Estudo do Clube mapeia como comportamento social reflete no mercado editorial

Na semana passada, um levantamento que fizemos aqui no Clube sobre o comportamento da mulher na nossa sociedade foi destaque no Catraca Livre. O estudo em si ficou tão interessante – ao menos em nossa opinião – que decidimos postá-lo aqui no blog também.

Quem quiser ler no original por favor vá ao https://queminova.catracalivre.com.br/influencia/estudo-mapeia-como-comportamento-social-reflete-no-mercado-editorial/

O Clube de Autores, maior plataforma de autopublicação da América Latina, responsável por cerca de 10% de livros publicados no Brasil, realizou um levantamento, entre janeiro e fevereiro, onde constatou grandes mudanças culturais na sociedade, mas evidente desigualdade entre gêneros. O estudo tem como objetivo identificar a influência do comportamento social no mercado editorial.

De acordo com o levantamento, com base no comportamento de compra de seus usuários, apenas 31% dos exemplares de livros foram vendidos para mulheres, sendo 35% nas regiões Sul e Sudeste, que possui a maior concentração de compra. No Norte, o número de livros vendidos para mulheres cai para 12%, por conta do baixo desenvolvimento tecnológico e econômico da região.

Segundo o estudo, 100% dos exemplares de livros sobre maternidade foram comprados por mulheres. O mesmo acontece com temas como casa e lar (88%) e família e relacionamento (83%). Apesar de demonstrar um extenso caminho rumo à igualdade de gêneros, já é possível verificar mudanças culturais significativas. Segundo o Clube de Autores, cerca de 45% dos exemplares de livros sobre família e relacionamento são consumidos por homens.

“Os papéis sociais destinados culturalmente às mulheres tendem a se repetir, quando o assunto é vendas no mercado editorial. Deste modo, temas ligados à família, lar ou maternidade, tendem a ser consumidos majoritariamente por mulheres. Ao mesmo tempo, começamos a ver uma tendência do homem moderno a se interessar por assuntos vistos até pouco tempo como femininos”, explica Ricardo Almeida, diretor-presidente do Clube de Autores.

O estudo aponta ainda que apenas 30% dos exemplares de livros sobre poesia, considerados essencialmente feminino, foram comprados por mulheres. Já quando o assunto é ficção e biografias, esse número chega a 38%. Por outro lado, tendem a empatar para livros de humor, onde 53% dos exemplares foram vendidos para mulheres.

Quando o assunto é profissão, o publico feminino tende a consumir menos. Apenas 5% dos exemplares de livros sobre engenharia e tecnologia foram comprados por mulheres, assim como 10% dos exemplares sobre economia e 15% dos livros sobre filosofia. Para temas como medicina e contabilidade, esse número sobre para 30%.

Entretanto, para livros ligados à educação, há um empate técnico –49% das mulheres compraram exemplares sobre esse tema. Já para livros sobre direito, 62% dos exemplares são adquiridos pelo público feminino.

Segundo Ricardo Almeida, esse comportamento de compra também se reflete na sociedade. “Homens consomem essencialmente conteúdos ligados a profissões já que, culturalmente lhes cabe exercer o papel de provedor da família. Entretanto, tende a ser menos verdade em conteúdos ligados a educação, profissão mais a fim com o papel esperado da mulher em nossa sociedade’.

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Post para esposas ou esposos de autores

Se você tem alguma fase criativa em que se desconecta por horas (ou dias) da realidade, enfurna-se em frente ao computador e se transporta para um mundo próprio, afastando-se do seu companheiro ou companheira enquanto escreve, não tenha dúvidas de que isso deixa marcas na relação.

Não que essas marcas sejam fatais ao ponto de imporem separações – em muitos casos, a relação de marido e mulher pode até depender desses surtos criativos. Mas elas existem – muito embora sejam raras as situações em que quem se expressa não é o autor, mas sim o seu par.

Um dos exemplos mais divertidos é o da namorada do Carpinejar – um dos mais badalados escritores brasileiros da atualidade. Se você quiser sentir o impacto na vida de um “casal literário”, recomendamos aessar o blog “Matando Carpinejar”, criado por ela.

Confira uma introdução no vídeo abaixo e acesse o link http://matandocarpinejar.blogspot.com.br . É garantia de diversão ;-)

 

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Dia Internacional da Mulher

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de Nova York fizeram uma greve por melhores condições de trabalho. Dentre outras coisas, elas exigiam equiparação de salário com os homens (em média, uma mulher recebia 2/3 a menos) e a redução da jornada de trabalho de 16 para 10 horas diárias.

A greve foi reprimida com brutal violência – a ponto de 130 tecelãs terem sido trancadas dentro da fábrica que, em seguida, foi posta em fogo pelas autoridades da época.

Alguns anos depois, na Dinamarca, a data foi marcada como símbolo máximo do movimento feminista e eternizada como Dia Internacional da Mulher.

Hoje, tantas décadas depois, as mulheres vem ganhando merecido espaço na construção da nossa cultura e sociedade – destacando-se cada dia mais também na literatura.

No Clube de Autores, são mais de 1000 escritoras que se imortalizam pelas páginas que criam, contando as suas histórias para o mundo e marcando um lugar sagrado na formação da nossa cultura.

E é com isso em mente que desejamos parabenizar a todas as mulheres que fazem do Clube de Autores um espaço onde as suas literaturas, na maior pluralidade possível, possam ganhar os olhos do mundo.

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Livro analisa os efeitos práticos da Lei Maria da Penha, sobre violência contra a mulher

Faz pouco tempo, o advogado Fábio Dantas lançou, pelo Clube de Autore, o livro “Lei Maria da Penha: Uma análise dos aspectos controvertidos de ordem penal e processual penal” sobre a legislação criada para proteger a mulher da violência doméstica.

Apesar de tema recorrente na mídia, os efeitos dessa lei relativamente nova raramente são expostas ao público. Ou seja: ela tem demonstrado resultados práticos? O que falta para que ela se aprimore, sob todos os aspectos? A sua aplicação tem diminuído casos de violência?

Essas e outras perguntas são respondidas pelo autor em sua obra, que permite uma visão muito mais clara sobre a lei, seus efeitos e suas consequências.

Abaixo, o autor responde a algumas perguntas com o objetivo de esclarecer alguns dos pontos abordados em seu livro:

Clube de Autores: Quais os principais assuntos abordados no livro?
Fábio Dantas: A obra  “Lei Maria da Penha: Uma análise dos aspectos controvertidos de ordem penal e processual” trata dos aspectos controvertidos da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), criada para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, mas que tem se mostrado bastante polêmica no cenário jurídico pátrio.

Clube de Autores: Qual sua avaliação sobre a eficácia da lei?
Fábio Dantas: Trata-se de uma lei que trouxe avanços no tratamento da violência doméstica. Alguns pontos polêmicos de ordem penal e processual penal merecem destaque na obra, a saber 1) Exclusão da incidência da Lei nº. 9.099/95 em hipóteses de crimes praticados com violência doméstica e familiar; 2) A ação penal pública incondicionada em casos de violência doméstica que resultem lesão corporal leve na vítima; 3) Renúncia ao direito de representação somente perante o juiz, em audiência designada para tal fim; 4) Uma nova hipótese para decretação de prisão preventiva.

Clube de Autores: Qual o objetivo central do livro?
Fábio Dantas: O objetivo central do presente trabalho é fazer uma abordagem sobre a repercussão da Lei Maria da Penha no âmbito do sistema de justiça criminal a fim de analisar alguns pontos polêmicos de natureza penal e processual penal que estão comprometendo a efetividade jurisdicional e a correta aplicabilidade da mencionada lei. Além disso, busca-se verificar como tem sido aplicada a Lei Maria da Penha na prática, tanto na fase policial como na judicial, bem como mostrar o posicionamento da doutrina e jurisprudência acerca de matéria de tamanha repercussão e alcance.

Clube de Autores: O livro fala também de jurisprudências no assunto?
Fábio Dantas: Sim, inclusive com julgados de 2009 do Superior Tribunal de Justiça e ainda uma decisão inédita do juiz titular do Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá, Mário Roberto Kono de Oliveira, que determinou por analogia a aplicação de medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha a um homem que vinha sofrendo constantes ameaças da ex-companheira, após o fim do relacionamento.

Clube de Autores: Além dos principais julgados, existe um capítulo destinado às implicações práticas da Lei Maria da Penha. Em que contexto se insere essa pesquisa?
Fábio Dantas: Nos últimos capítulos da obra, é feita uma análise da Lei Maria da Penha com os primados da Justiça Restaurativa, defendendo a tese do retrocesso normativo da nova lei, na medida em que o diploma legal dispõe que a ação penal pública nos crimes de lesão corporal leve envolvendo violência doméstica será pública incondicionada e, ainda, problematizando sobre o dispositivo que afastou os institutos despenalizadores da Lei 9.099/95 e outro que estabeleceu uma nova hipótese de prisão preventiva – sem a observância dos requisitos cautelares. Por fim, o capítulo “implicações práticas da lei Maria da Penha tem o escopo de demonstrar o significativo aumento de denúncias dos casos de violência doméstica contra a mulher após o advento da Lei, bem como mostrar a fase procedimental e o papel das autoridades policial e judicial.

Para adquirir o livro “Lei Maria da Penha: Uma análise dos aspectos controvertidos de ordem penal e processual penal“, clique aqui ou vá diretamente ao link http://clubedeautores.com.br/book/2770–LEI_MARIA_DA_PENHA

Sobre o autor:
Fábio Dantas de Oliveira é doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad Del Museo Social Argentino, especialista em Direito Penal e Processual Penal pela Faculdade de Sergipe e em Direito Educacional pela Universidade Tiradentes. Formado em Direito pela Universidade Federal de Sergipe e em Letras pela Universidade Tiradentes. Advogado e trabalha com Assessor de Procurador de Justiça no Ministério Público de Sergipe.

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