Nada de escrever no feriado

Amanhã – ainda bem – é feriado.

Para mim, feriado sempre foi o oposto do que se costuma interpretar. Ao invés de tirar o dia para descansar, sempre entendi um dia livre de trabalho como uma oportunidade única justamente para se cansar. E não digo “cansar” no sentido de se exaurir de tédio, mas sim de se buscar fazer alguma coisa diferente, que amplie a mente, aproveitando as horas do dia que acabam vindo de bônus.

Ou seja: é dia de pairar pelos parques da cidade, de se internar em museus dos mais densos, de perambular pelos centros decadentes mas inspiradores desse nosso Brasil, de se enfurnar em algum filme cult. É dia de mudar rotinas.

Sempre entendi que a vida ganha mais sentido quando sorvemos cada milímetro de inspiração que conseguimos – e que inspiração, por sua vez, tem como berço os momentos de coisas diferentes que fazemos. Faz sentido: quanto mais rotineira a vida, afinal, menos oportunidades de se encantar com algo novo e, consequentemente, de se surpreender, de fazer o peito palpitar mais forte.

Feriado, para mim, não é dia de escrever. Escrever se faz em dias normais, depois (ou durante) o trabalho, às noites, nas primeiras horas. Quando esse tempo livre cai sobre as nossas cabeças, o ideal é aproveitá-lo para completar o nosso tanque criativo com inspiração.

Amanhã, portanto, é dia de viver mais intensamente para que se consiga escrever mais insanamente.

Pelo menos é o que eu farei :-)

Um comentário em “Nada de escrever no feriado

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