Como se inspirar para escrever um livro?

O que gera a faísca da criatividade?

Escrever, todos sabemos, não é exatamente uma tarefa mecânica. Não basta apenas abrir o computador e esperar que histórias revolucionárias saiam pelos dedos: há que se fazer a Deusa da Inspiração surgir, dar o ar da graça.

A questão é: como?

Se você é um escritor, são grandes as chances de já ter a resposta consigo a resposta (ainda que seja acometido pelo temido bloqueio criativo de vez em quando). Então, faça a pergunta a si mesmo: o que te motiva a registrar parte tão íntima dos seus pensamentos, das suas histórias e das suas fantasias?

E, principalmente, como fazer essa Inspiração surgir?

Quase sempre, as respostas que recebemos são tão abstratas quanto conclusivas. Diferentemente do imaginário dos leitores, a Inspiração costuma realmente bater de forma única para cada um.

Às vezes, ela vem em forma de música composta em versos regrados; outras, em sopros irregulares do vento.

Em alguns momentos, a declamação de uma poesia é suficiente para fazer o sangue de escritor pulsar mais forte; em outros, basta um anônimo balbuciar qualquer coisa sem sentido no meio da rua.

Há situações em que é necessário organizar todo um aparato para que um escritor consiga ordenar as suas ideias: iluminação perfeita, poltrona adequada, silêncio absoluto ao fundo; mas há também os que consigam escrever apenas quando estão no meio de um ambiente tão tumultuado quanto a própria vida.

Seja lá qual for o caso, desistimos da busca por uma definição mais clara da Inspiração: isso é, de fato, como buscar uma resposta sobre o sentido da vida.

Para nós, basta que a inspiração venha, e da forma que preferir. E basta estarmos vivos para recebê-la com as boas vindas que costumamos dar ao próprio ar que nos garante a existência.

E, com essa frustrante (e grata) conclusão, desejamos a todos os autores cujos olhos estiverem nessas frases sorte e bons ventos: que esses próximos dias tragam ainda mais letras para as vidas de todos nós.

E, se você nos permite uma dica que costuma funcionar para muitos, experimente apenas abrir seu programa de edição de texto preferido e simplesmente escrever o que vier à mente. Quem sabe não nasça daí uma história fenomenal?

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Vídeo da Fliba saindo já já

Quer saber como foi a I Fliba – Festival Literário do Baixa Augusta – primeiro evento exclusivamente voltado para autores independentes do Brasil?

Bom… tome minha palavra: foi sensacional. O primeiro de muitos, arriscaria dizer.

Mas não precisa se ater a ela: estamos trabalhando em um vídeo que mostra exatamente o que aconteceu lá na Passagem Literária.

Aguarde. Já já você verá como foi a primeira edição desse evento que se tornará regra no calendário literário brasileiro!

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O bem vindo fim das escolas literárias

Ao aprender literatura, nos acostumamos a dividir o tempo por períodos. Passeamos, assim, por humanistas como Gil Vicente, por classicistas como Camões, pelos arcadistas revolucionários que fizeram a Inconfidência, por românticos como José de Alencar e realistas como Machado de Assis. 

Essas escolas literárias, se assim pudermos chamá-las, tinham definições claras: por mais que cada autor tivesse seu próprio estilo, todos seguiam mais ou menos a mesma estrutura temática e encaravam o mundo pelas mesmas lentes. Pudera: o mundo, no passado, era relativamente uniforme. 

Não digo que não houvesse desigualdade nos séculos passados – o ponto aqui é outro. É que as desigualdades eram todas extremamente homogêneas. Eram tempos lentos, vagarosos, onde ideias levavam décadas ou mesmo séculos para se assentar. E, por isso mesmo, eram tempos que permitiam a maturação de movimentos e que traziam assim vantagens claras para toda a classe artística. 

Afinal, a partir do momento em que um grupo de autores gerava histórias com base nos mesmos preceitos estético-filosóficos, eles também se “autodivulgavam” em bloco e se ajudavam simbioticamente na formação de um público leitor cativo. Havia comunidade – uma comunidade coesa, útil, traduzida em círculos intelectuais formadores de opinião e difusores máximos de correntes de pensamento. Há como imaginar, por exemplo, um Mário de Andrade sem um Oswald de Andrade ou um Guimarães Rosa sem uma Clarice Lispector? Não é só que um tenha influenciado ou inspirado o outro: todos, juntos, formavam ondas coesas de difusão de suas óticas comuns da realidade. 

E hoje? Que escolas literárias consolidadas temos nos nossos tempos? 

Faço essa pergunta e escuto vácuo. 

OK, serei menos injusto: temos o realismo fantástico, para ficar em apenas um exemplo. Temos a literatura da perifa para ficar em outro. Temos ondas de biografias não autorizadas e de obras políticas neo-maquiavélicas que tem sido frequentemente consideradas como movimentos literários à parte. Temos muitas ondas e as vemos todas aqui no Clube de Autores, berço orgulhoso da literatura independente brasileira. 

Ondas, no entanto, não são escolas formadas, maduras. Ao contrário: há tanta coisa paralela rodando e com ciclos de vida tão apaixonadamente efêmeros que dificilmente podemos considerar uma nova escola literária com a força homogênea que o romantismo teve para o século XIX ou que o modernismo teve para a primeira metade do século XX. 

O motivo? A absurda quantidade de informação que cruza nosso mundo moderno e inspira a nossa forma de ver o mundo. 

Há tanta referência, tanta coisa diferente acontecendo em simultaneidade que o resultado é um óbvio caleidoscópio de estilos literários. Quase um para cada autor, arriscaria dizer. 

Isso é bom? 

Para os autores, há quem diga que não. Escolas coesas ficam cada vez mais difíceis de existir e esse tipo de divulgação em bloco acaba se transformando em algo tão raro quanto um político honesto. No mundo do excesso de informação, é cada um por si. 

Mas pense por outra ótica.

Se não temos escolas literárias consolidadas como no passado, também não temos padrões de pensamento que precisam ser seguidos quase que à risca para que sejamos “aceitos”. Ao contrário: o mercado do “cada um por si” também pode ser redefinido como uma realidade em que dependemos apenas de nós mesmos para alcançarmos o nosso público.

Há dificuldades no caminho? Certamente. Mas as facilidades são maiores principalmente para os mais autênticos, para os que menos se enxergam como parte de convenções pre-estabelecidas.  

E, no final, não se trata de elogiar ou condenar uma realidade. Realidades são para ser encaradas, não opinadas. 

Se a literatura moderna é a mais plural, democrática e sem preconceitos que já existiu, quem precisa de uma escola literária para impor seu tradicionalismo ultrapassado?

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A Flip já está chegando…

E a galope, diga-se de passagem! Com homenagem a Mário de Andrade, a Flip 2015 acontecerá entre 1 a 5 de julho lá em Paraty. O Clube, claro, estará presente lá com uma casa repleta de eventos para autores iniciantes e parte do circuito Off Flip.

Esse post é mais para avisar com alguma antecedência a todos os autores interessados em participar para que já se programem. Paraty costuma lotar nesse período, então quanto antes já reservarem hospedagem e organizarem a ida, melhor. O que podemos garantir com os 5 anos de experiência que temos lá é que é, sem sombra de dúvidas, a melhor festa literária do Brasil!

Para mais informações, acesse o site oficial clicando aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link http://www.flip.org.br/

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Giovana Damasceno, jornalista e autora do Clube, é destaque no Portal Imprensa

Quando o Clube começou, lá pelos idos de 2009 (algo como um século em “tempo de Internet”), recebemos inúmeros emails de usuários perguntando sobre o modelo, sobre a questão de se autopublicar etc. Coisa natural, dado que se tratava de algo novo e que, por natureza, suscitaria os questionamentos mais diversos.

De lá para cá, muita coisa mudou – principalmente pela consolidação de um modelo que, nesses três anos, somou mais de 15 mil autores.

Uma das primeiras autoras do Clube foi Giovana Damasceno que – além de escrever eximiamente bem – é jornalista e ativista literária. Recentemente, ela deu uma entrevista para o Portal Imprensa, no UOL, contando toda a sua trajetória e dando importantes dicas para escritores de todos os gêneros.

Nada mais perfeito do que essa recomendação de leitura para fechar a Semana do Escritor, certo? Então, para ler a entrevista na íntegra, clique aqui, na imagem abaixo ou acesse diretamente o link http://portalimprensa.uol.com.br/template/imprensa/page_template/Default.aspx?s=noticias&a=ultimas_noticias&c=52017&tit=publicar+fora+do+circuito+e+para+quem+ama+escrever+diz+a+jornalista+giovana+damaceno

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