Livros técnicos: saiba como escreve-los

Já parou para pensar que todos os livros que estuda quanto está na faculdade foram escritos por um especialista? E não estamos falando de um especialista do tipo PhD e sim de alguém que tem propriedade no assunto em questão. Pode ser um escritor iniciante mas uma referência em determinado tema ou com vasta experiência na área. Dê uma olhada em livros jurídicos, por exemplo. O tipo de escrita é diferente, a quantidade de referências a artigos e leis é enorme e o vocabulário mais ainda – o famoso “juridiquês”. Só alguém familiarizado com o universo do Direito é capaz de escrever de uma forma natural. 

Diferente dos livros de ficção, onde a gente cria uma história, escolhe os personagens e desenvolve um enredo com criatividade, os livros técnicos são feitos à base de pesquisa e experiência. Um personal trainer, por exemplo, é capaz de publicar um ótimo livro falando dos benefícios da atividade física para a saúde, com exemplos de atividades para praticar, explicando movimentos, quais músculos estão envolvidos, como fazer de maneira correta para evitar lesões etc. 

Você tem vontade de escrever um livro sobre algo específico da sua área de atuação? Tem algum estudo, experiência ou ponto de vista que gostaria de compartilhar mas não sabe por onde começar? Então veja o que é necessário para escrever um livro técnico:

Estude o tema que será abordado

Por mais que você entenda do assunto, é sempre bom se aprofundar para encontrar a melhor maneira de passar a informação. Anote suas ideias e vá atrás de mais conhecimento sobre o universo que as envolve. 

Relevância

Lembre-se que escrever um livro técnico significa ter o seu conteúdo utilizado como referência para aprendizado e consulta. Por isso, o conteúdo precisa ser relevante. Como saber se você está no caminho certo? Converse com pessoas que você considera público-alvo desta publicação, pergunte quais são as dúvidas delas em relação ao tema escolhido e o que elas gostariam de saber e não encontraram em outros livros. Quanto mais informações você tiver, melhor. Essa etapa é importante para organizar os assuntos, inclusive para estruturar o livro.

Inclua referências

Converse com especialistas, assista documentários, busque pesquisas e artigos que auxiliem no embasamento do seu conteúdo. Estudos são sempre valorizados, principalmente se a sua área de atuação for ligada à ciências biológicas. Existem muitas publicações norte-americanas especializadas na publicação de artigos com base em estudos de diversas áreas. Vale a pena pesquisar. 

Um capítulo de cada vez

Diferente de uma história de ficção, onde é importante que você leia o livro na ordem para compreender os detalhes do enredo, no livro técnico cada capítulo precisa ter começo, meio e fim. Com conteúdo organizado, a leitura fica mais fluida e a consulta mais fácil. Em um livro sobre determinada especialidade da Medicina, por exemplo, cada capítulo pode ser sobre uma doença ou tratamento. Em um livro sobre Tecnologia, os capítulos podem ser divididos por tipos de software e assim por diante.

Defina um bom título

Já falamos sobre a importância do título em outras publicações aqui em nosso blog. No caso dos livros técnicos, essa escolha deve ser muito bem pensada pois influenciará diretamente no volume de vendas do seu livro. Você precisa incluir palavras-chave relacionadas ao tema (ou área de atuação) e detalhar o(s) assunto(s) abordado(s) no subtítulo, para destacar o diferencial do seu conteúdo perante outros livros já publicados. Uma estratégia tanto para vendas online (já que as buscas são feitas por palavras-chave) quando em livrarias. 

Revisão especializada

Aqui temos mais uma particularidade dos livros técnicos: a revisão. Quando alguém diz que determinado assunto precisa de revisão especializada não necessariamente significa que você vai dar o conteúdo escrito para um colega de profissão “dar uma olhadinha se está tudo ok”. A não ser que ele seja realmente especialista no assunto (e mesmo assim você vai precisar de um revisor profissional para fazer os ajustes finais), é fundamental entregar o seu livro para quem realmente entende. 

A pós-produção é tão complexa e importante quanto todo o processo de escrita em si. Você sabia que existem revisores especializados em determinadas áreas? Além de fazer a revisão ortográfica e gramatical, esses profissionais conseguem auxiliar na checagem de nomenclatura de doenças e revisão de sintomas (no caso de livros médicos) e na conferência de artigos e leis (no caso de livros jurídicos). São eles que vão conferir se a jurisprudência foi citada corretamente, se aquela lei ainda é válida, se existe alguma atualização etc.

Divulgue

O trabalho do escritor não acaba depois que o livro foi escrito – muito pelo contrário. Divulgue seu livro nos grupos dos colegas de profissão, faça um resumo sobre ele e publique no seu Linkedin, convide algumas pessoas para uma roda de conversa sobre o tema abordado, presenteie pessoas influentes na área (como professores universitários que podem recomendar o seu livro para os alunos), abra um canal nas redes sociais para falar sobre o tema (e o livro). Essas são algumas das possibilidades para alavancar as vendas do seu livro. 

Quer saber mais sobre como publicar um livro? Venha para o Clube de Autores.

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Quer escrever um livro? Confira 5 dicas do Clube de Autores

A plataforma de autopublicação lançou recentemente um guia com “75 dicas para escrever um livro” e, para ajudar os novos autores, traz uma prévia com cinco delas

O Clube de Autores, maior plataforma de autopublicação da América Latina, lançou seu próprio livro com dicas para novos escritores. Ricardo Almeida, CEO do Clube de Autores, explica que “75 dicas para escrever um livro” é um guia que mostra de forma clara que qualquer pessoa pode se tornar escritor. 

O livro entrega o caminho, passo a passo, para que qualquer pessoa possa escrever sua própria obra aproveitando tudo o que a tecnologia de hoje oferece. Com 10 anos de experiência e mais de 70 mil livros publicados em nossa plataforma, conseguimos reunir pequenas pílulas de conhecimento que certamente podem ajudar autores em todos os cantos do mundo. 

Para ajudar os novos autores, a plataforma divulgou uma prévia com cinco dicas essenciais na hora de planejar, escrever e lançar seu primeiro livro. Confira:

1 – Deixe o título para o fim do livro

A situação é muito comum: você está finalmente tendo progressos ao escrever uma obra. A inspiração veio, definiu o enredo, personagens, criou todo o planejamento e a criação da obra está indo até melhor que o esperado. Então, empolgado, divide a aventura com um amigo, que de bate-pronto pergunta: “É mesmo? Que legal! E qual o título do livro?”

Calma, não se desespere, você não é amador por não ter um título logo de cara. O processo de criação de uma obra deve ser o mais aberto possível, porque até o último ponto ser digitado, ainda tem muita história pra acontecer. 

Então, deixe o título para o final. Ele é a síntese de toda a sua obra. Ele é a frase que faz seu livro dizer a que veio em apenas algumas palavras. Por isso, não rotule antes da hora. Ou você pode acabar com um livro policial incrível desacreditado por conta do título escolhido antes da primeira frase, por pura teimosia.

2 – Escreva tudo que passar pela sua cabeça – tudo mesmo

Às vezes, nos momentos mais inesperados, nos ocorrem raciocínios interessantes: frases, reflexões, diálogos, acontecimentos, lembranças. Fique atento a esses acontecimentos e anote todos. Sabe aquela sacada inteligente na narrativa, ou uma resposta marcante de uma personagem de um filme, uma estrofe inesquecível de uma música? Muitas vezes elas são criadas assim, a partir da anotação de um pensamento que pode escapar a qualquer simples mortal, mas jamais a um escritor atento. Registre sempre que puder e tenha em mãos papel e caneta, ou ferramentas como Google Keep e Evernote, para anotar tudinho. 

3 – Crie seu próprio estilo 

Um dos grandes erros que autores costumam cometer é tentar construir histórias que agradem ao que eles entendem como “massa de leitores”. “Paulo Coelho é um best-seller? Então tentarei escrever igual a ele!” Poucas ideias podem ser piores do que essa, até porque um livro é, por excelência, um espelho do seu autor. 

Quanto mais rápido o autor entender que suas chances de sucesso são maiores à medida em que ele se entregar ao seu próprio estilo, melhor. Ser você mesmo é uma garantia de sucesso? Infelizmente, não, o mercado literário é, possivelmente, o mais concorrido do mundo. Mas tentar ser outra pessoa é uma garantia de fracasso. 

4 – Vença os bloqueios criativos 

O que gera a faísca da criatividade? Escrever, todos sabemos, não é exatamente uma tarefa mecânica. Não basta apenas abrir o computador e esperar que histórias revolucionárias saiam pelos dedos: há que se fazer a “Deusa da Inspiração” surgir, dar o ar da graça.

E, mesmo que você já saiba o que te inspira, já conheça seu processo criativo, tenha preparado seu ambiente, horário, música, leituras, tenha todo o planejamento pronto… tem dias em que a mágica não acontece. Às vezes, semanas. Não se desespere.

Identificar o bloqueio criativo é importante, principalmente porque ele geralmente vem acompanhado de um motivo (ou vários). Se você está bloqueado, não desconte em sua história. Pare. Mude o foco.

Largue as palavras, relaxe. Vá lavar a louça, cozinhar. Saia para correr. Pare de pensar na história por um momento. Medite. A inspiração não morreu. Só está dormindo. É clichê, mas funciona: sua mente começará a ter ideias em momentos aleatórios.

5 – Seja objetivo 

Não perca tempo enrolando. Se sua história já está resolvida, seja objetivo. É difícil abrir mão de algo que você passou tanto tempo escrevendo. Mas não vale a pena arriscar matar sua história só para render mais algumas páginas e passar mais um tempinho com seu leitor, certo?

Quando o fim chegar, diga o que precisa ser dito, coloque os pingos nos is e garanta que todas as pontas estejam amarradas. Seja um final feliz ou triste. Conclusivo ou inacabado. Não force na tentativa de ser poético. Mas também não termine abruptamente em uma página algo que ainda precisa ser explicado. Assim como você fez ao longo de todo o enredo, deixe as palavras fluírem. Teste diferentes finais. Peça feedbacks. Largue a escrita, vá correr. Tenha mil ideias diferentes até escolher a versão final do seu fim.

Quer saber mais? O Clube de Autores preparou uma página com outras 10 dicas para escrever seu livro que você pode ver clicando aqui!

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Confira nossas 75 dicas sobre como escrever um livro!

Que tal conferir um livro sobre como fazer um livro?

Na semana passada, lançamos, lá na Livraria Cultura, o livro “75 Dicas para Escrever um Livro“. O objetivo era não apenas deixar esse guia aberto ao mercado, mas também criar conexões mais diretas e pessoais com autores do Clube que estivessem por São Paulo e quisessem nos conhecer.

Foi exatamente o que aconteceu. Ao longo de quase três horas de evento, conversamos com autores de todos os perfis e idades, cada um com suas dúvidas específicas sobre técnicas, mercados, referências e caminhos.

Dentre todas as dúvidas, qual a principal?

De longe, a principal questão foi: “Há mercado para mim?”

Curioso como essas coisas funcionam: essa não era, nem de longe, uma dúvida que eu sequer imaginava que fosse aparecer. Foi também a dúvida mais fácil de contrapor com uma resposta direta: “sim”. Ou melhor: “Sim, com absoluta certeza, independentemente do gênero que você escreve”.

Por que? Porque em um país com 200 milhões de habitantes com hábitos crescentes de leitura e gostos cada vez mais nichados, segmentados e precisos, há mercado para absolutamente todos os contadores de história.

Mas isso não significa – e já repetimos isso diversas vezes aqui no blog – que o acesso a esse mercado seja simples. “Da mesma forma que há mercado para você”, respondia repetidas vezes, “há também para centenas ou milhares de outros autores que trabalham o mesmo tipo de temática.”

O que se há de fazer então? Caprichar na sua narrativa e na sua estrutura literária e mercadológica.

Quer ter acesso a todas essas dicas?

Boa parte desse “capricho”, por assim dizer, está justamente no livro, nas 75 dicas. Mas há uma série de materiais que começaremos agora a enviar gratuitamente via email para todos os interessados – em grande parte baseada no livro.

Quer ter acesso? Simples: basta acessar essa página aqui, com uma prévia das dicas que publicamos, e deixar seu email. De tempos em tempos você passará a receber um material simples, mas útil, feito desses nossos 10 anos de experiência acompanhando os mais de 70 mil livros independentes que estão aqui.

Aproveite!

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Como ter ideias para escrever um livro

Quer escrever um livro e não sabe por onde começar? Que tal conferir estas dicas aqui?

O Clube de Autores foi criado sob o princípio de que todo mundo tem uma história para compartilhar. Vivemos e morremos por este princípio que, até hoje, se mostrou absolutamente real. 

Mas isso não significa, claro, que todos estejam motivados, inspirados e prontos para passar suas crenças e visões de mundo mais profundas para o papel. E essa passagem, obviamente, é chave. 

A grande questão que aflora é: como instigar a mente a comandar os dedos para metamorfosear pensamentos em letras, palavras, frases, capítulos e, em suma, em uma ou mais histórias? 

Até os grandes mestres têm suas técnicas inspiracionais

Não há uma resposta mágica, uma espécie de receita padronizada para isso: escrever sempre foi, é e sempre será algo extremamente pessoal. Saramago, por exemplo, lançava perguntas hipotéticas ao universo e transformava suas respostas em enredos. Foi hipotetizando sobre “o que aconteceria se a morte tirasse férias”, por exemplo, que ele concebeu “As Intermitências da Morte”, uma de suas obras primas. 

Khaled Husseini, autor do best-seller “O Caçador de Pipas”, diz se inspirar vendo o noticiário. Foi, aliás, uma notícia na TV sobre competições de pipas serem proibidas pelo Talibã que inspirou o seu livro mais famoso. 

E, claro, entre lançar perguntas surreais ao cosmo e assistir ao Jornal Nacional certamente há todo um abismo de ideias e inspirações. Longe de querer sintetizar tudo em um compilado monótono, como se genialidades nascessem a torto e à direita, este post tem um objetivo que se situa entre a mera curiosidade e um empurrãozinho aos que estiverem sofrendo de bloqueio criativo: uma lista com algumas das técnicas mais utilizadas por autores de todo o mundo e através dos tempos para se destrancar a palavra escrita de dentro dos seus cérebros. 

Mas não nos atenhamos unicamente a elas, claro. Uma vez escrita, toda história tem um caminho loooongo pela frente, até se transformar em livro. Nesse ponto, já indico de imediato este post aqui com dicas importantes sobre o processo de escrita em si.

Mas voltemos alguns passos, então, e mergulhemos em algumas dicas que podem ser bem úteis para fazer vontades se metamorfosearem em livros. 

10 dicas importantes para se ter ideias que se transformem em livros

Leia. Muito. 

A maior fonte de inspiração para se escrever um livro costuma ser um outro livro. Um, não: vários. Quanto mais intimidade você tiver com obras primas de gênios como Murakami, Rulfo, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Mia Couto, Clarice Lispector e outros tantos, mais intimidade você terá com o próprio conceito de narrativa. Deixar-se ser envolvido por estilos literários que transcendem e transformam o próprio conceito de poesia costuma mexer fundo no coração – mais especificamente na parte dele que mais importa, naquele ponto escondido de onde nascem todas as emoções. Faça, então, o óbvio: vá a uma livraria. Ou a esta lista daqui, com os 10 livros independentes que mais estão dando o que falar.

Tenha sempre um caderno de anotações à mão – e use-o sem economia.

Não, não é necessário ser exatamente um caderno: pode ser um tablet ou até mesmo o seu celular. O importante, mesmo, é que você tenha o hábito de registrar imediatamente qualquer sinal de ideia que – quem sabe? – tenha algum potencial de amadurecer em forma de livro. Pode ser uma observação casual do cotidiano, o registro de um sonho, uma frase que achou bonita ou qualquer coisa. Simplesmente escreva, registre, anote. Nunca se sabe exatamente o que destranca ideias do cérebro. 

Cace arte – e recrie a história por trás de cada peça que achar.

Olhe em volta. Onde quer que você viva, são imensas as chances de estar cercado por obras de arte. Sejam esculturas, telas, prédios ou casarões, grafites ou qualquer outra manifestação artística, é relativamente fácil se deparar com algo capaz de te extrair do lugar-comum. Aprenda a perceber a arte e, principalmente, a deixar a curiosidade dominar seu olhar. Toda obra, afinal, tem uma história por trás –  e é nessa história que reside a sua maior densidade. Foi a um museu e se encantou com uma peça específica? Pesquise-a, ainda que com o próprio celular navegando na Wikipedia. Quem foi o autor? Em que período ela foi feita? Por que motivo? O que deveria representar? Quem encomendou? O que ela deveria representar? 

Para cada peça que olhar, brinque de engenheiro de obra pronta e tente imaginar toda a história por trás dela, tanto emocional quanto cronologicamente. Obras de arte mais plásticas (como quadros ou esculturas) costumam ser uma espécie de capítulo final de um livro cujos capítulos iniciais podem ser criados por cada espectador. E isso permite um tipo de exercício criativo fenomenal. 

Aprenda a provocar emoções com as palavras.

Escritores são, essencialmente, artesãos de palavras. Nesse sentido, cada frase pode ser pensada, esculpida e retrabalhada de maneira a gerar mais impacto em seu ouvinte ou leitor. Aprenda a brincar com palavras, a substituir as monótonas colocações do nosso cotidiano com termos buscados nos mais bem guardados baús do nosso belíssimo idioma. 

Livros, afinal, são ideias traduzidas em um encadeamento poético de palavras. Quanto mais você dominar o seu idioma, melhor conseguirá destravar conceitos e deixar histórias fluírem soltas. 

Decida o gênero que quer escrever.

Drama? Filosofia? Comédia? Terror? Ficção científica? Até é possível mesclar pitadas de um gênero com outro mas, no geral, todo livro costuma se enquadrar em um perfil mais geral. E isso não é ruim. 

Ao contrário: quanto mais claro estiver para si mesmo o gênero que você deseja escrever, mais fácil será buscar referências e escrevê-lo. 

Não tente imitar alguns para agradar a todos.

Um dos grandes erros que autores costumam cometer é tentar construir histórias que agradem ao que eles entendem como “massa de leitores”. “Paulo Coelho é um best-seller? Então tentarei escrever igual a ele!”. Poucas ideias podem ser piores que essa – até porque um livro é, por excelência, um espelho do seu autor. Quanto mais rápido o autor entender que suas chances de sucesso são maiores na medida em que ele se entregar ao seu próprio estilo, melhor. Ser você mesmo é uma garantia de sucesso? Infelizmente, não – o mercado literário é, possivelmente, o mais concorrido do mundo. Mas tentar ser outra pessoa é uma garantia de fracasso. 

Teste sua história.

Pensou em algo que pode ser um bom começo ou uma boa base para um livro? Teste. 

Crie uma espécie de sinopse mental e compartilhe-a com algum amigo ou leitor em potencial. Perceba a sua reação, esforçando-se para separar aprovações educadas de entusiasmos sinceros. Nem sempre o que nos parece uma boa ideia, afinal, tem potencial concreto para se transformar em um bom livro, e testar a capacidade de retenção de atenção é sempre um caminho aconselhável. 

Não se veja como um gênio incompreendido.

Depois de testar a sua história uma, duas ou três vezes e receber olhares mais reprovadores, é comum que o escritor busque refúgio ou alívio no pensamento de que seu texto está perfeito, mas além do alcance das pessoas. Esqueça isso. 

Claro: nem todo livro funcionará para todo mundo, mas se você escolheu bem os “críticos” para quem contou ou mostrou a sua tese (ou sinopse mental, como colocamos na dica acima), então confie nas opiniões que ouvir. Em última instância, force-se a acreditar que não existem gênios incompreendidos: existem escritores que não conseguiram concatenar suas ideias direito. Quanto mais você colocar a culpa nos outros, afinal, menos conseguirá mudar para evoluir. 

Dedique-se a uma primeira frase.

“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas.” Foi assim que Machado de Assis abriu a sua obra prima, Memórias Póstumas de Brás Cubas – com uma primeira frase que praticamente cola o olhar do leitor ao livro e o impele a devorar cada uma de suas próximas páginas. 

Não se costuma dizer que a primeira impressão é a que fica? Pois bem: em um livro, uma primeira frase bem elaborada tem o potencial de transformar a experiência do leitor – e de atiçar a imaginação do autor em níveis incríveis. 

Deixe o texto ganhar vida própria; depois, dedique-se a podá-lo. 

Em um determinado momento, suas mãos parecerão ter vida própria e sairão escrevendo a uma velocidade maior que a do seu próprio cérebro. Não se censure aqui: deixe o texto crescer por conta própria, tomar os caminhos que preferir, dominar o papel com toda a coragem de um adolescente descobrindo o mundo. 

Mas tenha claro para si que o que quer que resulte daí não será o seu trabalho final. Uma vez escrita essa primeira versão do livro, transforme-se em carrasco de si mesmo e dedique-se a ler e a reler, a cortar trechos desnecessários, a organizar eventuais caos incompreensíveis e a ceifar capítulos inteiros com a frieza de um legista.  O mexicano Juan Rulfo, aliás, costumava dizer que escrever era a parte mais rápida e fácil de um livro: o trabalho mesmo estava no passo seguinte, quando ele começava a aparar as arestas de cada uma das suas próprias frases. 

Foi assim que ele deu ao mundo Pedro Páramo, um dos livros mais celebrados da história. 

Escreveu seu livro? E agora?

Passou por tudo isso? Seu livro está já escrito e pronto para ser lançado? 

Parabéns: todos têm uma história para compartilhar mas, se dúvidas, são poucos os que realmente conseguem tirá-la da cabeça e colocá-la no papel. 

Antes de publicá-la, no entanto, recomendamos que acesse este checklist aqui e veja se tudo está perfeito. 

Se estiver, fantástico: publique aqui no Clube de Autores gratuitamente, nos formatos impresso e digital, e esteja presente nas maiores livrarias do país e do mundo! Quer saber como? Acesse este link aqui, com o passo-a-passo para você lançar o seu livro, ou este aqui, que descreve o modelo de funcionamento do Clube de Autores.

 

 

 

 

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