E a venda de ebooks, a quantas anda?

Já faz tempo que o mercado parou de pregar que ebooks aniquilariam o mercado de livros impressos. Aliás, já faz também o mesmo tempo que nós, aqui no Clube, desacreditamos essa informação com base no mais puro empirismo: tanto ebook quanto impressos tem seus pros e contras que variam de acordo com opiniões e momentos de leitura, o que garante espaço para todos.

Mas… sendo prático… a quantas anda a venda de ebook?

Pela nossa própria natureza, o Clube sempre teve uma proporção maior de venda de ebooks do que o restante do mercado. Enquanto, no Brasil, a proporção de vendas de livros eletrônicos versus impressos ficava na casa dos parcos 2-3%, o número chegou a 20% aqui.

Pois bem… isso mudou.

Hoje, ebooks respondem por 10% do total de vendas do Clube.

E não, isso não significa que o volume em si, em termos absolutos, tenha caído. Verdade seja dita, ele até cresceu no último ano.

O que ocorre é que a venda de impressos cresceu a um ritmo significativamente maior, deixando essa proporção bem mais dramática e mais próxima dos números brasileiros.

E daí? E daí nada.

Essa é só uma estatística que achamos interessante e gostaríamos de compartilhar com todos :-)

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Mercado de ebooks mostra sinais de estagnação no mundo

Antes de sequer começar o post: desde que começamos as nossas operações, lá nos distantes idos de 2009, sempre afirmei aqui pelo blog que está para surgir algum formato de leitura que aniquile os demais. À época, era grande o temor de que ebooks simplesmente assassinassem o livro impresso.

Não foi o que aconteceu. Já faz mais de um ano, aliás, que a indústria mundial vem relatando queda nas taxas de crescimento de livros eletrônicos enquanto os impressos permanecem ganhando território.

Recentemente, novos dados e estudos reforçam que o ebook está perigosamente próximo da estagnação. Apenas para citar um trecho de matéria publicada na Folha (íntegra aqui) em 2015:

A venda do Kindle, o leitor de e-book da Amazon, que domina o mercado, vem caindo tanto que a rede britânica de livrarias Waterstones abandonou em outubro as vendas do aparelho. E a consultoria Gartner projetou para 2017 uma redução para a metade das unidades vendidas em 2014.

Uma análise mais recente foi feita pelo blog Inteligência Competitiva, com mais números e dados pra lá de interessantes. Vale conferir a matéria na íntegra clicando aqui ou na imagem abaixo – mesmo porque nós, autores, temos a obrigação de nos mantermos informados com relação a qualquer coisa que envolva o hábito de leitura do mundo… certo?

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Em tempos de crescimento baixo, Clube de Autores vê aumento de 10% nas vendas de e-books em 2015

Ante-ontem, uma matéria sobre o Clube foi publicada no PublishNews – principal site voltado ao mercado editorial brasileiro. Não vou copiar a matéria inteira aqui, obviamente – mas ela serve como contraponto para um post que fiz na mesma segunda em que ela saiu (veja aqui).

Em resumo: no mundo, aparentemente os ebooks estão mesmo em uma queda que deve gerar a estabilidade desse mercado, já devidamente dividido entre formatos distintos. Aqui no Clube, no entanto, o próprio fato de distribuirmos ebooks em tantas lojas tem feito com que esse formato ganhe cada vez mais espaço.

Veja matéria abaixo (e clique aqui para mais detalhes):

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A queda dos ebooks

Há alguns anos, o futuro do livro era claramente digital. Em pouco tempo, ebooks dominariam os mercados, todos teriam um eReader nas mãos e o impresso passaria a ser artigo de museu. 

Eu mesmo tinha isso como uma certeza, embora sempre achasse que o futuro levaria mais tempo para chegar – quase 20 anos trabalhando com Internet, afinal, me ensinaram que fatalismos raramente viram verdades no curto prazo. Comecei a mudar de opinião há 2 anos quando, de férias em um país coalhado de americanos, passei a observar os hábitos de leitura do povo tido como mais tecnologicamente avançado do planeta.  

O que vi? Jovens de 20 a 40 anos grudados em seus Kindles e tablets lendo de tudo enquanto os mais velhos e crianças – sim, crianças – liam impressos. Antes que me corrijam: sim, é óbvio que crianças mergulhavam nos tablets quando queriam jogar alguma coisa qualquer – mas a leitura delas era praticamente toda feita em impressos. 

E por que isso importa? Porque há algum tipo de espaço entre a adoção ansiosa e empolgada de uma tecnologia e a consolidação dessa adoção nas gerações futuras. Se as previsões mais fatalistas fossem concretas, então se deveria observar uma curva inegavelmente crescente de adoção de ebooks na medida em que as faixas etárias fossem ficando mais novas. Ou seja: se 20% dos jovens liam livros digitais, então 50%, 80% das crianças deveriam fazê-lo. Certo? 

Teorias nem sempre condizem com a prática. 

O que aquela viagem me ensinou foi que há espaço para tudo, diferente do que o sempre ansioso mercado pregava. 

Tive a confirmação desta minha (solitária) tese este ano. 

De acordo com o New York Times, as vendas de ebooks cresceram cerca de mil porcento entre 2008 e 2010, em grande parte impulsionadas pela chuva de leitores digitais no mercado. Não se deve negar os benefícios: carregar ebooks é fácil, os devices comportam milhões de títulos e, desconsiderando o custo dos leitores em si, as histórias são mais baratas. 

Só que o ritmo de crescimento foi diminuindo nos anos seguintes com a mesma intensidade. Sabe o que aconteceu em 2015? As venda de ebooks caíram 10%. E não, isso não se deve a um abandono de hábito de leitura: os impressos cresceram cerca de 8,4% durante o primeiro semestre do ano só na Amazon, a Mecca dos livros digitais.

E por que alguém compraria um impresso se ele é mais caro e tão mais limitado? 

Bom… Primeiro, porque é difícil passar em uma livraria e folhear um livro digital até comprar o que mais apetecer. Há situações em que o mundo físico dificilmente encontra substituto no virtual. 

Mas há outros pontos. Qual a grande vantagem, por exemplo, de carregar um aparelho que armazena milhões de exemplares se só se lê um por vez? E como considerar uma equação que desconsidera o preço de eReaders como Kindles – algo realmente custoso principalmente em um país com tão pouco hábito de leitura como o Brasil? 

Além disso, será que apenas os mais velhos apreciam histórias contadas em páginas ao invés de bits? Aparentemente não. Talvez – apenas talvez – o papel ajude a dar um clima importante para as histórias.

Seja como for, o fato é que os diferentes formatos devem conviver ainda por muito, muito tempo. 

Que bom: quanto mais formas de se ler, afinal, melhor para todos nós que ganhamos opções. 

  

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Kickstarting: o que os autores acham?

Na semana passada fizemos um post sobre o Kickstarting (veja aqui), perguntando aos autores o que eles achavam sobre um modelo de se fazer pre-venda de seus livros e, com isso, angariar fundos antes.

Recebemos uma série de comentários e emails mas, em resumo, temos o seguinte cenário:

1) A maior parte dos autores encara pre-venda como uma maneira de garantir uma tiragem maior e, portanto, de baratear os custos severamente. De fato, com tiragens na casa dos mil exemplares, os custos praticamente despencam porque mudamos a forma de impressão. Do lado de cá, vamos nos preparar para isso já costurando acordos com as gráficas.

2) Muitos autores também buscam financiamento para “cuidar” dos livros, incluindo conseguir arcar com diagramação, revisão, capa e outros custos necessários para um acabamento mais profissional à obra.

Há sugestões em outras direções e devemos deixar tudo aberto mas, daqui, focaremos principalmente nesses dois pontos.

Obrigado a todos que contribuíram com as sugestões e aguardem novidades em breve!!!

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