Quando uma obra vira domínio público?

Algumas das principais dúvidas dos nossos leitores tem a ver com direitos autorais. Quais são os direitos, como cadastrar as obras, quando receber etc. Inclusive, fizemos um guia sobre direitos autorais, para facilitar a sua vida. Mas uma outra questão tem surgido em rodas de conversa e gostaríamos de esclarecer por aqui. Se você já escreveu um livro, talvez tenha a resposta, mas vamos lá: Você sabe quando uma obra passa a ser considerada de domínio público? 

De acordo com a Lei do Direito Autoral (Lei nº 9.619/98), os direitos patrimoniais do autor são válidos durante todo seu período em cida e, após falecido, têm o prazo de 70 anos. De acordo com o Art. 41, “os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1º de janeiro do ano subseqüente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil.”

Depois que o prazo terminar, suas obras se tornarão domínio público, podendo ser utilizadas livremente por qualquer pessoa, com a possibilidade de ser explorada economicamente sem autorização do autor. 

As obras de Machado de Assis, por exemplo, estão nesse estágio. É comum encontrar textos publicados por várias editoras e comercializados em livros que levam o nome do autor, no entanto não há repasse financeiro das vendas. Isso acontece não apenas com livros mas com todo tipo de propriedade intelectual, como obras literárias e artísticas. Música, desenhos, pintura, fotografia, peças de teatro, filmes, novelas etc.

Apesar deste prazo estabelecido em lei, é importante destacar ele é válido apenas para os direitos patrimoniais do autor. Os direitos morais devem ser preservados em qualquer circunstância, mesmo após as obras se tornarem domínio público. Isso significa que se engana quem pensa que uma obra em domínio público “é de ninguém”. Herdeiros ou sucessores possuem a missão de “manter a fiscalização” da obra, por tempo indeterminado. Ninguém pode pegar um livro que está na condição de domínio público e republicar o conteúdo porém colocando sua própria autoria, por exemplo.

livro aberto

É de responsabilidade deles fazer com que a obra seja mantida em sua forma original, impedindo modificações que possam prejudicar a qualidade do conteúdo, honra ou reputação do autor, além de fazer com que o nome do autor seja vinculado à obra, sempre que ela for referenciada, reivindicar mudanças e autoria da obra, se houver necessidade. 

Veja o que diz o art. 24 da Lei nº 9610/98, que considera direitos morais do autor as seguintes prerrogativas:

I – o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;

II – o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;

III – o de conservar a obra inédita;

IV – o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra;

V – o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;

VI – o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem;

VII – o de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder de outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual, preservar sua memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado.

Em caso de descumprimento de alguma dessas etapas, é possível obter apoio jurídico para penalizar a violação dos direitos. 

Ficou com vontade de publicar um livro? Então veja as nossas dicas.

Curiosidades

  1. Não existe uma lista oficial de obras que estão em domínio público. Para ter certeza é necessário confirmar a data de criação e fazer a conta.
  1. Não são apenas obras com o prazo final de 70 anos que possuem seus direitos descontinuados. Também é considerado de domínio público toda obra de “autor desconhecido” e de autores falecidos sem herdeiros ou sucessores.

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sentado em frente ao computador

Ghost Writer: conheça o misterioso escritor fantasma

Escrever um livro pode parecer um bicho de sete cabeça para algumas pessoas e uma tarefa simples para outras. É por isso que muita gente contrata um bom escritor para ser autor de seus livros. Já ouviu falar nisso? É o famoso “ghost writer”, conhecido como “escritor fantasma”, em português. 

Mas, afinal, o que significa ser um escritor fantasma? Esta é a definição para o profissional que escreve (livros, textos, artigos e outras publicações) e não recebe créditos de autoria pelo conteúdo que criou. Parece estranho, a primeira vista, mas isso não significa trabalhar de graça – muito pelo contrário. Ao ser contratado como ghost writer de qualquer tipo de publicação, o pagamento acontece em data e com valor determinado previamente, por meio de um contrato em que inclui a cessão dos direitos autorais. 

Às vezes o trabalho é solicitado por falta de tempo do autor. Outras por falta de técnica ou habilidade de escrita. Este tipo de atividade vem crescendo muito e o contrato serve justamente para assegurar as duas partes de que não há nenhuma violação ou irregularidade ao divulgar o material como sendo de autoria de outra pessoa (normalmente quem contratou os serviços do ghost writer). Já falamos sobre direitos autorais aqui no blog, vale a pena relembrar.

Se interessou sobre o tema e ainda tem dúvidas? Vamos responder algumas das questões mais comuns sobre o universo dos escritores fantasma:

Preciso de alguma especialização?

Há relatos de que este é um trabalho para jornalistas mas não é preciso ter formação específica. Qualquer pessoa pode se aventurar nessa área, desde que escreva bem. Se você é criativo, se interessa por temas variados, tem facilidade em escrever em diferentes linguagens, possui ortografia excelente e é fera na gramática, vale a pena tentar. 

Como podem me contratar?

Esta é uma pergunta muito comum entre os escritores, principalmente se você ainda não escreveu nenhum livro. Recomendamos que publique seus textos para ganhar visibilidade e também para virar referência em boa escrita. Assim, será mais fácil contratar seus serviços. 

Você também pode se cadastrar em plataformas específicas para esse tipo de conteúdo, como a Rock Content, ou entrar em contato com empresas, agências e editoras para apresentar seu portfólio. Existem “agenciadores” que intermediam este contato também. Isso significa que nem sempre você vai lidar diretamente com quem irá assumir a autoria do seu trabalho – o que pode até ser positivo pois te dá mais liberdade e autonomia para trabalhar em cima do briefing. 

Nunca mais assino o meu nome?

Não é verdade. Ao se tornar um ghost writer você irá prestar serviços para determinada pessoa (física ou jurídica) mas nada o impede de seguir criando seus conteúdos autorais. Isso significa que você pode ser contratado por uma empresa para criar todos os textos de um site, por exemplo, e manter o seu blog atualizado ao mesmo tempo. Uma coisa não anula a outra. 

Devo escolher um nicho?

Não é obrigatório mas facilita o seu trabalho. Você pode se dedicar à produção de biografias e organizar os trabalhos de maneira que consiga terminar uma e já engatilhar a próxima. Escrever um livro dá trabalho e o prazo é longo, o que te garante maior rentabilidade. Mas você pode optar por conteúdos mais curtos como textos de blog (escolher uma área de interesse ou não), artigos e matérias para determinadas publicações, ebooks e até conteúdos que serão compartilhados em redes sociais. Avalie o seu tempo disponível e escolha como gostaria de trabalhar.

Posso contar para alguém que eu escrevi?

Depende. No caso de uma apostila ou peça publicitária, por exemplo, não faz diferença nenhuma dizer para alguém que você auxiliou na produção do conteúdo (desde que a proibição não faça parte do acordo entre as partes) mas se você está escrevendo um livro em nome de alguém, é muito provável que esta seja uma das cláusulas do contrato. O ideal é manter a confidencialidade e falar sobre o assunto apenas com quem for necessário.

autor e escritor - escrever um livro

É um trabalho exclusivo?

A não ser que esteja escrito no contrato que você deve se dedicar integralmente ao projeto em questão, trabalhar como escritor fantasma não determina exclusividade. Você pode escrever artigos entre um capítulo e outro do livro que foi contratado para escrever, por exemplo. Neste caso, o mais importante é se atentar aos prazos de cada contratante para não prejudicar nenhuma entrega.

Financeiramente, compensa?

Não temos como precificar o trabalho do ghost writer porque você deve cobrar de acordo com uma série de fatores, como tempo dedicado, complexidade do tema, volume de texto e até a “fama” de quem te contratou pode encarecer o valor do contrato. Já imaginou se Barack Obama de contratasse para escrever um livro que seria publicado em nome dele? Com certeza seria um best-seller

O que podemos dizer é que a flexibilidade do trabalho (já citada acima) permite que você assuma várias demandas ao mesmo tempo e assim é possível ter uma renda maior. A maioria dos projetos deste tipo possui pagamentos regulares ao longo do processo criativo ou um valor fechado antecipadamente, o que permite que você organize as finanças sem dor de cabeça. Ao mesmo tempo, você deve ser uma pessoa organizada para não gastar tudo de uma vez, já que o trabalho freelancer pode ser excessivo em alguns períodos e escasso em outros. 

Gostou? Tem mais alguma dúvida sobre como iniciar na carreira de ghost writer? Pergunte pra gente. E não se esqueça que você pode contar com a gente para publicar seus livros

Curiosidade:

O cinema gosta dos “fantasmas que escrevem livros”. Em 2009, foi lançado o longa-metragem brasileiro Budapeste, de Chico Buarque, que contava a história de um ghost writer bem sucedido mas que teve sua vida virada de cabeça para baixo depois de uma ameaça de bomba que faz com que seu vôo aterrisse na Hungria. Ao retornar para o Brasil, ele percebe que sua vida e família são um tédio e mergulha nas autobiografias na tentativa frustrada de viver a vida de outra pessoa para mudar esse sentimento. Em meio a toda essa mentira, nasce uma paixão.

Em 2010, Roman Polanski fez até um filme sobre este tema. The Ghost Writer conta a vida de Adam Lang, um político que vive em exílio nos Estados Unidos, possui uma história polêmica sobre prisão e tortura de suspeitos de terrorismo, e está escrevendo sua autobiografia por meio de um amigo. Acontece que o autor do livro morre e a editora contrata um substituto que terá que atuar como escritor fantasma para concluir a obra – pela qual o personagem principal havia recebido US$ 10 milhões antecipadamente. Apreciado pela crítica, o filme envolve drama e suspense já que o novo autor do livro descobre que o anterior foi assassinado e teme pela sua própria vida caso alguém descubra que ele está dando continuidade à história.

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notebook óculos e livros

Quero escrever uma biografia, por onde começo?

Esta é uma pergunta não tão rara quanto algumas pessoas podem imaginar. Isso porque muitas pessoas têm vontade contar a história de vida de outras pessoas – ou de si mesmo, no caso da autobiografia. A primeira vista, parece uma coisa simples: ouvir o que o biografado (quem terá a história contada no livro) tem a dizer e escrever de acordo com as palavras e memórias dele. Mas escrever um livro de biografia é muito mais complexo do que isso. Veja:

Escolha o biografado

Antes de começar, já temos a primeira pergunta: sobre quem você quer escrever? Geralmente, a escolha é baseada em alguém que admiramos e por isso temos vontade de expor sua trajetória de vida para que mais pessoas passem a conhecê-lo(a) e admirá-lo(a) também. Pode ser algum artista, político, atleta, pesquisador, cientista, médico, professor, ativista, músico, empresário, entre outras figuras. Se a ideia é escrever sobre a vida de alguém, é interessante que ela tenha algo a ensinar para quem lê – seja uma lição de vida, superação, maneira diferente de pensar etc. É interessante que haja algo novo (nunca contado ou pouco explorado) para detalhar, assim gera curiosidade e interesse no leitor.

Faça uma lista de pessoas que você admira e gostaria de ter a oportunidade de conhecer mais profundamente – acredite, este processo pode levar um bom tempo. Diante dessa lista, filtre quem está mais acessível, seja por distância geográfica, momento de vida ou rotina de trabalho, por exemplo. O biografado precisa estar disponível. 

Existe um outro cenário possível: personalidades que gostariam de ter sua vida relatada em um livro e que procuram escritores para isso. Se alguém te procurar com essa demanda, entenda qual é a necessidade do futuro biografado, o que ele gostaria de expor, em quanto tempo ele pretende ter o livro publicado e todas as informações necessárias para a construção da obra, antes de aceitar. Entenda que o livro é como um filho para o biografado

Temos ainda um terceiro cenário: a biografia de alguém que já morreu. Pode acontecer por interesse do próprio escritor ou por intermédio de familiares do biografado já que é a família quem tem que autorizar a publicação das informações, neste caso. 

Conversas e mais conversas

Estabeleça uma relação de confiança para que a pessoa se sinta à vontade em abrir a vida dela para você, essa é a parte mais importante do processo! Anote tudo desde a primeira conversa. Você precisa entender o que o biografado gostaria de expor, detalhes dos fatos (que muitas vezes são contados fora de ordem e em conversas totalmente aleatórias), nomes de pessoas, lugares onde esteve, datas. São muitas informações. 

A cada novo encontro, faça um resumo do que foi dito anteriormente. É bom para lembrar de onde pararam e também para confirmar se aqueles fatos realmente aconteceram e se falta algum detalhe. 

As datas não batem? Converse. Ficou com dúvida sobre algum momento específico? Converse. Quer obter mais informações? Converse. Essa dica vale também para pessoas próximas ao biografado. Converse com familiares, colegas de trabalho, amigos de infância e todas as pessoas acessíveis que possam confirmar (ou dar mais detalhes) sobre os momentos mais importantes da história dele. Em caso de biografia póstuma, essa etapa com quem convivia com o biografado é ainda mais importante para dar veracidade às informações. 

Pesquise muito

Uma pessoa mais velha, que teve sua história marcada pela Guerra, com certeza terá um contexto histórico como parte de sua biografia. Você precisa conferir as datas citadas, as notícias da época e tudo que envolva o universo de vida dela. Se for um pesquisador, você precisa ler seus artigos publicados, estudos relacionados ao trabalho realizado por ele, referências e como ele é visto na área de atuação. É preciso fazer uma varredura sobre a vida do seu biografado, saber o que já foi dito sobre ele na internet ou em qualquer outro lugar. Tudo isso é fonte de informação. 

sentado em frente ao computador

Se for uma personalidade e a exposição de sua figura (assim como polêmicas) for parte do enredo, você precisará pesquisar ainda mais! Isso porque, muitas vezes, a ideia da biografia é confessar algum ato cometido, limpar a própria barra de alguma situação ou até culpar outras pessoas. Esteja ciente da repercussão do seu trabalho. 

Organize os fatos

Essa é uma etapa desafiadora, não vamos mentir. Depois de colher muitas informações, chega a hora de costurar a colcha de retalhos e organizar os fatos para finalmente estruturar o livro. Diante das informações, vocês podem conversar sobre o melhor caminho a seguir: seja por ordem cronológica ou destacando os momentos mais importantes, separando capítulos por temas ou momentos de vida, por exemplo. Ressalte traços de personalidade que você percebeu ao longo do tempo que passaram juntos e escreva de uma maneira que demonstre o impacto dela diante dos fatos narrados.

É normal chegar nesta fase e perceber que ainda faltam algumas informações e voltar para a etapa anterior. E não há problema nenhum nisso, volte quantas vezes achar necessário para que a obra esteja o mais fiel possível aos fatos. 

Na hora de organizar este quebra-cabeça, você pode se deparar com algumas informações que julga serem não tão relevantes e é importante conversar com o biografado para entender se ele gostaria de manter no livro ou se, de fato, não fará diferença na história. Às vezes, pode parecer um fato comum para você mas foi um momento que marcou a vida dele. 

Ajustes finais

Tudo certo? Ainda não! Primeiro o biografado (ou familiar que irá autorizar a publicação) precisa aprovar a obra. Normalmente, ele recebe o arquivo original impresso ou em PDF para refinar alguma informação, incluir ou excluir trechos. Depois disso, basta escolher uma bela capa, enviar o material para revisão e publicar no Clube de Autores. Divulgue a obra e faça um evento para lançá-la oficialmente, em parceria com o biografado, obviamente.

Autobiografia

Mas e se eu quiser contar a minha história, preciso seguir todas essas etapas? A resposta é: mais ou menos. Claro que a obra sua vida pode ser escrita do jeito que você quiser mas é importante organizar os fatos (uma linha do tempo pode facilitar as coisas), incluir dados históricos (se necessário), conferir datas e pedir a opinião de amigos sobre detalhes que talvez você não se lembre. Escolha um profissional para revisar e publique com a gente.

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livro de receitas

Como escrever um livro de receitas

Quantas vezes você já teve que passar a receita daquele molho que todo mundo adora quando vai na sua casa? Ou quantas vezes teve que pedir para algum parente te lembrar como era a famosa sopa da sua avó? Se você tem um caderninho de família escrito à mão, é uma pessoa que conhece muitas receitas deliciosas ou que precisa uní-las em algum lugar para poder cozinhar, certamente já pensou em escrever um livro com foco em culinária. Quer saber como fazer? A gente te ajuda:

Escolha um público

Existem muitos livros de receitas e o que vai diferenciar a sua obra das outras é a maneira como você vai atrair o seu público. Você pode focar em algum tipo de alimento específico e fazer “receitas com carne de porco”, “doces à base de creme de avelã” e “20 risotos para saborear” ou investir em um perfil para direcionar suas receitas como celíacos, diabéticos, veganos etc. Que tal receitas para jantar a dois? Ou dicas práticas para o dia a dia de quem mora sozinho? De repente reunir as receitas da vovó para almoços de domingo em família. Você pode até fazer um livro com receitas para fazer com as crianças ou só de lanchinhos saudáveis para a lancheira da escola.

Capriche nos detalhes da receita

Você não vai colocar todas as receitas que sabe neste livro (que tal fazer um volume dois? três?) mas com certeza irá selecionar as favoritas – para agradar o público. Já pensou fazer um livro e ouvir feedbacks como “a minha receita não deu certo”, “meu prato não ficou assim” etc.? Desagradável. Para evitar que este problema aconteça, revise todos os detalhes na hora de escrever o passo a passo. O que parece óbvio pra você pode não fazer sentido para quem não é familiarizado com o ambiente da cozinha. Isso significa que é importante ressaltar como untar uma forma, qual a quantidade de óleo para fritar determinado alimento, a temperatura do forno, se é preciso colocar o macarrão pra escorrer ou passar água fria para ele parar de cozinhar, entre outros truques. Eles parecem simples mas podem arruinar uma receita se não forem feitos corretamente. 

ovos livro de receitas

Invista nas imagens

Esse é um dos pontos principais da sua receita, afinal, a expressão “comer com os olhos” não foi criada à toa. Pense no que você sente quando vê uma foto bonita no cardápio de um restaurante… dá vontade de comer? É este sentimento que a foto da sua receita precisa despertar nos leitores. Recomendamos que você tire um dia (ou vários) para produzir as receitas que pretende incluir no livro e faça uma sessão de fotos com um profissional. Acredite, ele tem a expertise para deixar o prato ainda mais apetitoso, seja com truques de iluminação ou outras técnicas. Aproveite o momento para tirar fotos para as redes sociais também, este será um ótimo conteúdo para divulgar após o lançamento do seu livro. 

A imagem da capa precisa ser de dar água na boca! Um prato bonito, bem apresentado e com cara de saboroso. É ele quem vai chamar a atenção e se destacar entre os outros livros das prateleiras. 

Como escrever

Você não precisa de nenhum programa rebuscado para escrever o seu livro de receitas. O bom e velho Windows Word dá conta do recado muito bem. Nele você consegue organizar um índice, usar alguns templates prontos, incluir imagens, inserir referências e muito mais. Escolha as receitas que deseja compartilhar, siga os passos sugeridos anteriormente, depois é só revisar e publicar no Clube de Autores.

Gostou das dicas? Então inspire-se nos mais de 500 livros de culinária publicados aqui no Clube e escreva o seu também!

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livros em destaque na livraria

Best-seller: o que fazer para conquistar esse espaço

Não acho que alguém escreva um livro pensando em ganhar rios de dinheiro mas, lá no fundo, a verdade é que o sonho de quase todo autor é que seu livro se torne um best-seller e figure entre os títulos mais vendidos e recomendados de todos os tempos. Isso não tem nada a ver com tiragem a partir de “x” milhões de cópias (não existe um número exato) e sim com o reconhecimento do mercado editorial. 

Mas você já se perguntou como é que um livro se torna best-seller? Qual é a diferença dos best-sellers para os livros comuns? Como escrever um best-seller no Brasil? Aqui estão algumas dicas:

Relevância

Você não precisa escrever a biografia de um famoso ou uma ficção espetacular (como J.K. Rowling na saga Harry Potter) para ser um escritor reconhecido. O leitor de best-seller não se contenta com pouco, ele gosta de assuntos interessantes. Podem ser históricos, como Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, o sucesso escrito por Yuval Noah Harari, ou práticos e reflexivos como A Sutil Arte de Ligar o F*da-Se: Uma estratégia inusitada para uma vida melhor, do autor Mark Manson. 

Qualidade

O que importa é que o livro tenha conteúdo de qualidade e seja bem escrito. Nada de ficar fazendo rodeios ou usar palavras difíceis de entender, a leitura fica cansativa e a chance do livro ser abandonado na cabeceira é grande.

Criatividade

Essa dica vale principalmente para os fãs de ficção. Invista tempo no enredo da sua história, inclua reviravoltas capazes de prender a atenção do leitor, desenvolva bem os personagens e agregue valor aos diálogos. Contar uma boa história é fundamental mas ser é o que torna o seu livro diferente dos demais. 

Referências

Dados são fundamentais! Pode ser uma pesquisa recente ou um estudo de caso, mas o leitor precisa ter a sensação de que as informações ali contidas são relevantes e ele nao vai perder tempo na leitura. Os best-sellers são conhecido por seus ensinamentos, o leitor interessado sempre vai querer aprender algo, seja para aplicar no dia a dia ou simplesmente para refletir. 

Fatores de decisão

A primeira resposta é óbvia mas não te ajuda: consultando as listas de mais vendidos ou mais recomendados. Quanto mais pessoas leem e gostam, mais pessoas se interessam para fazer o mesmo. E é por isso que alguns livros estão entre os mais requisitados há anos. Para fazer o seu livro ganhar destaque é preciso se dedicar na divulgação! Evento de lançamento, posts nas redes sociais, presentear pessoas influentes que podem recomendá-lo, resenhas na imprensa e tudo mais que você conseguir. Invista em uma capa que chame atenção e um título que desperta curiosidade e se destaque em meio às opções das livrarias.  Afinal, quem não é visto, não é lembrado (nem comprado). 

Inspire-se nos best-sellers atuais

Os livros mais vendidos e mais recomendados são as melhores referências para que você escreva um livro com potencial de virar um best-seller. Toda livraria ou editora possui uma lista com os livros mais indicados e você pode começar a pesquisa por eles. Veja alguns dos títulos mais recomendados de 2019:

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas

Escrito por Dale Carnegie e publicado em 1936, esse livro é um clássico que nunca sai da lista dos mais vendidos e mais recomendados, apesar de ter mais de 80 anos! É considerado o guia dos relacionamentos pessoais e profissionais, com técnicas simples para aprimorar a comunicação entre pessoas e linguagem acessível com vários exemplos (reais) para você aplicar no dia a dia. 

Mindset

Conhecida como a nova psicologia do sucesso, a “mudança de mindset” tem causado interesse por muitas pessoas que se sentem insatisfeitas com a vida de alguma maneira. A autora, Carol S. Dweck, realizou muitas pesquisas e desenvolveu o conceito que é capaz de mexer com o modo como lidamos com as questões do dia a dia e transformar as experiências de maneira positiva.

Minha História

Este é um caso em que o autor tem um nome de peso e isso já significa um grande salto nas vendas, mas não é uma pessoa conhecida no mercado editorial e sim no mundo inteiro. Michelle Obama, a ex primeira dama dos Estados Unidos, retrata sua história de vida simples, o relacionamento com o marido Barack Obama e a Casa Branca. 

O Milagre da Manhã

Você já deve ter ouvido falar que tem muita gente acordando cedo  e mudando os hábitos em busca de uma vida mais equilibrada. Pois é possível que todas elas tenham lido este livro. O autor Han Elrod traz uma série de benefícios para quem decide abrir mão da preguiça e mudar completamente a rotina matinal. A mudança de hábito proposta pelo autor envolve uma série de atividades que influenciam em diversas áreas da vida. 

A Revolução dos Bichos

Um clássico que deve servir de inspiração para muitos escritores. George Orwell foi brilhante na linguagem em que os animais retratam questões de uma época conturbada (Revolução Russa) de um jeito lúdico. Não é a toa que está sempre entre os primeiros da lista.

Mulheres Que Correm Com os Lobos

Clarissa Pinkola Estés é a autora desse livro empoderador e que está de volta para as listas de sucesso das livrarias. A onda de informações sobre feminismo e o sagrado feminino trouxe de volta mais um clássico (que já ficou entre os mais vendidos por 1 ano nos Estados Unidos). Ela retrata a natureza instintiva feminina e a vida moderna de um jeito inspirador, despertando a loba que há em cada mulher.

A Sutil Arte de Ligar o F*da-Se

O autor Mark Manson tem um jeito peculiar de escrever e se expressar, que encantou até os leitores que torcem o nariz quando o assunto é livro de autoajuda. Ele não traz uma fórmula mágica para ter mais qualidade de vida mas expõe o perigo que a busca pela felicidade pode causar nas pessoas. Manson fala sobre os padrões impostos pela sociedade e as consequências para quem passa a vida toda tentando se encaixar neles. 

O Poder do Hábito

Ele já esteve entre os livros mais recomendados muitas vezes e, embora sua primeira tiragem tenha acontecido em 2012, o conteúdo é mais atual do que nunca. Já parou para observar os seus hábitos cotidianos? Beber água em jejum, tomar banho antes de dormir, arrumar a cama ao levantar, rezar antes de sair de casa. Temos inúmeros hábitos e, muitas vezes, nem lembramos como os adquirimos. O autor Charles Duhigg traz uma reflexão sobre hábitos que são prejudiciais na nossa vida e que não conseguimos nos livrar. O livro mostra exatamente o que torna uma atividade um hábito e como transformá-lo em algo positivo para nos tornarmos pessoas mais felizes.

Gostou? Então aprecie o trabalho de autores independentes e veja os livros mais recomendados pelo Clube.

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