O varejo fazendo a diferença para os autores do Clube

Uma das nossas grandes apostas aqui no Clube sempre foi a distribuição em canais de venda diferentes, tradicionais.

Pois bem: ontem, consolidamos alguns dados de vendas e constatamos o óbvio: o volume de vendas de livros do Clube em outros canais tem ficado cada dia mais expressivo.

E não falo aqui dos ebooks, que representam (há anos) 10-15% das nossas vendas: falo da venda de impressos. As vendas dos nossos livros na Cultura, Amazon, Submarino, Americanas, Estante Virtual, FNAC e outras lojas online já somam, hoje, 20% do nosso total – número que cresce mensalmente!

O que isso significa? Que, pela primeira vez na história, autores independentes deixaram de ser reféns de uma única opção de publicação. Estar aqui no Clube significa estar em praticamente todo o mercado editorial, exceto por raríssimas exceções nas quais estamos já trabalhando para eliminar.

E reforço aqui que estar nessas livrarias é relativamente simples: basta ter ISBN nos títulos e iniciamos o processo de “distribuição”.

Leia Mais

Nossos livros distribuídos em todo lugar

No caso de impressos, Amazon, Livraria Cultura, Estante Virtual, Submarino, Americanas. 

No caso de ebooks, Apple, Google Play, Amazon, Kobo.

Tudo de graça para o autor.

Sei que já falamos disso aqui antes, mas, às vezes, é difícil de conter o orgulho por este feito. Pode não parecer, mas viabilizar essa distribuição em escala, fazendo livros independentes terem o mesmo alcance de best-sellers tradicionais, e sem cobrar nada dos autores, acreditem, não foi tarefa fácil. Eu iria além: nenhuma outra empresa de autopublicação no mundo jamais chegou a esse nível de alcance.

O que você pode fazer com isso? Aproveitar.

Leia Mais

Alforrie a cultura brasileira!!

Nossas prateleiras foram tomadas por best-sellers traduzidos para o português. Nossa música virou um copy-paste dos gringos. Nossa arte foi esquecida. Nossa cultura não é boa o suficiente para nós mesmos?

Está na hora de resgatarmos a originalidade brasileira. Honrar nossos heróis antropófagos, os gênios da tropicália, os mestres da MPB. Sonhamos com a quebra de paradigmas que nos limitam e nos acorrentam. Chegou o momento de fazermos aquilo que sabemos melhor: criar, reinventar, miscigenar.

Publique seu livro!

#AlforriaBrasileira

Leia Mais

O Brasil nasceu há 95 anos

O Brasil só virou Brasil entre 11 e 18 de fevereiro de 1922.

Antes, éramos um país perdido nos distantes trópicos, com uma produção artística que, embora belíssima, era uma escrava estética das artes europeias. A história de Bentinho e Capitu é ímpar – mas ela poderia ter se passado tranquilamente em qualquer cidade europeia e não causaria espanto algum se os personagens se chamassem Wolfgang e Frida. Aleijadinho e sua arte sacra são um indiscutível patrimônio da humanidade – mas os doze profetas em Congonhas poderiam facilmente ter sido feitos para uma catedral em Bragança ou em um convento qualquer perdido no Buçaco. Almeida Júnior talvez seja dos mais brilhantes pintores brasileiros – mas até os seus temas caipiras se confundiriam com cenas passadas no verão isolado de  Smolensk, na Rússia.

Produzíamos arte, indiscutivelmente, como em qualquer lugar do mundo: mas as técnicas, os temas e mesmo os ritmos eram ditados pelo mundo que mandava em nós.

Isso mudou em 22, ano em que o Brasil nasceu.

Foi a partir da Semana de Arte Moderna que descobrimos nossas raízes e que aprendemos a nos orgulhar dela. Foi por causa de 1922 que, poucos anos depois, Mário de Andrade pariu Macunaíma, obra mãe da literatura brasileiríssima. Foi 22 que gerou Tarsila, Bandeira, Di Cavalcanti. Foi a partir daí que nossas telas ganharam o estilo único de Portinari, que nossas esculturas receberam força sutil de Brecheret, que nossa música ganhou os inconfundíveis ritmos de Villa-Lobos.

Foi em 22 que o Brasil passou a ser Brasil de verdade, que deixamos o anonimato cultural para assumir o nosso lugar de direito.

Os resultados dessa ruptura proposta pelo movimento antropofágico? Dos sertões perigosos de Guimarães Rosa à Bahia hipersexualizada de Jorge Amado, passamos a ser temas de nossa própria cultura. Passamos a nos enxergar, a nos ouvir, a nos tocar. Até a nossa música virou nossa de verdade – ou alguém duvida que, sem uma identidade cultural única, samba e bossa nova teriam algum espaço.

Nossos avós culturais abriram espaço para a nossa personalidade artística há quase exatos 95 anos.

Comemoremos o nosso quase centenário, pois, honrando-os com o que de melhor sabemos fazer por aqui: escrevendo histórias.

semana-arte-moderna

 

 

 

 

 

 

Leia Mais

Por uma cultura de celebrações

Há quem proteste por qualquer estrangeirismo que se sobreponha à nossa cultura. Há quem fale mal do dia de Ações de Graças, do Natal e, claro, do Dia das Bruxas, o Halloween. Há quem insista que cada celebração dessas datas feitas por aqui age como uma espécie de tiro dado nos Sacis, nos Boitatás, nos Curupiras que polvilham a cultura brasileira.

Me permitam discordar.

Manifestações culturais, por natureza, são momentos de geração única de zeitgeists, de uma densa concentração espiritual que sempre nos tira do “normal”, do “lugar comum”, do cotidiano. E, sob esse aspecto, pouco importam as origens dessas datas – se americanas, brasileiras ou marcianas: o importante é que elas representem algo para a comunidade, que elas evoquem algum tipo de espírito próprio que nos faça mudar a ótica pela qual encaramos o mundo (ainda que temporariamente).

Celebrações assim, sempre acreditei, são como musas inspiradoras: nos deixam mais suscetíveis a risos, lágrimas e a emoções de maneira geral. Celebrações assim geram histórias que não existiriam se não fosse por elas – e o que seria de nós, humanos, sem as nossas histórias?

Feliz, aliás, do povo que não economiza em datas importantes para celebrar a cultura da celebração! E, falando nisso, segunda foi dia 31 de outubro, o Halloween. Hoje, dia 2, é dia de finados aqui no Brasil e, lá no México, o fantástico Dia de Los Muertos. Há espíritos no ar clamando por risos, choros, memórias, histórias.

Que eles sejam ouvidos!

dia-muertos1

Leia Mais