Vídeo da Fliba saindo já já

Quer saber como foi a I Fliba – Festival Literário do Baixa Augusta – primeiro evento exclusivamente voltado para autores independentes do Brasil?

Bom… tome minha palavra: foi sensacional. O primeiro de muitos, arriscaria dizer.

Mas não precisa se ater a ela: estamos trabalhando em um vídeo que mostra exatamente o que aconteceu lá na Passagem Literária.

Aguarde. Já já você verá como foi a primeira edição desse evento que se tornará regra no calendário literário brasileiro!

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O bem vindo fim das escolas literárias

Ao aprender literatura, nos acostumamos a dividir o tempo por períodos. Passeamos, assim, por humanistas como Gil Vicente, por classicistas como Camões, pelos arcadistas revolucionários que fizeram a Inconfidência, por românticos como José de Alencar e realistas como Machado de Assis. 

Essas escolas literárias, se assim pudermos chamá-las, tinham definições claras: por mais que cada autor tivesse seu próprio estilo, todos seguiam mais ou menos a mesma estrutura temática e encaravam o mundo pelas mesmas lentes. Pudera: o mundo, no passado, era relativamente uniforme. 

Não digo que não houvesse desigualdade nos séculos passados – o ponto aqui é outro. É que as desigualdades eram todas extremamente homogêneas. Eram tempos lentos, vagarosos, onde ideias levavam décadas ou mesmo séculos para se assentar. E, por isso mesmo, eram tempos que permitiam a maturação de movimentos e que traziam assim vantagens claras para toda a classe artística. 

Afinal, a partir do momento em que um grupo de autores gerava histórias com base nos mesmos preceitos estético-filosóficos, eles também se “autodivulgavam” em bloco e se ajudavam simbioticamente na formação de um público leitor cativo. Havia comunidade – uma comunidade coesa, útil, traduzida em círculos intelectuais formadores de opinião e difusores máximos de correntes de pensamento. Há como imaginar, por exemplo, um Mário de Andrade sem um Oswald de Andrade ou um Guimarães Rosa sem uma Clarice Lispector? Não é só que um tenha influenciado ou inspirado o outro: todos, juntos, formavam ondas coesas de difusão de suas óticas comuns da realidade. 

E hoje? Que escolas literárias consolidadas temos nos nossos tempos? 

Faço essa pergunta e escuto vácuo. 

OK, serei menos injusto: temos o realismo fantástico, para ficar em apenas um exemplo. Temos a literatura da perifa para ficar em outro. Temos ondas de biografias não autorizadas e de obras políticas neo-maquiavélicas que tem sido frequentemente consideradas como movimentos literários à parte. Temos muitas ondas e as vemos todas aqui no Clube de Autores, berço orgulhoso da literatura independente brasileira. 

Ondas, no entanto, não são escolas formadas, maduras. Ao contrário: há tanta coisa paralela rodando e com ciclos de vida tão apaixonadamente efêmeros que dificilmente podemos considerar uma nova escola literária com a força homogênea que o romantismo teve para o século XIX ou que o modernismo teve para a primeira metade do século XX. 

O motivo? A absurda quantidade de informação que cruza nosso mundo moderno e inspira a nossa forma de ver o mundo. 

Há tanta referência, tanta coisa diferente acontecendo em simultaneidade que o resultado é um óbvio caleidoscópio de estilos literários. Quase um para cada autor, arriscaria dizer. 

Isso é bom? 

Para os autores, há quem diga que não. Escolas coesas ficam cada vez mais difíceis de existir e esse tipo de divulgação em bloco acaba se transformando em algo tão raro quanto um político honesto. No mundo do excesso de informação, é cada um por si. 

Mas pense por outra ótica.

Se não temos escolas literárias consolidadas como no passado, também não temos padrões de pensamento que precisam ser seguidos quase que à risca para que sejamos “aceitos”. Ao contrário: o mercado do “cada um por si” também pode ser redefinido como uma realidade em que dependemos apenas de nós mesmos para alcançarmos o nosso público.

Há dificuldades no caminho? Certamente. Mas as facilidades são maiores principalmente para os mais autênticos, para os que menos se enxergam como parte de convenções pre-estabelecidas.  

E, no final, não se trata de elogiar ou condenar uma realidade. Realidades são para ser encaradas, não opinadas. 

Se a literatura moderna é a mais plural, democrática e sem preconceitos que já existiu, quem precisa de uma escola literária para impor seu tradicionalismo ultrapassado?

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A Flip já está chegando…

E a galope, diga-se de passagem! Com homenagem a Mário de Andrade, a Flip 2015 acontecerá entre 1 a 5 de julho lá em Paraty. O Clube, claro, estará presente lá com uma casa repleta de eventos para autores iniciantes e parte do circuito Off Flip.

Esse post é mais para avisar com alguma antecedência a todos os autores interessados em participar para que já se programem. Paraty costuma lotar nesse período, então quanto antes já reservarem hospedagem e organizarem a ida, melhor. O que podemos garantir com os 5 anos de experiência que temos lá é que é, sem sombra de dúvidas, a melhor festa literária do Brasil!

Para mais informações, acesse o site oficial clicando aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link http://www.flip.org.br/

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O que te inspira?

Nos últimos meses, temos feito diversas perguntas a autores pelas redes sociais referentes às suas inspirações.

Afinal, o que, exatamente, o faz abrir o computador e arranjar palavras de forma a construir uma história? O que te motiva a registrar parte tão íntima dos seus pensamentos, das suas histórias e das suas fantasias?

Quase sempre, as respostas que recebemos são tão abstratas quanto conclusivas. Diferentemente do imaginário dos leitores, a Inspiração costuma realmente bater de forma única para cada um.

Às vezes, ela vem em forma de música composta em versos regrados; outras, em sopros irregulares do vento.

Em alguns momentos, a declamação de uma poesia é suficiente para fazer o sangue de escritor pulsar mais forte; em outros, basta um anônimo balbuciar qualquer coisa sem sentido no meio da rua.

Há situações em que é necessário organizar todo um aparato para que um escritor consiga ordenar as suas ideias: iluminação perfeita, poltrona adequada, silêncio absoluto ao fundo; mas há também os que consigam escrever apenas quando estão no meio de um ambiente tão tumultuado quanto a própria vida.

Seja lá qual for o caso, desistimos da busca por uma definição mais clara da Inspiração: isso é, de fato, como buscar uma resposta sobre o sentido da vida.

Para nós, basta que a inspiração venha, e da forma que preferir. E basta estarmos vivos para recebê-la com as boas vindas que costumamos dar ao próprio ar que nos garante a existência.

E, com essa frustrante (e grata) conclusão, desejamos a todos os autores cujos olhos estiverem nessas frases os nossos mais sinceros parabéns por conseguirem receber a Inspiração ao ponto de transportá-la dos seus corações para as páginas de seus livros.

Parabéns – e que essa semana que começa hoje traga ainda mais letras para as vidas de todos nós.

 

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Giovana Damasceno, jornalista e autora do Clube, é destaque no Portal Imprensa

Quando o Clube começou, lá pelos idos de 2009 (algo como um século em “tempo de Internet”), recebemos inúmeros emails de usuários perguntando sobre o modelo, sobre a questão de se autopublicar etc. Coisa natural, dado que se tratava de algo novo e que, por natureza, suscitaria os questionamentos mais diversos.

De lá para cá, muita coisa mudou – principalmente pela consolidação de um modelo que, nesses três anos, somou mais de 15 mil autores.

Uma das primeiras autoras do Clube foi Giovana Damasceno que – além de escrever eximiamente bem – é jornalista e ativista literária. Recentemente, ela deu uma entrevista para o Portal Imprensa, no UOL, contando toda a sua trajetória e dando importantes dicas para escritores de todos os gêneros.

Nada mais perfeito do que essa recomendação de leitura para fechar a Semana do Escritor, certo? Então, para ler a entrevista na íntegra, clique aqui, na imagem abaixo ou acesse diretamente o link http://portalimprensa.uol.com.br/template/imprensa/page_template/Default.aspx?s=noticias&a=ultimas_noticias&c=52017&tit=publicar+fora+do+circuito+e+para+quem+ama+escrever+diz+a+jornalista+giovana+damaceno

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