Clube de Autores começa a distribuir livros impressos na Amazon

Há alguns dias, fizemos um post sobre a distribuição de livros na Estante Virtual e na rede B2W, que inclui Submarino e Americanas. Bom… esta semana temos mais uma novidade: a Amazon.

Pois é: os livros impressos do Clube também estão seguindo seu caminho para a Amazon, ampliando ainda mais o alcance de todos aqui. No caso da Amazon, no entanto, há uma observação que se faz importante: apenas os livros com ISBN serão distribuídos lá.

Assim, se você tem seu livro com ISBN publicado no Clube e nos autorizando a distribui-lo, pode aguardar que já já ele estará disponível na maior livraria do mundo!

Se você ainda não tem ISBN, recomendo que vá a www.profissionaisdolivro.com.br e contrate uma assessoria para obtenção de ISBN ou tire o seu diretamente no isbn.bn.br . O processo é simples, barato e, acredite, vale muito a pena!

E, claro, reforço abaixo as regras de distribuição:

Hoje, quando se autoriza a distribuição de ebook pelas lojas virtuais (Apple, Google, Amazon etc.), se aceita também regras novas de remuneração para que possamos incluir o repasse financeiro de parte do preço de capa para essas lojas. As regras que adotamos aqui serão as mesmas. Ou seja: 

Se seu livro custar, hipoteticamente, R$ 35,00 no Clube, dos quais R$ 5,00 são de direitos autorais, este montante continuará valendo apenas para vendas feitas através do site do Clube. Caso o livro seja vendido, por exemplo, via Amazon, a sua remuneração será fixa de 20% sobre o preço final – ou seja, de R$ 7,00. Apenas para frisar: custe o que custar o livro, o preço no Clube ou nas lojas será o mesmo e, no caso de vendas pelas lojas, o autor receberá sempre 20% do preço de capa. 

Se você já tem um ebook autorizado a ser distribuído, não precisará fazer nada – a mesma regra se aplicará ao impresso. Caso não tenha e deseje distribuir o seu livro pelos canais, basta que vá a Sua Conta, clique em Livros Publicados, clique no botão de ações e vá a Gerenciar Publicações em Livrarias, seguindo as instruções na tela. 

amazon_logo_RGB

Leia Mais

Literature-se de cara nova

Não há como ser autor sem ser leitor. Ao contrário: eu, pelo menos, considero que ler insanamente é fundamental para se escrever bem. Que outra forma há, por exemplo, de se aprender as técnicas revolucionárias de narrativa de Mia Couto, Tolstoi, Virginia Woolf e tantos outros mestres?

E a Internet, claro, tem um papel fundamental nisso. Não só por ser um canal global de vendas, permitindo que mesmo os mais sofisticados livros de Khlebnikov cheguem nas mais distantes vilas amazônicas: mas por permitir que se fale densamente sobre livros.

Há um site específico que eu sou fã: o Literature-se. Quando o acessei na semana passada, percebi que ele estava todo remodelado, mais fácil de navegar, cheio de conteúdos belíssimos. Babei.

Babei e decidi divulgá-lo aqui, no blog do Clube, ambiente essencialmente feito de amantes da leitura.

Está com algum tempinho livre agora? Use-o bem: clique aqui ou na imagem abaixo e passeie pelo Literature-se. GaScreen Shot 2017-07-07 at 09.35.46ranto que você vai amar.

Leia Mais

Não abra mão de uma boa capa para seu livro

Já disse aqui uma, duas, três, dez vezes: se tem uma coisa que a experiência no Clube me ensinou, é que capa é fundamental para o resultado de um livro. Sim: disponibilizamos alguns modelos pre-prontos no site para facilitar a vida dos autores. Mas aceite um conselho: não os use. Crie a sua.

Não sabe como fazer? Contrate alguém. É caro? Dependendo do capista, sim, sem dúvidas. Mas dê uma olhada no Profissionais do Livro (www.profissionaisdolivro.com.br): opções de qualidade para todos os bolsos e gostos não faltam.

O importante é entender que um livro é, para dizer o mínimo, a alma aberta do seu autor, a sua vida, seus pensamentos mais íntimos, sua autobiografia metaforizada. Algo tão importante assim merece um invólucro à altura.

Se não concordar comigo, se achar que o que importa é sempre só o conteúdo, então apelo para o óbvio: há muitos, mas muitos leitores que escolhem pela capa. E, se uma capa fantástica não é garantia de venda, uma sofrível pode facilmente ser uma garantia de fracasso.

Não se iluda: uma boa história começa antes que um leitor mergulhe nas suas páginas. Uma boa história começa no instante em que o leitor decide entrar em seu universo.

Leia Mais

Tetralogia do Nada

Já falei sobre esse livro antes (aqui).

Falo de novo: é que o encontrei perdido na estante aqui de casa e decidi relê-lo.

Inspiração pura.

Sempre achei poesia algo difícil de fazer. A arte de juntar palavras perfeitas para contar histórias em versos é para poucos, os poucos com a sensibilidade e a competência de Drummonds, Barros, Bandeiras. A poesia descamba facilmente para o brega, para o piegas, para o melado pegajoso.

Não é o caso da Tetralogia do Nada, de Carlos Moreira – ao menos não em minha modesta opinião.

Tomei o livro, tão misterioso pela capa e sinopse que, acredito, esteja longe de encontrar o seu potencial máximo, para a minha cabeceira.

Li uma, duas, três vezes.

Foi instantâneo: comecei a escrever.

Há livros assim: eles sopram tanta inspiração que dão vida às histórias dentro de nós, fazendo-as ganhar corpo próprio.

Recomendo a todos os escritores.

Deu orgulho de tê-lo aqui, nas prateleiras do Clube.

Leia Mais

Estou deixando de ir a livrarias físicas

Eu sempre gostei de passar meu tempo folheando passos em livrarias. Há algo de inspirador em caminhar cercado por tanto conhecimento, por tantas histórias escritas por tantos gênios. Há algo de poderoso em constatar que, no fundo, todos nós, humanos, temos o poder dos deuses de criar mundos, histórias, personagens.

Tradicionalmente, eu caminhava por livrarias, escolhia um livro qualquer, comprava e começava a devorá-lo ali mesmo, no café da loja.

Mas aí algo mudou. Algo essencial, fundamental: parei de encontrar os livros pelos quais me interessava. Curiosamente, há muito mais megastores hoje do que na década passada – mas era muito mais fácil encontrar um título interessante nos anos 90 do que hoje.

Por que? Teriam os bons livros desaparecido? Óbvio que não. Ao contrário: se tem uma coisa que a nossa geração pode se orgulhar é da quantidade de obras de arte que temos gerado todos os dias.

O problema é justamente esse, inclusive: há muito mais obras de arte sendo escritas do que capacidade de exposição das livrarias. O que elas fazem, então, com seus estoques limitados? Limitam-se a exibir os ultra-best-sellers, aqueles que cismam e encantar a todos sem encantar nenhum indivíduo.

Meus hábitos de leitura já fogem das grandes livrarias. Hoje, compre no Clube de Autores, na Estante Virtual, em sites gerais. Compro neles porque, na infinitude da Internet, a probabilidade de eu achar o que quero é de 100%.

Sempre acho. Sempre acabo comprando.

Claro: compras na Internet são mais frias. Não há aquele espaço com cheiro de conhecimento, não há cafés gostosos com poltronas inspiradoras para sentar e ler. Não há nada disso.

Mas decidi ser mais prático e unir o útil ao viável e ao agradável. Se quero uma boa história, compro um livro no maior estoque do mundo, a Internet. Se quero ler em um café, vou a um Starbucks qualquer: sempre há um perto. Se quero sentir o cheiro das páginas… bom… aí é só dar uma boa fungada na história em minha frente.

Simples assim.

Livrarias tradicionais, talvez, estejam ficando no passado. De que servem elas, afinal, se deixamos de encontrar em suas prateleiras o que queremos?

Leia Mais