que devem concorrer!

Quem quiser participar e competir pelo maior prêmio da literatura nacional pode saber mais informações clicando aqui ou acessando diretamente o endereço http://cbl.org.br/jabuti/

E boa sorte a todos!

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