Não abra mão de uma boa capa para seu livro

Já disse aqui uma, duas, três, dez vezes: se tem uma coisa que a experiência no Clube me ensinou, é que capa é fundamental para o resultado de um livro. Sim: disponibilizamos alguns modelos pre-prontos no site para facilitar a vida dos autores. Mas aceite um conselho: não os use. Crie a sua.

Não sabe como fazer? Contrate alguém. É caro? Dependendo do capista, sim, sem dúvidas. Mas dê uma olhada no Profissionais do Livro (www.profissionaisdolivro.com.br): opções de qualidade para todos os bolsos e gostos não faltam.

O importante é entender que um livro é, para dizer o mínimo, a alma aberta do seu autor, a sua vida, seus pensamentos mais íntimos, sua autobiografia metaforizada. Algo tão importante assim merece um invólucro à altura.

Se não concordar comigo, se achar que o que importa é sempre só o conteúdo, então apelo para o óbvio: há muitos, mas muitos leitores que escolhem pela capa. E, se uma capa fantástica não é garantia de venda, uma sofrível pode facilmente ser uma garantia de fracasso.

Não se iluda: uma boa história começa antes que um leitor mergulhe nas suas páginas. Uma boa história começa no instante em que o leitor decide entrar em seu universo.

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Tetralogia do Nada

Já falei sobre esse livro antes (aqui).

Falo de novo: é que o encontrei perdido na estante aqui de casa e decidi relê-lo.

Inspiração pura.

Sempre achei poesia algo difícil de fazer. A arte de juntar palavras perfeitas para contar histórias em versos é para poucos, os poucos com a sensibilidade e a competência de Drummonds, Barros, Bandeiras. A poesia descamba facilmente para o brega, para o piegas, para o melado pegajoso.

Não é o caso da Tetralogia do Nada, de Carlos Moreira – ao menos não em minha modesta opinião.

Tomei o livro, tão misterioso pela capa e sinopse que, acredito, esteja longe de encontrar o seu potencial máximo, para a minha cabeceira.

Li uma, duas, três vezes.

Foi instantâneo: comecei a escrever.

Há livros assim: eles sopram tanta inspiração que dão vida às histórias dentro de nós, fazendo-as ganhar corpo próprio.

Recomendo a todos os escritores.

Deu orgulho de tê-lo aqui, nas prateleiras do Clube.

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Estou deixando de ir a livrarias físicas

Eu sempre gostei de passar meu tempo folheando passos em livrarias. Há algo de inspirador em caminhar cercado por tanto conhecimento, por tantas histórias escritas por tantos gênios. Há algo de poderoso em constatar que, no fundo, todos nós, humanos, temos o poder dos deuses de criar mundos, histórias, personagens.

Tradicionalmente, eu caminhava por livrarias, escolhia um livro qualquer, comprava e começava a devorá-lo ali mesmo, no café da loja.

Mas aí algo mudou. Algo essencial, fundamental: parei de encontrar os livros pelos quais me interessava. Curiosamente, há muito mais megastores hoje do que na década passada – mas era muito mais fácil encontrar um título interessante nos anos 90 do que hoje.

Por que? Teriam os bons livros desaparecido? Óbvio que não. Ao contrário: se tem uma coisa que a nossa geração pode se orgulhar é da quantidade de obras de arte que temos gerado todos os dias.

O problema é justamente esse, inclusive: há muito mais obras de arte sendo escritas do que capacidade de exposição das livrarias. O que elas fazem, então, com seus estoques limitados? Limitam-se a exibir os ultra-best-sellers, aqueles que cismam e encantar a todos sem encantar nenhum indivíduo.

Meus hábitos de leitura já fogem das grandes livrarias. Hoje, compre no Clube de Autores, na Estante Virtual, em sites gerais. Compro neles porque, na infinitude da Internet, a probabilidade de eu achar o que quero é de 100%.

Sempre acho. Sempre acabo comprando.

Claro: compras na Internet são mais frias. Não há aquele espaço com cheiro de conhecimento, não há cafés gostosos com poltronas inspiradoras para sentar e ler. Não há nada disso.

Mas decidi ser mais prático e unir o útil ao viável e ao agradável. Se quero uma boa história, compro um livro no maior estoque do mundo, a Internet. Se quero ler em um café, vou a um Starbucks qualquer: sempre há um perto. Se quero sentir o cheiro das páginas… bom… aí é só dar uma boa fungada na história em minha frente.

Simples assim.

Livrarias tradicionais, talvez, estejam ficando no passado. De que servem elas, afinal, se deixamos de encontrar em suas prateleiras o que queremos?

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Livros de surpresa mudando as vidas de quem lê

No domingo passado, o Fantástico exibiu uma reportagem sobre livros deixados aleatoriamente por ônibus e metrôs de algumas cidades brasileiras.

O intuito era simples: mostrar o quanto a literatura pode surpreender e mudar a vida de quem se dispõe a ler.

Confesso que a única coisa que me entristeceu um pouco foi que, dentre os livros indicados, a maioria era de escritores estrangeiros (mesmo tendo tantos gênios aqui por nossas bandas). Ainda assim, foi uma experiência fabulosa.

Dá vontade de repeti-la por aqui, usando livros do próprio Clube. Né?

Confira abaixo: http://g1.globo.com/fantastico/edicoes/2017/04/23.html#!v/5821310

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Nadando pelos livros do Clube

Recentemente, o autor Rodrigo Rahmati nos mandou um posto que fez em seu blog em que se propôs um desafio: ele selecionará e lerá 7 livros publicados por aqui ao longo de 2017.

Na prática, a mecânica é a seguinte:

Ele já selecionou as obras e as expôs em seu blog, no http://www.rahmati.com.br/2017/03/desafio-clube-de-autores.html . Lá, ele colocou capa e resenhas e, em seguida, suas expectativas. Ele não fará exatamente resenhas dessas obras, mas dirá se elas atingiram ou não as suas expectativas.

O próprio autor-blogueiro deixa claro em seu post o motivo desse desafio: ele entende que, por sermos um ambiente de autopublicação, há de tudo publicado no Clube. A dúvida que quer responder é: selecionando obras cruzando capa, sinopse, primeiras páginas e gosto pessoal funciona?

Eu, que leio rotineiramente livros do Clube, posso ajudar a responder: sim, com certeza. Mas, como eu sei que qualquer resposta minha pode ser interpretada como parcial, aguardemos os retornos do Rodrigo!

Mas já adianto: atitudes assim são ESSENCIAIS para agregar mais visibilidade aos autores independentes do país!

 

 

 

 

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