celular com imagem de catálogo de livros

Saiba como criar um livro digital

A tecnologia avança em todas as áreas e estamos cada vez mais imersos no mundo dos “devices”, os dispositivos que facilitam o nosso dia a dia. Você consegue imaginar a sua vida – de hoje – sem o uso da tecnologia? Preste atenção na sua rotina, antes de responder essa pergunta. Estamos cercados por ela e nessa onda surgem novidades o tempo todo. Principalmente no universo dos “gadgets”, que são os dispositivos eletrônicos portáteis como celulares, tablets e os queridinhos dos amantes de livros: os e-readers. 

Kindle, Kobo, Lev… existem diversas marcas e modelos de leitores digitais e eles estão por toda a parte. Basta dar um passeio pelo transporte público, prestar atenção nas pessoas encostadas nas árvores de um parque ou na mochila da galera da faculdade. São dispositivos leves e fáceis de transportar, armazenam uma grande quantidade de informações (e livros) e não são tão dependentes de bateria quanto o celular. Já imaginou levar 4 livros na mochila durante uma viagem? Esse tempo já passou para algumas pessoas. E por isso e-readers e tablets têm feito tanto sucesso.

Diante da grande adesão a esses dispositivos, você – escritor – pode estar se perguntando: será que eu devo entrar nessa onda da criação de livros digitais? A resposta é: a gente recomenda que sim. Afinal, todo autor merece ter sua obra lida e se os leitores de adaptaram a um novo formato é importante que você se adapte também. Quanto mais visível você estiver, maior a probabilidade de conquistar novos leitores. Se você já tiver algum livro publicado no Clube de Autores, é ainda mais fácil, já que provavelmente você tem o arquivo da obra em algum formato digital.

Formatos

O PDF é um formato muito utilizado para leitura de livros em tablets ou de artigos e outros materiais de estudo mas não é o único formato possível quando o assunto é livro digital. 

O EPUB é o formato de e-book mais utilizado no mundo. Ele é gratuito e suporta elementos interativos (incluindo vídeos) na hora de exportar o arquivo. O i-Books da Apple e o Kobo reconhecem esse formato de ficheiro. Mas e o Kindle? Pois é, a Amazon comprou o Mobipocket eBook format e utiliza o MOBI como formato específico para as leituras em seus dispositivos. Mas você pode utilizar este formato em outros leitores digitais também, com exceção do Nook da Barnes and Noble. 

Você tem um arquivo em .epub e utiliza Kindle como e-reader? Não se desespere, existe uma ferramenta chamada Calibre que pode te ajudar na conversão. Você baixa no computador, conecta o dispositivo onde está o arquivo e segue os passos para mudar o formato.  

Ainda falando em Amazon, existem outros dois formatos chamados AZW e AZW3. A diferença deles para o MOBI é que esses dois suportam som e vídeo. Se você comprar ou fizer download de um livro na Amazon, ele provavelmente estará em um desses dois formatos.

livro na mesa e kindle na mão

Dicas de conteúdo e publicação

Bom, já falamos da praticidade do livro digital e da qualidade dos formatos. Se você tem interesse em publicar um livro exclusivamente digital é importante saber que existem várias maneiras de torná-lo mais atrativo aos olhos do leitor. Pode criar uma narrativa diferenciada, usar recursos visuais e até se estender no número de páginas que esse detalhe não é mais um problema para quem leva seu e-reader pra lá e pra cá.

Separe bem os capítulos para que a leitura seja fluida, utilize imagens ou algum outro recurso visual para dar um respiro entre uma parte e outra, destaque frases que achar interessantes – os e-readers possuem recurso de destaque que podem ser consultados separadamente e facilitam bastante para o leitor. 

Você também precisa investir em uma capa de qualidade e criar uma sinopse bem instigante para chamar a atenção do seu leitor durante as buscas na internet. 

Dúvidas na hora de publicar? Existem diversos sites gratuitos que auxiliam a criação e publicação do seu livro digital. O Clube de Autores é um deles

Lembre-se que o e-book é um livro em formato digital, que pode ser lido em qualquer equipamento eletrônico, como computador, smartphone, e-reader ou tablet. Mas também pode ser impresso e lido como um livro tradicional.

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Livros do Clube de Autores passam a ser vendidos fora do Brasil

Há mercado para autores independentes fora das nossas fronteiras

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, cerca de 3 milhões de brasileiros estavam morando fora do país em 2016 – número que, ao que tudo indica, deve apenas ter aumentado nos últimos anos devido à crise recente pela qual passamos. Além deles, há também cerca de 50 milhões de cidadãos de outros países que falam português – um número extremamente expressivo por si só.

Claro: todas essas pessoas tendem a consumir livros vendidos localmente, seja em seus países de origem (Portugal, Moçambique, Angola etc.) ou nos países para os quais emigraram. Mas o fato é que, por sermos o país mais populoso (80% das pessoas que têm o português como idioma nativo vivem no Brasil), é natural que a maior parte dos livros em nosso idioma sejam brasileiros.

Quem vive fora costuma ter a opção, naturalmente, de comprar ebooks… mas ebooks representam uma parcela ínfima do mercado total (entre 2 e 3%).

Aqui entra a principal pergunta: onde essa massa de pessoas acha livros impressos em português, principalmente se estivermos falando de produções brasileiras?

A resposta: importando em sites nacionais (e pagando uma fortuna de frete) ou em esparsas livrarias espalhadas aqui e ali. Porque as opções realmente são mínimas.

Até agora.

Como as vendas internacionais foram viabilizadas?

O maior desafio é justamente a burocracia entre fronteiras. Para citar um exemplo, o frete para entrega de um livro nos Estados Unidos, por si só, pode custar três vezes mais que o valor do próprio livro – e levar cerca de um mês para chegar ao seu destino.

Já imaginou uma operação rodando assim – só que em escala? A administração seria tão ruim quanto a qualidade do serviço.

A solução para um problema desse tamanho passou por localizar e negociar com gráficas fora do país – e aqui entrou um novo problema.

O tradicional complexo de vira-lata brasileiro nos empurra sempre a acreditar que tudo o que fazemos já é feito – melhor – nos outros países. Nada pode estar mais longe da verdade.

São pouquíssimas as empresas no mundo que conseguem viabilizar a impressão sob demanda. O próprio Clube de Autores, diga-se de passagem, foi considerada a empresa mais inovadora do mundo no segmento de publishing pela Feira do Livro de Londres – e isso em 2014!

E foi um fato: achar gráficas capazes de imprimir sob demanda e entregar em outros países durou muito, muito tempo. Depois que achamos, fazer as integraçoes tecnológicas que viabilizassem o processo levou outro pedaço largo de tempo.

E de testes.

E de acertos.

Até que, no começo de fevereiro, colocamos no ar uma versão beta.

E agora? O Clube de Autores está entregando fora do país?

SIM!!!!

Desde meados de fevereiro já passamos a entregar para quase todos os países do mundo, como noticiado em primeira mão pelo Estado de São Paulo. O “quase” fica por conta de países como a Síria e a Venezuela, pois estruturas logísticas em países economicamente colapsados ou em guerra civil são quase inexistentes.

Estados Unidos? Canadá? Portugal? Reino Unido? França? Austrália? Todos esses – e mais algumas centenas – já estao aptos a receber livros do Clube.

Há limitações?

Em um primeiro momento, sim: apenas livros em tamanho A5 e A4 podem ser entregues – e apenas em capa brochura (ou seja, sem ser espiral ou capa dura). Ainda estamos trabalhando para viabilizar as impressões internacionais de livros em outros formatos (como pocket ou quadrado).

Ainda assim, os A5 serão impressos lá fora sem orelhas, tendo sido essa uma condição imposta a nós pelas gráficas de fora do país.

Mas estamos trabalhando para ampliar as características dos livros.

O que você deve fazer para que seu livro seja vendido fora do país?

Ele está publicado no Clube de Autores? Então você não precisa fazer nada.

Observe essa imagem de tela abaixo, aqui neste post. Ela se refere à página de carrinho de compra de um livro. Perceba que, dentre as opções de envio, adicionamos a “desejo receber fora do Brasil”.

É só isso: basta selecionar essa opção e o sistema fará a conversão para o dólar, moeda padrão para todas as transações, e permitirá que você escreva o endereço.

Simples assim.

O que você ganha com isso?

Essa é a mais simples das respostas: um mercado potencial de quase 55 milhões de leitores. Nada mal, hein?

Há próximos passos a serem dados?

É claro que há – e muito além da inserção de outros formatos e especificações de livros. Mas isso, por enquanto, ainda é um segredinho :)

 

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Como definir o preço de um livro

Essa é uma das maiores dúvidas de autores independentes: como se definir o preço de um livro? Deve-se buscar sempre o preço mais baixo? Até que ponto vale a pena ou é efetivo abrir mão de direitos autorais para vender mais? 

O Clube de Autores acaba de lançar um guia sobre Como Definir o Preço do Seu Livro, disponível gratuitamente aqui. Quer saber como funcionam os modelos de estabelecimento de preço tanto no caso de editoras tradicionais quanto na autopublicação? E na comparação entre impressos e ebooks? 

Tudo está lá no guia. Mas, antes, cabe uma pequena introdução teórica sobre a dinâmica da precificação:

O preço é o elo universal entre autor e leitor, oferta e demanda; quanto maior a demanda, mais valiosa pode ser a oferta

O único ponto comum que liga todos os livros já publicados no mundo, em todas as sociedades e por toda a história, é que todos têm e sempre tiveram um preço. E sim: esse preço até pode ser subsidiado pelo Estado (no caso de livros didáticos para escolas públicas, por exemplo) ou pelo autor (quando este decide distribuir a sua obra gratuitamente, normalmente em formato ebook). Mas, de uma forma ou de outra, ele existe e, se não houver ninguém disposto a pagá-lo, o livro simplesmente deixará de existir.

No mercado tradicional, no qual todos estamos inseridos, este alguém costuma ser o leitor, o consumidor. E como ele toma a sua decisão? Da mesma forma que ele decide sobre a compra de um novo smartphone ou de uma barra de chocolate: medindo o tamanho do seu desejo pelo livro e desenhando uma conta em sua mente que define quanto esse desejo efetivamente vale.

Se um leitor estiver extremamente interessado em uma determinada história, ele estará também disposto a pagar mais por ela; se seu interesse for pequeno, no entanto, qualquer quantia mais significativa será potencialmente proibitiva.

Quer um exemplo óbvio?

O livro Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, de Yuval Noah Harari, passou meses nas listas de mais vendidos do Brasil e do mundo entre 2017 e 2018. Em outubro de 2018, ele estava sendo vendido por R$ 59,90 – cerca de 50% acima do preço médio de um livro no Brasil no mesmo período (R$ 40,31, de acordo com o Sindicato Nacional de Editores de Livros – SNEL – e a Nielsen).

Se a lógica do leitor fosse exclusivamente financeira, portanto, esse livro seria um fracasso, e não um campeão absoluto de vendas.

O que, então, fez a diferença? O que permitiu que Sapiens tivesse um sucesso tão astronômico mesmo custando tão mais caro que a média? A maneira com que sua oferta foi feita.

Sapiens tem um enredo quase único, abordando sob uma ótica extremamente peculiar fatores como história, evolução e biologia. Ou seja: a concorrência em torno do tema é praticamente nula.

Sua sinopse é bem trabalhada; suas críticas são extremamente positivas e publicadas em sites e veículos de comunicação de peso; sua capa salta aos olhos; o autor é facilmente encontrado nas redes sociais, seja em vídeos de palestras ou artigos públicos. Traduzindo tudo isso em um só raciocínio: conseguiu-se criar uma desejabilidade em torno do livro que fez com que o leitor julgasse justo o preço de R$ 59,90.

E, daqui, extrai-se a primeira regra: ao invés de concentrar toda a estratégia comercial no preço do seu livro, foque-se na criação de desejabilidade. Faça as pessoas quererem comprar a sua história pela força magnética dela, e não apenas pelo preço.

Quanto mais desejabilidade você conseguir gerar sobre sua obra, mais conseguirá cobrar por ela – e mais conseguirá ganhar.

Mas, claro, há aspectos técnicos importantes e que vão muito além disso na definição de um preço. Quer conhecê-los? Então clique aqui e baixe o nosso manual gratuito!

 

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2017, o ano da iconoclastia

No final do ano passado, me pediram para escrever um artigo sobre tendências do marketing que deveriam se concretizar em 2017. Fiz isso ainda em novembro e, no apagar das luzes de 2016, ele acabou sendo publicado em um ebook que pode ser baixado gratuitamente aqui.

Sim: o foco era em marketing e marcas de forma geral. Mas estou postando o artigo inteiro aqui, na íntegra, porque ele acaba refletindo muito da maneira de pensar que deve afetar não só marcas, como também autores, livros, leitores e assim por diante.

Espero que gostem!

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A neo-iconoclastia do século XXI

Em 730 DC, o imperador bizantino Leão III proibiu o culto a todo e qualquer ícone. Na nova política religiosa do então mais relevante império do planeta, venerar objetos seria como rebaixar Deus ao homenagear meros símbolos, “coisas” que, até por terem sido fabricadas pelas mãos imperfeitas do homem, jamais poderiam representá-Lo em sua plenitude.

Essa linha de pensamento – a iconoclastia, ou condenação ao culto de símbolos – ganhou peso ao ponto de provocar um cisma entre Roma e Constantinopla, sedes das duas principais igrejas cristãs da época.

De lá para cá, a força da iconoclastia sempre oscilou: foi condenada pelos católicos, apoiada pelos calvinistas, ignorada pelos hindus e severamente defendida por muçulmanos.

Como muitas das correntes de pensamento da história da humanidade, a iconoclastia acabou eventualmente deixando a esfera religiosa e mergulhando na secular. Para citar um único exemplo, uma das primeiras medidas que os revolucionários franceses tomaram depois da queda da Bastilha foi destruir o máximo possível de símbolos do antigo regime – de estátuas de monarcas à própria cripta de St. Denis, que abrigava os restos mortais de todos os imperadores desde o século X.

Seja do ponto de vista religioso ou político, o fato é que os iconoclastas sempre consideraram símbolos como falsidades ideológicas, como sínteses de valores glamurizados ao ponto de se transformarem em irreais e, portanto, mentirosos.

Entra o capitalismo

Pense agora em uma vitrine qualquer.

O que há nela? Marcas.

Muitas marcas representando, por meio de seus logos, ideais meticulosamente construídos para gerar conexões emocionais com seus públicos consumidores.

Quer se mostrar inovador? Compre algo que exiba o logo da Apple. Quer ser visto como um aventureiro? Compre uma jaqueta da Harley Davidson. Quer parecer rica? Nada como uma bolsa – ainda que falsa – povoada de logos da Louis Vuitton.

Para empresas, a receita de uma boa comunicação era relativamente simples: bastava sintetizar alguns adjetivos em um discurso de marca, distribuir bem a comunicação por diversos canais e colher consumidores fiéis.

#SQN

A vida não é mais tão fácil assim para as marcas.

Há, hoje, tanta informação trafegando pelo mundo que acreditar que uma marca qualquer consiga realmente representar a soma de todos os ideais de perfeição buscados por um indivíduo chega a soar pueril. O consumidor moderno sabe diferenciar a qualidade dos produtos de diferentes empresas, claro – mas ele também sabe que, na busca natural pelo lucro, todas invariavelmente sacrificam, em maior ou menor grau, os mesmos valores que elas alegam (e propagam) ter.

O que isso tem gerado? Uma geração de consumidores tão exigente quanto raivosamente cética, infiel.

A neo-iconoclastia

E qual o inimigo natural de um consumidor que exige a perfeição e duvida do discurso de qualquer marca? A própria marca, claro, uma vez que ela se esforça tanto para concentrar em seus símbolos (ou logos) o mesmo conjunto de ideais utópicos que cada vez mais consumidores entendem como pura hipocrisia.

Eis a versão moderna da iconoclastia.

Isso nos leva a uma questão fundamental que marcas precisarão começar a endereçar já em 2017: como lidar com um mercado composto mais de céticos fanáticos do que de apaixonados incondicionais?

Como conviver com a cada vez mais alta voz do consumidor? Como trabalhar a influência que cada cliente tem na decisão de compra alheia – principalmente quando ambientes como redes sociais se transformaram mais em repositórios de críticas do que de elogios? Como construir uma marca para um público consumidor que enxerga hipocrisia e ganância por trás de cada logo?

Pode não parecer, mas há uma saída tão óbvia quanto difícil para qualquer marca: sendo honesta.

Iconoclastas, afinal, querem sempre a mesma coisa: que verdades deixem de ser maquiadas por símbolos.

A questão, no entanto, é outra: quantas marcas você conhece que estão realmente preparadas, sob todos os aspectos, para se desnudar perante seus consumidores e ser absolutamente honestas com eles?

Arrisco um palpite: nenhuma.

E eis o desafio que as marcas tem em mãos não apenas para 2017, mas para as décadas futuras: aprender a quase impossível tarefa de ser honestas com os seus públicos consumidores.

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Mercado de ebooks mostra sinais de estagnação no mundo

Antes de sequer começar o post: desde que começamos as nossas operações, lá nos distantes idos de 2009, sempre afirmei aqui pelo blog que está para surgir algum formato de leitura que aniquile os demais. À época, era grande o temor de que ebooks simplesmente assassinassem o livro impresso.

Não foi o que aconteceu. Já faz mais de um ano, aliás, que a indústria mundial vem relatando queda nas taxas de crescimento de livros eletrônicos enquanto os impressos permanecem ganhando território.

Recentemente, novos dados e estudos reforçam que o ebook está perigosamente próximo da estagnação. Apenas para citar um trecho de matéria publicada na Folha (íntegra aqui) em 2015:

A venda do Kindle, o leitor de e-book da Amazon, que domina o mercado, vem caindo tanto que a rede britânica de livrarias Waterstones abandonou em outubro as vendas do aparelho. E a consultoria Gartner projetou para 2017 uma redução para a metade das unidades vendidas em 2014.

Uma análise mais recente foi feita pelo blog Inteligência Competitiva, com mais números e dados pra lá de interessantes. Vale conferir a matéria na íntegra clicando aqui ou na imagem abaixo – mesmo porque nós, autores, temos a obrigação de nos mantermos informados com relação a qualquer coisa que envolva o hábito de leitura do mundo… certo?

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