11 coisas que você precisa fazer para lançar o seu livro

Chegam aqui no Clube, diariamente, algumas dúzias de emails perguntando o que um autor deve fazer para lançar o seu livro. Bem… cada caso é único, sem dúvidas, e eu estaria louco se tentasse impor uma espécie de receita de bolo geral.

Ainda assim, me arriscarei aqui a fazer uma espécie de checklist, de relação de itens que eu, pelo menos, considero essenciais para que um livro possa ser considerado pronto.

1) Relê-lo. Livros escritos de uma toada só podem esconder alguns becos sem saída que passaram despercebidos até pelo escritor. Faz sentido: nem sempre sabemos, afinal, como terminará a história que começamos. A possibilidade de haver inconsistências, erros de enredo etc. é muito, muito grande. Quer acredite ou não, não custa nada reler o seu livro.

2) Terminá-lo. Pode parecer brincadeira, mas não é: uma das maiores dificuldades de um livro pode ser justamente terminar a sua primeira versão, evitando a tentação de reescrever cada parágrafo de novo e de novo e de novo. Se você não tiver uma primeira versão pronta, de nada adiantará seguir adiante.

3) Arrume um crítico. Já falei sobre isso nesse post aqui: contratar um crítico literário é muito, muito importante. O papel dele? Ler a sua obra com o olhar de um advogado do diabo. O crítico apontará trechos que ele julgar mal escritos, sublinhará inconsistências que você não percebeu e, enfim, dará uma espécie de parecer geral muito importante. Por isso mesmo, é bom que ele seja alguém em quem você confie bastante – e é fundamental que seja um leitor ávido até para que tenha um bom repertório sobre o qual basear as suas opiniões.

4) Capa. Já falei sobre isso aqui, aqui e aqui. Sem uma capa empolgante, interessante, sedutora, as possibilidades de seu livro serão, no mínimo, reduzidíssimas.

6) Projeto gráfico e diagramação. Sabe quando você pega um livro, abre e vê o texto com fontes minúsculas, espremido e praticamente sem margens? Qual a reação imediata que isso gera? Preguiça. Pois é: a forma do texto precisa ser fluida, interessante, instigante. Fuja da cilada de espremer o conteúdo para reduzir a quantidade de páginas e, consequentemente, o preço. Leitores são, sobretudo, apreciadores de arte – e toda arte precisa ser bem emoldurada, por assim dizer.

7) Ebook. FUNDAMENTAL. Aqui no Clube, 20% de todas as vendas ocorrem em formato eletrônico, seja de maneira direta ou via canais como Google, Amazon, Apple. Um ebook bom precisa ser tecnicamente trabalhado, convertido em formato epub por um profissional que entenda disso. Dica: vá ao www.profissionaisdolivro.com.br : você achará dezenas de pessoas que poderão te ajudar a preços baixíssimos.

8) ISBN, ficha catalográfica etc. Sim, há uma burocracia para isso: mas ela não mata. Você pode contratar um profissional para te assessorar no www.profissionaisdolivro.com.br ou seguir você mesmo as etapas necessárias junto à Biblioteca Nacional mas, seja como for, não deixe de registrar o seu livro.

9) Site. Esse ponto pode não ser absolutamente fundamental… mas ajuda. É importante que o leitor não apenas encontre o livro, mas consiga mergulhar no universo dele, descobrir melhor o autor e ver todas as opções de compra que ele tem. O site pode ser um guia importantíssimo nisso, mesmo porque a probabilidade do seu livro ser vendido apenas via Internet (o que não é, nem de longe, um problema) é imensa.

10) Estratégia de divulgação. OK, aqui confesso que precisarei ser vago. Cada autor tem a sua própria estratégia, possivelmente incluindo a construção de uma audiência prévia em redes sociais, a organização de um evento de lançamento, o envio de exemplares para formadores de opinião. Não vou aqui criar uma receita de bolo: ela não existe. Mas incumba-se da responsabilidade de montar a sua estratégia de divulgação e de acompanhá-la de perto. Acredite: sem isso, não ha livro que seja um sucesso.

11) Publique no Clube de Autores! Ponto óbvio, esse. Na verdade, a publicação pode ser feita em qualquer lugar – mas o Clube de Autores tem vantagens que podem ser consideradas únicas. Além de gratuito para autores, seu livro será distribuído automaticamente pelas maiores livrarias online do mundo, você poderá acompanhar as vendas em tempo real.

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Como estou divulgando o livro que ainda estou escrevendo

No começo de setembro, fui selecionado como um entre 12 atletas do mundo para participar de um projeto bem ambicioso: o Unogwaja.

Do que se trata? De uma jornada que incluirá, no final de maio de 2018, pedalar 1.650km através da África em 10 dias para, no dia 11, correr uma ultramaratona chamada Comrades, de 89km. Esse projeto tem ainda um propósito bem maior do que o simples suor: cada um dos doze Unogwajas tem uma meta própria de arrecadação de fundos, dinheiro que será inteiramente doado para instituições de caridade africanas.

E por que posto isso aqui, em um blog de literatura? Porque o meu projeto pessoal de arrecadação de fundos inclui escrever um livro sobre essa jornada toda – livro que já está em pre-venda e em plena campanha de arrecadação.

O livro, por si só, tem três enredos que se cruzam: a biografia de um atleta chamado Phil Masterton-Smith, que fez essa travessia de bicicleta no começo dos anos 30; a de um outro atleta chamado John McInroy, que criou e deu caráter beneficente, em 2011, a esse desafio; e a minha, que estou agora treinando feito um insano e aprendendo como é arrecadar dinheiro em nome de uma causa maior.

E escrever esse livro, adianto, tem sido uma aventura dentro de uma aventura. Principalmente a parte biográfica do Phil, a quem chamamos de Unogwaja original: o montante de dados e informações falsas sobre a sua vida é absolutamente inacreditável. Isso tem me tirado do papel de escritor e me colocado no papel de detetive: já conversei com a irmã dele, de 94 anos, que tem uma memória de elefante; já revirei documentos nas escolas que ele supostamente estudou (uma das quais inclusive tem uma placa de bronze em sua homenagem, mas que descobri que ele nunca efetivamente frequentou); já conversei até com colegas combatentes (Phil morreu atingido por um morteiro na II Guerra).

Mas não é nem disso que eu mais quero falar aqui – isso é tudo o básico ao se escrever não-ficção. O que quero compartilhar aqui é a estratégia de divulgação, é como estou fazendo para arrecadar dinheiro para esse livro – tema que interessa a 9 entre cada 10 autores. Até agora, no primeiro mês de projeto (de um total de 9) fiz assim:

  1. Planilhei todos os custos do livro, incluindo leitura crítica, revisão, capa, diagramação, ISBN. Não inclui impressão por motivos óbvios: não sei o tamanho do livro e, ainda que soubesse, me parece pouco efetivo pagar por tiragens grandes quando a impressão no Clube é toda sob demanda.
  2. Ainda assim, estimei um custo de impressão e coloquei um valor de pre-venda. Como toda a arrecadação será destinada a caridade, tomei a liberdade de estipular um valor mais alto – R$ 100 – e contar com a solidariedade dos leitores interessados.
  3. Abri dois canais práticos de venda: um diretamente no site da organização do evento, que tem todas as informações oficiais, e outro no Catarse (em português e mais acessível a brasileiros).
  4. Até agora, foquei a divulgação em dois canais: em grupos de amigos corredores no Whatsapp – um público que naturalmente se interessa pelo enredo e pelo propósito – e em meu blog próprio, que também gira em torno do tema e já tem uma audiência razoável consolidada por 4 anos de postagens. Naturalmente, todos os posts que faço vão também para as minhas redes sociais, tipo Facebook e Instagram.
  5. Para ativar um pouco mais, postei o primeiro capítulo que escrevi no meu blog. Funcionou: foi a primeira vez que as pessoas puderam, afinal, entender melhor como o enredo estava se consolidando.
  6. As postagens acabaram chamando a atenção também da imprensa especializada, que começou a soltar notícias como essa aqui. Claro que isso ajuda bastante.

E como estamos? Novamente, é o primeiro de nove meses de projeto. Mas, somando o site do evento com a página do Catarse, já consegui um total de quase R$ 5 mil em pré-vendas, número que tem me deixado bem satisfeito. O que tenho aprendido com um projeto assim – o primeiro do gênero que faço?

Que as pessoas não querem apenas ler histórias: elas querem participar delas. Basta, claro, que as histórias sejam fortes o suficiente. E, na prática, cada um que compra um exemplar deste livro ainda sendo escrito está escrevendo a história junto comigo, viabilizando essa ideia de atravessar a África com o intuito de mudar, ainda que um pouquinho, o mundo.

Vou postando mais novidades por aqui no futuro!

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Como usar o email para construir sua plataforma de autor

O (excelente) site Publisher’s Weekly fez uma matéria recentemente sobre maneiras de se montar uma plataforma para autores. Uma observação: plataformas de autores são ecossistemas de presença digital – incluindo site/ blog, redes sociais etc. – em que o relacionamento com os públicos efetivamente “acontecem”. Para autores que se autopublicam, claro, uma plataforma bem estruturada é fundamental por ser a origem de todo o seu marketing.

A matéria, na íntegra – infelizmente apenas em inglês – pode ser vista clicando aqui. Não posso traduzir o texto todo por uma questão óbvia de direito de uso, mas posso ao menos listar os tópicos todos que eles consideram relevantes aqui e recomendar fortemente que acessem e leiam:-)

  1. Entenda que email é uma forma íntima de comunicação
  2. Sua conta e lista de email são propriedades valiosas suas
  3. Você pode promover seus eventos de lançamento
  4. Newsletters periódicas podem criar fãs para toda a vida
  5. Você pode rastrear os seus emails
  6. É a lista de distribuição que tem valor
  7. Emails fazem você ficar independente

Quer entender melhor cada tópico e começar a trabalhar com email marketing de maneira mais profissional e efetiva? Reforço: acesse a matéria clicando aqui.

Communication concept: Hand pressing a letter icon on a world map interface
Communication concept: Hand pressing a letter icon on a world map interface

 

 

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20 dicas para deixar a rotina mais produtiva

Escritores são ocupados. Claro.

Na grande maior parte das vezes, o próprio ato de escrever é encaixado entre rotinas extenuantes, às noites, em períodos alternativos. Produzir, portanto, é quase uma tarefa hercúlea, resultado de uma mente sempre treinada a ser incansável. Já postei antes aqui no blog que, para mim, escrever e empreender são quase sinônimos.

Afinal, para “parir” uma história, é necessário uma viagem tão intensa por universos paralelos, com tantas dificuldades pelo caminho, que o sucesso é resultado mais de suor do que da mera criatividade. Pois bem: se estamos falando de empreendedorismo, nada mais natural do que buscarmos inspiração em veículos focados no assunto.

E não é que recentemente me deparei com uma matéria PERFEITA na Pequenas Empresas Grandes Negócios? O título já diz tudo: 20 dicas para deixar a rotina mais produtiva.

Tá: algumas delas até são meio óbvias. Mas ainda assim vale conferir clicando aqui, na imagem abaixo ou no link http://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/noticia/2015/01/20-dicas-para-deixar-rotina-mais-produtiva.html . Afinal, qualquer possível ganho de produtividade é, para um escritor, algo absolutamente sagrado!!!

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