Histórias da Africa

Já faz algum tempo que me apaixonei por literatura africana. Não só por se tratar do mais velho e místico dos continentes, mas por ele também abarcar as maiores minas de ouro da literatura: conflitos.

Conflitos pessoais, étnicos, éticos, políticos, colonialistas, enfim: base para inspiração não falta na Africa. E, de lá, surgiram contadores de história como Chinua Achebe, Alan Paton, V.S. Naipaul (que, apesar de não africano, escreveu um dos romances mais africanos que já li chamado “A Curva no Rio”) etc.

Infelizmente, a literatura africana é distante daqui do Brasil. Nos aproximamos muito mais dos americanos e europeus do que dos nossos irmãos do outro lado do oceano, o que é uma pena. Mas, no globalizadíssimo mundo em que vivemos, basta querermos para conseguirmos mergulhar nas selvas e savanas literárias proporcionadas pela zona mais selvagem do nosso planeta.

Para dar um empurrãozinho, vai aqui uma palestra incrível sobre histórias da África:

 

 

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O que sabemos sobre como ser quem somos vem das histórias

A frase que dá título a este post não é minha: e do escritor nigeriano Chris Abani. E, dentre muitos motivos, cito ele por vir de um continente que, embora o mais velho dentro da caminhada humana no planeta, é o que menos tem as suas historias efetivamente documentadas.

Séculos de opressão europeia que emendaram com décadas de guerra civil trouxeram o óbvio: a aniquiliação de boa parte do passado, deixando apenas pedaços que sobrevivem pelas tradições orais ou por obras de arte únicas da literatura nas mãos de gênios como Chinua Achebe ou V. S. Naipaul.

Ver esse continente documentar as suas histórias é, portanto, acompanhar o passo mais decisivo no sentido de um futuro melhor: o resgate e a documentação do passado.

O vídeo abaixo é um relato hiper pessoal do Chris Abani. Se você acredita no poder de se contar histórias – e parto do princípio de que ninguém aqui questiona isso – vale muito assistir:

 

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