Como publicar um livro gratuitamente em 4 passos

Saiba como publicar sua obra nas maiores livrarias do Brasil (e do mundo)

Você sempre sonhou em ser um escritor, mas não sabe por onde começar ou acredita que precisa ser milagrosamente descoberto por uma grande editora que, cá entre nós, não anda por aí batendo na porta dos autores.

Mas o que você ainda não sabe é que para publicar um livro de graça não é necessário investir rios de dinheiros, ser patrocinado por uma grande empresa ou reconhecido em uma editora convencional. A autopublicação, nossa grande heroína, existe para nos salvar.

Mas vale lembrar: publicar um livro gratuitamente não deve ser confundido com publicar um e-book gratuitamente. Reforçamos isso porque é normal partir do princípio de que só é possível publicar sem pagar quando não existem custos de impressão.

Isso significa que você deve ignorar o formato digital? É óbvio que não. Quer dizer que você pode publicar sua obra sem burocracias nos dois formatos. Lançar um livro físico não precisa ser difícil e publicar uma versão online também conta muito.

Quer saber como tirar sua obra da gaveta de forma rápida, simples e gratuita? Confira as 4 dicas abaixo:

1. Encontre uma plataforma de autopublicação

A tecnologia é aliada dos escritores. Existem várias plataformas na web que podem facilitar todo o processo. O Clube de Autores (prazer!) é uma delas: somos a maior plataforma de autopublicação da América Latina. Não é necessário nenhum tipo de avaliação de conteúdo nem investimento para o lançamento da obra no site (ou nas maiores livrarias). Basta escrever, formatar de acordo com nossas indicações, definir quanto você deseja ganhar e pronto! Livro à venda.

Saiba mais detalhes sobre como publicar um livro no Clube de Autores.

E por falar em formatação, segue nossa próxima dica:

2. Diagramação e formatos

Além dos custos com o lançamento da obra, existem outros custos que precisam ser considerados. Mas também não são indispensáveis. Entre eles está a diagramação do conteúdo e criação da capa.

Porém, é possível publicar uma obra de qualidade sem esse tipo de investimento. Inclusive, por aqui já passaram diversos autores que optaram por não utilizá-lo. A alternativa é aproveitar os padrões de plataformas online de publicação:

Padrões garantem que você possa entregar a um sistema – e não a uma pessoa – uma obra. E por que é importante entregar seu livro para um sistema? Porque sistemas costumam trabalhar gratuitamente, 24 horas por dia e 7 dias por semana. Simples assim.

Ou seja: se seus arquivos estiverem nos formatos corretos, bastará acessar o site do Clube de Autores, seguir as instruções de publicação presentes no próprio site e pronto: seu livro estará no ar em instantes.

Caso você tenha dúvidas quanto aos padrões de diagramação que utilizamos, você pode conferir nosso conteúdo sobre formatação e, inclusive, aproveitar um dos modelos que disponibilizamos.

E perceba que não estamos falando, aqui, de nada complicado: tamanhos, formatos de arquivo e tudo mais foram pensados no que o mercado mais utiliza. Ainda assim temos um guia completo e detalhado sobre como publicar seu livro que vale muito a pena conferir.

Vale lembrar também, que é fundamental verificar o Contrato de licença para intermediação de direitos autorais, para que não seja surpreendido por aí.

3. Escolha sua rede de livrarias

Amazon, Cultura, Estante Virtual, Submarino… seu sonho está a um clique.

Depois de decidir o formato, definir as livrarias é o próximo passo. Optando por uma plataforma de autopublicação, isso tudo fica a seu critério. Basta selecionar as que você deseja entre as opções disponíveis.

Não é um processo nada complexo. No Clube, por exemplo, basta marcar a opção de autorizar distribuição ao final do processo de publicação e pronto: em algumas semanas seu livro já aparecerá nos sites das mais diversas livrarias.

4. Planeje o lançamento

Grandes eventos costumam ser caros e, nem sempre, dão o retorno esperado aos autores. Depois que sua obra estiver publicada, vale pensar com cuidado em como será feito o lançamento e a divulgação do material. Afinal, não é porque você publicou gratuitamente que não deseja receber nada depois, né?

Pense em parcerias com livrarias locais, oferecendo algo em troca – como uma palestra ou workshop sobre escrita. E para divulgação, procure micro influenciadores que topem falar sobre o que você escreveu, encontre blogs adequados e com muitos acessos… enfim, seja criativo nesta hora também!

É só isso? 

Em linhas gerais… sim. Publicar livros impressos ou em formato digital é algo realmente simples e gratuito hoje em dia. Isso não significa, no entanto, que basta publicar o seu livro e esperar as vendas acontecerem por conta própria.

O importante aqui, no entanto, é que essa barreira de publicação do livro, antigamente tão inalcançável para tanta gente, é hoje virtualmente existente e simples de executar.

Se você tem interesse em publicar o seu livro sem pagar nada e ainda estar disponível nas maiores livrarias do país, é fácil: acesse o Clube de Autores, clique em Publique seu Livro e siga as instruções :)

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Não mande originais para editoras: publique e concentre-se no seu público

Mesmo nós sendo uma empresa de autopublicação, um site onde os próprios autores podem, diretamente, publicar seus livros como quiserem e vê-los à venda nas maiores livrarias do país, até hoje recebemos originais pelos Correios.

Às vezes são livros inteiros, encadernados profissionalmente e tudo. Às vezes são manuscritos. Às vezes são páginas impressas a partir do Word. Seja como for, o fato é que letras continuam chegando até nós das mais esdrúxulas maneiras possíveis.

E por que digo “esdrúxulas”?

Porque já passou da hora de autores largarem para trás o utópico sonho de serem descobertos por editoras e de, subitamente, tornarem-se celebridades literárias.

É possível que isso ocorra ainda hoje com uma ou outra pessoa? Sim, é possível – mas elas são o extremo da exceção, bem distante de qualquer coisa que se assemelhe à regra geral.

E, se isso é verdade para o Clube, é igualmente verdade para todas as editoras tradicionais brasileiras – aquelas que não cobram diretamente dos autores para publicarem seus livros, vendendo caro sonhos que dificilmente se transformarão em realidade pelo simples fato de que apenas o autor, e ninguém mais, consegue transformar sua história em um best-seller.

Mas sabe o que acontece quando um original é enviado pelo Correio (ou mesmo pela Internet) na expectativa de que alguma editora o publique sob seu selo? Expectativas são elevadas à altura do Everest; decepções são cozinhadas na medida em que o tempo passa sem resposta; raivas resignadas são geradas a fogo brando; talentos incríveis são perdidos para o mar de lodo morno e amorfo que define a realidade do mercado editorial brasileiro. Colocando em outros termos: é energia demais jogada fora quando a solução está dentro de cada um dos autores.

Quer ter seu livro transformado em best-seller? Publique-o você mesmo aqui no Clube de Autores. Mas publique-o com o carinho que ele merece: com o português revisado, uma capa bem feita, o ISBN registrado, uma diagramação bem feita. Em pouco tempo, seu livro estará na Cultura, na Amazon, na Estante Virtual, na FNAC… no mundo.

Isso resolve o problema? Claro que não.

Mas te leva ao pé da montanha.

A partir daí, é uma questão de refocar as energias. Ao invés de perder tempo e suco gástrico tecendo esperanças vãs com editoras, monte seu próprio evento de lançamento, seu plano de divulgação, lance-se nas redes, faça e cresça seu próprio público, construa sua própria carreira.

Será fácil? Obviamente que não.

Mas certamente será muito mais viável que dedicar vidas (as suas e as dos seus personagens) a rezar por utopias que provavelmente jamais se transformarão em realidade.

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Entendamos o que aconteceu com a Cosac Naify

Nesses últimos dias, o Brasil teve uma das notícias mais tristes de muito tempo sob a ótica da literatura: o fechamento da Cosac Naify.

Não era uma editora comum: seu acervo incluía livros de Tchekhov, Beckett e Boal, para ficar apenas em poucos exemplos, além de ensaios absolutamente densos sobre algumas das grandes questões da humanidade.

Seus livros, por sua vez, eram esculturas de papel: verdadeiras obras de arte trabalhadas para complementar a inquestionável beleza da sabedoria que armazenavam.

O fechamento da Cosac Naify não significa não exista mais espaço para livros de arte, se me permitem a generalização. Mas reforça apenas que o modelo editorial mais tradicional, baseado em uma cadeia perversa de relacionamentos entre livrarias, editoras e autores, já não cabe mais.

Para todos nós, protagonistas de uma nova era da literatura, é um acontecimento importantíssimo que precisamos entender. É algo que diz muito sobre o nosso futuro, inclusive portando mais boas do que más notícias para quem, como todos nós, está abrindo novas possibilidades dentro de um velho mercado.

Ainda assim, claro, é difícil não derramar algumas lágrimas.

Veja a matéria abaixo sobre o fato.

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Se estiver no Rio, nao perca o InterLivro

São poucos os eventos especificamente voltados para profissionais do livro – seja editores ou diagramadores, capistas etc. Aliás, pouca atenção é dedicada a esses profissionais fundamentais para toda a cadeia literária: sem eles, o potencial de uma boa história acaba sendo absolutamente subexplorado para a tristeza dos leitores e, claro, dos autores. 

Pois bem: uma iniciativa recente quer começar a mudar um pouco esse panorama, integrando profissionais em torno das tantas mudanças que o mercado editorial vem passando e buscando apontar rumos mais uniformes e claros: o Interlivro. 

O evento é gratuito e terá duração de um dia – amanhã, 3 de setembro – lá no Riocentro. E quem falará nele? Alguns dos nomes mais influentes do nosso mercado, como Emma House (Publishers.org.uk, Reino Unido), Jo Lendle (Hanser.de, Alemanha), Elisa Braga (Cia das Letras, Brasil) e mjuitos outros. 

Eu diria até que é um evento que vale a pena não só para os mais de mil profissionais que estão aqui no www.profissionaisdolivro.com.br, mas também para todos os autores e curiosos com os rumos da nossa literatura. 

Enfim: eis a dica para amanhã. Mais informações, inclusive grade, endereços e formulário de inscrição (gratuita) podem ser vistas no http://www.interlivro.com.br

  

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A magia da falta de fronteiras dos ebooks

Dia desses, uma amiga minha de Dubai falou sobre um livro infantil que a editora dela lançou, Alayah. É uma história infantil, daquelas com poucas frases e muita imaginação – mas não foi isso que me chamou a atenção.

O que impressionou, na verdade, foi que acabei me pegando lendo uma história de criança inteiramente calcada na cultura do Oriente Médio para a minha filha de 3 anos, léguas de quilômetros distantes. Aí bateu a (talvez óbvia) conclusão: é impressionante o nível de globalização cultural que o próprio universo dos ebooks proporciona.

Para uma criança que já nasceu na era digital, aliás, o mundo acabou se transformando em uma aldeia tão pequena, onde as barreiras entre diferentes culturas são tão mínimas, que as oportunidades e possibilidades de crescimento intelectual são simplesmente maiores do que em nossa época.

O inverso também é verdadeiro: por meio do próprio modelo de autopublicação, pessoas de todo o país e do mundo podem ter contato com culturas e formas de pensar diferentes, ricas, densas.

Livros são inegavelmente incríveis – mas a quebra de barreiras entre escritores e leitores é algo ainda mais fenomenal.

Ricardo Almeida.

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