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Você participa de concursos literários?

Por todo o ano, diversos concursos literários povoam o calendário do escritor brasileiro. Os prêmios são os mais diversos, variando de contratos com editoras mais tradicionais a dinheiro que, se utilizado de maneira inteligente, pode ajudar a impulsionar a carreira de escritor.

Mas se, por um lado, os prêmios acabam abrindo portas para muitos autores, por outro acabam repetindo o mesmo problema do mercado como um todo: selecionar um dentre muitos, em análises que por vezes fogem do que se pode considerar justo ou imparcial.

Até hoje, o Clube já falou com dezenas de autores que participaram de diversos concursos e, de fato, a palavra “frustração” apareceu nas vozes de todos. Ainda assim, a grande maioria deles disse ter interesse em continuar participando.

O motivo? Todos sabem da qualidade das suas obras e não sentem a necessidade de uma aprovação de terceiros, por assim dizer; todos sabem que é difícil concorrer com centenas ou milhares de outros escritores; mas ninguém tem nada a perder, pois, na maior parte, as inscrições são gratuitas.

Todos alertaram também para o mesmo fato: deve-se ler, com atenção redobrada, os regulamentos de todos os concursos – pois muitos são feitos por empresas que querem apenas engordar o seu mailing para poder enviar mensagens para os autores, oferecendo serviços os mais diversos. Ainda assim, podem se configurar em boas oportunidades.

O que recomendamos a você, autor?

Faça as suas próprias pesquisas e, sim, lance-se em concursos que reputar como sérios.

Participar de prêmios não garantirá que você seja premiado, é óbvio. Mas não participar, também por óbvio, garantirá que você não o seja.

Assim, deixe a cara a tapa, capriche na sua inscrição e torça. Na pior das hipóteses, tudo continuará igual; na melhor, você ganhará uma sempre bem vinda vitrine!

41 comentários em “Você participa de concursos literários?

    1. Se me permite uma observação, João, a culpa não é do Brasil. Ser escritor, em qualquer lugar do mundo, é difícil. Aqui inclusive é mais fácil que em muitos países, devo acrescentar. Estamos, provavelmente, no mais concorrido dos mercados: se há, por um lado, 200 milhões de leitores em potencial, há também outros milhões de livros buscando olhos. Fácil certamente não é.

      Mas também não é impossível. Se há, afinal, uma série de casos de insucesso na busca por um espaço ao sol, há também diversos casos de sucesso.

    2. Bom, agora pra mim tanto faz. Estou participando de alguns concursos que serão os últimos. Não vou mais insistir numa atividade que é, provavelmente, a mais desvalorizada do Brasil, e não se iludam o Brasil é um dos piores países do mundo pra ser um autor de sucesso. O salário médio de um autor aqui é de duzentos reais por mês, e publicações só com pistolôes. Quem consegue querer escrever depois que sabe disso? Queria ter sabido disso há trinta anos pra nunca ter escrito nada…

    3. Ser escritor é difícil em qualquer país do mundo, João. Nós é que sempre achamos que no Brasil é pior quase que por hábito cultural – mas isso não é verdade. Por outro lado, ser difícil não significa ser impossível: tanto aqui quanto em qualquer lugar do mundo, novos escritores tem surgido e despontado como nunca antes. Basta escrever e publicar para ter sucesso? Certamente que não – o caminho é muito mais árido e perigoso, incluindo doses de persistência e de conhecimento que precisa ir muito além da escrita em si. Mas, por outro lado, não vejo que nós, escritores, temos escolha: escrever, afinal, costuma ser tão essencial como respirar.

  1. Já cansei de participar desses concursos. Além da concorrência ser monstruosa, pois a Internet é sintonizada no mundo inteiro, tem muitas marmeladas, ainda mais quando tem prêmio em dinheiro. E depois eles fazem muitas exigências pra gente ganhar algum livro encalhado, por exemplo. João

    1. Sabe, João, o bom de concursos é justamente isso: nos faz “entender” a concorrência, que é igualmente feroz no mercado literário. Claro: há concursos sérios e os que tenham marmeladas, mas sempre dá para questionar, investigar e separar joio de trigo. Mas, no final, nosso trabalho de escritor passa também por batalhar pelo nosso próprio destaque.

    1. Oi Simone. Não temos essa relação pronta mas vamos trabalhar nela. Recomendamos que fique atenta ao blog ou ao nosso Facebook ok? Sempre postamos tudo nesses dois canais :-)

  2. Pessoal,

    Vejo muitas reclamações de falta de espaço. A vida é assim. Tudo é difícil. No Brasil, viver de literatura, é algo para os que conquistaram um espaço. Se você for bom e persistente, o seu lugar ao sol estará garantido. Mas não pense que ficará rico ou famoso. Não. Literatura não é para isso.

  3. Olá.

    Meu nome é Valéria Di Thot,
    Sou autora totalmente independente. Não tenho editora, mas frequento as Bienais com meus livros. São 7 obras editadas, dois romances, dois infantis, um de poesia e musica e dois na linha mistica.
    Gostaria muito de participar de concursos literários.
    Qual é a dica?

    1. Oi Valéria! A principal é se informar sobre os concursos para fazer uma triagem, separando quais os que parecem mais “corretos” e quais são pegadinhas. Nesse ponto, a Internet é a sua melhor amiga: você sempre encontrará depoimentos esclarecedores de outros autores que certamente ajudarão!

  4. Estou lançando “Amor Perfeito – o romance da sulamita e o pastor”. Trata-se dum romance épico na forma dum complexo poema de 46 cantos e 145 páginas. Qual a dica referente a concursos?

    1. Oi Heitor! Na nossa opinião, cheque sempre infos sobre os idealizadores e pesquise edições passadas antes de se inscrever – principalmente se forem pagos. Cocursos são excelentes oportunidades – mas, às vezes, podem também ser apenas armadilhas para pegar o dinheiro de autores!

  5. Estamos desenvolvemos um Concurso Nacional de Videos produzidos pelo celular, com ampla participação (todo mundo pode) e inscrições gratuitas.

    O endereço do site é http://www.paginadosconcursos.com.br

    Os arquivos anexos referem-se ao Regulamento do Concurso, o Formulário de Inscrição e o banner

    A participação é bastante simples:

    O candidato produz um video (que pode ser feito por celular) de até 3 minutos e envia, juntamente com o formulário de inscrição devidamente preenchido e assinado para a Caixa Postal 9662 – Brasília-DF CEP 70.660-045

    O tema é a literatura

  6. Lendo os comentários das pessoas que estão empenhadas em trabalhar com literatura, vejo como é complicado alcançar a realização. Há muita coisa boa, mas também existe o contrário, dando a impressão, às vezes, de que todo mundo hoje é escritor. Mas isso não tem acontecido só na literatura, pois qualquer um hoje é chamado de gênio, seja nas artes, na música ou qualquer outro setor que a mídia ache por bem, promover. Gosto de escrever crônicas por puro prazer de escrever, e, apesar de também sonhar com a oportunidade de ver meus trabalhos divulgados, não tenho grandes esperanças, mas nem por isso vou parar de criar e de escrever.

  7. Olá!
    Meu nome é Carlos Mendes e sou ESCRITOR / DRAMATURGO!!!
    É… DRAMATURGO!!! Concurso literário pra DRAMATURGIA… Nossa!!! Você pode contar nos dedos de uma única mão quantos existem. Mas aqui vai uma pergunta: DRAMATURGIA É LITERATURA? Bom, eu acredito que sim! Mas por que não se ensina dramaturgia nas escolas? Por que as pessoas que não trabalham com Teatro não lêem DRAMATURGIA? Editoras interessadas em publicar Dramaturgia? Faz-me rir!!! Recentemente, participei de um concurso nacional de Dramaturgia pela Funarte que teve quase 600 textos inscritos. Meus Deus, com tanta gente escrevendo Dramaturgia por que tão poucos concursos que envolvam esta categoria? Se você escreve Contos, Poesia, Romance ou Crônicas… pense: a situação poderia ser pior se você fosse um DRAMATURGO NO BRASIL!!! Valeu, pessoal! Estamos juntos,
    Carlos Mendes

    1. I know this if off topic but I’m looking into sattring my own blog and was wondering what all is required to get set up? I’m assuming having a blog like yours would cost a pretty penny? I’m not very web savvy so I’m not 100% certain. Any tips or advice would be greatly appreciated. Appreciate it

  8. Cadê meu comentário? Só porque eu afirmei coisas que realmente acontecem nesses concursos vocês censuram? Cadê o profissionalismo?

  9. Participo, mas quase nunca espero ganhar, sobretudo se houver prêmio em dinheiro, estou cansado de ver tanta incompetência dos jurados e tantas marmeladas.

  10. Certamente, concursos literários representam uma ponte para o escritor que não tem reconhecimentos nas “mídias” , seja impressa seja virtual… ou melhor pela internet, o fato é que se você consegue uma premiação e obviamente o concurso seja de reconhecimento nacional, você só tem a ganhar, no que se refere a custo benefício e sobretudo reconhecimento. Porém não se deve lamentar sobre possível frustração no que tange a seleção dos mesmos, são coisas de nosso tempo, de apadrinhamento ao mérito sempre foi possível. Não custa tentar ou melhor participar. Escrevi dois livros, estou aprontando o terceiro, e então já penso em participar de um concurso nacional de qualidade. Abraço.

  11. Acho que pode ser válido participar de um concurso literário. Pra mim, o interesse não seria tanto o prêmio, mas chamar a atenção para minha obra e, quem sabe, ser lido.
    Infelizmente, a maioria dos brasileiros que compram livros, não se arriscam muito com autores desconhecidos, a maioria lê livros conhecidos. Em geral, os brasileiros leem para ficarem inteirados, poder dizer que leu esse e aquele livro, comentar sobre o que leu, e não se passar como um ignorante em meio a seu círculo. Um número muito pequeno dos leitores brasileiros o fazem por diversão, e muitos só leem aquilo que está na moda, por isso, talvez ganhar num concurso literário possa colocar seu livro em evidência e motivar as pessoas a lerem.
    Os maiores problemas que novos autores enfrentam aqui é resultado dos maus hábitos de leitura dos brasileiros. Infelizmente.

  12. Não aprecio competições.
    De um modo geral, todos os livros são ótimos. É um crime meia dúzia de juízes falar “este livro é melhor que aquele.”
    Já não acho justo as editoras comerciais ficaram com frescurite aguda na hora de escolher as obras a serem publicadas.
    O clube de autores é uma editora bem mágica.

    1. :-)

      Obrigado Cyntia. Não tínhamos pensado sob essa ótica, mas concordamos que realmente é complicado um punhado de juízes escolher uma obra. O pior é quando os outros autores se deixam abalar tanto por isso – algo que realmente acontece, mesmo porque todo livro tem a alma de quem o escreve.

    2. foto do cachorro pode. ora, cachorro é poético. licença poética aos cãezinhos. Henry Miller, notável escritor maericano gostava deles. aliás, tem um livro do willian burroughs sobre gatos, já ouviu falar? WILLIAN BURROUGHS, um dos maiores escritores da beat generation americana. quem entende a tristeza de um cão pode se aventurar a ser escritor.

  13. No Brasil, as oportunidades são poucas, quem deveria dá essa chance era o governo federal, obrigando e incentivando as editoras lutarem para conseguir novos autores, para publicarem livros e revistas inéditas, mas somos nós que corremos atras deles, é uma vergonha. Enquanto nos outros países, o governo e a mídia caçam por novos talentos, dando curso grátis e abre oportunidade para crescerem. Quem concorda comigo, comenta, por favor?
    Obrigado, clube de autores, por eu ter lançado o meu primeiro livro hq.

  14. No Brasil, os autores e todo tipo de artista, não é valorizado pelo governo federal, não fazem tanta coisa como estão fazendo para os jovens, por exemplo o Enem, cadê as oportunidades para os escritores. O governo não incentiva e nem obriga as editoras correrem atras de novos autores, para fazer novos livros e revistas. Os escritores e autores são os que vão atras, é uma vergonha. Enquanto nos outros países, tanto o governo e a mídia dão oportunidade até para o menor e humilde escritor e desenhista. Obrigado, clube de autores, pela a oportunidade, quem deveria dá essa chance era o governo. Quem concorda comigo, comenta? Até a próxima. Visitem meu blog, ciceronews2014.wordpress.com.

    1. Eu concordo em gênero e grau com você!
      O autor brasileiro não só corre atrás, como também suplica por uma oportunidade.
      Quero deixar um posicionamento meu aqui.
      O clube de autores escancara uma porta que eu jamais sonhei que existiria.
      Tem gente que usa o sagrado espaço do clube para publicar futilidades e não livros. Futilidades que eu digo são foto do cachorro, do sobrinho, dicas de como enganar os outros.E quem faz esse tipo de publicação idiota atrapalha os escritores verdadeiros, porque muito leitor se depara com esse tipo de porcaria acaba nao levando a serio os livros de verdade daqui.
      Aqui é uma editora séria! Peço por favor que quem não tiver livro verdadeiro para publicar, que não banalize o espaço. Não atrapalhe o trabalho dos escritores verdadeiros, que batalham muito para fazer seus trabalhos.

  15. Eu costumo participar. Já entrei numa antologia através de um concurso e estou aguardando o resultado de dois concursos. O bom é participar e não ficar com muitas expectativas. Se rolar, rolou. O lado bom é que participar desses concursos é praticar a escrita sempre. EU vivo caçando novos concursos e participo sempre que acho interessante.

  16. O que me frustra muitas vezes é exatamente os regulamentos. Excessos de textos a serem enviados, limitação de número de páginas muito abaixo do que vem sendo publicado. Concorrer é bom, divertido. Participei do Concurso Benvirá que elegeu Nihonjin como melhor romance e, lendo a obra compreendi a escolha. Muitas vezes as escolhas parecem estar atreladas a políticas literárias, e isso não desmerece a obra do autor não agraciado. Apenas gostaria que os concursos adotassem como regra receber arquivos digitais para avaliação. É mais pratico para os participantes, é ecológico, pois não joga papel no lixo. Não me lembro quem falou isso, mas os julgadores olham as primeiras páginas. Se houver interesse leem um ou dois capítulos e se a história “pegar” eles leem a obra inteira. Então é ilusão acreditar que eles leem tudo do começo ao fim.
    Enfim, considero positivo a participação.

    1. Soraya, concordo com você. Já lancei livro em 2006 sobre plantas medicinais. Vendeu e vende até hoje, mas acredito que existam editoras que pensam que o micro lucro do escritor não deva ser repassado, por isso optei pelo e-book para a segunda edição. Pesquisei durante 2 anos para fazer este livro que tem aval da área científica. Resolvi fazer livros sobre as lendas brasileiras que já estão um tanto quanto deturpadas. O primeiro da série é o “Curupira” que será lançado em março em Brasília (sou de São Carlos/SP), e já comecei a escrever sobre o “Saci Pererê”. Esta série de livros eu gostaria que o MEC ou que as escolas particulares pudessem indicar como livro de apoio nas escolas (a partir de 12 anos de idade). Infelizmente não sei nem como propor isso, pois o que vale é fazer parte da mídia de massa. Penso que não há mais interesse algum na educação de um povo. Assim sendo, a literatura séria não interessa a ninguém. Porém, sou tinhosa e insisto na educação em várias áreas do conhecimento. Quem sabe meus livros possam servir para um futuro distante? Escrever é arte como tantas outras boas artes (pintura, música…). As boas ficam, mesmo que empoeiradas nas prateleiras, e quem sabe um dia, pessoas que realmente veem nos livros algo a ser apreendido, possam ler aquilo que com alma, sabedoria e ética se escreveu. Vamos em frente apesar dos percalços. De qualquer modo, se ninguém se interessar, acabamos por velar nossa própria existência fazendo o que gostamos. Abraços

  17. Olá, bom dia.

    Meu nome é Leandro Luiz, sou publicitário, redator e escritor. Concordo com a publicação. Sinceramente, não dá para entender o critério de avaliação de quem avalia. Já ganhei alguns prêmios e menções, mas a frustração é maior por saber que posso conseguir mais.

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