Como estou divulgando o livro que ainda estou escrevendo

No começo de setembro, fui selecionado como um entre 12 atletas do mundo para participar de um projeto bem ambicioso: o Unogwaja.

Do que se trata? De uma jornada que incluirá, no final de maio de 2018, pedalar 1.650km através da África em 10 dias para, no dia 11, correr uma ultramaratona chamada Comrades, de 89km. Esse projeto tem ainda um propósito bem maior do que o simples suor: cada um dos doze Unogwajas tem uma meta própria de arrecadação de fundos, dinheiro que será inteiramente doado para instituições de caridade africanas.

E por que posto isso aqui, em um blog de literatura? Porque o meu projeto pessoal de arrecadação de fundos inclui escrever um livro sobre essa jornada toda – livro que já está em pre-venda e em plena campanha de arrecadação.

O livro, por si só, tem três enredos que se cruzam: a biografia de um atleta chamado Phil Masterton-Smith, que fez essa travessia de bicicleta no começo dos anos 30; a de um outro atleta chamado John McInroy, que criou e deu caráter beneficente, em 2011, a esse desafio; e a minha, que estou agora treinando feito um insano e aprendendo como é arrecadar dinheiro em nome de uma causa maior.

E escrever esse livro, adianto, tem sido uma aventura dentro de uma aventura. Principalmente a parte biográfica do Phil, a quem chamamos de Unogwaja original: o montante de dados e informações falsas sobre a sua vida é absolutamente inacreditável. Isso tem me tirado do papel de escritor e me colocado no papel de detetive: já conversei com a irmã dele, de 94 anos, que tem uma memória de elefante; já revirei documentos nas escolas que ele supostamente estudou (uma das quais inclusive tem uma placa de bronze em sua homenagem, mas que descobri que ele nunca efetivamente frequentou); já conversei até com colegas combatentes (Phil morreu atingido por um morteiro na II Guerra).

Mas não é nem disso que eu mais quero falar aqui – isso é tudo o básico ao se escrever não-ficção. O que quero compartilhar aqui é a estratégia de divulgação, é como estou fazendo para arrecadar dinheiro para esse livro – tema que interessa a 9 entre cada 10 autores. Até agora, no primeiro mês de projeto (de um total de 9) fiz assim:

  1. Planilhei todos os custos do livro, incluindo leitura crítica, revisão, capa, diagramação, ISBN. Não inclui impressão por motivos óbvios: não sei o tamanho do livro e, ainda que soubesse, me parece pouco efetivo pagar por tiragens grandes quando a impressão no Clube é toda sob demanda.
  2. Ainda assim, estimei um custo de impressão e coloquei um valor de pre-venda. Como toda a arrecadação será destinada a caridade, tomei a liberdade de estipular um valor mais alto – R$ 100 – e contar com a solidariedade dos leitores interessados.
  3. Abri dois canais práticos de venda: um diretamente no site da organização do evento, que tem todas as informações oficiais, e outro no Catarse (em português e mais acessível a brasileiros).
  4. Até agora, foquei a divulgação em dois canais: em grupos de amigos corredores no Whatsapp – um público que naturalmente se interessa pelo enredo e pelo propósito – e em meu blog próprio, que também gira em torno do tema e já tem uma audiência razoável consolidada por 4 anos de postagens. Naturalmente, todos os posts que faço vão também para as minhas redes sociais, tipo Facebook e Instagram.
  5. Para ativar um pouco mais, postei o primeiro capítulo que escrevi no meu blog. Funcionou: foi a primeira vez que as pessoas puderam, afinal, entender melhor como o enredo estava se consolidando.
  6. As postagens acabaram chamando a atenção também da imprensa especializada, que começou a soltar notícias como essa aqui. Claro que isso ajuda bastante.

E como estamos? Novamente, é o primeiro de nove meses de projeto. Mas, somando o site do evento com a página do Catarse, já consegui um total de quase R$ 5 mil em pré-vendas, número que tem me deixado bem satisfeito. O que tenho aprendido com um projeto assim – o primeiro do gênero que faço?

Que as pessoas não querem apenas ler histórias: elas querem participar delas. Basta, claro, que as histórias sejam fortes o suficiente. E, na prática, cada um que compra um exemplar deste livro ainda sendo escrito está escrevendo a história junto comigo, viabilizando essa ideia de atravessar a África com o intuito de mudar, ainda que um pouquinho, o mundo.

Vou postando mais novidades por aqui no futuro!

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As duas opções do Clube para o Dia das Crianças

Naturalmente, quaisquer opções ou recomendações nossas para o Dia das Crianças girarão, sempre, em torno da literatura. Não poderia ser diferente: só com letras e histórias mentes melhores poderão ser forjadas, poderão entender e aprender a interpretar o mundo com a maestria que desejamos para os nossos filhos.

Há, pois, duas recomendações nossas. A primeira é a mais óbvia: aproveitar a promoção no Clube de Autores e escolher entre os tantos milhares de títulos voltados para crianças que temos aqui.

O segundo, no entanto, é um pouco mais sofisticado e vem também de um projeto nosso, a Fábrica de Historinhas: transformar o seu filho em personagem e dar a ele um livro em que ele próprio seja protagonista. Quer melhor maneira de incentivar o gosto pela leitura, afinal, do que literalmente inserindo a criança no enredo?

Dá uma olhada: há dezenas de títulos super interessantes a partir dos quais você pode escolher e viajar com seu filho ou filha pelo mundo tão mágico da literatura!

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A diversão de voltar à ativa com a Fábrica de Historinhas

Estávamos em “pausa” com a Fábrica de Historinhas, serviço de personalização de livros infantis que lançamos no apagar das luzes doano passado. Estávamos revendo os produtos, criando novos formatos (antes, trabalhávamos apenas com assinaturas mensais), repensando tudo.

Foi um período chato para mim – até porque eu usava o blog da Fábrica para escrever justamente sobre o papel de livros na minha relação pessoal com as minhas filhas. E é ruim, muito ruim parar de escrever – como creio que todos que estejam lendo isso, escritores, concordem.

Pois bem: a Fábrica está de volta! Agora, todos os livros personalizados são vendidos também individualmente, sem precisar assinar nada ou fazer nenhum tipo de pagamento mensal. Agora, é simples assim: você entra no site, seleciona a história, personaliza nomes de personagens e pronto: em poucos dias, recebe um livro lindo em casa tendo os seus filhos como personagens principais. Simples e, obviamente, efetivo: que criança não presta atenção em uma história que tenha ela como protagonista?

E a melhor parte, falando egoisticamente: já voltei a “me escrever” lá no blog. Ufa!

http://fabricadehistorinhas.com.br

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Livraria Cultura com livros impressos do Clube

Se você acessar, agora, o site da Livraria Cultura, verá que já á cerca de três mil livros do Clube de Autores disponíveis lá. Pois é: uma das mais tradicionais livrarias do país, finalmente, já está recebendo os nossos livros em um movimento de distribuição que já inclui Estante Virtual ,Submarino e Americanas e Amazon.

Da mesma forma que na Amazon e na Estante, no entanto, apenas os livros com ISBN serão distribuídos na Cultura.

Assim, se você tem seu livro com ISBN publicado no Clube e nos autorizando a distribui-lo, pode aguardar que já já ele estará disponível em todas elas (dado o volume de títulos, o processo de disponibilização do acervo inteiro ainda levará algumas semanas).

Se você ainda não tem ISBN, recomendo que vá a www.profissionaisdolivro.com.br e contrate uma assessoria para obtenção de ISBN ou tire o seu diretamente no isbn.bn.br . O processo é simples, barato e, acredite, vale muito a pena!

E, claro, reforço abaixo as regras de distribuição:

Hoje, quando se autoriza a distribuição de ebook pelas lojas virtuais (Apple, Google, Amazon etc.), se aceita também regras novas de remuneração para que possamos incluir o repasse financeiro de parte do preço de capa para essas lojas. As regras que adotamos aqui serão as mesmas. Ou seja: 

Se seu livro custar, hipoteticamente, R$ 35,00 no Clube, dos quais R$ 5,00 são de direitos autorais, este montante continuará valendo apenas para vendas feitas através do site do Clube. Caso o livro seja vendido, por exemplo, via Amazon, a sua remuneração será fixa de 20% sobre o preço final – ou seja, de R$ 7,00. Apenas para frisar: custe o que custar o livro, o preço no Clube ou nas lojas será o mesmo e, no caso de vendas pelas lojas, o autor receberá sempre 20% do preço de capa. 

Se você já tem um ebook autorizado a ser distribuído, não precisará fazer nada – a mesma regra se aplicará ao impresso. Caso não tenha e deseje distribuir o seu livro pelos canais, basta que vá a Sua Conta, clique em Livros Publicados, clique no botão de ações e vá a Gerenciar Publicações em Livrarias, seguindo as instruções na tela. 

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