Suíte 2121 é a obra de março no #LivroDoClube

Como você descreveria o pior encontro de Dia Dos Namorados?
Foi esse questionamento que inspirou a história de Suíte 2121, livro publicado aqui no Clube de Autores e escrito por Rachel Fernandes.

“A ideia surgiu como resposta a um desafio de escrita. A ideia do concurso era descrever como seria o pior encontro de Dia dos Namorados, e não consegui pensar em nada que fosse tão estranho e constrangedor quanto ficar presa com o ex-namorado numa suíte de hotel”, conta a autora.

Segundo Rachel, a história recebeu muito carinho dos leitores depois de ter sido publicada nas plataformas digitais e, por isso, acabou decidindo transformá-la em um livro que, aliás, foi 100% produzido por ela, da escrita à diagramação.

Mas, antes de falarmos da autora, que tal conhecer a obra?

Conheça a obra Suíte 2121

Uma leitura rápida, mas envolvente – daquelas que você só consegue largar depois do ponto final.

O conto escrito por Rachel, narra a noite de Dia dos Namorados da camareira Lorena, que trabalha no hotel Golden Rose. Antes de encerrar o expediente, Lorena decide contemplar a vista da suíte 2121, no quarto presidencial do hotel. A rápida visita, entretanto, não é permitida aos funcionários do hotel, já que a suíte só pode ser acessada pela camareira-chefe, uma profissional exigente e rigorosa.

A partir daí, a trama já começa a tomar forma. Logo nas primeiras páginas Lorena fica presa na suíte e, como se não bastasse, depara-se com seu ex-namorado algemado à cama – tendo que lidar com sentimentos novos e antigos, que prolongam a noite que havia mal começado.

A obra vai direto ao ponto, apresentando os personagens principais logo no começo da história e cedendo pequenos detalhes do passado à medida que a trama se desenrola. Tudo acontece no tempo certo e, fora a perseguição de gato e rato entre Lorena e o ex-namorado, a maior parte da história acaba sendo uma surpresa para os leitores!

Tema do mês: Mulheres na Ficção

A obra de Rachel foi escolhida para o Livro do Clube de março em comemoração ao Dia da Mulheres (9 de março). Além de incentivar a leitura de autoras independentes, neste mês, homenageamos uma das mais importantes escritoras do século XX, Virgínia Woolf, responsável pela obra Mulheres na Ficção – nossa sugestão de tema para ler no mês :)

Quem é Rachel Fernandes?

“Comecei em 2009, no mundo das fanfics, mas logo evoluí para obras originais que ficavam na gaveta. Em 2016, comecei a publicar minhas histórias online, em plataformas digitais. Em 2018, venci o concurso #SweekStars, o que me garantiu contrato para a publicação de 457 Milhas”, explicou Rachel. Atualmente, a escritora tem mais de 10 contos e romances publicados. São 11 anos de produção e, literalmente, muitas histórias contadas.

Apaixonada por literatura clássica e contemporânea, a autora de suíte 2121 é fã dos brasileiros Mario Quintana, Clarice Lispector e Érico Veríssimo. Já mundo afora, seus preferidos são Jane Austen, F. Scott Fitzgerald e Ian McEwan – este último, aliás, é autor do romance Reparação, uma das obras que mais gosta.

Curiosidade: Jane Austen é, também, mencionada no livro de Virgínia Woolf, citado anteriormente. Coincidência? :)

Rachel é formada em Design Gráfico e Publicidade e Propaganda e trabalha como redatora publicitária. Também produz conteúdo para seu Instagram (@rachelffernandes), voltado para jovens escritores, com dicas para quem está começando. Já nas horas vagas, gosta de tocar guitarra, cantar, jogar video game e aprender coisas novas.

Ping-Pong com a autora

Confira algumas das perguntas e respostas da entrevista do Clube com Rachel Fernandes:

Como foi o processo de escrita de Suíte 2121?

Por ser uma história um pouco menor, o processo foi mais rápido do que o esperado. Visualizei as personagens, delimitei os conflitos, a resolução e, com isso em mente, determinei um número fixo de capítulos. Depois disso, foi só começar a parte divertida: escrever.

Como você conheceu o Clube? E por que escolheu essa plataforma?

Conheci o Clube em 2014, quando sequer imaginava que usaria a ferramenta de autopublicação. Escolhi a plataforma por receber feedbacks positivos de amigos escritores. Isso foi determinante para tomar a decisão de transformar Suíte 2121 em livro pelo Clube.

Qual dica você daria para outras mulheres que também querem escrever ficção?

Estude o que é a boa ficção, escreva, reescreva, revise e repita. Além disso, escreva e leia o que você quiser. O mundo está cheio de idiotas que vão dizer a você o que fazer e o que pensar, mas confie no seu trabalho. E por fim, pare de acreditar em “talento” e comece a acreditar em “persistência”.

Leia mais: 25 livros escritos por mulheres

E aí, o que achou da entrevista?
Conte pra gente nos comentários como foi sua experiência com o Livro do Clube de março e aproveite para deixar um recadinho para a autora! :)

O que é o Livro do Clube?

Em março de 2021 lançamos uma nova editoria de conteúdo por aqui, o Livro do Clube. Funciona como um clube do livro, mas com algumas adaptações para tornar o processo mais simples.

A ideia é a seguinte: todos os meses, elegeremos uma obra publicada em nosso site para compartilhar com os interessados com base em um tema. Além de lermos o livro e divulgarmos para nossa base de inscritos, também teremos conteúdos especiais enviados via e-mail e publicados aqui no blog. E um deles é justamente esse texto, escrito no final do mês para contar um pouquinho sobre o autor da obra e seu processo criativo :)

Para fazer parte, basta fazer seu cadastro na página oficial do Livro do Clube.

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Leitura Crítica é indispensável na autopublicação de livros?

Não há nada como um bom crítico literário para ajudá-lo a escrever a história perfeita.

Como autores, é natural que acabemos incorrendo no risco de depender exclusivamente da nossa opinião sobre a nossa história. E sim, é um risco imenso: como “pais” da história, é absolutamente natural acreditarmos que ela está perfeita (ou pelo menos próxima disso) no instante em que colocarmos o ponto final.

Só que nem sempre (ou quase nunca) o nosso livro está perfeito no instante em que terminamos a sua primeira versão. Por mais que você tenha seguido todas as melhores práticas ao longo da concepção da história, seus personagens podem estar construídos de maneira confusa demais, a trama pode ter se perdido ao longo do caminho, situações específicas podem ter ficado fora de contexto ou até mesmo capítulos inteiros podem ter ficado mal escritos.

O resultado dessa soma de pequenos ou grandes erros? O assassinato de uma história que, em essência, até tinha um bom potencial.

E nem adianta o próprio autor ler e reler e reler: como autor, a possibilidade desequer enxergar essas pequenas falhas é de quase 100%. Da mesma maneira, não adianta muito pedir que um amigo próximo leia: se este não for um leitor assíduo, se não realmente gostar de livros e for capaz de entregar uma opinião franca e detalhada, servirá apenas para dar falsos elogios ou críticas superficiais.

Não é isso que você, autor, precisa no momento de escrever o seu livro. Você precisa de sinceridade editorial detalhada. E é aí que entra a leitura crítica. Descubra como essa técnica funciona!

O que é leitura crítica?

Leitura crítica é, basicamente, o ato de ler um texto com o objetivo de avaliá-lo tecnicamente – indo além da história e observando a construção da narrativa.

Como funciona o processo da leitura crítica?

O processo de leitura crítica não é apenas uma espécie de revisão ortográfica feita por um amigo ou familiar e que te devolverá uma opinião geral sobre a obra. É um processo intenso e, sobretudo, detalhado.

Normalmente, a relação entre leitor crítico e autor é profissional: envolve algum tipo de pagamento, independentemente do valor, e algum combinado de prazos e etapas. Por que isso é importante? Justamente para quebrar a imagem de que se trata apenas de uma opinião sobre um livro dado por um leitor qualquer.

Estabelecida essa relação profissional, o leitor crítico deve receber o livro inteiro, “pronto” – e não em partes. O “pronto” aqui está entre aspas por um motivo óbvio: é mais do que natural que, após essa revisão literária, o autor acabe mudando trechos inteiros do livro e gerando uma versão mais… digamos… finalizada.

Ainda assim, entregar o livro para o leitor crítico em capítulos é uma péssima ideia que costuma não funcionar. Ele precisa ter uma visão do todo, precisa ter em mãos o texto completo até para que possa passear de capítulo em capítulo, de frente para trás ou de trás para frente, sempre que quiser esclarecer alguma dúvida ou pontuar alguma brecha que porventura tenha aparecido na narrativa.

Ou seja: entregue a primeira versão completa da sua obra para que o trabalho possa ter início!

O que deve ser observado na leitura crítica?

Para obter bons resultados, a leitura deve ser feita com extrema atenção a detalhes, incluindo a pontuação de coisas como:

  1. Trechos confusos que precisam ser reescritos;
  2. Falhas na cronologia da narrativa;
  3. Observações sobre a construção de personagens, incluindo algumas incoerências relacionadas à forma que suas personalidades foram efetivamente concebidas;
  4. Trechos “excessivos” que, por vezes, fazem o leitor se perder ou perder o interesse na narrativa como um todo;
  5. Trechos rasos demais e que deveriam ser aprofundados para agregar maior densidade literária;
  6. Observações gerais e específicas sobre a fluidez da obra;

Perceba, portanto, que se trata de um trabalho essencialmente editorial, motivo pelo qual ele deve realmente ser levado a sério. Por isso a dica de remunerar o leitor escolhido costuma funcionar bem!

O que esperar das entregas e da relação com o leitor crítico?

É claro que cada leitor crítico tem as suas próprias características e preferências, mas a maioria prefere receber os originais impressos para que possa rabiscar a vontade.

A relação entre autor e leitor crítico em si, no entanto, depende muito mais da capacidade de aceitação de crítica do autor. E dizemos isso porque, na prática, é normal que o leitor crítico devolva o seu original repleto de rabiscos e anotações coalhadas de críticas, pedindo para que trechos inteiros sejam reescritos e apontando falhas graves que você sequer se deu conta que existiam.

Imagine que seu livro é seu filho e que o papel desse profissional é, essencialmente, apontar cada mínima falha de caráter que encontrar nele. Não é nada fácil. Mas, do ponto de vista literário, é essencial.

Justamente por conta da delicadeza da relação, é normal que a primeira devolutiva seja feita em um encontro pessoal onde o leitor crítico possa expor alguns dos motivos pelos quais fez algumas das suas observações enquanto as mostra. Se tiver essa possibilidade, abrace-a. Nesse sentido, mesmo que o trabalho seja feito a distância, não há nada que uma conversa via Facetime, Whatsapp, Skype, Meet ou qualquer outra ferramenta gratuita de video-conferência não possa ajudar.

A partir da primeira devolutiva, caberá ao autor fazer as revisões editoriais necessárias.

É necessário abraçar todas as críticas?

Lembre-se: no final do dia, o livro é seu. A primeira versão que ele te devolver deverá, claro, ser submetida à sua própria opinião de autor.

Tente ser menos passional nesse sentido: analise cada opinião e apontamento da maneira mais fria e racional possível. Mude o que precisar ser mudado, reescreva capítulos se sentir a necessidade, mude, elimine ou crie personagens, ajuste a narrativa. Faça o que tiver que fazer para responder a essa crítica e deixar o seu livro melhor.

Ao final dessa primeira revisão sua, devolva a obra para que o leitor crítico dê a segunda opinião. E, caso tenha dúvidas sobre um ajuste ou outro, consulte opiniões de terceiros – sempre com muita cautela para garantir a qualidade do trabalho.

E depois que o livro é ajustado?

O ideal é entregar a o leitor crítico tanto a impressão com os seus ajustes quanto a impressão com as suas mudanças para que ele possa comparar e compreender melhor o que foi feito. Dependendo da ferramenta que tiver utilizado para escrever o livro, aliás, você pode inclusive entregar com as marcas de revisão devidamente apontadas (algo comum no MS Word, por exemplo).

É também normal, aliás, agendar uma reunião para que você exponha a ele o que fez, deixando-o mais preparado para o trabalho.

A partir daí, um ciclo de leitura crítica, revisão autoral, nova leitura crítica, nova revisão autoral etc. Isso continua até que você considere o livro efetivamente finalizado.

O bom senso, naturalmente, deve imperar em algum momento. De nada adiantará você ser perfeccionista ao ponto e exigir uma infinidade de rodadas: há um ponto em que o trabalho em si naturalmente se esgota, chega a uma espécie de beco sem saída.

Isso é ruim? Não necessariamente. Porque, provavelmente antes disso, tanto você quanto o leitor crítico já terão condensado todos os ajustes necessários e chegado a uma espécie de “acordo” quanto à maturidade do original.

Como escolher um leitor crítico?

Essa não é, exatamente, uma pergunta fácil.

Um leitor crítico pode ser um amigo? Sim, pode… mas desde que você tome alguns cuidados importantes. Amigo ou não, por exemplo, é fundamental estabelecer a relação profissional que comentamos no início do post. Amigo ou não, é também fundamental que escolha alguém não por afinidade pessoal, mas por afiniade com o tema da sua obra e com intimidade com a literatura em si. Escolher alguém que leu o último livro no ano passado certamente não te ajudará em muita coisa, certo?

Mas o ideal mesmo é que o leitor crítico seja um profissional do mercado.

Pode ser um crítico literário real de algum veículo de comunicação ou blog especializado em literatura, pode ser um editor, pode ser um agente literário. Entenda: você estará contratando um serviço profissional e, portanto, iniciará com uma cotação, com um processo de orçamentação normal.

E como você encontrará essas pessoas? Na Internet, é claro.

Busque blogs e redes sociais e simplesmente envie uma mensagem a eles perguntando se topam fazer esse serviço e quanto cobrariam por ele. Simples assim.

Quanto tempo leva um trabalho de leitura crítica?

Depende do tamanho do livro e da fluidez da escrita, claro. Se o livro tiver umas 150 ou 200 páginas bem escritas, o trabalho inteiro pode durar duas ou três semanas; se o livro tiver umas 400 ou 500 páginas e for inteiramente truncado, mal escrito e recheado de erros gramaticais e ortográficos ao ponto de não se conseguir entender os textos, pode levar meses.

Mas lembre-se: estamos falando de um livro, de um filho seu. De nada adianta ser apressado em excesso e publicar um material ruim, correto?

Quanto custa a leitura crítica?

Isso também depende de uma série de fatores, desde os que comentei acima até o próprio nome e fama do leitor crítico que selecionar. Pode custar entre R$ 500 e R$ 4.000, por exemplo.

O que não esperar da leitura crítica?

Revisão ortográfica e gramatical, diagramação, ilustração, capa, registro de ISBN etc. Um leitor crítico é um leitor crítico. Ele até pode apontar erros mais crassos de português, mas tenha por certo que seu papel não é o de um revisor.

A revisão continua sendo absolutamente essencial – assim como todas as etapas de transformação de um texto em um livro publicado, por assim dizer.

O livro está pronto depois da leitura crítica?

Não, claro. Ele estará apenas editorialmente finalizado.

A partir daí todo um novo conjunto de processos se inicia – desde a revisão ortográfica e gramatical até o ato da publicação em si. E, caso tenha dúvidas sobre como funciona a publicação independente, conte conosco! :)

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Como fazer a capa perfeita para o seu livro? 5 dicas

Sumário:

  1. Saiba o que você quer transmitir
  2. Sintetize sua mensagem em conceitos
  3. Sintetize seu livro
  4. Tenha referências de capa
  5. Escolha um bom capista

Capas vendem. Simples assim.

Iríamos até além dessa afirmação acima. Capas não apenas vendem: elas possivelmente são as melhores vendedoras de livro do planeta. E se você acha isso péssimo, se acha que isso reflete uma espécie de estereótipo de mau leitor que depende de uma imagem para se decidir… talvez esteja certo! Mas isso não deixa de ser uma verdade.

Por isso separamos algumas dicas fundamentais para te ajudar a criar uma capa perfeita para sua obra. Confira!

Por que capas importam tanto?

Toda história começa por algum lugar. No caso de livros, que demandam uma imersão maior por parte de leitores (uma vez que o próprio ato de ler requer mais tempo e concentração que qualquer outra maneira de se absorver histórias), a necessidade de sedução é sempre, sempre grande.

No passado, há um ou dois séculos, era normal que capas mais artísticas sequer existissem. Mas não adianta levar isso em conta como uma espécie de argumento de que, lá no passado, as pessoas liam mais e melhor. É uma afirmação saudosisticamente vazia: os tempos simplesmente eram outros.

No passado, a variedade de livros era muito menor, dependia-se de livrarias fisicamente próximas e decidia-se com base em críticas feitas por jornais que, tendo uma base infinitamente menor de títulos para revisar, conseguia estruturar artigos completos o suficiente para fazer ou matar o sucesso de alguma obra.

Hoje, há uma infinidade de livros sendo lançados todos os dias. Mais de 40 por dia apenas no Clube de Autores, aliás. Hoje, há livros impressos, e-books, audiolivros. Hoje, há internet, deixando todos os livros do mundo ao alcance de todo mundo.

Hoje há abundância, não escassez. E abundância se traduz em concorrência. 

Imagine-se agora olhando uma vitrine com dezenas ou centenas de livros de autores que você não conhece. O que você faria para se decidir por um? Ler um trecho de todos? Dificilmente: ninguém tem tempo para isso.

Muito provavelmente você escolheria alguns e os folhearia para ver se se identifica com os textos. E como você escolheria quais folhear? Se você não conhecesse os autores ou os enredos, muito provavelmente pela capa. É por isso que ela importa.

O que você JAMAIS deve fazer?

Ignorar a importância da capa por conta da empolgação de ter terminado de escrever seu livro, fazer qualquer coisa, de qualquer jeito, e publicar.

Fazer isso é praticamente dizer ao leitor que nem você mesmo acredita no seu livro ao ponto de ter dedicado um mínimo de zelo e de carinho para construir uma capa condizente com o conteúdo.

Aliás, hoje, é extremamente comum que o leitor “deduza” a qualidade do texto a partir da qualidade da capa. Isso está certo? Está errado? A discussão é irrelevante: se é assim que o leitor pensa e escolhe, é nesse mundo que o autor deve se enquadrar.

5 dicas para criar uma capa de livro

1. Saiba o que você quer transmitir

O primeiro passo para a capa perfeita é descobrir o que, exatamente, você quer. Isso pode parecer óbvio, mas a quantidade de escritores que não fazem ideia do que desejam ao iniciar um trabalho de criação de capa é assombroso. A regra aqui é simples: se você, que escreveu o livro, não sabe o que quer de capa, dificilmente um capista conseguirá produzir algo bom.

Isso significa que você deve descrever, em detalhes, uma imagem de capa, para que um artista a coloque no papel? Claro que não: você é escritor, não capista. Mas quer dizer que você deve saber sim, em detalhes, qual imagem, qual percepção você deseja transmitir ao leitor. Isso nos leva ao segundo ponto.

2. Sintetize sua mensagem em conceitos

Todo livro do mundo tem uma mensagem central, uma ideia básica que funciona como alicerce para toda a sua narrativa. Seja de maneira direta ou indireta, óbvia ou abstrata, você deve ter essa ideia tangivelmente clara, descrita, palpável.

Essa será a essência do seu “briefing”, do seu pedido para o capista que trabalhará em seu livro. E se, ao final do trabalho, você não achar essa mensagem transmitida na capa, é porque ela não está boa (independentemente da sua qualidade artística).

3. Sintetize seu livro

Não adianta também entregar um livro inteiro para um capista e falar “se vire”. Sejamos práticos: a probabilidade de um capista profissional que depende de escala (e, portanto, produz diversas capas por mês para sobreviver) efetivamente ler o seu livro inteiro é mínima.

Sintetize-o. Tenha clara a mensagem que deseja transmitir e entregue ao capista material para que ele possa se aprofundar, incluindo uma sinopse eficiente e trechos que você acredita que sejam “exemplares”.

4. Tenha referências de capas

O capista que você arrumará (falaremos disso logo mais) até pode entender a mensagem do seu livro – mas ele dificilmente saberá o seu gosto pessoal se você não passar referências práticas.

O que são essas referências? Capas de outros livros que você gosta.

Vá a uma livraria no final de semana, pesquise na internet, tire fotos, enfim: reuna algumas imagens que sirvam de inspiração para o profissional que estiver trabalhando para você.

Referências, aliás, nem precisam ser apenas de capas incríveis.  É tão importante dizer o que quer quanto dizer o que não quer.

Leia também: As 10 piores capas da história

5. Arrume um bom capista

A não ser que você seja um designer ou um entusiasta da diagramação – o que certamente facilita a vida – não tenha dúvidas da necessidade de arrumar um para trabalhar para você. Como?

Pode ser um amigo ou um profissional de mercado – tanto faz. O importante é ter em mente que este será um profissional fundamental para seu livro.

F-U-N-D-A-M-E-N-T-A-L.

Neste sentido, recomendamos que você navegue no Profissionais do Livro, plataforma do Clube de Autores que permite a contratação direta dos mais diversos prestadores de serviço relacionados ao mercado editorial. Lá você encontrará centenas e mais centenas de capistas oferecendo seus serviços a preços com grande variação. Significa que todos sejam incríveis? Não.

Uma vez no Profissionais do Livro (ou em qualquer outra plataforma), você deve vasculhar os comentários de clientes feitos sobre aquele capista e, principalmente, visitar o seu site ou portfolio para ver se realmente gosta do seu estilo. Se não gostar, não contrate. Simples assim.

Se gostar, contrate: mas seja extremamente rígido na sua demanda e aprove apenas se realmente amar a capa.

Saiba quanto custa publicar um livro

A capa é só o que eu preciso para o meu livro funcionar?

Claro que não – há muitos livros com capas incríveis que nunca venderam mais que meia dúzia de exemplares. Há mais, muito mais envolvido em transformar uma história em um sucesso de vendas. A capa é só um dos elementos fundamentais.

texto em fundo roxo "publique sua obra"

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Como escrever um livro de romance? 8 dicas

Existem diversas formas de escrever um livro de romance. Neste artigo, daremos algumas dicas fundamentais para começar o seu! Confira:

  1. Leia livros sobre amor
  2. Viva na realidade, não na utopia
  3. Cace o espírito do tempo
  4. Crie grandes conflitos
  5. Desenvolva personalidades marcantes
  6. Cuidado com o piegas
  7. Lembre-se das dicas básicas que servem para todos os gêneros
  8. Inspire-se em grandes obras

Antes de seguirmos, cabe de imediato um esclarecimento: um romance não é, necessariamente, um livro de romance. Por algum motivo qualquer, no nosso idioma, um romance é todo e qualquer livro, em prosa, que narre uma história (mesmo que ela sequer contenha menções a amor ou coisas do gênero). Um livro de romance, no entanto, já envolve, sim, histórias de amor. E é deles que falaremos aqui.

Primeiro, porque mais de 25% de todos os livros publicados aqui no Clube são relacionados, de alguma forma, ao amor. E, segundo – mas não menos importante – pelo óbvio: o amor é, provavelmente, o mais importante dos assuntos da humanidade e o único ao qual todos da nossa espécie, de alguma forma, têm algum tipo de experiência ou vivência pessoal. E, se somos uma espécie que se diferencia das demais justamente pela nossa capacidade de contar histórias, nada mais natural que escolhermos como base para elas o mais universal dos assuntos: o amor.

E aqui entramos com um punhado de dicas (ou boas práticas) algo que, se não servirão como livro de receita – pois não há receitas aqui – certamente ajudarão a inspirar ou ao menos a “guiar” o escritor.

Dicas para escrever um livro de romance:

1. Leia livros sobre amor

Esse negócio de querer escrever e não gostar de ler é algo simplesmente desfuncional. E mais: as desculpas comuns (como falta de tempo) são ridículas. Sempre, sempre se arruma tempo para o que se realmente deseja fazer. É tudo uma questão de prioridades.

E se você quer ser um escritor, o primeiro passo é abraçar a leitura de todas as formas. Cada vez que você mergulhar em um universo criado por outro autor, afinal, você terá uma aula de estilo, de construção de trama, de personagens. Você pode não encontrar o seu estilo neles, mas certamente colecionará exemplos que o ajudarão a entender o que prende o leitor.

Nesse sentido, dê bastante espaço para os clássicos, os livros que se imortalizaram no tempo. O motivo? Se Dom Quixote, para ficar em um exemplo, está há séculos encabeçando a lista dos mais vendidos da história da humanidade, é certamente pela capacidade narrativa de Cervantes.

Leia mais: Como retomar o hábito da leitura?

Aproveite: os melhores professores do mundo, afinal, estão logo ali, na livraria mais próxima de você.

2. Viva na realidade, não na utopia

A maior diferença entre realidade e utopia é a complexidade. Em utopias, tudo funciona como um reloginho: quem ama é sempre correspondido, os conflitos são superficiais, mesmo os problemas são de uma facilidade irrealmente ingênua.

Bom… a vida não é assim e o leitor sabe. A consequência: a capacidade de retenção de atenção, de engajamento, despenca.

E é precisamente isso que desejamos evitar ao mergulhar mais a fundo na realidade. Ao estruturar uma trama qualquer, baseie-se no mundo real: agregue complexidade, contratempos, dificuldades e, em suma, “normalidade”. Deixe seus personagens mais tridimensionais, com qualidades e falhas, acertos e erros.

Se, ao terminar uma leitura crítica, você sentir que algo estiver perfeito demais para ser verdade, sente e reescreva. A verdade é o que mais se deve buscar em um livro, mesmo que seja uma ficção.

O que é distopia e como incluir essas características à sua história?

3. Cace o espírito do tempo

Sabe uma das principais regras que Shakespeare utilizava para compor as suas peças? Ele sempre, sempre criava alguma trama com base nos “trending topics” da Inglaterra. Othello foi escrito quando Elisabeth I expulsava os mouros de Londres; o Rei Lear se baseou em um caso jurídico real que se transformara na grande fofoca do reino; MacBeth foi feita para celebrar, por meio de metáforas, a linhagem do monarca James I , para quem a peça foi escrita.

O que aprendemos com o grande mestre? Simples: que um pano de fundo popular, principalmente quando assume proporções gigantescas, é perfeito para fazer a audiência se conectar com a trama e se deixar envolver pelas histórias dos personagens.

4. Não há boas histórias românticas sem grandes conflitos

Tá… talvez até haja uma ou outra que não tenha me ocorrido – mas o fato é que são raras. O que envolve o leitor, afinal, não é a estrutura do personagem em si, mas sim as suas reações seguindo momentos de conflitos internos e externos.

Naturalmente, quanto mais conflitos, mais fácil construir reações à altura (desde que sejam consistentes com a personalidade dos personagens).

5. Crie personalidades para seus personagens

Entramos em um quinto e fundamental ponto aqui: personagens não devem ser descritos apenas como rostos e atitudes. Todos devem ter um passado próprio, um histórico que dê consistência a cada uma de suas atitudes quanto a tudo.

Não que você precise, claro, se alongar infinitamente nos detalhes da infância de um personagem secundário – a questão não é essa. Mas, na medida em que um personagem vá ganhando prioridade na história, a importância de fazer o leitor entender o seu passado vai ficando cada vez mais relevante. Somente assim, afinal, aquele senso de intimidade entre leitor e protagonistas vai ganhando um espaço fundamental para que o engajamento com a história seja efetivamente construído.

Quer uma dica? Monte uma linha de tempo e um resumo da história de cada um dos seus personagens antes de se alongar muito na trama. Pode ser que você nem utilize partes desse histórico mas, no mínimo, ele servirá para garantir que você não coloque ações e palavras na boca de um personagem que dificilmente as executaria.

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6. Cuidado com o piegas

Um dos maiores riscos de um livro de romance é deixá-lo escorregar para o piegas, forçando a barra em situações naturais e trocando a densidade pelo sentimentaloidismo.

A solução, aqui, normalmente foge de algo que o próprio autor possa resolver sozinho: envolve um leitor crítico.

Há, normalmente, dois caminhos aqui: selecionar um ou mais amigos críticos ou contratar um crítico literário. Seja qual for o caminho, o importante é que você escolha alguém realmente crítico em quem confie (evitando envolver alguém que você sabe que vai te elogiar livremente pela própria relação que já tenham) e que deixe de lado o ego (preparando-se para receber e lidar com eventuais críticas mais pesadas).

Esteja disposto a reescrever trechos inteiros do seu livro com base em feedbacks, aliás. E entenda que isso faz parte do processo.

7. Siga as dicas básicas que servem para todos os gêneros

Isso pode parecer genérico demais (e talvez seja mesmo), mas já escrevemos aqui uma série de dicas importantes sobre como escrever um livro que se aplicam tanto a romances quanto a outras temáticas diversas. Elas incluem, por exemplo:

8. Inspire-se em grandes obras para contruir seu próprio estilo

Exemplos de obras primas não nos faltam: Machado de Assis esculpiu Bentinho e Capitu em um extremo, Guimarães Rosa entregou Riobaldo e Diadorim em outro, Hemingway, Garcia Marquez, Pamuk, Kazuo Ishikuro e tantos mais nos brindaram com as maiores pérolas da literatura baseadas justamente nesse gênero máximo.

Mas, se amor é um sentimento universal, a técnica de se estruturar um romance envolvente certamente é bem mais individual. Basta, aliás, comparar alguns desses exemplos citados acima. Por mais incríveis que sejam, em nada o platonicismo do Amor nos Tempos do Cólera (Garcia Marquez) sequer se assemelha com a distopia de Não me Abandone Jamais (Kazuo Ishiguro). ainda assim, ambas são obras primas indiscutíveis.

E agora? O que fazer? 

Bom… a parte mais complexa de se escrever um livro, naturalmente, é sentar e escrevê-lo! Esse compilado de dicas aqui deve ser visto mais como uma espécie de caminho, de recomendação nossa com base na experiência de lidar com mais de 70 mil títulos e de ler muitos, muitos livros – principalmente de romance.

Mas nada, nada substituirá a sua própria veia de escritor. Assim sendo, procure ao menos observar as nossas recomendações e mergulhar na sua própria trama. Do nosso lado, desejamos toda a sorte do mundo e esperamos tê-lo publicado aqui, no Clube de Autores!

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Como ter ideias para escrever um livro

Quer escrever um livro e não sabe por onde começar? Confira as dicas que preparamos e aventure-se! :)

O Clube de Autores foi criado sob o princípio de que todo mundo tem uma história para compartilhar. Vivemos e morremos por este princípio que, até hoje, se mostrou absolutamente real. Mas isso não significa, claro, que todos estejam motivados, inspirados e prontos para passar suas crenças e visões de mundo mais profundas para o papel. E essa passagem, obviamente, é chave.

A grande questão que aflora é: como instigar a mente a comandar os dedos para metamorfosear pensamentos em letras, palavras, frases, capítulos e, em suma, em uma ou mais histórias? 

Técnicas inspiradoras de grandes escritores

Não há uma resposta mágica, uma espécie de receita padronizada para isso: escrever sempre foi, é e sempre será algo extremamente pessoal. Saramago, por exemplo, lançava perguntas hipotéticas ao universo e transformava suas respostas em enredos. Foi hipotetizando sobre “o que aconteceria se a morte tirasse férias”, por exemplo, que ele concebeu “As Intermitências da Morte”, uma de suas obras primas.

Khaled Husseini, autor do best-seller “O Caçador de Pipas”, diz se inspirar vendo o noticiário. Foi, aliás, uma notícia na TV sobre competições de pipas serem proibidas pelo Talibã que inspirou o seu livro mais famoso.

E, claro, entre lançar perguntas surreais ao cosmo e assistir ao Jornal Nacional certamente há todo um abismo de ideias e inspirações.

Longe de querer sintetizar tudo em um compilado monótono, como se genialidades nascessem a torto e à direita, este post tem um objetivo que se situa entre a mera curiosidade e um empurrãozinho aos que estiverem sofrendo de bloqueio criativo: uma lista com algumas das técnicas mais utilizadas por autores de todo o mundo e através dos tempos para se destrancar a palavra escrita de dentro dos seus cérebros.

Mas não nos atenhamos unicamente a elas, claro. Uma vez escrita, toda história tem um caminho loooongo pela frente, até se transformar em livro.

Vamos lá?

Como ter ideias para escrever uma obra? 10 dicas 

1. Leia. Muito. 

A maior fonte de inspiração para se escrever um livro costuma ser um outro livro. Um, não: vários. Quanto mais intimidade você tiver com obras primas de gênios como Murakami, Rulfo, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Mia Couto, Clarice Lispector e outros tantos, mais intimidade você terá com o próprio conceito de narrativa.

Deixar-se ser envolvido por estilos literários que transcendem e transformam o próprio conceito de poesia costuma mexer fundo no coração – mais especificamente na parte dele que mais importa, naquele ponto escondido de onde nascem todas as emoções. Faça, então, o óbvio: vá a uma livraria ou confira os livros independentes publicados aqui no Clube.

2. Tenha sempre um caderno à mão – e use-o sem economia.

Não, não é necessário ser exatamente um caderno: pode ser um tablet ou até mesmo o seu celular. O importante, mesmo, é que você tenha o hábito de registrar imediatamente qualquer sinal de ideia que – quem sabe? – tenha algum potencial de amadurecer em forma de livro.

Pode ser uma observação casual do cotidiano, o registro de um sonho, uma frase que achou bonita ou qualquer coisa. Simplesmente escreva, registre, anote. Nunca se sabe exatamente o que destranca ideias do cérebro.

3. Cace arte – e recrie a história por trás de cada peça que achar.

Olhe em volta. Onde quer que você viva, são imensas as chances de estar cercado por obras de arte. Sejam esculturas, telas, prédios ou casarões, grafites ou qualquer outra manifestação artística, é relativamente fácil se deparar com algo capaz de te extrair do lugar-comum.

Aprenda a perceber a arte e, principalmente, a deixar a curiosidade dominar seu olhar. Toda obra, afinal, tem uma história por trás –  e é nessa história que reside a sua maior densidade. Foi a um museu e se encantou com uma peça específica? Pesquise-a, ainda que com o próprio celular navegando na Wikipedia. Quem foi o autor? Em que período ela foi feita? Por que motivo? O que deveria representar? Quem encomendou? O que ela deveria representar?

Para cada peça que olhar, brinque de engenheiro de obra pronta e tente imaginar toda a história por trás dela, tanto emocional quanto cronologicamente. Obras de arte mais plásticas (como quadros ou esculturas) costumam ser uma espécie de capítulo final de um livro cujos capítulos iniciais podem ser criados por cada espectador. E isso permite um tipo de exercício criativo fenomenal.

4. Aprenda a provocar emoções com as palavras.

Escritores são, essencialmente, artesãos de palavras. Nesse sentido, cada frase pode ser pensada, esculpida e retrabalhada de maneira a gerar mais impacto em seu ouvinte ou leitor. Aprenda a brincar com palavras, a substituir as monótonas colocações do nosso cotidiano com termos buscados nos mais bem guardados baús do nosso belíssimo idioma.

Livros, afinal, são ideias traduzidas em um encadeamento poético de palavras. Quanto mais você dominar o seu idioma, melhor conseguirá destravar conceitos e deixar histórias fluírem soltas.

5. Decida o gênero que quer escrever.

Drama? Filosofia? Comédia? Terror? Ficção científica? Até é possível mesclar pitadas de um gênero com outro mas, no geral, todo livro costuma se enquadrar em um perfil mais geral. E isso não é ruim.

Ao contrário: quanto mais claro estiver para si mesmo o gênero que você deseja escrever, mais fácil será buscar referências e escrevê-lo.

6. Não tente imitar alguns para agradar a todos

Um dos grandes erros que autores costumam cometer é tentar construir histórias que agradem ao que eles entendem como “massa de leitores”. “Paulo Coelho é um best-seller? Então tentarei escrever igual a ele!”.

Poucas ideias podem ser piores que essa – até porque um livro é, por excelência, um espelho do seu autor. Quanto mais rápido o autor entender que suas chances de sucesso são maiores na medida em que ele se entregar ao seu próprio estilo, melhor. Ser você mesmo é uma garantia de sucesso? Infelizmente, não – o mercado literário é, possivelmente, o mais concorrido do mundo. Mas tentar ser outra pessoa é uma garantia de fracasso.

7. Teste sua história

Pensou em algo que pode ser um bom começo ou uma boa base para um livro? Teste.

Crie uma espécie de sinopse mental e compartilhe-a com algum amigo ou leitor em potencial. Perceba a sua reação, esforçando-se para separar aprovações educadas de entusiasmos sinceros. Nem sempre o que nos parece uma boa ideia, afinal, tem potencial concreto para se transformar em um bom livro, e testar a capacidade de retenção de atenção é sempre um caminho aconselhável.

Ou seja: absorva tudo o que puder dos feedbacks e cresça com eles!

8. Não se veja como um gênio incompreendido

Depois de testar a sua história uma, duas ou três vezes e receber olhares mais reprovadores, é comum que o escritor busque refúgio ou alívio no pensamento de que seu texto está perfeito, mas além do alcance das pessoas. Esqueça isso.

Claro: nem todo livro funcionará para todo mundo, mas se você escolheu bem os “críticos” para quem contou ou mostrou a sua tese (ou sinopse mental, como colocamos na dica acima), então confie nas opiniões que ouvir.

Em última instância, force-se a acreditar que não existem gênios incompreendidos: existem escritores que não conseguiram concatenar suas ideias direito. Quanto mais você colocar a culpa nos outros, afinal, menos conseguirá mudar para evoluir.

9. Dedique-se a uma primeira frase

“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas.” Foi assim que Machado de Assis abriu a sua obra prima, Memórias Póstumas de Brás Cubas – com uma primeira frase que praticamente cola o olhar do leitor ao livro e o impele a devorar cada uma de suas próximas páginas.

Não se costuma dizer que a primeira impressão é a que fica? Pois bem: em um livro, uma primeira frase bem elaborada tem o potencial de transformar a experiência do leitor – e de atiçar a imaginação do autor em níveis incríveis.

10. Deixe o texto ganhar vida própria; depois, dedique-se a podá-lo

Em um determinado momento, suas mãos parecerão ter vida própria e sairão escrevendo a uma velocidade maior que a do seu próprio cérebro. Não se censure aqui: deixe o texto crescer por conta própria, tomar os caminhos que preferir, dominar o papel com toda a coragem de um adolescente descobrindo o mundo.

Mas tenha claro para si que o que quer que resulte daí não será o seu trabalho final. Uma vez escrita essa primeira versão do livro, transforme-se em carrasco de si mesmo e dedique-se a ler e a reler, a cortar trechos desnecessários, a organizar eventuais caos incompreensíveis e a ceifar capítulos inteiros com a frieza de um legista.  O mexicano Juan Rulfo, aliás, costumava dizer que escrever é a parte mais rápida de um livro: o trabalho mesmo estava no passo seguinte, quando ele começava a aparar as arestas de cada uma das suas próprias frases. Foi assim que ele deu ao mundo Pedro Páramo, um dos livros mais celebrados da história.

Escreveu seu livro? E agora?

Passou por tudo isso? Seu livro está já escrito e pronto para ser lançado?

Parabéns: todos têm uma história para compartilhar mas, se dúvidas, são poucos os que realmente conseguem tirá-la da cabeça e colocá-la no papel.

O próximo passo? Publique aqui no Clube de Autores gratuitamente, nos formatos impresso e digital, e esteja presente nas maiores livrarias do país e do mundo!

texto em fundo roxo "publique sua obra"

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