Uma história que começou na autopublicação

Recebemos ontem o depoimento de um autor daqui do Clube, o Renan Borges, que recentemente foi convidado a integrar o time de uma editora tradicional.

O relato dele é semelhante ao de muitos autores que começam aqui e que, com o tempo, são “descobertos” por editoras mais tradicionais – motivo pelo qual decidi publicar aqui no blog. Veja abaixo – é uma história que, no mínimo, vale a pena ser compartilhada por representar um caminho seguido por tantos outros escritores brasileiros.

Então decidi que queria um livro. Reuni todos meus textos em um único arquivo e comecei a pesquisar na internet sobre editoras. Como não obtive nenhum patrocínio decidi buscar no Google publicação de livro grátis quando pela primeira vez acessei o Clube de Autores.

No começo senti aquela desconfiança e somente após registrar minha primeira obra decidi arriscar. Fiz o cadastro e não entendia absolutamente nada sobre medidas de livros e os layouts para download foram e são muito úteis até hoje.

Enfim, hora de lançar o Simplesmente Pensando, meu primogênito. Eu virei meu cliente e comprei exemplares para ver o resultado, e quando o livro chegou tive uma maravilhosa surpresa. Bem embalado e com um ótimo acabamento. Era isso que eu precisava. Um espaço para divulgar meu trabalho e também ter um livro de qualidade impresso.

Outros livros foram lançados e sempre utilizei o layout pocket. Recentemente decidi unir todas as obras e dar vida ao “Tudo que Senti”, livro esse que foi revisado, diagramado e teve a capa criada pelo profissionais do livro “oferecido no Clube de Autores”.

Mas eu desejo mais e acredito que todos tem um lugar ao sol. Comecei a fazer contatos que geraram contatos e fui de encontro à Editora UNO.

A editora Márcia, sempre gentil, respondeu a todas minhas perguntas e me passou uma grande segurança.

Decidi enviar meu livro até então recém compilado “Tudo que Senti” e para uma grata surpresa fui contemplado e assinei um contrato de 3 anos.

Outros livros sem dúvida virão. Oportunidades aparecerão. Mas não tenho dúvidas de que o Clube dos Autores foi um primeiro passo a materialização do meu sonho.

Quem sabe eu não publique novamente pelo site? Afinal o futuro é tão incerto. E sei que serei muito bem recebido e terei o excelente suporte que sempre tive.

Renan Borges.

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A inspiradora forma com que um livro é gerado

Certamente eu não sou o único a passar horas no trânsito entre a casa e o trabalho. Ficar preso em carros, ônibus e metrôs, afinal, são uma constante das grandes cidades brasileiras, de norte a sul.

A questão é: o que fazer com o tempo em trânsito?

Na semana passada eu fiz um post sobre audiolivro – mas acabei me deparando com algo muito, muito mais impressionante: a história de Jessé Andarilho.

Sabe o que ele fazia nas 4 horas diárias em que ficava preso em ônibus?

Escrevia um livro. E pasmem: no celular.

Fora o fato de que ele deve estar com uma tendinite bem tensa, o resultado foi publicado recentemente pela Editora Objetiva e se chama Fiel.

Uma breve sinopse:

“A vida de Fiel não é fácil. Quando a chapa esquenta, é ele quem segura o rojão e fica no olho do furacão, pois o patrão está longe. O livro retrata fielmente a realidade vivida em muitas favelas do Brasil. A escrita é interna, vinda de um cara que viveu ali, bem de perto, e só não se afundou na criminalidade porque foi resgatado pela arte” – MV Bill, rapper e escritor

Na linha de sucessão de escritores como Ferréz e MV Bill, surge Fiel, de Jessé Andarilho. Baseado em histórias reais que conteceram com o autor, seus amigos e conhecidos, o primeiro romance do carioca de 33 anos conta a vertiginosa ascensão e a queda de um menino no tráfico carioca. Fala também, com propriedade, da vida de centenas de jovens das periferias, favelas e comunidades das grandes metrópoles. Com mais um diferencial curioso: foi todo escrito pelo autor nas teclas de um celular para ocupar o tempo que passava dentro do trem a caminho de casa para o trabalho e vice-versa, muitas vezes em pé.

Nascido no Rio de Janeiro em 1981, no bairro do Lins, Jessé foi criado em Antares, conjunto habitacional popular criado no início da década de 1970 na Zona Oeste da cidade, para receber moradores de favelas removidas da Zona Sul. Seu interesse pela literatura e pela escrita começou por acaso, quando ganhou de presente o livro Zona de Guerra, de Marcos Lopes. Saiu dizendo para todo mundo que tinha muitas histórias como as do livro para contar. Até que ouviu de um amigo: “Tem história melhor que a do cara, então vai lá e escreve!”. Jessé não pensou duas vezes e começou a escrever. Assim nasceu o Fiel e também o codinome Andarilho.

“Este frenético romance é prova cabal de que a capacidade criativa e empreendedora do povo carioca chegou à literatura, depois de passagens exitosas pela música, pelo teatro e pelo cinema”, escreve o jornalista e também escritor Julio Ludemir. “Também é emblemático desses tempos que um cara que se autodenomina Andarilho tenha narrado o mundo que o cerca viajando de trem, que é um símbolo do apartheid carioca, que mantém a quase totalidade da sociedade aprisionada em guetos controlados ora pela milícia, ora pelo tráfico. Jessé rompeu os grilhões do gueto para produzir um livro que nos liberta a todos”, continua Ludemir.

Curtiu? Então acesse o site da editora, saiba mais e mergulhe na história!

Ricardo Almeida.

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Universidade do Autor: Marca se faz todo dia

OK,um livro é algo relativamente pontual. Ele é escrito, publicado, lançado. Depois disso, exceto em casos de sequências, a história realmente acaba sendo encerrada nas páginas.

Mas divulgação e formação de público tem mais a ver com o autor do que com o livro em si. Afinal, se o livro chegou a um determinado número de leitores – qualquer que seja a quantidade – e se esses leitores gostaram, então as chances deles também se interessarem por lançamentos futuros é grande. Da mesma forma, a chance deles fortalecerem o boca-a-boca é igualmente maior.

Formação de marca no mercado editorial é exatamente isso: dar um jeito de estar sempre presente nas mentes dos leitores para facilitar lançamentos de títulos. Esse é o tema da última aula da Universidade do Autor sobre o assunto e que você pode conferir clicando aqui ou na imagem abaixo:

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Universidade do Autor: Divulgando-se na rede

Lançar um livro e esperar que ele venda sozinho, sem nenhum esforço do próprio autor, é algo que não acontece nem com os mais expressivos best-sellers. E autores independentes tem um grande aliado: as redes sociais, em toda a extensão do conceito. Saber se divulgar nelas, cativando e mantendo relacionamentos efetivos, é um tipo de conhecimento fundamental para todos que quiserem firmar os seus nomes no Olimpo literário, por assim dizer.

Veja algumas dicas nesta segunda aula da Universidade do Autor clicando aqui ou na imagem abaixo:

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Que tal ter o seu livro narrado?

Na semana passada, recebemos um comentário aqui no blog de uma empresa nova chamada Livro Acústico Editora, focada em livros acústicos. Não nos aprofundamos tanto na oferta da empresa ou temos qualquer relação com ela, mas nos chamou a atenção o fato de estarem interessados em obras independentes – algo que não costuma acontecer nem no Brasil e nem nos EUA, com um mercado muito mais amadurecido de audiolivros.

Sentimos falta de um site mais claro e explicativo – eles tem apenas uma página no Facebook e um email de contato. Ainda assim, recomendamos que autores interessados em ter os seus livros narrados os contatem para conhecer melhor e negociar. E, claro, quem já conhecer por favor poste a sua experiência por aqui :-)

O link direto deles é: https://www.facebook.com/livroacustico

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