O futuro do storytelling 2: Além deste lugar

Que tal usar storytelling como remédio para “curar” problemas como racismo e desigualdade social? O poeta, educador e ativista Clint Smith compartilha sua experiência a partir de uma penitenciária no estado americano do Massachussetts. O raciocínio – como quase tudo que é inovador – é óbvio: fazer cada um contar as suas próprias histórias explorando as nossas emoções e despertando as emoções dos outros.

Confira abaixo:

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O futuro de storytelling 1: Entre na página

Há alguns anos, um evento chamado FutureOfStoryTelling foi realizado lá nos Estados Unidos. O objetivo era tão claro quanto óbvio: compartilhar experiências importantes na evolução desta que é a arte que mais nos caracteriza como seres pensantes: a narrativa.

Claro: há diferenças brutais entre rabiscos de mamutes e rios feitos por homens das cavernas e tecnologias 4D e realidade virtual. Mas perceba que, entre uma e outra era, a grande distinção é a tecnologia, em sua definição mas bruta, permitindo métodos diferentes de expressão.

E o futuro? O que, hoje, já está sendo testado que pode nos dar pistas (ou ferramentas) que nos permitirão aprimorar essa arte?

Pelos próximos dias, postarei aqui no blog alguns vídeos ilustrativos de casos apresentados no evento – a começar por este, abaixo.

O título é sugestivo: ‘Entre na página’.

Boa viagem.

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O Mundo versus o Tempo

Storytelling, hoje em dia, é algo absolutamente fascinante.

No passado, contar uma história impactante demandava enredos bem trabalhados, personagens dramáticos, tramas tensas e todo um contexto de complexidades se entrelaçando. Mas o mundo evoluiu, ainda bem. E, junto com o mundo, o nosso conceito de narrativa.

Quer um exemplo perfeito? Veja este vídeo abaixo.

Feito em time-lapse, somando 27 mil fotos tiradas em pontos e momentos diferentes, há uma palavra perfeita para descrevê-lo: hipnotizante.

Perceba os contrastes: é uma história sem enredo, uma trama sem acontecimentos, um filme que foi fotografado, não filmado, e que ainda assim nos impele a grudar os olhos na tela, fazendo o imaginário pirar em torno da mais épica e mais antiga das batalhas: a do Mundo versus o Tempo.

História bem contada é assim: elegante e inspiradora.

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Malta: A Time-lapse Journey from Kevin sciberras on Vimeo.

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Os momentos Eureka

Acredito que o sucesso de qualquer indivíduo na busca pela sua própria felicidade pode ser medida pela quantidade de “Momentos Eureka” que ele tenha.

Quando se leva um cotidiano morno, basicamente composto de “acordar-trabalhar-dormir” e que, no longo prazo, vira algo como “nascer-procriar-morrer”, o ser humano acaba pulsando em suas veias tanta vida quanto uma planta. Nada contra plantas, claro: mas poder racionalizar o mundo em torno de nós é uma dádiva que poucas espécies tem.

Por que, então, não aproveitar isso melhor?

Racionalizar a vida é algo simples: basta prestar atenção em tudo o que nos cerca, bebendo os detalhes, observando as sutilezas e, na falta de uma palavra melhor, aprendendo. Pode ser qualquer coisa: um programa chato na TV, a chuva caindo em um dia cinzento, o suor pingando quando se corre no parque, uma apresentação entediante no trabalho. Qualquer mínima coisa carrega em si uma espécie de vida própria, de “novidade”, de mini caos a partir do qual formas e conceitos inteiros se originaram até se transformar no que vemos em sua superfície.

Isso pode parecer insano, quase lisérgico. Eu sei.

Mas, no final das contas, se você prestar atenção em cada detalhe como que descobrindo uma nova dimensão, acabará percebendo esse caos que pulsa nas novidades e não-novidades do nosso cotidiano.

E, ao perceber o caos, é como se pudesse beber de uma fonte de inspiração muito mais poderosa e intensa, muito mais nítida, muito mais relevante. Quando se aprende a observar, aprende-se a pensar, e mergulhar, a inovar.

É dessa observação que pode nascer um “Momento Eureka”: uma grande descoberta sobre algo igualmente grande ou até mesmo minúsculo, algo que possa mudar a vida de maneira indiscutível.

A regra, portanto, é simple: ignore as formalidades da monotonia e observe com olhar de lince cada detalhe que nos cerca. Descubra a alma de cada coisa, a confusão que a originou, o caos. Mergulhe nesse caos. Traga esse caos para a sua própria vida.

Dele, puxe algum “Momento Eureka” para si mesmo. E passe a colecioná-los, possivelmente ampliando o leque de “coisas diferentes” que pode passar a fazer na vida.

E, depois, escreva um – ou vários – livros.

Eureka descoberta

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Leia autores como você

Todos nós, autores independentes, penamos com as mesmas dificuldades: detectar bons críticos para trabalhar melhor as nossas obras, contratar ou convencer artistas a montarem capas incríveis, negociar com revisores para que nosso português fique impecável, planejar e executar campanhas de divulgação que façam nossas mentes encontrarem os olhos de leitores que nunca conhecemos na vida.

E isso não chega a ser, exatamente, nenhuma novidade. Em algum momento de suas vidas, todos os grandes autores – de Tolstoi a Machado de Assis, de Mia Couto a Murakami, já se depararam com os mesmos tipos de dificuldades. As duas maiores armas de todos eles – e de toda a horda de magos literatas que dividem espaço nas prateleiras das maiores livrarias do mundo? Suas genialidades, claro, e a perseverança que os fez nunca desistir de seus caminhos.

Genialidade, claro, não existe em todos nós – e, neste ponto, tudo o que podemos fazer é confiar e acreditar em nós mesmos. Mas e a perseverança? Esta depende apenas da nossa própria força de vontade.

Não é uma carreira fácil, esta que estamos buscando para nós mesmos: há uma concorrência monumental, um mercado dificílimo e um espaço extremamente restrito.

Ainda assim, se escrever é o que realmente amamos, então não temos alternativa senão seguir adiante, lançando mão de todas as nossas armas e estratégias e tentando de tudo para conseguirmos os nossos lugares ao sol da mesma forma que os nossos ídolos, em seus tempos, conseguiram.

Assim sendo, me permitirei aqui fazer uma sugestão – algo que já pratico sem arrependimento algum já há muito tempo.

Se você ama escrever, então provavelmente também ama ler.

Se você lê, então já tem os seus temas preferidos, os seus autores ídolos, os seus grandes heróis cruzando campos que podem variar do mundo dos czares às praias de Paquetá.

Que tal, então, experimentar outros nomes e textos tão novos quanto você?

Navegue pelo Clube de Autores.

Há 65 mil livros por aqui.

E sim, há de tudo. Certamernte haverá muitos títulos com os quais você não se identificará e outros tantos que, claro, terão tudo a ver com a sua linha de pensamento.

Que tal, então, escolher um outro autor independente – como você – e ler o que ele escreve?

Afinal, se estamos no ano novo, que comecemos já cultivando justamente o espaço para os novos autores. Quanto mais a nossa comunidade se unir, mais ela se fortalecerá e mais espaço conseguirá galgar nesse mercado!

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