Quantas páginas tem o seu livro?

Qual a quantidade ideal de páginas para um livro?

É claro que não se mede a qualidade de um livro pela sua quantidade de páginas.

Kafka, por exemplo, era famoso por encerrar em pouquíssimas páginas histórias imortais e que, para sempre, marcaram a literatura mundial. Dostoievsky, por outro lado, seguia em uma linha oposta.

Verdade seja dita, cada autor tem o seu estilo – que inclui não apenas características da sua narrativa como, também, claro, o espaço que precisa para contar a sua estória.

Por outro lado, para quem está “do outro lado do balcão”, é irresistível olhar para os números tentar extrair deles conclusões mais matemáticas. Foi o que fizemos por esses dias, movidos pela mais pura curiosidade – e chegando a resultados no mínimo curiosos.

Há uma relação entre quantidade de páginas e vendas?

A paixão pela produção literária praticamente nos impõe um fervoroso “não” na garganta – mas os números parecem gritar um sim.

Aqui, no Clube, 85% de todos os livros vendidos tem entre 150 e 200 páginas.

E, apesar dos números parecerem proporcionais (disponibilidade x vendas) em livros maiores, o mesmo parece não ocorrer com títulos com menos de 100 páginas.

Ou seja: livros, por exemplo, com 50, 60 páginas, acabam afastando os seus leitores em potencial e apresentando números de vendas significativamente menores do que a média.

Se há alguma relação já comprovada entre tamanho e vendas, não sabemos dizer. Mas que há uma relação prática e que já começamos a sentir aqui no Clube de Autores, isso há!

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Dicas de leitura para escritores

O que você deve ler para melhorar a sua escrita?

Já falamos aqui, no blog, sobre o quão fundamental a leitura é para escritores – e sobre como aproveitar o máximo de cada texto.

Para falar a verdade, parece até desnecessário comentar isso uma vez que um escritor dificilmente pode esperar angariar leitores se ele mesmo não age como um (algo essencial para que saiba lidar minimamente bem com a palavra escrita). Mas não é.

Por incrível que pareça, ao longo desses dez anos de Clube de Autores já nos deparamos até com autores que pregavam que o melhor era simplesmente não ler nada de terceiros para evitar algo que eles chamavam de “contaminação literária”. Se você pensa assim, perdoe-nos a sinceridade: a possibilidade de ter algum sucesso qualquer como escritor é muito, muito pequena – essencialmente restrita à possibilidade de você ser um daqueles raros gênios que aparecem na espécie humana uma vez a cada século. Ainda assim, mesmo essa possibilidade fica mais distante uma vez que gênios raramente dispensam oportunidades de ler, de estudar, de se aprofundar em suas áreas de atuação.

Ou você acha mesmo os grandes mestres da nossa espécie, de Cervantes a Machado de Assis a Einstein, nunca se debruçaram sobre seus grandes antecessores?

Escassez e abundância

Mas havia, nos tempos dos gênios de antigamente, um elemento que… digamos… facilitava o trabalho de garimpagem literária eles: a escassez.

Não me entendam errado aqui: já falei e repito diariamente que o melhor dos nossos tempos é justamente a facilidade que temos de adquirir cultura e inspiração. Mas isso traz, para nós, um problema que dificilmente existia na época de Cervantes, lá pelo século XVI.

Para ele, a inspiração literária só podia ser obtida em pequenos e restritíssimos círculos intelectuais onde algumas obras literárias circulavam. Era a época da escassez.

Para nós, a quantidade de opções é tamanha, tão maior que a nossa disponibilidade de tempo para absorvê-la, que separar jôio de trigo é certamente a mais dura das missões de qualquer leitor.

É a época da abundância.

E isso, portanto, nos leva à grande questão: o que um escritor deve ler?

Daremos, aqui, três opções de caminhos a serem seguidos.

Elas servirão para todos? Obviamente que não. Mas podem ao menos ajudar os autores, ainda que um pouco, nessa tão árdua garimpagem inspiracional.

Busque os livros mais lidos de todos os tempos

Nenhum livro se torna best-seller histórico à toa.

Tome o exemplo de Dom Quixote, por Miguel de Cervantes. Desde que foi publicado, na Idade Média espanhola, essa obra já vendeu mais de 500 milhões de cópias, sendo de longe a mais lida de todos os tempos.

Qual o segredo dela? Tudo: da construção de personagens a uma temática que, embora escrita para séculos passados, se manteve e segue se mantendo extremamente atual.

Vale a pena você conferir essa lista aqui, com os 10 livros mais lidos da história, e começar a passear pelas páginas de todos. Mas não leia apenas por ler: leia como se fosse um detetive buscando desvendar o mistério que fez esses textos se grudarem de maneira tão atemporal no imaginário humano.

Busque os livros independentes que mais se destacam

Se você está aqui, então provavelmente é um autor independente buscando o seu lugar ao sol. Nada mais natural, então, do que analisar outros livros independentes que estão se destacando sob o olhar do leitor brasileiro.

De tempos em tempos nós publicamos, aqui no Clube, uma lista com os top 10 livros que mais estão se destacando sob variados critérios – você pode acessá-la clicando aqui.

Da mesma forma que o seu livro, são obras que foram autopublicadas aqui no Clube de Autores (da mesma forma que 85% de todos os livros independentes do Brasil) – e cujos autores, portanto, tiveram exatamente as mesmas oportunidades e possibilidades que você.

Nesse ponto, nunca é demais reforçar os passos importantes para se escrever um livro de sucesso – veja clicando aqui.

Cace os livros mais premiados

Prêmios, claro, são uma excelente maneira de se fazer uma boa triagem literária. Nesse sentido, o que recomendamos é que busque listas de livros agraciados com reconhecimentos como o Nobel, o Jabuti ou o Camões, dentre tantos outros.

É certo que você encontrará uma relação indiscutível de livros perfeitos? Não, claro. Mesmo os mais sofisticados dos prêmios continuam sendo apenas uma espécie de eleição feita com base na opinião de alguns.

Mas as chances de você encontrar títulos que, por um motivo ou outro, cativaram o mundo, são grandes.

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Como criar um personagem para seu livro?

Não há como conceber boas histórias sem bons personagens

Sim: generalizações são sempre perigosas justamente por abolirem, de certa forma, a possibilidade da exceção. Mas pare e pense um pouco: qual o livro que realmente entrou para a história com personagens simplistas, hiper superficiais e pouco críveis? Pouquíssimos, se algum.

E há um motivo óbvio para isso: histórias são sempre formadas por históricos, por linhas de tempo cruzadas de personagens que incluem os passados individuais que os formaram, os encontros que fundiram contextos, as possibilidades de futuro que se desdobram nas tramas.

Assim, por mais fantasiosa que seja uma obra, acreditar na profundidade de um determinado personagem, no seu realismo condizente com o bom senso geral, acaba sendo fundamental para que um livro vá além de um punhado de páginas soltas.

E perceba que não estamos falando aqui apenas do protagonista ou antagonista principais: falamos de todos, absolutamente todos os personagens que compõem uma determinada obra, por mais coadjuvante que ele seja.

A Lei de Tchekhov e a necessidade de relevância em todos os elementos da história

Um dos maiores dramaturgos da humanidade, o russo Anton Tchekhov, descreveu uma espécie de “lei literária” que diz que, se uma arma aparece sobre uma mesa na segunda cena de uma peça, é porque ela fatalmente será disparada até a quarta cena.

Há uma lógica nisso: todo e qualquer elemento inserido em uma história acaba fatalmente “servindo” para algo e levando o leitor e chegar a construir uma determinada expectativa ou a chegar a uma determinada conclusão sobre algo. Há pouco espaço para inutilidades em um livro – em grande parte porque inutilidades desviam o foco e acabam matando o interesse e o engajamento do leitor na medida em que ele vai se perdendo na trama.

E por que estamos falando disso aqui? Porque o mesmo raciocínio deve ser aplicado a personagens. Personagens inúteis, daqueles que aparecem e somem de uma história praticamente sem causa efeito na trama, devem ser eliminados. por completo. Colocando de outra forma: se há alguém na história, esse alguém deve cumprir algum papel, ainda que secundário, na trama; e, se há um papel a ser cumprido, esse mesmo alguém, precisa ser minimamente crível pelo leitor.

Como garantir a densidade de um personagem?

A primeira resposta é tanto óbvia quanto inútil: pelo bom senso. Ela é óbvia porque tudo em um bom argumento depende do bom senso; ela é inútil porque, normalmente, todos sempre acreditam piamente que são os únicos detentores domador bom senso do mundo, o que invariavelmente joga o conceito na lata de lixo.

Mas há algumas práticas que podem ajudar bastante, incluindo:

Coerência

Personagens são seres, humanos ou não, dotados de características que os fazem agir de uma determinada maneira ao longo de uma narrativa.

O que os move, o que faz com que eles ajam de uma ou de outra maneira, quase sempre tem a ver com as suas próprias personalidades. Esse é um ponto de suma importância: as personalidades de cada personagem precisam ser bem definidas e mantidas ao longo da trama.

Veja: não é que uma pessoa vingativa por natureza não possa se arrepender e agir de uma maneira mais altruísta – praticamente todas as histórias do Charles Dickens tem uma ou outra mudança drástica de comportamento de um ou mais de seus personagens chave. Todos podem mudar – mas desde que os motivos, os gatilhos para uma mudança de comportamento, sejam nítidas e fortes o bastante para justificá-la.

Em outras palavras: estamos falando de coerência. Se não garantirmos que nossos personagens não tenham coerência, perderemos nossos leitores.

Passado

Sendo personagens, eles também costumam ter os seus próprios passados: suas coleções de pequenas (ou grandes) vitórias e derrotas pessoais que, no final das contas, acabou forjando os seus caráteres.

Não precisamos sempre descrever o histórico de um personagem à exaustão – mas precisamos, ainda que para nós mesmos, ter claro esse passado como maneira de garantirmos que manteremos a sagrada coerência.

Contexto e momento

Todas as pessoas do mundo mudam de acordo com as circunstâncias. Pegue a mais bondosa das criaturas e coloque-a na mais dramática e negativa das situações e certamente algumas gotas de egoísmo aparecerão até como maneira de sobrevivência.

Respeite essa tridimensionalidade, esse contexto que pode curvar ou mudar qualquer personalidade.

Mas, em paralelo, construa cada contexto como uma soma de momentos. Evite catapultar personagens para dentro de uma história assim, no susto, sem respeitar as regras mínimas do bom senso. Introduza-o na história com coerência, garantindo as circunstâncias percebidas como mais realistas para a sua presença.

E, claro, dê motivo para a sua presença (observando a Lei de Tchekhov) e crie as devidas conexões entre ele e os demais personagens.

Contexto e momento: muito do sucesso de uma história depende desses dois fatores.

Questionário para a construção de um personagem

Se você respeitar esses três elementos acima (e observar a sagrada Lei de Tchekhov), serão imensas as chances de ter em seu livro personagens sólidos, densos e críveis.

Mas há ainda como ir um pouco além. tome qualquer personagem seu e tente enquadrá-lo no questionário abaixo. Se quiser, você pode até responder formalmente a ele (nem que seja para os personagens principais como forma de garantir mais realismo a eles) – mas, normalmente, basta que consiga endereçar cada uma das questões mentalmente.

Se conseguir fazer isso, perfeito: seu livro estará muito mais próximo do sucesso.

Qual a necessidade do personagem para a história?

Como ele é?

Como ele muda ao longo da história?

Quais as suas características físicas (idade, peso, porte, raça, gênero sexual etc.)

Onde nasceu e onde vive?

Se vive em um lugar diferente de onde nasceu, o que o fez se mudar?

Qual o seu nível de inteligência?

Qual a sua relação com a própria família?

Quais os seus amigos e inimigos mais próximos ou importantes?

O que o motiva?

O que o assusta/ amedronta?

Como ele enxerga o mundo?

Como ele age perante os desafios que aparecem em sua vida?

Que outras características você considera como importante?

Bons personagens bastam para um bom livro?

Certamente que não – mas são um passo importante. Um bom livro tem outras muitas características que também precisam ser observadas – como essas aqui, nesse post, que recomendamos fortemente a leitura.

E isso sem contar com outros fatores que vão além da escrita em si, como diagramação, leitura crítica, revisão, capa etc. Nesse sentido, recomendamos também que você acesse esta página aqui, que concentra uma série de conteúdos importantíssimos para garantir que seu livro saia exatamente como você deseja.

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Como fazer seu site de autor?

Divulgação – obviamente – é chave para o sucesso de qualquer livro. Já falamos isso antes aqui e repito agora: apenas publicar um livro, em qualquer que seja a plataforma, seja de maneira independente ou via alguma editora, nem de longe garante que ele venda sequer um exemplar.

Um livro, como absolutamente qualquer produto do mundo, depende de divulgação para ser conhecido pelo público e para, consequentemente, despertar interesse.

Chegamos a fazer um manual específico sobre divulgação de livros, mas queria aqui focar em um tema específico: a criação de um site.

Ter um site próprio é fundamental para que seu livro venda? Não, claro que não. Afinal, a venda ocorrerá aqui no Clube de Autores e em nossos canais de vendas, que essencialmente abrangem a quase totalidade das grandes livrarias online do Brasil.

Mas tê-lo – principalmente se ele incluir um blog que permita a você gerar conteúdo regular como forma de manter seu público constantemente engajado – é, sim, uma excelente ideia.

Indicamos aqui três formas de fazer o seu site que com certeza resolverão o problema, sendo duas por conta própria e uma por intermédio de uma empresa especializada.

WordPress

É, de longe, a principal plataforma de sites e blogs do planeta. O WordPress é simples, prática e tem uma coleção imensa de templates prontos que você pode customizar à vontade.

Lá você pode criar árvores de navegação, levar usuários para páginas de venda de seus livros, falar sobre você e, em suma, ter uma espécie de “casa” na Internet – de graça.

Wix

O Wix é uma plataforma que permite mais liberdade, por assim dizer, que o WordPress – mas desde que você esteja com vontade de passar algum tempo mexendo na ferramenta.

Upsites

Se você não está disposto a fazer um site por conta própria, então vale a pena recorrer a profissionais que possam entender os seus objetivos e estruturar algo de acordo.

Aqui, claro, haverá um custo envolvido. Sempre há, se pararmos para pensar. A questão é se você pagará com seu bolso ou com seu suor :)

De toda forma, a vantagem da Upsites – que trabalha sobre a plataforma WordPress, diga-se de passagem – é que ela conseguirá personalizar seu site para que ele fique perfeitamente de acordo com o que você imagina.

O que mais recomendamos? 

Que você navegue por essas e por outras opções Internet afora e faça a sua escolha. Novamente: livros não se vendem sozinhos e ter um site próprio, principalmente com conteúdo frequente mantendo o engajamento alto, é sempre uma boa ideia.

Sendo assim, pesquise, navegue, escolha. E não deixe de ler o nosso guia de divulgação que, além de sites, tem uma série de outras recomendações importantes!

 

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