O que escrevem os autores do Clube (por região)?

Na quarta passada, publiquei aqui uma nuvem de categorias considerando os temas mais utilizados nos quase 60 mil livros que estão aqui no Clube.

Como o Brasil é um país BEM amplo, cabe também ver as diferenças, por vezes pouco sutis, de alguns dos estados e regiões do país. Não recebemos dados de todas as regiões do país, devo acrescentar: falta, por exemplo, todo o Norte, que pretendemos divulgar em breve.

Ainda assim, vale a análise:

 

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Dados do mercado de autopublicação

Na semana passada, fiz um post sobre o mercado de livros didáticos que tem crescido enormemente aqui no Clube. Faltou esclarecer alguns dados do setor, que segue neste post de ordem bem mais estatística, prática – e incluindo alguns parâmetros importantíssimos sobre a autopublicação.

Brasil 

Segundo pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por encomenda do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em 2014, considerando apenas as vendas para o mercado, o segmento de livros didáticos registrou faturamento de 1,4 bilhão de reais, 10% a mais do que em 2013. 

Entre novembro de 2014 a novembro de 2015, o Clube de Autores ultrapassou a marca dos 50 mil títulos disponibilizados em sua plataforma, respondendo por 83% do mercado nacional. Durante o mesmo período, o self publishing nacional saltou 38% atingindo a marca de mais de 66 mil livros publicados. 

Mundo

Entre 2011 e 2013, o número de livros auto publicados nos Estados Unidos cresceu mais de 85%, superando a marca de 450 mil. 

Livros independentes representam 25% de todos os livros na lista de best-sellers da Amazon. 

No Reino Unido, 18 milhões de livros auto publicados foram vendidos em 2013 – um crescimento de 79% no seu market share.

O que isso tudo nos diz? Que o futuro da literatura mundial, sem a menor sombra de dúvidas, está mais nas mãos dos autores e de suas histórias do que das editoras e de suas dificuldades de triagem tantas vezes questionada.

Aproveitemos isso: publiquemos as nossas histórias.

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Quais métricas vocês acham essenciais para os seus livros?

Dia desses, um dos autores do Clube, Fábio Del Santoro, me mandou uma mensagem sobre a necessidade de métricas para autores.

Ele está certo: confesso não fazer nenhum sentido que, a essa altura, ainda não ofereçamos métricas para autores sobre seus livros que vão além do número de vendas no extrato de direitos autorais. E, motivado por ele, estamos já começando um projeto para criar um painel de métricas por livro que incluam desde uma visão gráfica de ciclo de vendas até estatísticas de estados que mais compram, canais mais relevantes (impresso, e-books por loja etc.) e assim por diante.

E já começo aqui com este post, perguntando: quais as métricas de vendas que vocês, autores, mais gostariam de ter e mais entendem como essenciais para administrar as suas obras?

Não dá para garantir que todas as sugestões sejam feitas, claro – mas dá para garantir que todas serão avaliadas do ponto de vista de viabilidade e, na medida do possível, implementadas!

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Smartphones, smartphones, smartphones

Não vou escrever aqui sobre impresso versus digital de novo. Esse tópico, claro, é e provavelmente continuará sendo recorrente por muito tempo – mas há mais a se falar sobre o assunto. 

Uma pesquisa bem interessante sobre hábitos digitais, da Reuters, foi divulgada há pouco. E há uma série de informações relevantes nela, mesmo considerando que livro não é exatamente o foco. A principal? 

Há uma nítida concentração de hábito de consumo de conteúdo via smartphones. Isso pode até parecer óbvio, mas perceba que não estou falando aqui de uso de smartphones e sim de concentração de hábito. 

Em outras palavras: cada vez mais, mais pessoas tem usado seus celulares (em detrimento de tablets e mesmo de computadores) para consumir conteúdo digital. 

Para quem escreve livros, isso pode ser uma informação importantíssima: afinal, ler em uma tela pequena e portátil é certamente diferente de ler em um computador ou mesmo em um híbrido como um tablet. Talvez se desenvolva uma preferência por livros mais curtos; talvez por conteúdos mais multimídia; talvez integrado a funcionalidades de geolocalização, seja lá como isso possa se dar. 

Enfim… O mar de possibilidades é grande, claro – mas, considerando que livro é conteúdo, possivelmente inclusive em sua forma mais densa, entender os hábitos de consumo de conteúdo mundo afora é certamente importante para autores. 

Além dos dois gráficos abaixo, deixo e recomendo o link para acesso completo à pesquisa aqui: http://www.digitalnewsreport.org/survey/2015/executive-summary-and-key-findings-2015/

   
 

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Dados e tendências do mercado editorial

Recebi, agora à tarde, o arquivo de uma das apresentações que vimos aqui na Feira do Livro de Londres com alguns dados e tendências do mercado editorial.

Embora seja algo mais focado para empresas, sempre parto do princípio de que autores são a parte mais fundamental de toda a cadeia literária e que, portanto, precisam sempre ter acesso a informações referentes ao mercado que estão construindo.

Essa apresentação, do Conselho Britânico, tem alguns pontos muito relevantes que destaco aqui:

– Na Inglaterra, o Kindle e a Amazon são absolutamente dominantes – mas as vendas de Kindles já começaram a desacelerar e há uma tendência deles serem superados por tablets em um futuro próximo.

– O ritmo de crescimento de ebooks é forte – mas eles ainda são minoria (14% na Inglaterra e 23% nos EUA). Para nós, iso indica que levará ainda mais algum tempo para que ebooks passem a dominar, de verdade, a cadeia.

– Ficção é, de longe, o gênero mais efetivo para vendas em ebooks. Não ficção e livros para crianças ficam muito, muito atrás.

– Os preços de ebooks, que estão na média de 40% do preço de impressos, devem continuar caindo.

Quem quiser baixar a apresentação pode clicar aqui ou na imagem abaixo. Está toda em inglês, mas vale a pena nem que seja para passear pelos gráficos e dados :-)

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