Há diferença de compreensão quando se lê livros e e-books?

Uma matéria publicada no Canal Tech no mês passado trouxe à tona uma questão interessante: com tantas peculiaridades entre a experiência de leitura analógica e digital, há alguma diferença prática na capacidade de compreensão do leitor?

Antes, vale sempre lembrar que uma experiência de leitura eletrônica pode ser muito, muito diferente do que uma analógica. Apenas para citar alguns exemplos: pode-se clicar em verbetes para entender definições de palavras, pode-se acessar vídeos embedados, pode-se interagir em trechos específicos e até mesmo mudar o rumo da história. Em todos esses casos, a lógica já dita uma consequência: toda a narrativa é sistematicamente interrompida. A história, por assim dizer, deixa de ser linear e passa a ser muito mais caótica.

E isso foi o que uma das duas pesquisas feitas concluiu: de acordo com a pesquisadora Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, a compreensão da cronologia dos fatos foi severamente prejudicada em leitores de ebooks.

Um outro estudo, feito por Matthew Scheneps (Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica), se focou em usuários disléxicos (com dificuldades de leitura e escrita). O resultado foi oposto: o fato de personalizar o livro (como aumentar fonte ou usar recursos sonoros para a pronúncia de determinadas palavras) os ajudou de maneira determinante na compreensão do texto.

A resposta para a pergunta alvo deste post, portanto, é que sim: há diferenças na compreensão de ebooks e livros mais tradicionais, de papel. A questão é que essa diferença não é necessariamente boa ou ruim.

Ricardo Almeida.

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Destaque da semana: Tecnologia das Línguas Visuais

Você já procurou entender como surdos lêem livros? A linguagem escrita, afinal, é feita de palavras que “traduzem” os sons, o que significa que quem nunca pôde ouvir tem uma dificuldade natural de interpretação.

Com milhões de deficientes auditivos brasileiros e devido principalmente à liberdade do fluxo de informação na rede, o tema está ganhando uma repercussão cada vez maior. Aqui, no Clube, um o livro Tecnologia das Línguas Visuais, de Daniel Jimenez, se destacou nessa semana perante o público leitor. Veja a sinopse abaixo:

Este é um trabalho original com foco na Cultura da Língua de Sinais Brasileira. Conhecida como LIBRAS, este idioma nacional ganhou força existencial nas últimas três décadas através de um Marketing Social promovido tanto pelas minorias que a compõe, como utentes nativos, como também por simpatizantes desta causa social. Contudo, este grupo social evoca muito mais que as necessidades estratégicas à Educação Especial, ela evoca os princípios da diversidade humana e de parâmetros próprios que os acompanharão para toda sua vida, com reflexos em todas as es-feras de sua existência. Este trabalho aponta para algumas problemáticas (possivelmente) irreversíveis e irremediáveis trazidas desde de os primórdios da colonização oralista (ainda vigente) camuflada em conceitos como: LIBRAS (um estupro sócio-linguístico). Entre outras se questiona os processos profissionais específicos que tangem este grupo – deste os educadores aos fono-audiólogos entre outros. De modo sutil o autor destaca o que chamou de SURDINISMO e OU-VINTOFOBIA uma forma-preconceito inerente a alguns membros deste grupo militante. Boa leitura!

Se interessou? Para mergulhar mais nesse universo, clique aqui, na imagem abaixo ou diretamente no link https://www.clubedeautores.com.br/book/155050–TECNOLOGIA_DAS_LINGUAS_VISUAIS#.UpOeR5EbaMM

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