Participe do projeto Crônicas de Quarentena!

Que tal aproveitar o momento de quarentena que estamos vivendo para produzir uma crônica sobre essa experiência? Confira as regras e participe do Projeto Crônicas de Quarentena:

  • O texto precisa ter entre 400 a 800 palavras.
  • Não serão avaliados textos fora do formato crônica: não pode poema, dissertação ou qualquer coisa fora desse escopo.
  • Precisa ter título!
  • A palavra “quarentena” precisa aparecer pelo menos 1x no texto.
  • Os textos podem ser enviados até o dia 31/03! As 3 (três) melhores crônicas, de acordo com o júri do Clube de Autores, serão publicadas no Instagram Oficial.

Bônus: Se tivermos bastante engajamento nesse desafio, vamos publicar um ebook e um livro impresso com algumas crônicas escolhidas por um comitê do próprio Clube, sendo que toda a arrecadação será utilizada para ajudar os parceiros do Clube de Autores que viabilizam a operação como um todo a atravessarem essa crise tão severa causada pelo COVID-19.

Gostou da ideia? Então corre para compartilhar com todos os autores que você conhece!

Já tem sua crônica? Então é só se inscrever neste formulário!

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Projeto Divulga Escritor lançado com foco em autores independentes

Recebemos, na semana passada, um email sobre um projeto interessante e voltado especificamente para autores independentes. Como isso (obviamente) é do interesse de todos nós, copiamos o email abaixo. Esperamos que curtam!

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O projeto Divulga Escritor, foi criado em 26 de março de 2013, pela jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC), tem como objetivo buscar ferramentas que promovam a divulgação de escritores independentemente de onde tenham publicado seus livros, ou até mesmo daqueles que não tenham livros publicados.

O Projeto, hoje, realiza entrevistas e divulga autores em diferentes sites, blogs, grupos, página no Facebook… ou seja, em diversas mídias sociais.

Todos podem participar: os leitores acompanham o trabalho de perto de vários escritores que fazem parte e participam do projeto. Novas ações para promover a divulgação dos escritores estarão sendo implementadas aos poucos ao projeto.

Os escritores que desejarem publicar e divulgar, gratuitamente, sua página na internet em nossa página no Facebook, devem acessar https://www.facebook.com/DivulgaEscritor

Quem desejar ser entrevistado deve escrever um email para: [email protected]

Em setembro será lançada a Revista Divulga Escritor – Revista Literária da Lusofonia, a revista contará com um conjunto de entrevistas que foram realizadas pelo projeto e diferentes colunas literárias.

O projeto aguarda vocês apoiando o projeto, divulgando escritores, promovendo a união, fortalecendo a literatura lusófona.

Sejam bem vindos (as)!

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Uma luz no fim do tunel para as obras biográficas

A obra mais autobiográfica de Nietzsche se chama “Ecce Homo – como alguém se torna o que é” e, em meio às suas páginas, traz capítulos como “Porque sou tão inteligente”, “Porque sou tão sábio” e “Porque escrevo tão bons livros”. Na prática, a “autoconsciência” de Nietzsche sobre a sua própria genialidade encontra um respaldo literário inegável: poucos, no mundo, foram tão brilhantes quanto ele.

Mas já imaginou se o registro de sua vida ficasse restrito à sua autobiografia ou a outras biografias que precisassem ser autorizadas por ele? Logicamente, dificilmente ele permitiria críticas ou mesmo a publicação de verdades sobre a sua incontestável loucura que o fez dono de uma das mentes mais atormentadas da humanidade. Se obras biográficas fossem dependentes de autorizações dos “biografados”, a própria verdade acabaria ficando em um perigoso segundo plano.

Para entender Nietzsche, por exemplo, ficaríamos restritos aos pensamentos psicóticos dele sobre si mesmo – e, ironicamente, dificilmente conseguiríamos entender como ele realmente se tornou quem foi.

Isso pode parecer impensável em plena era da informação mas, hoje, são muitos os casos em que a justiça proibe biografias que não foram autorizadas (de um livro sobre Roberto Carlos a um filme sobre Glauber Rocha).

Esse tipo de proibição tem um nome simples: censura. Censura à liberdade de expressão, à liberdade de ir e vir pela História, à liberdade de se pensar e de se registrar um pensamento, uma notícia, um fato.

Antes que submetamos a nossa literatura à censura de forma definitiva, a classe política brasileira teve um dos seus raros momentos de atuação a favor do país: no final do ano passado, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, um projeto de lei que autoriza a publicação de filmes e livros biográficos sem a necessidade de aprovação dos seus “biografados” ou familiares.

O texto ainda não virou lei – mas está a caminho de. Torçamos para que, ao menos desta vez, os políticos acertem e dêem um voto definitivo para a liberdade de expressão brasileira.

Biografias, afinal, são parte fundamental da nossa História – e a História tem sempre que ser soberana, jamais precisando de nenhum tipo de autorização para existir de forma documentada.

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Que tal comprar pão embrulhado em…. literatura?

Há algum tempo, uma livraria paulistana lançou um comercial em que dizia que o “formato” da literatura – se ebook, livro impresso ou audiobook – era absolutamente irrelevante – desde que se “consumisse” as letras.

Isto posto, é fácil imaginar que toda superfície, digital ou física, poderia servir de suporte para contos, poesias ou romances que tem o fundamental papel de nos fazer viajar para os mais distantes universos.

Transformando o conceito em algo mais prático, Diovani Mendonça criou, há alguns anos, o Projeto Pão e Poesia.

A mecânica é a seguinte: cerca de 400 alunos de escolas públicas de Belo Horizonte participaram de “oficinas de sensibilização poética”, incluindo diversas aulas de leitura e escrita.

O resultado desse aprendizado foi um conjunto de poesias escritas por eles e que foram em seguida selecionadas para integrar as “embalagens literárias”. Estas, por sua vez, incluíram uma mescla entre as poesias dos estudantes e de escritores já consagrados como Affonso Romano de Sant’Anna, Fernando Brant e Líria Porto, sendo distribuídas por diversas padarias mineiras.

Veja abaixo um dos modelos de embalagem.

Na prática, o projeto – que já recebeu dois prêmios do Ministério da Cultura – acabou cumprindo dois papéis de fundamental importância para a cultura brasileira: estampar literatura em mais de 250 mil embalagens de pão e incentivar o hábito de escrever entre centenas de estudantes.

Parabéns ao projeto e ao seu idealizador!

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