como-escolher-personagem

Como escolher o nome para personagens do seu livro?

Muitos personagens da Disney se tornaram inesquecíveis não apenas pelas suas histórias mas pelo nome de seus personagens. Como não lembrar da história de Alladin ao ouvir alguém falar o nome “Jasmine”? Ou então no clássico Rei Leão, ao ler o nome “Simba” em algum lugar? E não é só na Disney que isso acontece. Aposto que, toda vez que você vê um cachorro São Bernardo na rua, você pensa “olha lá o Beethoven”. 

A força desses personagens é indiscutível e vale repetir que esse reconhecimento não é apenas culpa do enredo mas também do “peso” de cada um dos nomes. O exemplo dos filmes também acontece em séries, quadrinhos e, obviamente, livros! Alguém esquece de Capitu e Bentinho? Machado de Assis eternizou esses personagens por meio de sua obra, Dom Casmurro. 

Coisas que todo escritor iniciante precisa saber.

Como escolher o nome dos personagens?

No momento de definir os nomes das personagens, os escritores iniciantes se dividem em dois grupos distintos: os que não dão qualquer importância para este item e escolhem logo qualquer um para resolver a questão e os que fazem desta uma tarefa tortuosa e incessante, já que nenhum nome parece bom o suficiente para batizar suas criações.

Essa escolha faz parte do processo processo criativo para escrever um livro e é importante dedicar o tempo necessário para essa escolha. Afinal de contas, não é simplesmente um nome, cada personagem tem a sua história, suas origens, religião e tantas outras particularidades que o torna único. Pode parecer loucura, mas é como se você precisasse identificar a personalidade do seu personagem para nomeá-lo. 

O processo criativo, no entanto, também varia: há quem monte uma história inteira para depois nomear os personagens. E há quem dedique mais tempo nessa escolha, já pensando nas características que aquele nome possui (de acordo com experiências ou outras fontes de inspiração), para depois organizar o enredo e começar a escrever.

Exemplos de nomes alinhados à personalidade:

Aqui estão três exemplos simples, inseridos na Turma da Mônica, para te ajudar a entender o impacto do nome na identidade do personagem: 

Chico Bento

Um personagem com jeitinho “caipira”, que tem a pureza e a simplicidade de quem vem do interior para a capital. Um menino simpático e divertido, que usa chapéu de palha e gosta de moda de viola. Tanto o seu nome quanto as características representam esse jeito interiorano de ser. Nas histórias, ele está sempre brincando com os amigos, pescando ou dormindo na rede, tranquilão. Talvez, se fosse um personagem da cidade, se chamaria Francisco. Mas Chico combina muito mais com ele, não é verdade? 

Mônica

Um nome forte, que reflete a personalidade da personagem. Ao mesmo tempo em que é doce e uma super amiga, é nervosa e briguenta quando vira piada entre os outros membros da turma – especialmente os meninos, que também são os que mais sofrem com suas coelhadas. Se trouxermos Mônica para um cenário diferente dos quadrinhos, sua personagem vai ser aquela mulher com perfil de liderança, leal e dona de si. Tudo a ver com o nome, concorda? 

Cascão

Quantas pessoas você conhece que combinam mais com o apelido do que com o próprio nome? O Cascão é um caso desses. Um menino travesso que tem medo de água e odeia tomar banho. Seu animal de estimação é um porquinho, tão sujinho quanto ele. Realmente, nenhum outro nome combinaria melhor do que este. 

Entendeu as diferenças? É importante observar as fragilidades de cada personagem e o rumo que você pretende dar a ele durante a história. Assim como cada um de nós “carrega” o próprio nome por onde vai, o personagem carrega no nome a sua identidade. Por isso, dedique tempo a esta etapa importante e faça boas escolhas. 

Dicas para definição de nomes

Existem diversos recursos para encontrar o nome ideal para os seus personagens e alguns deles estão disponíveis aqui na internet. Você pode fazer busca por nomes que te interessam e pegar referências de pessoas na História com o mesmo nome, por exemplo.

É importante que o nome de cada um seja forte e alinhado com seu papel na trama. Para conseguir nomes interessantes para sua obra, pode ser interessante ir aos poucos criando uma lista de candidatos. Isso porque, em tempo de edição de textos por computador, ainda que ao final da obra você decida trocar o nome do protagonista, bastam poucos cliques para ter certeza de que todos foram substituídos. Por isso não se apresse: até o livro estar publicado, ainda há tempo de mudar.

Analise o tempo da história

Preste atenção em que tempo a sua história se passa, alguns nomes são mais característicos de determinada época do que outros. O mesmo acontece com nomes inspirados em filmes de outra nacionalidade – um personagem com nome estrangeiro faz sentido no enredo que você vai propor? Reflita.

Caso sua história aconteça numa época diferente da atual, para que a personagem tenha mais credibilidade, é interessante fazer uma busca dos nomes populares naqueles tempos. Isso porque ao escolher um nome moderno para uma personagem dos anos 30 pode criar um ruído na comunicação com seu leitor, pois cada vez que ele visualizar este nome na trama, vai lembrar que se trata de uma história completamente inventada, afinal, este estilo de nome nem existia naquela época!

Utilize o discionários de nomes

Você também pode pesquisar em Dicionários de Nomes Próprios – aqueles que futuros papais utilizam para escolher o nome do bebê, sabe? Geralmente ele é separado por gênero e possui alguns significados que ajudam na condução da personalidade do personagem. 

Observe nomes do seu dia a dia

E o mais simples: preste atenção ao seu redor! Repare na identificação da caixa do supermercado, nos nomes chamados no hall do consultório médico, na lista de chamada do seu curso, nos entrevistados de matérias da TV… o nosso dia a dia está repleto de possibilidades.

Leve o gênero do livro em consideração

Outro ponto de atenção é quando o gênero de história que se está criando é fantasia. Nesses casos, é imprescindível que o nome seja original, diferente, criado especialmente para esta personagem. Você pode buscar inspiração em outras histórias do tipo e mudar algumas letras do nome ou buscar inspiração em deuses e deusas também alterando algumas partes para dissociar uma coisa da outra. Aqui a regra é: quanto mais original, melhor.

Conheça as características da literatura Young Adult

Crie bancos de nomes

Outra dica é criar um arquivo de nomes para facilitar a pesquisa para personagens futuros. Você pode fazer uma planilha no Excel, com uma aba para nomes masculinos e uma aba para nomes femininos – se tiver alguma característica de personalidade, acrescente também. 

Resumindo: são muitas as possibilidades e por isso mesmo,
não deve ser nenhum drama batizar suas personagens. Por isso a
dica é: inspire-se e divirta-se no processo.

Artigos relacionados:

Como criar um personagem?
Tipos de narradores
Como criar um violão para sua história?

Leia Mais

5 hábitos estranhos de escritores de sucesso

Esquisitisse ou inspiração? Vejo como grandes escritores da humanidade gostavam de escrever!

Todos temos hábitos esquisitos de alguma forma. Alguns servem para “ligar” a criatividade, outros para ajudar a finalizar um romance e por aí lá vai.

Mas achamos, na Internet, hábitos bem curiosos de alguns escritores de sucesso que – quem sabe – podem acabar nos inspirando a todos. São eles:

1) Escreva deitado

Se há alguma explicação científica – como fazer o sangue fluir melhor para o cérebro – não sei dizer. Mas o fato é que escritores como George Orwell, Mark Twain e Marcel Proust amavam escrever deitados na cama.

2) Saia perambulando sem destino

Alguns especialistas dizem que rodar sem rumo acaba reforçando a inspiração criativa. Talvez a falta de preocupação com o destino realmente permita que o cérebro se foque no mundo imaginário ao invés do real. O fato é que esse era um hábito cotidiano, por exemplo, do mestre Charles Dickens.

3) Escreva de pé

Ao contrário dos que preferem a cama, gênios como Ernest Hemingway e Albert Camus amavam escrever na vertical. Algo estranho, sem dúvidas – mas que inegavelmente funcionou para eles :-)

4) Deixe a inspiração ditar o horário

Nada de prender a criatividade a um período de trabalho convencional. Não são poucos os escritores que “sofrem” de insônia e alguns decidiram simplesmente abraçar o problema e transformá-lo em solução. Balzac, por exemplo, acordava depois da meia noite para escrever. A nossa Clarice Lispector também dizia que, quando a falta de sono era grande, ela fazia um café, dava a noite por encerrada e se entregava à máquina de escrever.

5) Beba um gole (ou dois, ou três, ou quatro…)

Longe de nós querer fazer qualquer apologia ao álcool… Mas também não dá para negar que alguns goles de vinho sempre funcionaram para liberar a criatividade desde os tempos de Dionísio. Exemplos, aqui, abundam: Edna St. Vincent Millay, Mary Pickford, Ésquilo, Jean Rhys, Li Bai, François Rabelais…

OK… talvez esses hábitos esquisitos sejam apenas coincidências abatendo pessoas geniais. Só que estranhezas, por assim dizer, fazem parte do próprio DNA de quem consegue colocar em palavras mundos e histórias capazes de mudar o pensamento humano. Você tem algum hábito estranho?

Se tiver, talvez seja hora de abraçá-lo como parte da sua própria essência de escritor!

Se esses hábitos forem esquisitos demais para você, então talvez valha a pena conferir esse compilado de dicas sobre como escrever bem que reunimos ao longo dos nossos tantos anos de experiência aqui no Clube!

Leia Mais

Você conhece o Festival Path?

Entre os dias 13 e 15 de maio, São Paulo receberá um dos festivais mais inspiradores sobre criatividade dos últimos tempos: o Path.

Sendo bem prático: será uma série de eventos, em um estilo que mescla a Flip ao SXSW, envolvendo desde criatividade e inovação até um festival de documentários e de música. Não, não tem nada específico para livros – mas nós, autores, temos a bênção de poder ser inspirados por qualquer que seja o movimento criativo existente. Tentarei, daqui, pegar mais algumas informações sobre o Path nos próximos dias – mas já deixo aqui o vídeo do evento. Quem quiser saber mais, recomendo fortemente que acesse o site https://www.festivalpath.com.br

Festival Path – 2015 from Fabio Seixas on Vimeo.

Leia Mais

Escolas e criatividade

Dia desses estava conversando com um dos autores daqui do Clube sobre a educação de nossos filhos e a difícil tarefa de escolher uma escola.

Ele fez um comentário interessantíssimo: “escolhi a escola de acordo com o ranking do ENEM: as melhores classificadas ficaram automaticamente fora da minha lista”.

Seu raciocínio pode fazer pouco sentido à primeira vista – mas é perfeito. Provas grandes como ENEM e vestibular, afinal, selecionam alunos muito mais pela sua capacidade de armazenar conhecimento, de decorar. Em linhas gerais, quanto mais dados forem encaixados no cérebro da criança ou do adolescente, melhor ele tenderá a se sair nesses provões.

Mas, na prática, isso realmente prepara para vida? Ensinar a decorar realmente é o mesmo que ensinar a raciocinar, a pensar criativamente?

Confesso que concordei com o meu amigo autor.

E por que isso interessa a um ambiente como o Clube de Autores? Simples: nós lidamos, em nossos cotidianos, com a criação de histórias – e dependemos a capacidade de raciocínio de nossos leitores para que elas sejam bem recebidas, bem entendidas, envolventes.

Não vou aqui pregar outra ou a favor do sistema de ensino brasileiro – não tenho competência para isso. Mas vou, sim, deixar um vídeo extremamente curioso do TED, uma palestra em que o educador Sir Ken Robinson discute justamente a eficácia da maneira com que ensinamos as nossas crianças:

 

 

Leia Mais

50 dicas para escrever mais e melhor

Todos nós, escritores, sempre queremos escrever mais e melhor. Não importa a nossa “qualidade percebida”, por assim dizer: a não ser que tenhamos o mesmo senso psicótico de auto-excelência que o Nietzsche, melhorar é sempre uma busca constante.

Não é à toa que tivemos um interesse tão grande nas palestras online que estamos planejando por aqui, afinal. Mas nem tudo precisa ser resolvido com um evento em tempo real: a própria Internet já é uma base infinita de inspiração somada a um mar com dicas que variam das mais supérfluas às mais densas.

Pesquisando um pouco, achamos esse post no site Ficção em Tópicos com 50 dias para se escrever mais e melhor. Vale conferir clicando aqui ou no link http://ficcao.emtopicos.com/escrever/dicas-escrever-melhor-historias/!

Quem sabe algumas delas não ajudam você a apurar melhor o seu próximo conto ou livro?

Leia Mais