Um pouco de poesia para fechar a semana

Poesia, sempre acreditei, é essencial para se viver. E dessa dificílima arte de condensar significado em palavras que muitos dos nossos grandes mestres, de Drummond a Manoel de Barros, ajudaram a imortalizar a nossa língua e a nos entendermos a nós mesmos.

Em homenagem a todos os poetas – tanto do Clube de Autores, onde já são quase 8 mil – quanto de todo o mundo – deixamos abaixo um vídeo com interpretações fantásticas de textos ainda mais fantásticos.

Que sirva de inspiração para todos!

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Dicas de George Orwell sobre como escrever bem

George Orwell é, provavelmente, um dos escritores mais lidos do mundo. Autor de A Revolução dos Bichos e 1984, ambos com uma concepção catastrófica de sociedades “pseudo-comunistas”, ele cativou leitores por todo o planeta.

Boas ideias para livros, no entanto, são apenas parte da fórmula de sucesso de qualquer escritor. Além disso – e de outros ingredientes como, por exemplo, pitadas de sorte e competência em autopromoção – há que se escrever bem. Claro.

Já publicamos por aqui uma série de dicas sobre como escrever bem – mas é sempre bom saber o que um dos grandes mestres da literatura mundial tem a dizer sobre o assunto.

E não é que Orwell criou uma espécie de manual para se escrever bem?

Veja as suas seis regras abaixo:

  1. Nunca use uma palavra longa quando uma curta resolver
  2. Se for possível cortar uma palavra de um texto, corte
  3. Nunca use a voz passiva quando puder usar a voz ativa
  4. Nunca use metáforas ou comparações que já forem “lugar-comum” (e que, portanto, você já estiver visto inúmeras vezes)
  5. Nunca use um termo em inglês ou em jargão científico quando conseguir substituir por algo mais corriqueiro, simples de ser entendido
  6. Se necessário, quebre qualquer uma dessas regras para evitar dizer algo que soe tosco

Tudo bem que não há um livro de receitas para se escrever livros – mas não custa nada beber um pouco da sabedoria dos que já trilharam, com sucesso, o caminho que estamos buscando. Não é verdade?

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Quer inspiração para escrever? Leia.

Ser um bom leitor é essencial para se ser um bom escritor

Se você acessa acessa o nosso blog com alguma frequência, já percebeu que costumamos martelar constantemente a tese de que ser um bom leitor é fundamental para que se seja também um bom escritor.

E isso até pode parecer óbvio aos olhos de muitos – mas há uma inacreditável quantidade de autores que acredita que para escrever basta escrever – ignorando qualquer tipo de inspiração que possa vir das letras alheias.

E, por mais que sempre acreditemos que “inspiração” é algo essencialmente individual e que pode brotar de diversas maneiras, “não ler” nos parece também um contrasenso. Como, afinal, se pode mergulhar nas vibrações e nas mentes de leitores, cujas mentes foram já moldadas – no sentido positivo do termo – por dezenas ou centenas de obras literárias?

Como perceber as sutilezas do raciocínio sem o repertório que vem das palavras de gênios como Machado de Assis, Kafka, Saramago, Hemingway?

É possível escrever sem ler? Certamente. Mas que a leitura é um combustível fantástico para uma escrita mais sofisticada, coerente e, sobretudo, impactante, isso também dificilmente se discute.

Ou, como diria Francis Bacon: “A leitura faz do homem um ser completo; a conversa faz dele um ser preparado; a escrita o torna preciso.”

Concorda? Então veja também este post sobre como ter ideias para escrever um livro.

Ou, se já as teve, veja aqui algumas dicas sobre como escrever ou outras sobre como lançar o seu livro sem burocracia!

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Porque cabe a nós, autores, formar novas gerações de leitores

Precisa dizer mais?

Precisa sim.

Não se forma bons leitores sem bons livros.

Sim: temos muitos bons livros disponíveis para qualquer um que quiser se aventurar pelas letras, de Dostoiévsky a Kafka a Guimarães Rosa a Thiago Fantinatti a Helena Polak.

Mas quem disse que a demanda por conteúdo é limitado, que está já suprido pelos grandes clássicos do passado ou pelos novos best-sellers do presente?

Ninguém.

Ao contrário: se tem algo que os nossos tempos provam diariamente é que sempre, sempre há muito espaço para boas histórias.

O que isso significa?

Que a pior coisa que um autor pode fazer é chafurdar-se no pessimismo de uma suposta (e irreal) falta de mercado para seus textos. Onde estaria a nossa cultura se mentes como Machado de Assis, Clarice Lispector e Graciliano Ramos, para citar apenas alguns poucos dos nossos gênios, pensassem assim?

E a melhor? A melhor é trabalhar a sua história, o seu livro, e publicá-lo para o seu público.

Tem dúvidas de como? Veja essa página aqui.

Quer saber como escrever? Clique aqui!

Quer saber como lançar sem burocracia? Clique aqui!

Tem seu livro lançado e quer saber como divulgar? Clique aqui!

Seja como for, tenha certeza de que mercado há de sobra. Basta que você se entenda como autor-empreendedor, confie no seu trabalho e siga adiante.

O futuro da literatura do Brasil depende diretamente de você, autor independente.

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Como curar angústias infantis com livros?

Boas histórias são excelentes remédios

Se você tem um filho pequeno sabe que, muitas vezes, diálogos diretos produzem poucos efeitos. Não que dialogar seja errado – se tem uma coisa que acredito piamente é que um canal de comunicação deve permanecer escancarado entre pais e filhos par quando se fizer necessário.

Mas o ponto aqui é outro. Às vezes, pequenos hábitos começam a tomar ares de tiques e medos pequenos começam a se transformar em agressividade ou fobias exageradas. E o diálogo direto com uma criança sobre essas transformações pouco lógicas nem sempre surtem os efeitos esperados por nós, adultos, tão habituados ao mundo das obviedades.

Não vou aqui dar conselhos: não tenho nenhuma credencial que me habilite a isso a não ser a minha própria paternidade. Mas vou, sim, fazer uma observação.

As tais linhas tortas

Talvez o caminho não seja apenas um diálogo tão racionalmente direto ou uma reprimenda. Talvez o caminho seja justamente o de buscar destrancar a angústia a partir do mundo da imaginação da criança.

Talvez o segredo esteja no tanto que uma criança expressa (e digere a partir do próprio e simples ato de se expressar) nas histórias. E isso é válido nas duas frentes: ler (ou ouvir) histórias aumenta o repertório da imaginação, algo fundamental até para a futura vida adulta; gerar histórias a partir de desenhos ou brincadeiras tangibiliza angústias e aproximas eventuais “curas”.

E “cura”, aqui, é uma palavra péssima já que não estamos falando de nenhum tipo de doença como gripe ou catapora: estamos falando daqueles difíceis momentos de crescimento em que uma criança, com a pouca experiência de vida que tem, precisa lidar com um mundo tão assustador à sua volta. Convenhamos: é algo bem mais difícil e complexo que uma gripe ou catapora.

Não é também óbvio que o “remédio”, para continuar insistindo na mesma péssima metáfora,  esteja distante de prateleiras ou de conversas adultas?

Se tem uma coisa que crianças aprendem desde cedo é a se resolver sozinhas. Nós, pais, precisamos apenas emprestar os nossos sempre atentos olhos e ouvidos para guiá-las entregando as referências certas para os momentos exatos.

Que referências são essas?

Histórias bem selecionadas e papéis em branco.

Na maior parte dos casos, é o que basta para destrancar a imaginação e tirar dela todo um mar de angústias esdrúxulas.

Como escrever um livro infantil

Se você está interessado em escrever um livro infantil e quer saber como, incluindo dicas relevantes e melhores práticas, vale ler esse post aqui.

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