CBL promove curso sobre a relação entre millennials e o marketing na literatura

Uma das maiores discussões no marketing, hoje, gira em torno de como lidar com as diferentes gerações de públicos. Até pouco tempo atrás, afinal, mercados eram compostos por pessoas dispostas a confiar em marcas, a se manter fieis a elas e a se aprofundar em quaisquer tipos de conteúdos que as interessasse. 

Sim, no passado era assim. 

Mas desde que os millennials (pessoas que nasceram a partir de meados da década de 80) passaram a ganhar relevância econômica, tudo mudou. 

São pessoas não apenas menos dispostas a acreditar em promessas de marcas, mas também que nutrem características aparentemente contraditórias. 

Se, por um lado, eles “não compram livros apenas pela capa”, por outro são notórios em formar opiniões inteiras com base em títulos de posts no Facebook sem se dar ao trabalho de ler, na íntegra, artigos ou matérias aos quais eles fazem referência. Essa “aversão” ao aprofundamento significa que eles lêem pouco? Basta ver a quantidade de páginas da série de Harry Potter ou os números do mercado editorial mundial para ter a certeza de que nunca nenhuma outra geração leu tanto. É uma geração mais acomodada no próprio hedonismo, como dizem alguns “especialistas” mais velhos? Então como explicar o altíssimo grau de ativismo político e social que tem varrido e revolucionado o mundo inteiro? 

Sim, os millennials – ou Geração Y – são provavelmente o perfil mais contraditório, esquisito e absolutamente maravilhoso de público que a humanidade já gerou. E sim: eles provavelmente são também o grosso do público-alvo do seu livro. 

Isto posto, que tal se aprofundar um pouco no marketing literário para os millennials, aprendendo a lidar com suas características e a focar melhor a comunicação dos seus livros? 

A CBL está promovendo um curso sobre o assunto entre os dias 15 e 16 de março e nós, aqui no Clube, recomendamos fortemente. Deixamos o programa do curso abaixo, aqui no post, mas quem quiser pode (e deve) se informar mais no próprio site da câmara, no http://cbl.org.br/escola-do-livro/curso/millennials-e-o-marketing-na-literatura 

Boa sorte!

http://cbl.org.br/escola-do-livro/curso/millennials-e-o-marketing-na-literatura

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O crescimento de ebooks e o preconceito ao contrário

Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), a venda de e-books no Brasil cresceu 225,13% entre 2012 e 2013. Número alto, sem dúvidas, e que deixa claro uma adoção crescente do meio eletrônico para leitura.

O curioso é que dados como esse tem gerado uma espécie de preconceito inverso por parte de escritores: muitos começaram a publicar os seus livros apenas no formato eletrônico, auto-declarando-se “early adopter” e buscando uma parcela de leitores que acreditam ser o futuro.

E até podem ser – mas futuro costuma ser um conceito com prazo indeterminado. Sabe, por exemplo, quanto esse crescimento de 225% representa? 2,6%.

Em outras palavras: restringir a publicação ao formato digital é o mesmo que desprezar, por ideologia, 97,4% do público em potencial.

Há ainda um outro dado: em nenhum momento a venda de impressos diminuiu. Ao contrário: no mesmo período ela cresceu 4,13%. Sim: 4% é menos que 225%. Mas percentual é sempre um dado relativo – principalmente quando a base de crescimento é tão diferente.

O que isso tudo significa? Que qualquer tipo de preconceito quanto a formato não faz sentido.

Publicar só como impresso é, com certeza, perder uma oportunidade maior de venda e uma distribuição global instantânea e sem fronteiras.

Publicar só como ebook é desprezar a maior parte do mercado.

Para que, então, tomar decisão em nome do leitor? Se é possível, então por que não publicar em ambos os formatos?

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Os perdedores do Jabuti

No último dia 4 de novembro, o Jabuti deu a Chico Buarque o cobiçado prêmio de mehor livro do ano na categoria ficção.

Sempre que uma premiação é feita, há os que aplaudem e os que discordam, tecendo injúrias para todos os lados e acusando as instituições de falta de transparência, de privilégios políticos e de incontáveis outros “atentados” contra a as suas próprias integridades morais. O Jabuti, prêmio máximo da literatura brasileira, não ficaria de fora desse panorama.

Mas o caso foi agravado com um fato que chamou bastante atenção: o mesmo livro “Leite Derramado”, de Chico Buarque, vencedor do prêmio na categoria Melhor Livro de Ficção, ficou em segundo lugar na categoria Romance, perdendo para Se Eu Fechasse os Olhos Agora, de Edney Silvestre.

A contradição (como um livro pode tirar segundo lugar em uma categoria secundária e primeiro na categoria principal?) gerou manifestações pouco antes tetemunhadas no mercado literário brasileiro. A Editora Record – maior grupo editorial do país – anunciou que boicotará o prêmio a partir de 2011. Em nota, o presidente do grupo, Sérgio Machado, chamou o Jabuti de “concurso de beleza” e afirmou ser algo mal pensado. Veja entrevista com Sérgio Machado clicando aqui.

Na outra ponta, José Luiz Goldfarb – curador do Jabuti desde 91 – disse que a atitude da Record era mero “choro de perdedor”. A Câmara Brasileira do Livro (CBL), organizadora do prêmio, esclareceu que o regulamento foi seguido à risca. Segundo ele, concorriam ao prêmio de Melhor Livro do Ano de Ficção os três vencedores das categorias Romance, Contos e Crônicas, Poesia, Infantil e Juvenil (independentemente das posições ocupadas). 

Com um juri diferente, era natural que as escolhas fossem também diferentes. Veja a nota da CBL clicando aqui.

Enquanto a briga acontecia, a Web também virou palco para um abaixo-assinado entitulado “Chico, devolva o Jabuti” – que já conta com mais de 5 mil assinaturas. Para ver, clique aqui

O mais incrível dessa história toda é que os perdedores são, qualquer que seja o resultado, os mais inocentes.

Independentemente de gostos literários, Chico Buarque não tem culpa alguma de ter sido premiado – mas está sendo colocado como vilão e tendo o seu nome enlameado.

Os autores da Record – incluindo personalidades como Ferreira Gullar, Edney Silvestre e Mário Sabino, dentre tantos outros – ficarão de fora ao menos da próxima edição.

Perde também o nome do Jabuti com tamanha publicidade negativa – mesmo considerando que, verdade seja dita, o seu regulamento foi cumprido à risca e todos os participantes o conheciam antes de fazer as inscrições.

Mas quem mais perde, infelizmente, é o público composto de autores e leitores apaixonados pela literatura, que testemunham o desgaste desnecessário de uma das mais importantes referências modernas do mercado editorial brasileiro. Uma pena.

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Melhoras no panorama editorial brasileiro

Recentemente, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) divulgou os resultados do mercado editorial brasileiro no ano passado. E cabe dizer aqui que, principalmente para os novos autores, o panorama apresenta melhores significativas.

Primeiro, pelo crescimento de títulos na primeira edição, de 4,46%. Em 2007, foram pouco mais que 18 mil títulos – contra mais que 19 mil em 2008. Um aumento tímido, é bem verdade – mas, ainda assim, digno de nota.

A tiragem média de novos títulos também cresceu cerca de 10,96%, chegando a 6.785 exemplares. E, em relação a títulos reeditados, nova melhora: 19,52% de aumento.

Muitos autores reclamam que o Brasil não é dos países que mais dá importância à literatura no mundo. E, de fato, o hábito de ler ainda não está tão entranhado no brasileiro como no caso de europeus, norte-americanos ou mesmo dos nossos vizinhos latinos, como argentinos, uruguaios e chilenos.

Mas uma coisa é inegável: ler está se tornando, cada vez mais, parte da vida do brasileiro. Já percebemos isso pelas páginas do Clube, dado o gigantesco volume de obras produzidas e publicadas aqui em um período relativamente curto de tempo – mas os números da CBL, visivelmente comprovados pela grande quantidade de novas livrarias que abrem as suas portas todos os dias, fazem disso algo inconteste.

Para os novos autores, responsáveis pelas tendências literárias e pelos contornos que a literatura brasileira terá no futuro breve, isso é notícia a se comemorar!

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