Como escrever um livro no Word

Como utilizar o principal editor de textos do mercado para escrever o seu livro?

Já fizemos um post aqui, há algum tempo, sobre programas feitos para se escrever livros. Há toda uma lista de programas específicos lá – mas a indiscutível realidade é que o Word continua sendo, de longe, o mais utilizado.

Isso é um problema? Claro que não. Afinal, mesmo sendo o avô dos editores de texto, o Word é extremamente poderoso e se manteve prático ao longo de todos os seus anos de “envelhecimento”. A grande questão é – e isso vale para todos os programas – saber utilizá-lo direito.

Antes mesmo de prosseguir já dou uma dica que pode ser importante aqui: temos, aqui no Clube de Autores, modelos de arquivo prontos para livros dos mais diversos tamanhos. É só acessar esta página aqui e escolher o “template” (modelo) que preferir, fazendo download diretamente e utilizando como base para a sua obra.

Os passos abaixo, no entanto, ignoram esses modelos e partem do princípio, do instante a partir do qual você abrir um arquivo em branco no Word. O que fazer a partir daí?

1. Comece ajustando o tamanho do papel

A primeira coisa que você deseja fazer é configurar o tamanho da página. Seu livro, afinal, precisará estar em um dos tamanhos padrão do Clube de Autores – e já é muito, mas muito mais prático começar escrevendo-o nas medidas corretas do que tentar ajustar tudo depois de pronto.

Aqui vem uma pequena dificuldade: cada versão do Word, para cada tipo de sistema operacional (Mac ou PC, por exemplo) costuma ter “caminhos” diferentes para se configurar a página. De qualquer forma, não há muito segredo aqui: basta ir a “arquivo” ou “layout” e localizar a opção de configurar página.

Se você encontrar o tamanho ideal (como A5, A4 ou outro), ótimo: selecione-o e você já estará pronto para seguir adiante. Se não encontrar, será necessário inserir as medidas de maneira personalizada. Para facilitar, use essa tabela de referência com base em todos os formatos aceitos aqui pelo Clube:

  • A5 (14,8cm x 21cm)
  • A4 (21cm x 29,7cm)
  • Pocket (10,5cm x 14,8cm)
  • Quadrado (20,0cm x 20,0cm)

2. Configure as margens

Se você parte do princípio de que quanto mais páginas “economizar”, mais conseguirá publicar o seu livro a um preço competitivo, pense novamente. Livros com margens apertadas e fontes (letras) minúsculas cansam leitores, geram um tipo de preguiça que costuma afastar leitores e indicações instantaneamente. Isso sem contar com o óbvio: ma prática, a economia de páginas dificilmente somará mais que alguns centavos no preço final.

Criar um livro confortável começa por trabalhar margens agradáveis e eficientes. Agradáveis para o leitor, que precisa se sentir bem ao folhear as páginas; e eficiente para as gráficas, uma vez que margens apertadas podem gerar cortes nos textos durante a etapa de impressão.

O Clube de Autores costuma recomendar as seguintes margens (embora você possa utilizaras que preferir):

  • Para livros A5 > Superior e inferior: 2,54cm; Laterais: 1,91cm
  • Para livros A4 > Superior e inferior: 2,54cm; Laterais: 1,91cm
  • Para livros Pocket > Superior e inferior: 1,50 cm; Laterais: 1,20cm
  • Para livros Quadrados > Superior e inferior: 2,54cm; Laterais: 2,54cm

Como configurar as margens? No mesmo lugar que você configurou o tamanho do papel, bastando que você selecione a opção de margens e insira as que desejar.

3. Insira numerações, cabeçalhos e rodapés

O Word também permite que se insira números e informações básicas de arquivo de maneira simples. O caminho – que novamente depende da versão e plataforma operacional que estiver utilizando – costuma ficar sob a opção de “inserir”, no menu principal.

Uma vez lá, escolha a opção de inserir números de página: é simples assim.

A opção para se inserir cabeçalhos e rodapés costumam ficar sob a área de “elementos do documento”, mas normalmente pode ser acessada quando se dá um duplo-clique sobre a área onde costuma ficar o cabeçalho ou o rodapé, na própria página que estiver editando.

A partir daí é só escolher o tipo de texto que deseja inserir ou mesmo se deseja alterná-lo entre páginas pares e ímpares (por exemplo, deixando o título do livro nos cabeçalhos pares e o nome do autor nos ímpares). Não há regras editoriais aqui e nossa sugestão é que você mesmo veja em livros que tiver à mão algumas opções e tome sua decisão com base nelas.

4. Utilize os estilos de textos

Isso pode parecer besteira, mas acredite: não é. Estilos de texto servem para facilitar todo o trabalho, incluindo a formatação de índices dinâmicos.

O caminho é simples: escreva o texto livremente, sem se preocupar com formatações. Quando terminar, aplique os estilos nos lugares certos.

Como? Selecione, por exemplo, o título do capítulo e, em seguida, ache no menu a opção de formatar e clique em estilos. Uma janela se abrirá com uma lista imensa de estilos. Seja prático: selecione algum estilo de título (ou “heading”) para os títulos e o estilo “normal” para o restante do texto.

Siga assim para o livro inteiro. Você verá já já como isso será útil.

5. Trabalhe com quebras de página, não “enter”!

Terminou um capítulo e deseja passar para a próxima página? A pior coisa que você pode fazer é sair clicando em “enter”, no teclado, até chegar à página seguinte. Por que? Porque qualquer edição mínima que fizer no texto demandará que você o revise por completo para garantir que todos os capítulos não tenham “se movido” quando você acrescentou uma ou outra linha.

Ao invés disso, seja prático. Terminou um capítulo e deseja mudar de página? Dê um “enter” depois do último texto, apenas para garantir, e depois vá ao menu “inserir” e selecione a opção de “quebra de página”.

Pronto: isso garantirá que cada capítulo comece e termine de maneira independente do anterior e do próximo e evitará erros do gênero.

6. Insira índices dinâmicos

É aqui que os estilos entram em cena. Cada texto que você marcou como “título” será devidamente entendido como título pelo Word. E daí?

Daí que basta que você abra uma página no começo do livro (usando a instrução de quebra de página que comentamos acima, no item 5) e simplesmente selecione a opção de “inserir” (no menu) “índices e tabelas” (ou, dependendo da versão do Word, apenas “índice”). Você poderá escolher o modelo do índice que preferir e, depois disso, mágica: um índice automático se formará, com numerações automáticas, de acordo com a paginação em que cada título seu se encontrar.

Há, aqui, uma dica importante: o Word não costuma manter o índice atualizado automaticamente. Assim, sempre que mudar qualquer coisa no texto, vá ao índice, clique com o botão direito do mouse sobre ele e selecione a opção de atualizar. É simples assim.

E agora?

Bom… agora é escrever o livro! Perceba que essas seis instruções são simples, práticas, e podem ser seguidas sem muito estresse. Mas fique atento a essas questões de versões. É possível que você precise passear um pouco pelo menu do Word até encontrar essas opções que mencionamos aqui, mas não se assuste: elas estarão lá.

Isso é o suficiente para escrever um livro? Claro que não: o Word é apenas o programa por onde fazê-lo.

Se quiser mais dicas, desta vez sobre o conteúdo, recomendamos que acesse um desses três posts: como escrever um livro, como escrever um livro infantil e como escrever um livro de romance.

 

 

 

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Sobre prêmios e concursos

Muito já falamos aqui sobre prêmios e concursos literários. Há quem pense que não valem o tempo que exigem, há quem aposte o futuro inteiro neles.

Pessoalmente, prefiro uma abordagem mais moderada. Há, claro, aqueles concursos mais fajutos, feitos para extorquir dinheiro de escritores sem muito compromisso com a meritocracia em si. Mas há outros, que garantem ao autor algo ainda mais importante que a visibilidade: parâmetro.

Em concursos mais sérios, podemos comemorar vitórias ou entender os motivos da derrota. Perdemos por conta de uma sinopse pouco vendedora? Uma capa pouco atrativa? Um enredo solto demais? Um português pouco fluido?

Cada perda, afinal, nos garantirá aprendizados importantes, fundamentais, para que nos aprimoremos nessa arte que tanto amamos (e que estamos fadados a nos dedicar).

Meu conselho, portanto? Separe jôio de trigo, selecione os concursos e prêmios que julgar realmente sérios e ponha a sua cara na rua. Arrisque-se e atente-se à opinião alheia: é dela, afinal, que carreiras literárias inteiras se fazem!

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O que somos, afinal?

O que somos, afinal, senão as histórias que deixamos para trás como pegadas das nossas próprias existências?

Qual o sentido de sequer vivermos senão para deixarmos marcadas as nossas opiniões, visões e pensamentos para que outras pessoas possam nos entender, nos aprender e introjetar em si, ainda que alguns poucos átomos, nossas ideias e nossos mundos?

Para que existimos senão para compartilhar da melhor forma possível tudo que somos?

E qual a melhor forma de fazer isso senão escrevendo?

Escreva sua história.

Publique seu livro.

E, na falta de alguma outra palavra melhor, simplesmente “seja”.

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Somos todos contadores de histórias

Aprendi uma coisa importante ao lidar tanto com escritores: no final das contas, todos nós somos contadores de história. Reformulo: a única coisa que nos diferencia de um macaco, ao menos mentalmente falando, é a nossa capacidade de contar histórias aos nossos pares – seja relatando fatos verídicos ou romanceando-os para que se tornem mais sedutores.

Isso chega a ser óbvio, aliás. O que fazemos ao relatar nosso dia para a mulher ou o marido quando chegamos em casa? Contamos histórias do passado recente. O que fazemos quando estamos vendendo um serviço ou um produto? Contamos uma história que permita ao nosso interlocutor enxergar que nós somos o caminho para a realização de algum sonho seu, qualquer que seja.

O que fazemos quando estamos batendo papos com amigos? Trocamos histórias.

Quando queremos seduzir alguém? Criamos histórias.

Quando queremos nos livrar de problemas inesperados? Inventamos histórias.

Em cada um desses casos, a nossa chance de sucesso será maior se a nossa capacidade de contar uma boa história for grande, se soubermos prender a atenção, se dominarmos a arte de articular pensamentos e interpretar olhares, gerando mais expectativa a cada palavra cantada.

E isso também significa que buscar inspirações nos grandes contadores de história do mundo – os Saramagos e Kafkas, os Michaelangelos e Rodins, os Da Vincis e Portinaris – é quase uma obrigação para uma espécie de que diferencia das outras por saber relatar bem o que imagina.

Cultura, no seu sentido mais clássico, sempre continuará sendo a melhor ferramenta de sobrevivência da raça humana.

Ou, como bem colocou um dos maiores gênios da humanidade, o recém falecido Umberto Eco: “Quem não lê, aos 70 anos terá vivido só uma vida. Quem lê, terá vivido 5 mil anos. A leitura é uma imortalidade de trás para frente”

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Que livrarias revendem os livros do Clube de Autores?

Temos recebido essa pergunta com alguma frequência – o que é natural dado que, hoje, estar presente na maior gama possível de livrarias online é fundamental para garantir mais vendas.

Vamos além, até: hoje, cerca de metade das vendas de livros do Clube acontecem nessas livrarias.

Entenda isso, portanto, como uma das maiores – senão a maior – vantagem que oferecemos a todos os escritores: somente aqui, no Clube de Autores, um livro autopublicado consegue ser distribuído em tantos sites sem que você precise pagar nada a mais por isso.

Isso significa que basta publicar o seu livro e ele irá automaticamente para todas as livrarias?

Não.

Algumas livrarias – como Cultura e Amazon, por exemplo – exigem que o livro tenha ISBN (que você pode saber como tirar clicando aqui).

E, sim, isso significa que seu livro deve ter o registro de ISBN. Até porque, convenhamos… se você já se deu ao trabalho de escrever uma história, por que evitaria cumprir uma burocracia simples e barata e que garantirá exposição dela ao mundo?

Separamos, abaixo uma lista de livrarias e requisitos de distribuição delas – mas temos também uma página que fala exatamente sobre isso e que sempre estará atualizada.

Vale conferir!

 

 

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