Hoje tem desconto em todos os impressos do Clube!

Desde hoje, dia 6, até a terça, dia 12, todos os impressos do Clube estarão com desconto de até 20%!

Vamos às regras:
1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;
2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);
3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.
4) O desconto durará até o final da terça, 12/06!

Aproveite!

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Ler é multiplicar tempos

Já fiz um post aqui no blog sobre o papel que a leitura tem em nos fazer colecionar tempo.

Não pretendo me repetir sobre o assunto, mas sim abordar a forma com que os nossos tempos tem contribuído para enriquecer o nosso acervo literário como nenhum outro na história da humanidade.

Antes, um resumo meio cru de como encaro a literatura: a partir do momento em que livros nos transportam para outros tempos e outras realidade, nos alimentando de conhecimentos acumulados aos quais provavelmente jamais teríamos acesso em uma única vida, eles acabam alongando o nosso Tempo no mundo. Afinal, só sendo um louco para entender o poder da verdade carregada em Hamlet; só sendo um turco do século XVII para entender direito o quanto humanidade se opõe à perfeição como em Vermelho; só estando muito em contato com a própria brasilidade para se perceber como somos todos Macunaíma. Livros, portanto, multiplicam o nosso Tempo no mundo a cada nova experiência de vida alheia que nos permitem acumular.

OK… e o que isso tem a ver com a vida moderna? Tudo.

Primeiro, pela quantidade. Se vivêssemos nos ermos tempos do Nome da Rosa, precisaríamos ser teólogos, detetives e atletas para conseguir percorrer o mundo em busca dos poucos livros que se espalhavam pelos monastérios europeus. Nem precisamos ir tão longe: em nenhum outro momento da história da humanidade se tem tantos livros e com tão fácil acesso quanto hoje. Tem dúvidas? Navegue por minuto no Clube de Autores e veja as mais de 50 mil obras publicadas aqui apenas em 7 anos.

Segundo, pela disponibilidade. Se livros eram restritos a poucos exemplares guardados como preciosidades (e, portanto, pouco acessíveis a todos), hoje eles são mais disponíveis do que orvalho à noite.

Há livrarias espalhadas por todas as cidades esbanjando acervos de dezenas de milhares de livros. Há a Estante Virtual que reune uma rede imensa de sebos e faz da falta de estoque um problema essencialmente inexistente. Há Apple, Google e Amazon entregando ebooks que podem ser lidos nos mais diversos devices. Há Audible e Ubook fazendo livros entrarem pelos nossos ouvidos.

Esse é, inclusive, o terceiro ponto: as diferentes formas. Uma coisa é ler livros, tarefa que exige, obviamente, um mínimo de “atenção ocular”. Outra coisa é ouvi-los.

Ouvir livros é algo que pode ser feito quando se está preso no trânsito, quando se está correndo no parque, quando se está batendo perna no shopping. E veja que maravilha: ao invés de passar horas encarando uma fila de faróis vermelhos parados na Marginal pensando no vácuo, pode-se ouvir os contos de outros mundos de V.S. Naipaul ou Chinua Achebe.

E, de carona com esses mestres, pode-se entender o mundo sob as suas óticas, aprender com as suas visões e crescer com as suas imaginações. Pode-se acrescentar mais Tempo ao nosso tempo, mais vida à nossa vida.

Vivemos uma era singular em que podemos inserir séculos ou milênios, de maneira quase gratuita, no tempo que temos sobre esse nosso mundo.

Isso não é incrível?

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Sobre ser e existir, parte 3 (final)

No primeiro post desta série, passeei pelas histórias de três personagens – Sr. Biswas, de V.S. Naipaul, Ruth Swain, de Niall Williams, e Gregor Samsa, de Franz Kafka – e sobre como elas mudaram as percepções do mundo pelo simples fato de terem sido criadas e contadas.

No segundo, comparei a vida de um desses personagens “fictícios” com a de um ser humano “legalmente real”, basicamente questionando a diferença entre ambos dado que, no final, no grande plano da vida, personagens e pessoas acabarão se transformando rigorosamente na mesma coisa: poeira cósmica.

Já abro este post agora pedindo licença para entrar em um tema que costuma ser muito, muito polêmico: a religião. Não vou discutir fés, claro: cada um tem liberdade plena de crer no que quiser.

Mas considere essa questão: se um dos principais papéis de um Deus – novamente, de qualquer que seja a religião – é criar vida, e se, do ponto de vista da física, um personagem criado por um escritor é tão vivo quanto um ser humano de carne e osso, então não seria um escritor também uma espécie de Deus?

A frase pode parecer estranha, esquisita, até insultante para muitos: mas dê uma chance a ela. Dispa-se de dogmas cegos, prenda-se unicamente à sua razão.

Voltemos aos três personagens do primeiro post desta série.

O mundo do Sr. Biswas incluía uma numerosa família que ele abominava em uma ilha escaldante perdida no meio do Caribe.

O mundo de Ruth Swain incluía uma saga de gerações de sua família, na chuvosa Irlanda, em busca do que talvez seja o mais sagrado dos objetivos: a o auto-entendimento.

O mundo de Gregor Samsa incluía uma opressão sem paralelos na então cinza e rarefeita Praga.

Os três mundos foram inspirados na realidade – mas nasceram, foram criados a partir das energias criativas de seus três escritores: Naipaul, Williams, Kafka. Os três, cada um a seu modo, criaram protagonistas, antagonistas, coadjuvantes, cenários, acasos, adversidades, desafios, vitórias. Os três criaram enredos marcantes, severos, inspiradores.

Os três criaram vida. Os três criaram Vida.

Sim, pode-se argumentar que as Vidas por eles geradas nunca respiraram, nunca tiveram sangue pulsando pelas veias, nunca se fisiologizaram nas podridões típicas da humanidade. Mas que diferença isso faz, principalmente à luz do segundo post desta série, inteiramente preso à fórmula mágica de Einstein que prova que energia e matéria são apenas formas diferentes da mesma coisa? Há, afinal, alguém que questione a poderosa energia contida em cada livro – energia capaz de inspirar pessoas e mudar o mundo de maneira tão singular?

Dificilmente.

Escritores, sim, também são Deuses Criadores. Às suas próprias modas.

Aliás, eu iria além: dado que criar histórias é algo inerente a qualquer ser humano, escritor ou não, todos somos parte Deuses. Todos somos tão criatura quanto criadores.

E esse, sem a menor sombra de dúvidas, é o grande, o maior poder da história.

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Tem promoção de Natal no ar!

De hoje, dia 6, até a quarta, dia 13, todos os impressos do Clube estarão com desconto de até 25%!

Vamos às regras:

1) Todas as obras impressas publicadas no Clube já estão incluídas na promoção;

2) Os descontos variam de acordo com a paginação de cada obra (sendo, portanto, diferente para cada uma);

3) Os descontos não abrangem os direitos autorais. Ou seja: independentemente do montante cortado no preço, os direitos autorais permanecem rigorosamente os mesmos e os autores não serão prejudicados em nenhum aspecto. Caso queiram ampliar as quedas de preço no período mexendo nos direitos autorais, os próprios autores deverão fazê-lo indo a Sua Conta > Livros Publicados, clicando em “gerenciar” e em “editar direito autoral”.

4) O desconto durará até o final a quarta, 13/12.

Boas vendas e bons presentes!!!

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