crianças lendo livro de contos

Saiba como escrever um conto encantador

Você já deve ter ouvido falar na expressão “quem conta um conto aumenta um ponto”. Ela tem fundamento na história da criação dos contos, que eram contados de pai para filho, por gerações. Obviamente, a memória e o tempo vivido por cada pessoa acabava incluindo algumas alterações na história. Até que alguém teve a ideia de começar a registrar os contos verbais de maneira escrita. 

Mas, afinal, você sabe o que é um conto? Existe diferença entre conto crônica e poema? Por que escrever um conto é diferente de escrever um romance? Essas perguntas parecem simples mas nem todo escritor consegue responder. Isso porque o conto é uma modalidade de escrita que ainda gera controvérsias. 

Vamos começar do início: conto é uma narrativa de ficção que não pode ser comparada ao romance pois possui características bem diferentes tanto no tamanho do texto quanto em sua estrutura. Geralmente, são trabalhados poucos personagens e de forma menos profunda que nos romances. O mesmo acontece com reviravoltas e acontecimentos tensos citados aos montes em um romance – o conto, normalmente, não aprofunda tantas questões (incluindo tempo e espaço) e possui apenas um clímax. 

Curiosidade: O conto tem conquistado seu lugar e prova disso é que, em 2013, o Prêmio Nobel da Literatura foi dado à “mestre contemporânea dos contos”. A escritora canadense Alice Munro possui 14 obras publicadas e é conhecida pela profundidade de seus contos .

Leia contos

Essa é uma regra que se aplica a qualquer modalidade de escrita: ler é fundamental! Se você nunca leu um conto ou não se deparou com a grande variedade de estilos dessa modalidade de escrita, dificilmente vai conseguir escrever um conto com excelência. Procure revistas literárias, livros de contos e outras fontes para se familiarizar. 

Alguns autores de conto famosos são: Jorge Luís Borges, James Joyce, Nelson Rodrigues, Mário de Andrade, Kafka, Machado de Assis, Anton Tchekhov, Edgar Allan Poe, Julio Cortázar, Clarice Lispector, Lima Barreto, Virginia Woolf, Eça de Queirós, entre outros. 

Escreva seu conto

Uma das grandes diferenças entre o conto, uma crônica ou um romance, por exemplo, é que ele é direto ao ponto. A escrita criativa não precisa de tantos floreios e detalhes que não terão relevância direta no entendimento do conto ou no clímax da história. É como se você escrevesse uma história, a lesse novamente e fizesse um resumo, apenas com os pontos mais importantes. Para facilitar, pense em um lapso de tempo em que a história narrada acontece e organize toda a estrutura: exposição, narrativa, clímax e desfecho. Uma narrativa curta possui o tempo equivalente. Escolha um tema, construa os personagens e conduza-os pelo enredo já focando no clímax da história.

Não existe fórmula mágica mas o escritor americano Edgar Allan Poe considerava algumas características essenciais para escrever um conto. Para ele, o tamanho do conto é fundamental e é preciso tomar cuidado para que ele não fique longo demais. O ideal seria que ele tivesse um tamanho suficiente para que pudesse ser lido de uma vez, sem pausas.

Além disso, ele defendia que o conto precisava ser bem elaborado, a ponto de despertar algum sentimento no leitor. Aqui vale pensar no ponto de vista em que a história está sendo contada (pelo personagem, por quem está de fora, por uma persona aleatória…) e qual é a força dessa narrativa. Você também pode brincar com o personagem para torná-lo relevante por este ponto de vista – quanto mais imprevisível for o que acontece com ele, melhor. 

O escritor argentino Júlio Cortázar dizia que um conto é uma verdadeira máquina de criar interesse. E ele estava certo. Crie conflitos ou situações que demonstrem um nível de tensão. Leitores adoram ser surpreendidos mas é importante tomar cuidado para não criar problemas demais e causar o efeito contrário: confusão na cabeça do leitor.

Dedique tempo na criação do final – ele deve ser arrebatador. O clímax da história é o que vai ficar na cabeça do leitor e fazê-lo dizer se gostou do conto ou não. Muitas vezes, o escritor estrutura o conto já pensando na maneira que ele imagina o final. 

aplicativo para escrever livro na tela do computador

Dê um título e revise seu conto

Há quem diga que o segredo do conto é manter um ar de mistério – inclusive no título. Títulos curtos e que não revelam o conteúdo do conto costumam ser instigantes. Mas não existe regra, é uma questão de feeling do autor. Com o conteúdo pronto, é hora de uma das etapas mais importantes: a revisão da sua obra. Releia e corte o que achar necessário, se algo estiver detalhado demais ou for irrelevante para a compreensão do conto. Ortografia, gramática e repetição de palavras são peneiradas nessa fase, para refinar o conteúdo final.

Envie seu conto para publicação

Depois de fazer todas as etapas anteriores, não há mais dúvidas de que o seu conto está pronto para ser lido por aí. E que tal em um livro? No Clube de Autores, você pode reunir todos os seus contos para a publicação de um livro especial.

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Por que você deve investir na revisão do seu livro?

Sem um português correto, dificilmente um livro encontra boas chances no mercado

Verdade seja dita, a necessidade de revisão ortográfica e gramatical em um livro é tão óbvio, tão fundamental, que fica até difícil discorrer sobre ela. Para quem está desse lado do balcão, aliás, é nítida a diferença nos resultados de um livro revisado versus outro repleto de erros. E há motivos – muitos – para isso.

Dentre todos os idiomas, o nosso português é, provavelmente, um dos mais complexos e cheios de detalhes e sutilezas. Tanto a nossa ortografia quanto a nossa gramática são repletas de regras e exceções e situações que demandam um olhar hiper especializado. Aliás, o português falado no Brasil é ainda mais complexo (e, em minha opinião, mais belo) que o português de Portugal (que tem até mesmo menos tempos verbais que o nosso).

Mas… o leitor percebe?

Sim, percebe. Não tenha dúvidas disso.

Não que todo leitor seja um especialista na língua portuguesa, claro: cansamos de ver pessoas falando atrocidades gramaticais (como “quer que eu faço isso?” ao invés de “quer que eu faça isso?”, para ficar apenas em um exemplo que me tira do sério). Mas é importante entender que, na palavra escrita, a fluidez depende do uso correto do idioma.

Se você trocar uma vírgula de lugar, se errar a grafia de um termo, se confundir acentos ou se maltratar tempos verbais, a história começa a perder justamente o seu efeito. O texto fica cansativo; as quebrar de raciocínio vão afastando o leitor; e, para o leitor que conhece melhor o idioma, a credibilidade da narrativa cai por terra quando um erro imperdoável é detectado.

Ou seja: mesmo que o seu leitor não seja um professor de português, mesmo que ele não consiga apontar pessoalmente os erros que um texto mal escrito tenha, não duvide que esses mesmos erros acabarão afastando-o do livro.

Nosso idioma é belo por causa da fluidez que a nossa complexa gramática garante. Ignore isso e você será como um engenheiro que ignora as mais básicas regras da matemática.

Ah, mas todo mundo me diz que eu escrevo bem!

Ótimo: isso significa que a revisão do seu texto será mais rápida – mas jamais desnecessária.

A não ser que você mesmo seja um revisor, a probabilidade de que algum erro passe em um texto seu beira os 100%. E raciocine: um texto, uma história, um livro, é como um filho. Faz sentido mesmo lançá-lo ao mundo sem se dar sequer ao trabalho de prepará-lo?

Tenha esta regra como sagrada: todos os textos precisam de revisão.

Revisão ajuda o livro a vender

Não é possível, claro, traçar uma regra matemática ou uma fórmula que determine quanto, precisamente, a revisão ajuda um livro a vender. Por outro lado, é difícil (senão impossível) encontrar um livreiro que não assine embaixo disso. O motivo é simples, óbvio: ao garantir um uso correto do nosso idioma, livros revisados entregam ao leitor uma experiência de leitura melhor, mais fluida, mais impactante.

E não tenha dúvidas de que, hoje, essa experiência de leitura precede o ato da compra. Por quê? Porque antes de colocar a mão no bolso o cliente lê a sinopse, folheia as primeiras páginas, busca críticas feitas por terceiros. E tudo isso é diretamente impactado pela revisão.

Revisão é cara?

Por incrível que pareça, mesmo sendo a mais especializada de todas as tarefas relacionadas ao processo de editoração de uma obra literária, a revisão é provavelmente a mais barata dela.

Falamos disso nesse post sobre quanto custa publicar um livro (clique aqui para ver).

Onde acho um revisor?

Você já procurou no Profissionais do Livro? Trata-se de um marketplace, um site aberto onde milhares de profissionais do mercado editorial oferecem seus serviços para o público. A lógica é simples: você orça e compra online, interage pelo site e, se não aprovar o serviço recebido, é integralmente reembolsado.

Recomendamos fortemente que dê uma olhada na lista de revisores que oferecem seus serviços lá – e que escolha com base, principalmente, nas avaliações deixadas por outros clientes.

Revisão é o que basta para lançar o meu livro?

Não, de forma alguma! Temos inclusive um checklist inteiro aqui com uma série de etapas que consideramos fundamentais para se lançar um livro.

Além do checklist, recomendamos também que veja este material, com 75 dicas para autores independentes.

Tem alguma dúvida? Algum comentário? Deixe aqui que responderemos diretamente!

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Cuidado com atalhos: prefira sempre os caminhos oficiais

Dia desses, uma autora nos contatou com uma reclamação sobre um dos serviços que ela contratou no Profissionais do Livro. O que aconteceu? Ela contratou um serviço de diagramação e capa, pagou, o profissional sumiu e ela ficou a ver navios.

Nossa política aqui no Clube é BEM prática e feita justamente para proteger o autor: se qualquer serviço comprado pelo Profissionais do Livro não for entregue ou for entregue com má qualidade, a compra em si é cancelada e o autor é integralmente reembolsado no mesmo dia.

Onde estava o problema, então? Essa autora não contratou o profissional pelo site. Ela o achou por lá, o contatou diretamente via email e efetuou o pagamento como depósito em sua conta bancária. Pois bem: este post é quase um alerta, um pedido para outros autores. A única maneira que nós temos de garantir um serviço é se ele for comprado através de nós. No caso dessa autora, como ela saiu dos canais oficiais e efetuou o pagamento de maneira direta, ela realmente acabou ficando à mercê da má fé do fornecedor, o que lhe custou caro.

Quer contratar um serviço profissional para seu livro? Faço-o por aqui pelo Profissionais do Livro – mas evite atalhos desnecessários. A nossa maior vantagem não é apenas reunir milhares de prestadores de serviço em um mercado aberto – é poder intermediar a relação com total segurança para todos.

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Leitura crítica: garanta que seu livro esteja realmente bom antes de lançá-lo

Não há nada como um bom crítico literário para ajudá-lo a escrever a história perfeita

Como autores, é natural que acabemos incorrendo no risco de depender exclusivamente da nossa opinião sobre a nossa história. E sim, é um risco imenso: como “pais” da história, é absolutamente natural que acreditemos que ela esteja perfeita (ou pelo menos próxima disso) no instante em que colocarmos o ponto final.

Só que nem sempre (ou quase nunca) o nosso livro está perfeito no instante em que terminamos a sua primeira versão. Por mais que você tenha seguido todas as melhores práticas ao longo da concepção da história, seus personagens podem estar construídos de maneira confusa demais, a trama pode ter se perdido ao longo do caminho, situações específicas podem ter ficado fora de contexto ou até mesmo capítulos inteiros podem ter ficado mal escritos o suficiente para se verem absolutamente despidos de qualquer lógica.

O resultado dessa soma de pequenos ou grandes erros? O assassinato de uma história que, em essência, até tinha um bom potencial.

E nem adianta o próprio autor ler e reler e reler: como autor, a possibilidade dele sequer enxergar essas pequenas falhas é de quase 100%. Da mesma maneira, não adianta muito pedir que um amigo próximo leia: se este não for um leitor assíduo, se não realmente gostar de livros e for capaz de entregar uma opinião franca e detalhada, servirá apenas para dar falsos elogios ou críticas superficiais.

Não é isso que você, autor, precisa no momento de escrever o seu livro. Você precisa de sinceridade editorial detalhada.

Isso se chama leitura crítica

Como funciona

O processo de leitura crítica não é apenas uma espécie de revisão feita por um amigo ou familiar e que te devolverá uma opinião geral sobre a obra. É um processo intenso e, sobretudo, detalhado.

Normalmente, a relação entre leitor crítico e autor é profissional: envolve algum tipo de pagamento, independentemente do valor, e algum combinado de prazos e etapas. Por que isso é importante? Justamente para quebrar a imagem de que se trata apenas de uma opinião sobre um livro dado por um leitor qualquer.

Estabelecida essa relação profissional, o leitor crítico deve receber o livro inteiro, “pronto” – e não em partes. O “pronto” aqui está entre aspas por um motivo óbvio: é mais do que natural que, após essa revisão literária, o autor acabe mudando trechos inteiros do livro e gerando uma versão mais… digamos… finalizada.

Ainda assim, entregar o livro para o leitor crítico em capítulos é uma péssima ideia que costuma não funcionar. Ele precisa ter uma visão do todo, precisa ter em mãos o texto completo até para que possa passear de capítulo em capítulo, de frente para trás ou de trás para frente, sempre que quiser esclarecer alguma dúvida ou pontuar alguma brecha que porventura tenha aparecido na narrativa.

Ou seja: entre a primeira versão completa da sua obra para que o trabalho possa ter início.

A leitura crítica em si

Feito isso, o trabalho do leitor se iniciará.

Sua leitura deve ser feita com extrema atenção a detalhes, incluindo a pontuação de coisas como:

  • Trechos confusos que precisam ser reescritos
  • Falhas na cronologia da narrativa
  • Observações sobre a construção de personagens, incluindo algumas incoerências relacionadas à forma que suas personalidades foram efetivamente concebidas
  • Trechos “excessivos” que, por vezes, fazem o leitor se perder ou perder o interesse na narrativa como um todo
  • Trechos rasos demais e que deveriam ser aprofundados para agregar maior densidade literária
  • Observações gerais e específicas sobre a fluidez da obra
  • Etc.

Perceba, portanto, que se trata de um trabalho essencialmente editorial, motivo pelo qual ele deve realmente ser levado a sério.

O que esperar das entregas e da relação com o leitor crítico?

É claro que cada leitor crítico tem as suas próprias características e preferências, mas a maioria prefere receber os originais impressos para que possa rabiscar à vontade.

A relação entre autor e leitor crítico em si, no entanto, depende muito mais da capacidade de aceitação de crítica do autor. E dizemos isso porque, na prática, é normal que o leitor crítico devolva o seu original repleto de rabiscos e anotações coalhadas de críticas, pedindo para que trechos inteiros sejam reescritos e apontando falhas graves que você sequer se deu conta que existiam.

Imagine que seu livro é seu filho e que o papel desse profissional é, essencialmente, apontar cada mínima falha de caráter que encontrar nele. Fácil, não?

Não, não é nada fácil. Mas, do ponto de vista literário, é essencial.

Justamente por conta da delicadeza da relação, é normal que a primeira devolutiva seja feita em um encontro pessoal onde o leitor crítico possa expor alguns dos motivos pelos quais fez algumas das suas observações enquanto as mostra. Se tiver essa possibilidade, abrace-a. Nesse sentido, mesmo que o trabalho seja feito a distância, não há nada que uma conversa via Facetime, Whatsapp, Skype, Meet ou qualquer outra ferramenta gratuita de video-conferência não possa ajudar.

A partir da primeira devolutiva, caberá ao autor fazer as revisões editoriais necessárias.

Você deve seguir tudo o que o leitor crítico apontar?

Lembre-se: no final do dia, o livro é seu. A primeira versão que ele te devolver deverá, claro, ser submetida à sua própria opinião de autor.

Tente ser menos passional nesse sentido: analise cada opinião e apontamento da maneira mais fria e racional possível. Mude o que precisar ser mudado, reescreva capítulos se sentir a necessidade, mude, elimine ou crie personagens, ajuste a narrativa. Faça o que tiver que fazer para responder a essa crítica e deixar o seu livro melhor.

Ao final dessa primeira revisão sua, devolva a obra para que o leitor crítico dê a segunda opinião.

A releitura

O ideal é entregar a ele tanto a impressão com os seus ajustes quanto a impressão com as suas mudanças para que ele possa comparar e compreender melhor o que foi feito. Dependendo da ferramenta que tiver utilizado para escrever o livro, aliás, você pode inclusive entregar com as macas de revisão devidamente apontadas (algo comum no MS Word, por exemplo).

É também normal, aliás, agendar uma reunião para que você exponha a ele o que fez, deixando-o mais preparado para o trabalho.

E o ciclo segue girando

A partir daí, um ciclo de leitura crítica, revisão autoral, nova leitura crítica, nova revisão autoral etc. segue girando até que você considere o livro efetivamente finalizado.

O bom senso, naturalmente, deve imperar em algum momento. De nada adiantará você ser perfeccionista ao ponto e exigir uma infinidade de rodadas: há um ponto em que o trabalho em si naturalmente se esgota, chega a uma espécie de beco sem saída.

Isso é ruim? Não necessariamente. Porque, provavelmente antes disso, tanto você quanto o leitor crítico já terão consensado todos os ajustes necessários e chegado a uma espécie de “acordo” quanto à maturidade do original.

Como escolher um leitor crítico?

Essa não é, exatamente, uma pergunta fácil.

Um leitor crítico pode ser um amigo? Sim, pode… mas desde que você tome alguns cuidados importantes. Amigo ou não, por exemplo, é fundamental estabelecer a relação profissional que comentamos no início do post. Amigo ou não, é também fundamental que escolha alguém não por afinidade pessoal, mas por afiniade com o tema da sua obra e com intimidade com a literatura em si. Escolher alguém que leu o último livro no ano passado certamente não te ajudará em muita coisa, certo?

Mas o ideal mesmo é que o leitor crítico seja um profissional do mercado. Quem?

Pode ser um crítico literário real de algum veículo de comunicação ou blog especializado em literatura, pode ser um editor, pode ser um agente literário. Entenda: você estará contratando um serviço profissional e, portanto, iniciará com uma cotação, com um processo de orçamentação normal.

E como você encontrará essas pessoas? Na Internet, é claro.

Busque blogs e redes sociais e simplesmente envie uma mensagem a eles perguntando se topam fazer esse serviço e quanto cobrariam por ele. Simples assim.

Quanto tempo leva um trabalho de leitura crítica?

Depende do tamanho do livro e da fluidez da escrita, claro. Se o livro tiver umas 150 ou 200 páginas bem escritas, o trabalho inteiro pode durar duas ou três semanas; se o livro tiver umas 400 ou 500 páginas e for inteiramente truncado, mal escrito e recheado de erros gramaticais e ortográficos ao ponto de não se conseguir entender os textos, pode levar meses.

Mas lembre-se: estamos falando de um livro, de um filho seu. De nada adianta ser apressado em excesso e publicar um material ruim, correto?

Quanto custa a leitura crítica?

Isso também depende de uma série de fatores, desde os que comentei acima até o próprio nome e fama do leitor crítico que selecionar. Mas, se eu pudesse estimar ordens de grandeza, seria algo entre R$ 500 e R$ 4.000.

O que não esperar da leitura crítica?

Revisão ortográfica e gramatical, diagramação, ilustração, capa, registro de ISBN etc. Um leitor crítico é um leitor crítico. Ele até pode apontar erros mais crassos de português, mas tenha por certo que seu papel não é o de um revisor.

A revisão continua sendo absolutamente essencial – assim como todas as etapas de transformação de um texto em um livro publicado, por assim dizer.

O livro está pronto depois da leitura crítica?

Não, claro. Ele estará apenas editorialmente fiinalizado.

A partir daí todo um novo conjunto de processos se inicia – desde a revisão ortográfica e gramatical até o ato da publicação em si. Neste sentido, recomendamos que veja este post aqui com todos os passos para que você lance o seu livro.

Recomendamos também este outro post aqui com os motivos para você lançar no Clube de Autores – incluindo o fato de sermos gratuitos, de trabalharmos com formatos impresso e digital, de distribuirmos (também gratuitamente) pelas maiores livrarias do país e de vendermos, inclusive em formato impresso, em todo o mundo.

Gostou? Junte-se a nós aqui no Clube de Autores!

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Notebook aberto apoiado em livros

Como lançar um livro sem burocracia

Conheça os passos que você precisa dar para lançar o seu livro no Brasil

Foi-se o tempo em que lançar um livro era uma tarefa hercúlea, restrita aos poucos abençoados que tinham relacionamentos fabulosos com grandes editores ou acesso a montanhas de dinheiro necessárias para fazer uma história chegar às prateleiras das grandes livrarias.

Lançar um livro, hoje, é um tipo de missão ao alcance de todo e qualquer escritor, bastando uma combinação de dedicação intensa com algum investimento (ainda que minúsculo se comparado aos tempos passados).

Mas cabe, aqui, uma ressalva fundamental: embora publicar e lançar um livro, hoje, seja algo relativamente simples, não se trata de algo simplório. Explico: um bom livro, para ter destaque no mercado editorial, precisa ter uma capa atrativa, uma sinopse que engaje com o público-alvo, um português revisado, registro do ISBN (International Standard Book Number, uma espécie de CPF do livro) etc.

Parece complicado? Não é. Aliás, é justamente para facilitar a vida do escritor que decidimos aqui listar tudo o que você precisa saber para lançar seu livro.

Como precisamos ter um ponto de partida, vamos imaginar uma situação onde o autor já tenha o texto bruto “pronto”. Ou seja: imagine um autor com o Word aberto e toda a sua história escrita no computador, do título ao último capítulo. Por um lado, ele fica eufórico: sua obra já tem forma, substância, vida; mas, por outro, a mãe das dúvidas de muitos escritores começa a assombrá-lo: “e agora?”

Etapa 1: Leitura Crítica

Um livro precisa de mais do que o enredo para ser considerado “pronto”. E não estamos falando aqui – ainda – de coisas como revisão ou diagramação.

Estamos falando da leitura crítica.

Há profissionais que fazem isso, que lêem o original e apontam pontos que devem ser melhor trabalhados. Mas, se não tiver dinheiro para isso, sempre se pode contar com algum amigo crítico.

Não muitos: distribuir o arquivo do seu livro para um universo de amigos e pedir opiniões dificilmente renderá bons frutos (além de matar compradores em potencial da obra).

Escolha um. Um cuja opinião literária você realmente confiar, um que você possa contar com a sinceridade, um que efetivamente se comprometa a ler e a derramar opiniões sinceras.

Basta isso: opiniões sinceras de alguém confiável.

O que você fará com elas?

As levará em consideração. Simples assim.

Mudará o que julgar cabível, desconsiderará o que entender como supérfluo e refinar seu texto.

Será, afinal, a primeira opinião crítica que terá. Não faz sentido obtê-la antes da publicação, de maneira privada e a tempo de impor mudanças no texto?

Etapa 2: Revisão ortográfica e gramatical

O livro já está criticado? Ótimo. Agora é hora de revisá-lo.

Por quê? Porque não existe nada mais desastroso que um livro publicado cheio de erros ortográficos ou gramaticais de português. Isso gera críticas negativas, afasta leitores e livrarias e, em suma, tem o potencial de destruir o que poderia ser uma obra-prima.

Aqui também não adianta muito pedir para “aquele amigo que você julga escrever bem”. Revisão é coisa séria, é um dos pontos em que mais vale se investir em um profissional.

Por sorte, serviços de revisão costumam ser extremamente acessíveis. Assim sendo, busque na sua rede de relacionamentos contatos de revisores que possam ajudá-lo. Se não conhecer ninguém, não se estresse: acesse o Profissionais do Livro, site que agrega milhares de prestadores de serviço, pesquise e contrate um revisor online com total transparência e segurança.

Etapa 3: Capa e diagramação

Sabe aquela máxima de que o leitor escolhe o livro pela capa?

Pois é: você pode até discordar, mas é a mais pura verdade. Na prática, não adiantará muito você escrever uma história fabulosa se “encapsulá-la” em uma capa feia, daquelas que parecem feitas para repelir leitores.

Sendo bem direto: contrate um capista. Primeiro, tente negociar com algum artista/designer que você confie, que admire, principalmente se ele já tiver feito capas de livros.

Se não achar, use a mesma tática que indicamos no caso de revisores: vá ao Profissionais do Livro e pesquisa capistas.

Normalmente, você pode negociar o projeto gráfico do livro junto com a capa. O que é o projeto gráfico? O estilo visual das páginas e a diagramação em si (o que inclui tipo e tamanho de fonte, cabeçalhos e rodapé etc.). Todo livro, afinal, precisa ser gostoso de ler – e essa experiência vai muito além do texto, casando-o com a forma que cada frase, parágrafo e capítulo se “encaixa” na página.

No caso do projeto gráfico, no entanto, grande parte dos autores independentes costuma fazer isso por conta própria, usando o bom senso como ferramenta de trabalho, para economizar. Se esse for o seu caso, temos, aqui no Clube de Autores, uma série de modelos de arquivos (em formato MS Word) já devidamente diagramados e que podem ser utilizados livremente.

Etapa 4: ISBN

Sabe aquele código de barras que aparece atrás de cada livro? Aquilo se chama ISBN, ou International Standard Book Number, e é uma espécie de CPF do livro com validade internacional.

Ter um ISBN é algo obrigatório? Sendo bem sincero, não. Por outro lado, sem o ISBN, a grande maioria das livrarias simplesmente não revenderá o seu livro.

E aqui precisamos ser práticos: se você tem a possibilidade de ter o seu livro revendido pela Cultura, pela Amazon, pela Estante e por tantas outras que trabalham em parceria com o Clube de Autores, para quê deixar isso de lado?

Há, de fato, uma leve burocracia para se fazer o registro do ISBN – mas nada que deva assustá-lo. Ao contrário: temos um post bem detalhado com todas as instruções para se fazer o registro do ISBN.

Em termos práticos, você precisará:

  1. Se cadastrar como Editor Pessoa Física
  2. Solicitar o ISBN

Sim, tudo isso custará algum dinheiro – mas nada que seja proibitivo.

A propósito: na hora de comprar o ISBN, não se preocupe em comprar também a imagem do código de barras – o próprio site do Clube de Autores gera o código gratuitamente, online, durante o processo de publicação.

Etapa 5: Impresso ou E-Book?

Não deixaremos essa dúvida pairar por muito tempo e seremos enfáticos aqui: publique seu livro em TODOS os formatos.

No caso de impresso, basta seguir os processos de autopublicação gratuita do Clube de Autores para que seu livro seja não apenas disponibilizado no site como também distribuído para as maiores livrarias do país como Livraria Cultura, Estante Virtual, Amazon, Submarino etc.

Todo o processo de publicação é detalhado no próprio site do Clube mas, para facilitar, criamos um manual que você pode acessar a qualquer momento.

No caso de e-book, há algo importante que você precisa saber. Apenas algumas livrarias online aceitam arquivos em formato PDF (que é o que você utilizará para publicar no Clube de Autores.

A maior parte das livrarias (Amazon Kindle, Apple iBookstore, Kobo etc., todas integradas ao Clube de Autores) exige o arquivo em um formato específico chamado de EPub.

livro na mesa e kindle na mão

E sim, você encontrará na Internet alguns sites que prometem fazer a conversão gratuita de Word ou PDF para E-Pub, mas… nenhum deles funciona direito. Na maior parte dos casos os arquivos saem com um volume tão grande de erros de diagramação que as próprias livrarias online se recusam a revendê-los.

A solução? Se você não conhece alguém que saiba fazer a conversão, contrate. Onde? Aqui também o Profissionais do Livro vem a calhar.

Etapa 6: Estabelecer o preço

Quanto mais barato o livro, melhor. Certo? Errado.

Estabelecer o preço de um livro é algo muito mais delicado, parte de uma estratégia comercial importantíssima para o sucesso da obra. Você pode se sentir inseguro e pensar que uma editora tradicional ajudaria neste quesito mas nós também montamos uma espécie de guia que poderá ajudá-lo a estabelecer o preço do seu livro e recomendamos a leitura!

Etapa 7: Publicar

Não nos alongaremos muito aqui porque a resposta para esta etapa é óbvia: basta acessar o Clube de Autores e seguir todas as etapas de publicação. Como já comentamos anteriormente, há este guia aqui que poderá ajudá-lo em todas as etapas até a hora de publicar.

Vale lembrar também que o Clube de Autores é a única plataforma no mundo que distribui os livros autopublicados por uma gama grande de livrarias online, incluindo Livraria Cultura, Estante Virtual, Amazon, Submarino (para impressos) e Google Play, Apple iBookstore, Amazon Kindle e Kobo (para e-books).

Etapa 8: Divulgar!

Esta é, oficialmente, a última etapa quando pensamos no processo de escrever um livro – mas tão (ou até mais) importante que as anteriores. Afinal, de nada adianta ter um livro maravilhoso publicado se ninguém souber de sua existência.

A boa notícia é que, hoje, as ferramentas de divulgação de livros estão ao alcance de qualquer um com um mínimo de boa vontade – algo que imaginamos que todo autor tenha quando se trata da sua própria obra e carreira.

Como esse é denso demais, com muitas possibilidades, não vamos entrar em detalhes aqui neste post. Para facilitar, criamos um manual de divulgação de livros que inclui desde o uso de blogs e redes sociais até a organização do evento ideal de lançamento para você.

Faça parte do Clube de Autores!

Bom… ninguém disse que lançar um livro seria uma tarefa fácil! Um livro é como um filho: é preciso criá-lo para que ele esteja devidamente preparado para enfrentar o mundo. E criá-lo, aqui, é precisamente atentar a cada um dos detalhes que, na prática, transformam um conjunto de palavras arranjadas em um arquivo em um livro.

Mas, como você pôde ver pelas próprias etapas aqui neste post, publicar um livro não é exatamente uma tarefa complicada ou burocrática. Ao contrário: é até simples e, dependendo da sua rede de relacionamentos, pode até ser gratuito.

Se você vier para o Clube de Autores, aliás, não precisará sequer comprar uma tiragem mínima de exemplares para revender: o modelo inteiro do Clube se baseia na impressão sob demanda, de maneira que cada exemplar é produzido apenas depois de ser vendido, um a um.

O que você está esperando para escrever e publicar o seu primeiro livro? Faça parte do Clube de Autores!

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