Faber-Ludens lança primeiro livro sobre design livre no Brasil – pelo Clube de Autores

Acompanhando movimentos internacionais de abertura do design, tais como o Design Thinking, capitaneado pela IDEO, e o Open Design, ligado à massificação da impressão 3D, o Instituto Faber-Ludens lançou no início deste ano um livro para inspirar designers brasileiros a abrir-se para essa nova realidade.

O livro propõe o desenvolvimento de projetos colaborativos em comunidades de usuários como um novo paradigma de inovação. “A proposta não é técnica, mas sim social: nós estamos trabalhando para criar um novo modo de produção, no qual o consumidor não somente consome, mas também projeta”, afirma Frederick van Amstel, um dos colaboradores do livro.

Já existe iniciativas no Brasil que aplicam as idéias do livro. A Designoteca, por exemplo, permite que os desenhos de produtos em formato CAD sejam compartilhados ou vendidos na web. O usuário pode fazer o download do produto e imprimir numa impressora 3D. Como o arquivo é aberto, é possível fazer modificações no produto utilizando softwares de edição 3D. “Eu acredito que, nesse caso, o usuário também  pode ser chamado de co-designer porque ele participou ativamente do projeto do produto”, afirma outro colaborador do livro, Renato Costa.

O processo de produção do livro chama a atenção: 12 pessoas colaboraram para escrever o livro em apenas uma semana.  Edyd Junges explica: “Utilizamos uma metodologia chamada Book Sprint. A gente senta cada um num computador e abre o mesmo texto no Etherpad, aí cada um vai acrescentando suas idéias, repensando… a gente escreve o que dá em uma semana. Não fica perfeito, mas é o suficiente para começar um diálogo.”

No último dia 16, o grupo de entusiastas lançou também uma versão em áudio do livro, contando com a participação de mais 7 voluntários. Essa versão já foi feita diferente: “ao invés de uma semana de colaboração intensa, a gente preferiu fazer o audiolivro mais tranquilo, quando o pessoal tivesse tempo livre. Demorou 6 meses, mas valeu à pena! Tem um trabalho acústico bem bacana por trás”, compara Rodrigo Gonzatto, sonoplasta da obra.

O livro está disponível para download e possui uma edição impressa aqui no Clube de Autores. “A gente escolheu o Clube de Autores pra prestigiar a iniciativa brasileira. Sabemos como é difícil introduzir uma idéia desse porte no Brasil, mas eles estão provando que a qualidade da impressão sob demanda não deixa nada a desejar para as grandes editoras,” afirma Frederick van Amstel.

A edição impressa possui um sistema curioso de customização de capa, explicado no vídeo abaixo.

 

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Autora tira a roupa para protestar contra pirataria em livraria paulista

Que a pirataria existe em todo mercado criativo – incluindo o autoral – isso é indiscutível. Mesmo antes do ebook, pequenas papelarias por todo o país vendiam os serviços de fotocópia, por exemplo, para estudantes que não queriam (ou podiam) investir na compra de volumes e mais volumes de livros.

Há quem alegue que a prática é simplesmente parte do mercado e que se, por um lado, ela gera a perda de compradores, por outro, acaba divulgando a obra ao ponto de conquistar inúmeros outros. Não há números que comprovem essa tese, ma o fato é que a discussão é no mínimo longa e a reflexão, necessária.

E, como gerar discussão já é um passo importante para se transformar realidades, vale conferir o (inusitado) protesto de uma autora em uma livraria paulistana no último dia 12 de agosto:

De quebra, percebam também que a autora conseguiu usar a audiência conquistada pelo protesto para divulgar o seu próprio livro ;-)

 

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Que tal um romance com apenas um ponto final?

Explorar novas formas de se escrever é sempre algo saudável para escritores – principalmente quando acabamos desbravando novos estilos com os quais podemos buscar inspiração.

Afinal, de García Marquez a Saramago, muitos dos maiores gênios da literatura praticamente criaram seus próprios dialetos ao brincar com palavras, concordâncias e pontuações, usando a forma (em uma espécie de licença poética gramatical) como um dos ingredientes das tramas.

Pois bem: o alemão Friedrich Christian Delius decidiu radicalizar e escreveu o romance “Retrato da Mãe Quando Jovem“, com 144 páginas, utilizando apenas 1 ponto final em TODO o texto. Funcionou?

Segundo a crítica, pelo menos, sim. New York Times, The Guardian, Die Welt e muitos outros veículos aplaudiram de pé a obra. A Folha de São Paulo chegou a fazer uma reportagem sobre ela seguindo o mesmo estilo – com apenas um ponto final – e dando uma palhinha de como é essa nova forma.

Mesmo gerando uma sensação de desespero e falta de fôlego, fato é que ela realmente prende a atenção – e vale ser lida por todos os escritores que, justamente por fazerem das letras o seu mundo, devem também estudá-las em todas as suas peculiaridades.

Para ver a matéria da Folha de São Paulo, clique aqui ou vá ao link http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1105512-alemao-escreve-romance-com-apenas-um-ponto-final-leia-texto-no-mesmo-estilo.shtml

Para ver e comprar o livro, clique aqui ou vá ao link http://www.tordesilhaslivros.com.br/livro/retrato-da-mbe-quando-jovem.htm

 

 

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Pai conta em livro a história dos seus 9 meses de gravidez

No dia 21 de fevereiro, publicamos um post sobre Gabriel Moraes, que seria pai em poucos meses e que montou um blog em que contava sua ansiosa espera pela chegada da filha (clique aqui para ler).

Pois bem: o tempo passou, Morena (nome da sua filha) veio ao mundo e Gabriel publicou todo esse trajeto de 9 meses em um livro aqui no Clube de Autores (À Espera de Morena, 103 páginas). A sinopse já diz muita coisa:

Gabriel nasceu para ser mãe. Mas, como não temos controle sobre essas coisas, aceitou ser pai. Assim que o teste de gravidez deu positivo, Gabriel pariu o blog www.enfimgravidos.com.br, que, um ano depois, virou o livro À espera de Morena.

Nele, o publicitário conta o dia a dia dos 9 meses de gestação, o parto e a delícia que é colocar uma filha no mundo.

O mais interessante da obra é que ela permite uma visão da gravidez sob uma ótica geralmente ignorada pela mídia: a do pai. Às vésperas do Dia dos Pais, não deixa de ser uma leitura muito aconselhada para todos – pais, mães, filhos, filhas, avós e avôs.

Recentemente, o portal iBahia publicou uma matéria na qual fala sobre a obra. Para ler, clique aqui, na imagem abaixo ou vá diretamente ao link http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/livro-relata-experiencia-de-um-pai-de-primeira-viagem/

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Post para esposas ou esposos de autores

Se você tem alguma fase criativa em que se desconecta por horas (ou dias) da realidade, enfurna-se em frente ao computador e se transporta para um mundo próprio, afastando-se do seu companheiro ou companheira enquanto escreve, não tenha dúvidas de que isso deixa marcas na relação.

Não que essas marcas sejam fatais ao ponto de imporem separações – em muitos casos, a relação de marido e mulher pode até depender desses surtos criativos. Mas elas existem – muito embora sejam raras as situações em que quem se expressa não é o autor, mas sim o seu par.

Um dos exemplos mais divertidos é o da namorada do Carpinejar – um dos mais badalados escritores brasileiros da atualidade. Se você quiser sentir o impacto na vida de um “casal literário”, recomendamos aessar o blog “Matando Carpinejar”, criado por ela.

Confira uma introdução no vídeo abaixo e acesse o link http://matandocarpinejar.blogspot.com.br . É garantia de diversão ;-)

 

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