A força da poesia

A poesia costuma ser o gênero literário mais escrito e mais desprezado.

Temos tanto poetas quanto críticos acusando-os de serem expositores da própria definição de pieguice. Uma pena.

Schopenhauer dizia que os dois trabalhos mais fundamentais para a humanidade eram a filosofia e a poesia. Basta ler Drummond, Bandeira e João Cabral de Melo Neto para concordar.

Mas não irei no vasto arcabouço de poetas brasileiros hoje. Hoje, recorrerei a um vídeo de uma poeta de Darfour para provar o meu ponto.

Vejam o relato abaixo.

Há como entender bem o drama da realidade humana sem que ele seja contado assim, por alguém como Emi Mahmoud relatando sua fuga de um genocídio?

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O perigo do silêncio

Volta e meia eu posto algum vídeo do TED por aqui. Sou fã deles:  a quantidade de palestras absolutamente inspiracionais é tanta que basta assistir a uma meia dúzia para se ficar energizado ao ponto de escrever todo um novo livro.

Em geral, replico os vídeos relacionados a literatura – mas hoje farei diferente.

O vídeo de hoje, que recomendo bastante, vai além de se escrever: é sobre se expressar. Mais: é sobre como o silêncio pode ser algo muito, muito perigoso para toda uma comunidade.

Dado que escrever é “apenas” uma maneira de eternizar a fala, deixar páginas escritas talvez seja a menos silenciosa – e mais importante – das formas de expressão.

Talvez essa última frase minha seja passível de algum debate, claro. Mas esse vídeo, abaixo, não:

 

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Histórias da Africa

Já faz algum tempo que me apaixonei por literatura africana. Não só por se tratar do mais velho e místico dos continentes, mas por ele também abarcar as maiores minas de ouro da literatura: conflitos.

Conflitos pessoais, étnicos, éticos, políticos, colonialistas, enfim: base para inspiração não falta na Africa. E, de lá, surgiram contadores de história como Chinua Achebe, Alan Paton, V.S. Naipaul (que, apesar de não africano, escreveu um dos romances mais africanos que já li chamado “A Curva no Rio”) etc.

Infelizmente, a literatura africana é distante daqui do Brasil. Nos aproximamos muito mais dos americanos e europeus do que dos nossos irmãos do outro lado do oceano, o que é uma pena. Mas, no globalizadíssimo mundo em que vivemos, basta querermos para conseguirmos mergulhar nas selvas e savanas literárias proporcionadas pela zona mais selvagem do nosso planeta.

Para dar um empurrãozinho, vai aqui uma palestra incrível sobre histórias da África:

 

 

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